DIYfor change
PT-BR
Bassirou Diomaye Faye em 2024

Senegal · 2024

Diomaye mooy Sonko

Em wolof, “Diomaye é Sonko”: o lema que transferiu os votos de Sonko, impedido de concorrer, para Diomaye Faye.

Em março de 2024, um candidato solto dez dias antes da votação venceu a eleição presidencial do Senegal no primeiro turno, com 54,28%. O partido estava dissolvido e o líder, barrado.

Uma homenagem aos militantes do Pastef, à diáspora senegalesa e às organizações da sociedade civil que defenderam o calendário eleitoral. Projeto independente, sem ligação a partidos ou governos.

Em 30 segundos

  1. 54,28% no 1.º turno. Em 24 de março de 2024, Bassirou Diomaye Faye venceu a presidência do Senegal, dez dias depois de sair da prisão.

  2. Saiu junto com Ousmane Sonko, o líder impedido de concorrer. Uma frase em wolof transferiu a confiança: “Diomaye é Sonko”.

  3. Com o partido dissolvido, o Pastef teve candidatos de reserva, dinheiro da militância e da diáspora, e VPN e plataformas fora do alcance do governo.

  4. Uma frente ampla da sociedade civil pressionou pela data, e o Conselho Constitucional obrigou o governo a manter a eleição.

  5. Prepare-se para perder o líder, o partido e a internet, com substitutos, dinheiro próprio, retaguarda fora do país e aliados que defendam as regras do jogo.

Os primeiros passos

  1. Mapear o que o adversário pode tirar: líder, partido, canal, data
  2. Definir substitutos para cada peça
  3. Montar células locais e seções no exterior com coordenadores

Experimente agora Adapte com o coach

Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos

Quem fez

O Pastef publicou pouco sobre a sua organização interna.

O Pastef publicou pouco sobre a sua organização interna. O que se sabe vem de declarações dos próprios dirigentes, de militantes digitais entrevistados pela imprensa senegalesa e dos porta-vozes da sociedade civil que travaram o adiamento da eleição.

  • Ousmane Sonko

    Fundador e líder do Pastef

    Impedido de concorrer e preso, gravou meses antes um vídeo que, divulgado no Facebook em 28 de janeiro de 2024, designou Diomaye Faye como candidato do projeto.

    Fontes
  • Ngagne Demba Touré

    Dirigente do Pastef

    Divulgou no Facebook, em janeiro de 2024, as contribuições declaradas pelas seções da diáspora na França, Itália, EUA, Suíça e Bélgica.

    Fontes
  • Amadou Chérif Diouf

    Secretário de Finanças do Pastef; depois secretário de Estado dos Senegaleses do Exterior

    Contou os bastidores da vitória e defendeu o papel da diáspora no financiamento e na mobilização.

    Fontes
  • Lamine Niang e Sadikh Top

    Próximos do Pastef: diretor-geral do jornal Le Soleil e presidente do conselho da agência APS; painel “A comunicação na resistência” (27 dez. 2025)

    Descreveram como o partido, sem espaço na mídia tradicional, passou a comunicar por áudio, vídeo e grupos de relé nas redes, com apoios a partir do exterior.

    Fontes
  • Omar Africa (Oumar Soumaré)

    Criador de conteúdo próximo do Pastef

    Descreveu o papel dos criadores na vitória de 2024 e, sobre um comício de novembro de 2025, como eles coordenavam vídeos curtos, imagens sem edição e publicações simultâneas no país e na diáspora.

    Fontes
  • Aar Sunu Election: Malick Diop e Elimane Haby Kane

    Coordenadores da coligação cívica “Protejamos a nossa eleição”

    Juntaram cerca de 40 grupos civis, religiosos e profissionais contra o adiamento da eleição, com marchas, greves e vigílias.

    Fontes
  • F24: Mamadou Mbodj

    Coordenador da plataforma das Forças Vivas da Nação

    Lançou em abril de 2023 uma frente de 112 entidades contra um terceiro mandato de Macky Sall e pela candidatura livre da oposição.

    Fontes
  • Alioune Guèye

    Contabilista senegalês em Ohio (EUA)

    Em 2017 lançou uma vaquinha online para sustentar Sonko depois de demitido da função pública, um dos primeiros sinais do peso da diáspora.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

Paráfrases e citações curtas de dirigentes, militantes e porta-vozes.

Paráfrases e citações curtas de dirigentes, militantes e porta-vozes. Onde a pessoa fala de si mesma, trate como testemunho, não como prova.

Mais 6 citações

A história

Entre 2021 e 2024, Ousmane Sonko passou de deputado de oposição a candidato barrado e preso.

Entre 2021 e 2024, Ousmane Sonko passou de deputado de oposição a candidato barrado e preso. O governo dissolveu o seu partido, cortou a internet e tentou adiar a eleição. Mesmo assim, o substituto escolhido por ele venceu no primeiro turno, algo que nenhum candidato de oposição tinha conseguido desde a independência.

54,28%
de Faye no 1.º turno, 24 mar. 2024 (2,43 milhões de votos)oficial
10 dias
entre a saída da prisão e a votaçãooficial
356 M FCFA
declarados pelas seções do Pastef em cinco países, jan. 2024dado da campanha
+100.000%
inscrições na Proton VPN no Senegal, junho de 2023dado da plataforma

Três anos de resistência

  1. jan.–mar. 2021Uma coleta internacional rende 125,9 milhões de FCFA em 8 horas. Sonko é preso em março; 14 mortos nos protestos. O partido fecha os grupos de WhatsApp das células a novos membros.
  2. 14 abr. 2023Diomaye Faye, secretário-geral do Pastef, é preso por uma publicação nas redes criticando a justiça.
  3. 16 abr. 2023Nasce a F24: 112 entidades contra um terceiro mandato de Macky Sall e contra a exclusão de candidatos.
  4. 1–7 jun. 2023Sonko é condenado a dois anos. Redes sociais restringidas, dados móveis cortados de 4 a 7 de junho. As inscrições em VPN disparam.
  5. 28 jul.–2 ago. 2023Sonko é preso de novo, o Pastef é dissolvido, os dados móveis são cortados e o TikTok é bloqueado.
  6. set. 2023–jan. 2024O partido lança vários candidatos de reserva. A diáspora declara 356 milhões de FCFA. Em 28 de janeiro, um vídeo de Sonko designa Faye.
  7. 3–13 fev. 2024Macky Sall adia a eleição na véspera da campanha. Dados móveis cortados a 5 e 13 de fevereiro. Nasce a Aar Sunu Election, com cerca de 40 grupos.
  8. 15 fev. 2024O Conselho Constitucional declara o adiamento inconstitucional.
  9. 6–14 mar. 2024Uma lei de anistia é aprovada; a 14 de março Sonko e Faye saem da prisão. A frase “Diomaye mooy Sonko” se torna o grito da campanha.
  10. 24 mar. 2024Faye vence no 1.º turno com 54,28%, participação de 61,3%. Toma posse a 2 de abril e nomeia Sonko primeiro-ministro.

Três camadas

A vitória não foi só do partido. Três redes diferentes trabalharam ao mesmo tempo, com objetivos que se sobrepunham.

  • O partido clandestinoCélulas locais, seções da diáspora, candidatos de reserva e a coligação Diomaye Président, que deu ao Pastef dissolvido uma forma legal de concorrer.
  • Os relés digitaisGrupos de militantes, criadores de conteúdo e contas da diáspora que espalhavam áudios, vídeos e hashtags, com VPN quando era preciso.
  • A frente pelas regrasF24, Aar Sunu Election, sindicatos, religiosos e observadores eleitorais, que não defendiam um candidato, mas a eleição na data certa.
O que não se sabe. Nenhum estudo publicado isola o efeito de cada camada no voto.

A organização interna do Pastef está pouco documentada em fontes abertas; os valores arrecadados são declarações do próprio partido. A origem exata da frase do slogan não está documentada (circularam “Diomaye mooy Sonko” e “Diomaye mooy Ousmane”). Um dado contraintuitivo: em 14 de março de 2024, as contas próprias de Faye somavam cerca de 165 mil seguidores, 10.º lugar entre 19 candidatos: a força estava na rede, não no perfil do candidato. A data em que o bloqueio do TikTok foi levantado não foi verificada.

O terreno

O Senegal tem eleições competitivas desde 2000, mas entre 2021 e 2024 o governo usou tribunais, dissolução de partidos e cortes de internet…

O Senegal tem eleições competitivas desde 2000, mas entre 2021 e 2024 o governo usou tribunais, dissolução de partidos e cortes de internet contra a oposição. O método do Pastef é sobretudo uma resposta a essas condições.

Plataformas

Grupos de WhatsApp das células
A espinha da coordenação interna. Já em 2021 o partido fechou a entrada de novos membros em muitos grupos e retirou os detidos, para controlar a comunicação e evitar infiltração. Em 2026 a seção da França ainda descrevia os seus grupos como espaços oficiais de organização.
Facebook (página de Sonko, vídeos, lives)
O canal de um para muitos do líder: foi ali que o vídeo de designação de Faye saiu em 28 de janeiro de 2024. Um analista do OSIRIS citou as lives de Sonko como exemplo de conteúdo interativo bem feito, raro entre os candidatos.
TikTok
A rede dos jovens, e por isso alvo: bloqueada em 2 de agosto de 2023, e o ministro a chamou de rede preferida de gente mal-intencionada. Continuou a ser usada através de VPN.
X e hashtags internacionais
#FreeSenegal e #MackyDémission serviram para levar a crise à imprensa e aos governos estrangeiros, com contas da diáspora e jornalistas independentes.
VPN
A ferramenta de contorno. A Proton registrou inscrições no Senegal 100.000% acima do normal em junho de 2023, 2.800% em agosto e 350% em fevereiro de 2024. Não serve num apagão total.
Diáspora organizada por país
Seções do partido em países como França, Itália, EUA, Suíça, Bélgica e Marrocos, fora do alcance da lei senegalesa, que financiavam, publicavam e votavam no exterior.
Ruas e caravanas
A campanha oficial durou duas semanas e caiu no Ramadã; as caravanas pelas regiões e os grandes encontros levaram os candidatos a todo o território, e em 19 de março a caravana se dividiu em duas para cobrir mais terreno.

Condições locais

  • Partido dissolvido por decreto em 31 de julho de 2023; o candidato concorreu como independente, apoiado pela coligação Diomaye Président.
  • Líder e substituto presos: Faye desde abril de 2023 por uma publicação nas redes, Sonko desde julho de 2023; ambos libertados em 14 de março de 2024 por uma lei de anistia.
  • Cortes de internet repetidos: redes sociais restringidas a 1 jun. 2023, dados móveis cortados a 4–7 jun. e a 31 jul. 2023, TikTok bloqueado a 2 ago. 2023, dados móveis suspensos a 5 e 13 fev. 2024.
  • Meios de comunicação tradicionais vistos como próximos do poder; o sinal da Walf TV foi suspenso durante os protestos.
  • População jovem: mais de 76% dos cerca de 18 milhões de habitantes tinham menos de 35 anos no censo de 2023, mas muitos jovens não estavam alistados.
  • Diáspora numerosa, com direito de voto no exterior e capacidade de financiar.
  • Violência nos protestos: pelo menos 65 mortos entre 2021 e 2023, segundo o Africa Center for Strategic Studies.
  • Um Conselho Constitucional que, em 15 fev. 2024, anulou o adiamento da eleição, e líderes religiosos que atuaram como mediadores.

O método

O Pastef se organizou para perder peças: cada uma que o governo podia tirar (o líder, o partido, a internet, a data da eleição) tinha uma…

O Pastef se organizou para perder peças: cada uma que o governo podia tirar (o líder, o partido, a internet, a data da eleição) tinha uma substituta pronta.

Três frentes

Uma organização que sobrevive à proibição
Células locais e seções no exterior, vários candidatos de reserva, uma coligação para concorrer quando o partido foi dissolvido e dinheiro vindo da própria base.
Uma comunicação que não depende de quem a pode desligar
Grupos de relé, áudios e vídeos, contas fora do país, criadores de conteúdo e VPN, além de mensagens gravadas com antecedência para o dia em que o líder estivesse calado.
Uma frente ampla pelas regras do jogo
Aliados que não precisavam de apoiar o candidato para defender a eleição: sociedade civil, sindicatos, religiosos, professores, outros candidatos e o Conselho Constitucional. Num sistema de dois turnos, manter outros candidatos aliados na corrida também deixa opções abertas e pode somar mais gente no 1.º turno, desde que todos se juntem no 2.º; as fontes não dizem qual destas razões pesou no pedido de Sonko.

O ciclo da resistência

Uma sequência que se repetiu a cada golpe entre 2021 e 2024.

  1. Antecipar Supor que o líder pode ser preso e a internet cortada, e preparar substitutos antes de acontecer.
  2. Duplicar Mais de um candidato, mais de um canal, mais de um administrador, uma retaguarda fora do país.
  3. Financiar pela base Coletas da militância e da diáspora, com metas por país, e contas prestadas às autoridades.
  4. Comunicar por relés A direção grava; os grupos de relé e os criadores espalham em vários formatos e plataformas ao mesmo tempo.
  5. Contornar Quando bloqueiam, ensinar a usar VPN, mudar de plataforma e voltar ao boca a boca, ao rádio e à rua.
  6. Defender o calendário Juntar a uma frente cívica ampla, recorrer aos tribunais e manifestar-se de forma pacífica e dentro da lei.
  7. Transferir a confiança Quando o líder não pode concorrer, ligar o nome dele ao do substituto numa frase simples, na língua do povo, e mostrá-los juntos.
  8. Proteger o voto Levantar cartões de eleitor e ir votar. As fontes consultadas não descrevem o trabalho do Pastef nas mesas; num caso novo, planeje fiscais em cada seção e a foto das atas.

E recomeça.

Toolkit

O que é preciso para organizar uma campanha ou causa que possa perder o líder, a estrutura legal ou a internet sem parar.

O que é preciso para organizar uma campanha ou causa que possa perder o líder, a estrutura legal ou a internet sem parar. Adapte à lei do seu país e às regras desta página.

Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Os documentos públicos mostram uma estrutura em camadas: direção nacional, células locais, seções por país na diáspora, grupos de relé digitais e uma secretaria de finanças. O que segue organiza essas funções; os nomes de papéis foram escolhidos para este playbook.

Equipe mínima

O líder e o substituto
Uma voz principal e pelo menos uma alternativa já conhecida e aceita pela base. No Senegal, o partido inscreveu vários candidatos de reserva antes de escolher Faye.
Finanças
Uma secretaria que organiza as coletas por categoria e por país, regista cada contribuição e presta contas às autoridades.
Coordenação da diáspora
Uma seção por país com mesa própria, grupos internos e metas de arrecadação; funciona como retaguarda quando a direção no país está presa ou silenciada.
Relés digitais
Militantes e criadores que recebem o material, adaptam-no a cada público (estudantes, trabalhadores, emigrantes) e publicam em simultâneo.
Células locais
Grupos de bairro, comuna, universidade e local de trabalho que levam a mensagem para fora das redes e ajudam no alistamento de eleitores.
Jurídico e segurança
Advogados para detidos e para os prazos eleitorais; alguém que cuida de quem entra nos grupos e de como se comunica sob vigilância.
Pontes com a sociedade civil
Pessoas que falam com sindicatos, religiosos, observadores e outras candidaturas para formar frentes sobre as regras do jogo.

Ritmo

  1. Meses antesColetas da diáspora por país, inscrição de candidatos de reserva, alistamento de jovens eleitores (em novembro de 2021, a juventude do partido em Dacar lançou o projeto “500 mil patriotas”, dirigido a quem ia votar pela primeira vez e a estudantes).
  2. Quando há cortePassar a mensagem pelos canais que restam: VPN, chamadas, SMS, rádio, contas no exterior. Documentar o corte e denunciá-lo.
  3. SemanalPorta a porta toda semana e reuniões regulares das estruturas. Foi o que Sonko exigiu em dezembro de 2025, com relatório mensal e plano trimestral.
  4. Campanha (2 semanas)Caravana diária pelas regiões. A 19 de março, a caravana se dividiu em duas para cobrir mais território: Faye a sul e centro, Sonko a norte.
  5. Último diaGrande caravana de encerramento na capital e lembrete para levar o cartão de eleitor.

O ritmo diário interno do Pastef durante a campanha não foi publicado. As entradas acima vêm de fontes abertas; o ritmo semanal vem da diretiva de 2025, não de 2024.

Plano B

  • Mais de um candidato inscrito até o último prazo legal.
  • Uma mensagem do líder gravada com antecedência: o vídeo de Sonko foi gravado em julho de 2023 e só saiu em janeiro de 2024.
  • Uma estrutura legal alternativa (coligação, plataforma) para quando o partido for dissolvido.
  • Administradores e servidores fora do país, com segurança própria.
  • Instruções de VPN distribuídas antes do corte, não depois.
  • Canais fora da internet: rádio comunitária, SMS, chamadas, reuniões de bairro.

Tecnologia

As ferramentas são baratas. Precisam estar instaladas e ensinadas antes de o governo agir.

  • Grupos de WhatsApp por célula e por paísGrátis

    Coordenação interna. Entrada controlada, administradores de reserva, retirada imediata de quem é detido ou sai da organização. Num grupo comum, todos os membros veem o número de todos: um infiltrado leva a lista inteira. Para avisos, use canais ou o grupo de avisos de uma Comunidade; para coordenação sensível, Signal com nome de usuário e número oculto.

  • Página e lives no FacebookGrátis

    A voz do líder para muitos: vídeos longos, lives com perguntas, comunicados. Gravar e guardar cópia de tudo.

  • TikTok e vídeos curtosGrátis

    Explicações curtas e convocações para jovens; imagens sem edição dos encontros para quem não pôde ir.

  • X e hashtagsGrátis

    Levar a crise à imprensa e aos governos estrangeiros. Nota: com VPN as contas aparecem noutro país e as hashtags podem perder alcance local.

  • VPN e mensagens cifradasGrátis a cerca de 10 €/mês

    Contornar bloqueios de plataformas e proteger conversas sensíveis. Distribua o guia de instalação antes do corte. Não funciona com a internet totalmente desligada.

  • Canais de reserva fora da internetBaixo

    Rádio, SMS, cadeias telefônicas e reuniões de célula para os dias de corte de dados móveis.

  • Coleta de fundosComissão da plataforma

    Vaquinhas online, eventos de arrecadação da diáspora e contribuições por categoria de militante, sempre com recibo e registro.

  • Monitorização de cortesGrátis

    NetBlocks e organizações de direitos digitais confirmam e documentam os cortes, o que serve de prova para tribunais e imprensa. No Senegal, o coletivo de jornalistas visuais La Maison des Reporters mapeou as mortes ligadas aos protestos.

  • Registro de contribuições e açõesGrátis

    Uma folha compartilhada por seção com cada coleta, cada ação e cada detido. É a memória da organização e a prova de transparência.

Guias rápidos por canal

Colunas do registro

Data · Seção ou célula · Tipo (coleta, ação, publicação, detenção) · Valor ou alcance · Canal usado · Responsável · Comprovante · Observações jurídicas

Software quase grátis. O custo real está em advogados, deslocações das caravanas e apoio a detidos e famílias, e foi aí que a coleta da militância e da diáspora fez diferença.

Comunicação

A frase central da campanha, em wolof, fazia uma coisa só: transferir a confiança de um líder impedido para o candidato que podia concorrer.

A fórmula da transferência

  1. Equação O substituto é o líder: “Diomaye mooy Sonko” (Diomaye é Sonko).
  2. Língua do povo Na língua falada na rua (wolof), não na língua das instituições.
  3. Bênção visível O líder designa o substituto em vídeo, com nome, razões e elogios pessoais.
  4. Presença conjunta Depois da libertação, os dois em caravana e nos palanques, e separados só para cobrir mais território.
  5. Promessa curta Um horizonte em duas palavras: “Beneen Senegal”, outro Senegal.
  6. Programa com nome Um projeto que existe para além das pessoas, para quem quer mudança sem culto ao líder.

Regras de escrita

  • Formato curto, simples e interativo para os jovens; vídeo longo só para quem já está convencido.
  • Filme os encontros sem edição: quem está longe quer sentir o ambiente.
  • Uma mensagem, vários públicos: estudantes, trabalhadores, emigrantes. Cada um recebe a sua versão.
  • Criadores e relés publicam ao mesmo tempo, no país e na diáspora, cada um com as suas palavras: textos idênticos publicados ao mesmo tempo por muitas contas parecem comportamento inautêntico coordenado.
  • Grave as mensagens críticas com antecedência; o líder pode estar preso no dia em que forem precisas.
  • Nunca apele à violência nem use mortos e detidos como conteúdo de mobilização.
  • Verifique antes de compartilhar números de vítimas ou detenções; a desinformação dá argumentos à censura.
  • Cuide da fórmula depois da vitória: “X é Y” une na campanha e pode dividir no governo.

Exemplo

Diomaye é Sonko. O projeto é o mesmo e o candidato é ele. Domingo, dia 24, leve o seu cartão de eleitor e vá votar cedo; leve também uma pessoa da família. Se a internet cair, passe esta mensagem por SMS ou de boca em boca. Célula de [bairro], em nome da coligação [nome].

Levar para o seu contexto

O que dependeu do Senegal e o que funciona em qualquer lugar.

O que dependeu do Senegal e o que funciona em qualquer lugar. Troque as peças locais pelas equivalentes no seu país.

Funciona em qualquer lugar

  • Prepare substitutos para tudo o que o adversário pode tirar: líder, estrutura legal, canal principal, data.
  • Financie-se pela base com metas claras e preste contas antes que alguém pergunte.
  • Tenha uma retaguarda fora do alcance de quem reprime: administradores, contas e apoiadores noutro lugar.
  • Grave e guarde as mensagens decisivas com antecedência.
  • Forme frentes amplas sobre regras, não sobre candidatos: mais gente defende uma data eleitoral do que um nome.
  • Use a lei e os tribunais ao mesmo tempo que a rua, e mantenha a rua pacífica.
  • Transfira confiança com uma frase simples e com presença conjunta visível.

Depende do contexto

Grupos de WhatsApp
Onde o Telegram ou o Signal dominam, use-os para as células; onde a vigilância é forte, prefira o Signal e mensagens que se apagam.
TikTok bloqueado, uso via VPN
Identifique a rede mais usada pelos jovens no seu país e prepare uma alternativa antes de um bloqueio. Ensine VPN com antecedência.
Diáspora que vota e financia
Onde a diáspora não vota, use-a para financiar, para pressão internacional e como retaguarda de comunicação. Confirme se a lei permite doações do exterior.
Wolof e “Diomaye mooy Sonko”
Escreva a frase de transferência na língua da rua do seu país, com a mesma estrutura: substituto + verbo de identidade + líder.
Conselho Constitucional independente
Onde os tribunais não são independentes, o peso passa para a pressão cívica e internacional; não conte com a via judicial sozinha.
Líderes religiosos mediadores
Procure as instituições em que todos os lados confiam no seu país (igrejas, ordens profissionais, universidades) e envolva-as cedo.
Coligação de candidatura
Se o seu partido pode ser dissolvido, conheça de antemão as figuras legais alternativas (lista independente, coligação, associação).

Jogadas para levar

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit. Cada uma funciona sozinha ou combinada com jogadas de outros playbooks.

  1. Um substituto para cada peça

    Para cada peça que o adversário pode tirar (líder, partido, canal, data), há uma alternativa preparada e já conhecida da base. O Pastef inscreveu vários candidatos de reserva, concorreu por uma coligação depois de dissolvido e guardou desde julho de 2023 o vídeo em que Sonko designava Faye, que venceu no 1.º turno com 54,28%.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando há risco real de prisão de líderes, dissolução da organização ou exclusão de candidatos, e ainda há tempo para preparar as alternativas antes do golpe.
    Não use quando
    Não funciona com um substituto que a base não conhece nem aceita: um nome imposto à última hora não herda a confiança.
    1. Semana −36 Listar tudo o que podem tirar de vocês: líder, estrutura legal, canal principal, data
    2. Semana −34 Gravar e guardar a mensagem em que o líder designa o substituto
    3. Semana −30 Estudar com advogados as figuras legais alternativas: coligação, lista independente
    4. Semana −26 Inscrever mais de um candidato até o último prazo legal
    5. Semana −20 Nomear administradores de reserva para grupos, contas e finanças, alguns fora do país
    6. Semana −12 Ensaiar a troca: o substituto conduz reuniões e caravanas com as células
    7. Semana −8 Divulgar a designação no canal do líder, com nome, razões e elogios pessoais

    Equipe

    • O líder: designa o substituto em vídeo e o apresenta à base
    • Substituto: já conhecido e aceito pela base, pronto para assumir
    • Jurídico: conhece os prazos e as figuras legais alternativas e defende os detidos

    O que medir: Peças críticas com substituto nomeado que já assumiu a função num ensaio presencial (reunião, caravana ou assembleia de célula); a meta é cobrir toda a lista antes do último prazo legal de inscrição.

    Riscos a vigiar: Nomes de reserva demais confundem a base e podem dividir o movimento: decida em instância coletiva quem é o substituto, anuncie-o com clareza e confirme cada figura legal com advogados.

  2. Uma frase que transfere a confiança

    Quando o líder não pode concorrer, liga-se o nome dele ao do substituto numa frase de identidade, na língua da rua, e mostram-se os dois juntos. No Senegal, “Diomaye mooy Sonko” (Diomaye é Sonko) virou o grito da campanha, embora as contas próprias de Faye fossem pequenas.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a confiança está concentrada num líder impedido e o substituto tem a bênção pública dele.
    Não use quando
    Não funciona sem a bênção visível do líder, e cobra a conta depois: “X é Y” une na campanha e pode dividir no governo.
    1. Semana −10 Escrever a frase na língua da rua: substituto + verbo de identidade + líder
    2. Semana −8 Publicar o vídeo em que o líder abençoa o substituto, com nome e razões
    3. Semana −6 Entregar a frase e o vídeo às células, aos relés e às seções da diáspora
    4. Semana −4 Levar a frase ao porta a porta e às reuniões de célula, onde a internet não chega
    5. Semana −2 Pôr os dois juntos em caravana e palanque; separá-los só para cobrir mais território
    6. Semana −1 Filmar os encontros sem edição para quem não pôde ir
    7. Semana do dia D No último dia, lembrar o cartão de eleitor e pedir que cada um leve alguém da família

    Equipe

    • Células locais: levam a frase de porta em porta e às reuniões de bairro
    • Caravana: organiza as paradas diárias pelas regiões com os dois juntos
    • Relés e criadores: publicam o vídeo e as imagens ao mesmo tempo, no país e na diáspora

    O que medir: Conversas de porta a porta e reuniões de célula em que o substituto foi apresentado com a frase, contadas por célula e por zona; onde o número é zero, a caravana passa lá primeiro.

    Riscos a vigiar: A fórmula personaliza o projeto e pode rachar depois; no Senegal, os dois romperam em 2026. Dê nome ao programa e nunca use deepfakes nem mensagens falsas de um líder preso que não pode desmentir.

  3. Dinheiro da base, com metas por país

    Coletas da militância e da diáspora com metas por seção e por país, cada contribuição registrada com recibo e as contas prestadas. No Senegal, as seções do Pastef em cinco países declararam 356 milhões de FCFA em janeiro de 2024 (valores declarados pelo próprio partido).

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a mídia e os financiadores tradicionais estão fechados para você e há uma base, ou uma diáspora, disposta a pagar a luta.
    Não use quando
    Não funciona com dinheiro opaco nem com doações que a lei proíbe: confirme se o seu país aceita contribuições do exterior antes de pedir.
    1. Semana −30 Confirmar com advogados o que a lei permite: limites, doações do exterior, recibos
    2. Semana −28 Criar uma secretaria de finanças e uma folha de registro por seção
    3. Semana −26 Fixar metas por seção e por país e categorias de contribuição por militante
    4. Semana −20 Organizar eventos de arrecadação da diáspora e uma vaquinha online com recibo
    5. Semana −12 Publicar quanto cada seção juntou e para que serviu
    6. Semana −4 Reservar fundos para advogados, caravanas e apoio a detidos e famílias
    7. 2 semana(s) depois Prestar contas às autoridades e à base depois da votação

    Equipe

    • Finanças: organiza as coletas, registra cada contribuição e presta contas
    • Coordenação da diáspora: uma seção por país, com mesa própria e meta de arrecadação
    • Jurídico: confirma o que a lei permite antes de cada coleta

    O que medir: Número de contribuintes com recibo por seção, contra a meta de cada país. Conte pessoas, não só valores: muitas contribuições pequenas mostram uma base viva.

    Riscos a vigiar: Opacidade dá argumentos ao adversário e à justiça: recibo para tudo, contas publicadas e nenhuma doação de origem proibida.

  4. Relés que aguentam o corte de internet

    A direção grava; grupos de relé e criadores espalham em vários formatos e plataformas; e, quando cortam, a mensagem passa por VPN, SMS, chamadas, rádio e reuniões de célula. No Senegal, as inscrições na Proton VPN subiram 100.000% em junho de 2023, mas a VPN não serve num apagão total.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona onde o governo já bloqueou plataformas ou cortou dados móveis, ou pode fazê-lo nas semanas decisivas.
    Não use quando
    Não funciona se os guias e os canais de reserva só forem distribuídos depois do corte, nem com contas falsas para contornar bloqueios.
    1. Semana −20 Montar grupos por célula e por país, com entrada controlada e administradores de reserva
    2. Semana −16 Distribuir o guia de VPN e de mensagens cifradas antes de qualquer corte
    3. Semana −14 Montar cadeias telefônicas e listas de SMS com consentimento, célula a célula
    4. Semana −12 Combinar com rádios comunitárias e contas na diáspora a retransmissão em dia de corte
    5. Semana −8 Ensaiar um dia de apagão: a mensagem tem de chegar a todas as células sem dados móveis
    6. Semana −1 Gravar com antecedência as mensagens críticas da reta final
    7. Semana do dia D Retirar dos grupos na hora quem for detido e documentar cada corte

    Equipe

    • Relés digitais: recebem o material e o adaptam a estudantes, trabalhadores e emigrantes
    • Segurança: controla quem entra nos grupos e ensina VPN e mensagens cifradas
    • Chefe de célula: passa a mensagem por telefone, SMS e reunião quando a internet cai

    O que medir: Células que, no ensaio de apagão, passaram a mensagem por SMS, chamada ou reunião e confirmaram de volta no mesmo dia, em proporção ao total de células.

    Riscos a vigiar: Grupos abertos são infiltrados e listas de contatos viram prova contra militantes: controle a entrada, recolha só o necessário, verifique a legalidade das VPN no seu país e nunca use contas inautênticas.

  5. Frente ampla pela data da eleição

    Aliados que não precisam apoiar o candidato para defender a eleição na data certa (sociedade civil, sindicatos, religiosos, professores e outras candidaturas), com marchas pacíficas, greves, vigílias e recursos aos tribunais. No Senegal, a Aar Sunu Election juntou cerca de 40 grupos e o Conselho Constitucional anulou o adiamento em 15 de fevereiro de 2024.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o governo ameaça o calendário ou a candidatura livre da oposição e ainda há instituições que resistem.
    Não use quando
    Não funciona como fachada de um partido nem com rua violenta; onde os tribunais não são independentes, não conte só com a via judicial.
    1. Semana −50 Mapear quem defende as regras do jogo mesmo sem apoiar o candidato
    2. Semana −48 Escrever uma plataforma curta sobre regras e datas, sem nome de candidato
    3. Semana −40 Abrir pontes com sindicatos, religiosos, observadores e outras candidaturas
    4. Semana −6 Diante de uma ameaça ao calendário, recorrer aos tribunais e convocar ações pacíficas
    5. Semana −6 Se uma marcha for proibida, adiá-la e manter a pressão dentro da lei
    6. Semana −2 Treinar observadores para as mesas e combinar a divulgação dos resultados por seção
    7. Semana do dia D No dia, observar as mesas e publicar os resultados por seção

    Equipe

    • Pontes com a sociedade civil: falam com sindicatos, religiosos e observadores
    • Jurídico: prepara os recursos e acompanha os prazos eleitorais
    • Observadores: acompanham as mesas e registram os resultados por seção

    O que medir: Organizações da frente que levaram os seus membros a pelo menos uma ação presencial (marcha, vigília, greve ou audiência), em proporção às que assinaram a plataforma.

    Riscos a vigiar: Pelo menos 65 pessoas morreram em protestos no Senegal entre 2021 e 2023: convoque só ações pacíficas e legais, adie quando proibirem e nunca use mortos e detidos como conteúdo de mobilização.

Praticar

Treine com as missões e situações do caso.

Decida como a direção

Seis momentos de 2021–2024. Escolha o que faria e veja o que aconteceu.

Plano para organizar sob repressão

A sequência do Senegal organizada como lista de verificação.

A sequência do Senegal organizada como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes de ser preciso

  2. Quando o líder é afastado

  3. Quando cortam a internet

  4. Quando ameaçam o calendário

  5. Os últimos dez dias

  6. Dia da votação

Regras

Organizar sob repressão aumenta a tentação de atalhos.

Organizar sob repressão aumenta a tentação de atalhos. As regras abaixo protegem as pessoas, a credibilidade do movimento e a sua defesa em tribunal.

Nada de violência
Não convoque, não celebre e não ameace. Entre 2021 e 2023 morreram pelo menos 65 pessoas em protestos no Senegal; cada morte é uma tragédia e um argumento para mais repressão.
Dinheiro às claras
Registre cada contribuição, emita recibos e preste contas. Confirme se a lei do seu país permite doações do exterior ou de estrangeiros.
Segurança dos militantes
Proteja nomes e contatos. Use pseudônimos quando necessário, controle quem entra nos grupos e retire de imediato quem foi detido.
Contornar não é mentir
Usar VPN para acessar a informação é diferente de criar contas falsas. Verifique a legalidade das VPN no seu país e nunca use contas inautênticas.
Só gente real
Nada de perfis falsos, bots ou contas compradas para inflar hashtags. Coordenar pessoas reais para dizerem o que pensam é permitido; o que as plataformas punem é organizar curtidas, seguidores ou hashtags em série para enganar o algoritmo. O X, por exemplo, proíbe trocar engajamento e usar uma hashtag em alta para manipular a conversa.
Fatos com fonte
Confirme números de vítimas, detenções e resultados antes de compartilhar. Corrija em público quando errar.
Consentimento
Só adicione a grupos quem pediu. As leis de proteção de dados também valem em campanha.
Criadores pagos às claras
Se um criador de conteúdo for pago, diga-o. Colaboração voluntária também deve ser identificada como apoio.
IA com etiqueta
Conteúdo gerado ou alterado com IA é identificado. Deepfakes nunca, sobretudo de um líder preso que não pode desmentir.
Lei local
Regras sobre partidos, coligações, financiamento, observação eleitoral e manifestações mudam de país para país. Confirme com advogados antes de agir.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
A VPN não vence um apagão
Contorna bloqueios de plataformas, não um corte total. Além disso, com VPN as contas parecem estar noutro país e podem perder alcance local.
Redes não bastam
As contas próprias de Faye eram pequenas; o que decidiu foi a rede, as caravanas e a frente cívica.
Depende de instituições que resistem
Sem um Conselho Constitucional disposto a anular o adiamento e sem forças armadas fora da política, a eleição podia não ter acontecido em março.
A anistia teve um preço
A lei que libertou Sonko e Faye cobriu atos ligados aos protestos de 2021 a 2024. A Human Rights Watch e a Anistia Internacional alertaram que ela podia garantir impunidade a agentes responsáveis por abusos na repressão.
A personalização volta
Em maio de 2026 Faye demitiu Sonko de primeiro-ministro e os dois romperam; comentaristas apontaram a ambiguidade da fórmula “X é Y”.
Pouca transparência sobre o interno
A organização interna do Pastef está pouco documentada e os valores arrecadados são declarações do próprio partido. Não confunda o relato com a prova.

Verificar

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. Porque é que o Pastef chegou a janeiro de 2024 com um candidato validado, apesar de Sonko ter sido excluído?
2. Para que serve uma frase como “Diomaye mooy Sonko”?
3. O que a VPN NÃO resolve?
4. Qual foi o papel da Aar Sunu Election?
5. Quando a marcha contra o adiamento foi proibida, o que fizeram os organizadores?

Para ir mais longe

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

  • Defending the Vote from Authoritarians: Lessons for Nonviolent Movements

    Relatório · CANVAS (Center for Applied NonViolent Action and Strategies) · 2025-03 · EN

    Relatório do CANVAS sobre como movimentos defendem eleições sob regimes autoritários: observação, mobilização e resposta a fraudes. Leitura de base para Sérvia e Hungria.

  • Civil Resistance: A First Look

    Vídeo · International Center on Nonviolent Conflict (ICNC) · EN

    Vídeo introdutório do ICNC sobre por que a resistência civil funciona e como movimentos ganham. Bom para abrir uma formação.

  • Digital Security Helpline

    Comunidade · Access Now · EN / ES / PT

    Linha de ajuda gratuita 24/7 para ativistas, jornalistas e defensores de direitos com contas invadidas, ataques ou vigilância. Guarde o contato antes de precisar.

Mais 3
  • The Debunking Handbook 2020

    Guia · Skeptical Science · 2020 · EN / PT / ES / FR / DE

    Consenso de 22 pesquisadores sobre como desmentir sem reforçar o boato: fato primeiro, aviso, falácia, fato de novo. Leia antes de responder a ataques.

  • A Practical Guide to Prebunking Misinformation

    Guia · Jigsaw (Google) · EN

    Guia de Cambridge, BBC Media Action e Jigsaw para vacinar o público contra técnicas de manipulação antes que o boato chegue, com roteiro de vídeos curtos.

  • Misinformation Toolkit

    Toolkit · Full Fact · EN

    Ferramentas simples da Full Fact para verificar imagens, números e citações. Serve para formar voluntários de resposta rápida.

Biblioteca

Fontes

Playbook construído com declarações de dirigentes e militantes do Pastef, porta-vozes da sociedade civil, imprensa senegalesa em francês,…

Playbook construído com declarações de dirigentes e militantes do Pastef, porta-vozes da sociedade civil, imprensa senegalesa em francês, análises acadêmicas e dados de organizações de direitos digitais, consultados em 26 de outubro de 2026. Fontes em wolof não foram consultadas diretamente.

65 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Thomas Padilla / European Commission, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado em 26 de outubro de 2026

Adaptar este playbook com o coach

Próximo playbook A multicampanha

Adaptar ao seu país

Os toolkits trocam as ferramentas pelas que mais se usam no país (por exemplo, Telegram onde ele domina) e mostram as regras eleitorais e o estado da internet desse país. A escolha fica só neste navegador.