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Bassirou Diomaye Faye em 2024

Senegal · 2024

Diomaye mooy Sonko

Em wolof, “Diomaye é Sonko”: o lema que transferiu os votos de Sonko, impedido de concorrer, para Diomaye Faye.

Em março de 2024, um candidato libertado dez dias antes da votação venceu a eleição presidencial do Senegal à primeira volta, com 54,28%. O partido estava dissolvido e o líder impedido de concorrer.

Uma homenagem aos militantes do Pastef, à diáspora senegalesa e às organizações da sociedade civil que defenderam o calendário eleitoral. Projeto independente, sem ligação a partidos ou governos.

Em 30 segundos

  1. 54,28% à 1.ª volta. A 24 de março de 2024, Bassirou Diomaye Faye ganhou a presidência do Senegal, dez dias depois de sair da prisão.

  2. Saiu juntamente com Ousmane Sonko, o líder impedido de concorrer. Uma frase em wolof transferiu a confiança: “Diomaye é Sonko”.

  3. Com o partido dissolvido, o Pastef teve candidatos de reserva, dinheiro da militância e da diáspora, e VPN e plataformas fora do alcance do governo.

  4. Uma frente ampla da sociedade civil pressionou pela data, e o Conselho Constitucional obrigou o governo a manter a eleição.

  5. O Pastef preparou-se para perder o líder, o partido e a internet, com substitutos, dinheiro próprio, retaguarda fora do país e aliados que defenderam as regras do jogo.

Os primeiros passos

  1. Mapear o que o adversário pode tirar: líder, partido, canal, data
  2. Definir substitutos para cada peça
  3. Montar células locais e secções no estrangeiro com coordenadores

Experimentar já Adaptar com o coach

Se és novo nisto, começa pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a investigação. Ler os fundamentos

Quem fez

O Pastef publicou pouco sobre a sua organização interna.

O Pastef publicou pouco sobre a sua organização interna. O que se sabe vem de declarações dos próprios dirigentes, de militantes digitais entrevistados pela imprensa senegalesa e dos porta-vozes da sociedade civil que travaram o adiamento da eleição.

  • Ousmane Sonko

    Fundador e líder do Pastef

    Impedido de concorrer e preso, gravou meses antes um vídeo que, divulgado no Facebook a 28 de janeiro de 2024, designou Diomaye Faye como candidato do projeto.

    Fontes
  • Ngagne Demba Touré

    Dirigente do Pastef

    Divulgou no Facebook, em janeiro de 2024, as contribuições declaradas pelas secções da diáspora em França, Itália, EUA, Suíça e Bélgica.

    Fontes
  • Amadou Chérif Diouf

    Secretário de Finanças do Pastef; depois secretário de Estado dos Senegaleses no Exterior

    Contou os bastidores da vitória e defendeu o papel da diáspora no financiamento e na mobilização.

    Fontes
  • Lamine Niang e Sadikh Top

    Próximos do Pastef: diretor-geral do jornal Le Soleil e presidente do conselho da agência APS; painel “A comunicação na resistência” (27 dez. 2025)

    Descreveram como o partido, sem espaço na comunicação social tradicional, passou a comunicar por áudio, vídeo e grupos de difusão nas redes, com apoios a partir do estrangeiro.

    Fontes
  • Omar Africa (Oumar Soumaré)

    Criador de conteúdos próximo do Pastef

    Descreveu o papel dos criadores na vitória de 2024 e, sobre um comício de novembro de 2025, como coordenavam vídeos curtos, imagens sem edição e publicações simultâneas no país e na diáspora.

    Fontes
  • Aar Sunu Election: Malick Diop e Elimane Haby Kane

    Coordenadores da coligação cívica “Protejamos a nossa eleição”

    Juntaram cerca de 40 grupos civis, religiosos e profissionais contra o adiamento da eleição, com marchas, greves e vigílias.

    Fontes
  • F24: Mamadou Mbodj

    Coordenador da plataforma das Forças Vivas da Nação

    Lançou em abril de 2023 uma frente de 112 entidades contra um terceiro mandato de Macky Sall e pela candidatura livre da oposição.

    Fontes
  • Alioune Guèye

    Contabilista senegalês no Ohio (EUA)

    Em 2017 lançou uma angariação online para apoiar Sonko depois de este ter sido demitido da função pública, um dos primeiros sinais do peso da diáspora.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

Paráfrases e citações curtas de dirigentes, militantes e porta-vozes.

Paráfrases e citações curtas de dirigentes, militantes e porta-vozes. Quando a pessoa fala de si mesma, deve ler-se como testemunho, não como prova.

Mais 6 citações

A história

Entre 2021 e 2024, Ousmane Sonko passou de deputado da oposição a candidato impedido e preso.

Entre 2021 e 2024, Ousmane Sonko passou de deputado da oposição a candidato impedido e preso. O governo dissolveu o seu partido, cortou a internet e tentou adiar a eleição. Mesmo assim, o substituto que ele escolheu venceu à primeira volta, algo que nenhum candidato da oposição tinha conseguido desde a independência.

54,28%
de Faye na 1.ª volta, 24 mar. 2024 (2,43 milhões de votos)oficial
10 dias
entre a saída da prisão e a votaçãooficial
356 M FCFA
declarados pelas secções do Pastef em cinco países, jan. 2024dado da campanha
+100.000%
adesões à Proton VPN no Senegal, junho de 2023dado da plataforma

Três anos de resistência

  1. jan.–mar. 2021Uma angariação internacional rende 125,9 milhões de FCFA em 8 horas. Sonko é preso em março; 14 mortos nos protestos. O partido fecha os grupos de WhatsApp das células a novos membros.
  2. 14 abr. 2023Diomaye Faye, secretário-geral do Pastef, é preso por uma publicação nas redes a criticar a justiça.
  3. 16 abr. 2023Nasce a F24: 112 entidades contra um terceiro mandato de Macky Sall e contra a exclusão de candidatos.
  4. 1–7 jun. 2023Sonko é condenado a dois anos. Redes sociais restringidas, dados móveis cortados de 4 a 7 de junho. As adesões a VPN disparam.
  5. 28 jul.–2 ago. 2023Sonko é novamente preso, o Pastef é dissolvido, os dados móveis são cortados e o TikTok é bloqueado.
  6. set. 2023–jan. 2024O partido lança vários candidatos de reserva. A diáspora declara 356 milhões de FCFA. A 28 de janeiro, um vídeo de Sonko designa Faye.
  7. 3–13 fev. 2024Macky Sall adia a eleição na véspera da campanha. Dados móveis cortados a 5 e 13 de fevereiro. Nasce a Aar Sunu Election, com cerca de 40 grupos.
  8. 15 fev. 2024O Conselho Constitucional declara o adiamento inconstitucional.
  9. 6–14 mar. 2024É aprovada uma lei de amnistia; a 14 de março, Sonko e Faye saem da prisão. A frase “Diomaye mooy Sonko” torna-se o grito da campanha.
  10. 24 mar. 2024Faye vence à 1.ª volta com 54,28%, com uma participação de 61,3%. Toma posse a 2 de abril e nomeia Sonko primeiro-ministro.

Três camadas

A vitória não foi só do partido. Três redes diferentes trabalharam ao mesmo tempo, com objetivos que se sobrepunham.

  • O partido clandestinoCélulas locais, secções da diáspora, candidatos de reserva e a coligação Diomaye Président, que deu ao Pastef dissolvido uma forma legal de concorrer.
  • As redes digitais de difusãoGrupos de militantes, criadores de conteúdos e contas da diáspora que espalhavam áudios, vídeos e hashtags, com VPN quando era preciso.
  • A frente pelas regrasA F24, a Aar Sunu Election, sindicatos, religiosos e observadores eleitorais, que não defendiam um candidato, mas a eleição na data certa.
O que não se sabe. Nenhum estudo publicado isola o efeito de cada camada no voto.

A organização interna do Pastef está pouco documentada em fontes abertas; os valores angariados são declarações do próprio partido. A origem exata do slogan não está documentada (circularam “Diomaye mooy Sonko” e “Diomaye mooy Ousmane”). Um dado contraintuitivo: a 14 de março de 2024, as contas próprias de Faye somavam cerca de 165 mil seguidores, o 10.º lugar entre 19 candidatos: a força estava na rede, não no perfil do candidato. A data em que o bloqueio do TikTok foi levantado não foi verificada.

O terreno

O Senegal tem eleições competitivas desde 2000, mas entre 2021 e 2024 o governo usou os tribunais, a dissolução de partidos e cortes de…

O Senegal tem eleições competitivas desde 2000, mas entre 2021 e 2024 o governo usou os tribunais, a dissolução de partidos e cortes de internet contra a oposição. O método do Pastef é sobretudo uma resposta a essas condições.

Plataformas

Grupos de WhatsApp das células
A espinha dorsal da coordenação interna. Já em 2021 o partido fechou a entrada de novos membros em muitos grupos e retirou os detidos, para controlar a comunicação e evitar infiltrações. Em 2026, a secção de França ainda descrevia os seus grupos como espaços oficiais de organização.
Facebook (página de Sonko, vídeos, diretos)
O canal de um para muitos do líder: foi ali que o vídeo de designação de Faye saiu, a 28 de janeiro de 2024. Um analista do OSIRIS citou os diretos de Sonko como exemplo de conteúdo interativo bem feito, raro entre os candidatos.
TikTok
A rede dos jovens, e por isso um alvo: foi bloqueada a 2 de agosto de 2023, e o ministro chamou-lhe a rede preferida de gente mal-intencionada. Continuou a ser usada através de VPN.
X e hashtags internacionais
#FreeSenegal e #MackyDémission serviram para levar a crise à imprensa e aos governos estrangeiros, com contas da diáspora e jornalistas independentes.
VPN
A ferramenta para contornar. A Proton registou adesões no Senegal 100.000% acima do normal em junho de 2023, 2.800% em agosto e 350% em fevereiro de 2024. Não serve num apagão total.
Diáspora organizada por país
Secções do partido em países como França, Itália, EUA, Suíça, Bélgica e Marrocos, fora do alcance da lei senegalesa, que financiavam, publicavam e votavam no estrangeiro.
Ruas e caravanas
A campanha oficial durou duas semanas e coincidiu com o Ramadão; as caravanas pelas regiões e os grandes comícios levaram os candidatos a todo o território, e a 19 de março a caravana dividiu-se em duas para cobrir mais terreno.

Condições locais

  • Partido dissolvido por decreto a 31 de julho de 2023; o candidato concorreu como independente, apoiado pela coligação Diomaye Président.
  • Líder e substituto presos: Faye desde abril de 2023 por uma publicação nas redes, Sonko desde julho de 2023; ambos libertados a 14 de março de 2024 por uma lei de amnistia.
  • Cortes de internet repetidos: redes sociais restringidas a 1 jun. 2023, dados móveis cortados a 4–7 jun. e a 31 jul. 2023, TikTok bloqueado a 2 ago. 2023, dados móveis suspensos a 5 e 13 fev. 2024.
  • Órgãos de comunicação social tradicionais vistos como próximos do poder; o sinal da Walf TV foi suspenso durante os protestos.
  • População jovem: mais de 76% dos cerca de 18 milhões de habitantes tinham menos de 35 anos no recenseamento de 2023, mas muitos jovens não estavam recenseados para votar.
  • Diáspora numerosa, com direito de voto no estrangeiro e capacidade de financiar.
  • Violência nos protestos: pelo menos 65 mortos entre 2021 e 2023, segundo o Africa Center for Strategic Studies.
  • Um Conselho Constitucional que, a 15 fev. 2024, anulou o adiamento da eleição, e líderes religiosos que atuaram como mediadores.

O método

O Pastef organizou-se para perder peças: cada uma que o governo podia tirar (o líder, o partido, a internet, a data da eleição) tinha uma…

O Pastef organizou-se para perder peças: cada uma que o governo podia tirar (o líder, o partido, a internet, a data da eleição) tinha uma substituta preparada.

Três frentes

Uma organização que sobrevive à proibição
Células locais e secções no estrangeiro, vários candidatos de reserva, uma coligação para concorrer quando o partido foi dissolvido e dinheiro vindo da própria base.
Uma comunicação que não depende de quem a pode desligar
Grupos de difusão, áudios e vídeos, contas fora do país, criadores de conteúdos e VPN, além de mensagens gravadas com antecedência para o dia em que o líder estivesse calado.
Uma frente ampla pelas regras do jogo
Aliados que não precisavam de apoiar o candidato para defender a eleição: sociedade civil, sindicatos, religiosos, professores, outros candidatos e o Conselho Constitucional. Num sistema de duas voltas, manter outros candidatos aliados na corrida também deixa opções em aberto e pode somar mais gente na 1.ª volta, desde que todos se juntem na 2.ª; as fontes não dizem qual destas razões pesou no pedido de Sonko.

O ciclo da resistência

Uma sequência que se repetiu a cada golpe entre 2021 e 2024.

  1. Antecipar Partir do princípio de que o líder pode ser preso e a internet cortada, e preparar substitutos antes de isso acontecer.
  2. Duplicar Mais de um candidato, mais de um canal, mais de um administrador, uma retaguarda fora do país.
  3. Financiar pela base Angariações junto da militância e da diáspora, com metas por país, e contas prestadas às autoridades.
  4. Comunicar por redes de difusão A direção grava; os grupos de difusão e os criadores espalham em vários formatos e plataformas ao mesmo tempo.
  5. Contornar Quando há bloqueios, ensinar a usar VPN, mudar de plataforma e voltar ao boca a boca, à rádio e à rua.
  6. Defender o calendário Juntar-se a uma frente cívica ampla, recorrer aos tribunais e manifestar-se de forma pacífica e dentro da lei.
  7. Transferir a confiança Quando o líder não pode concorrer, ligar o nome dele ao do substituto numa frase simples, na língua do povo, e mostrá-los juntos.
  8. Proteger o voto Levantar os cartões de eleitor e ir votar. As fontes consultadas não descrevem o trabalho do Pastef nas mesas de voto; num caso novo, planeia delegados em cada secção de voto e a fotografia das atas.

E recomeça.

Toolkit

O que é preciso para organizar uma campanha ou uma causa capaz de perder o líder, a estrutura legal ou a internet sem parar.

O que é preciso para organizar uma campanha ou uma causa capaz de perder o líder, a estrutura legal ou a internet sem parar. Adapta à lei do teu país e às regras desta página.

Escolhe o teu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Os documentos públicos mostram uma estrutura em camadas: direção nacional, células locais, secções por país na diáspora, grupos digitais de difusão e uma secretaria de finanças. O que se segue organiza essas funções; os nomes dos papéis foram escolhidos para este playbook.

Equipa mínima

O líder e o substituto
Uma voz principal e pelo menos uma alternativa já conhecida e aceite pela base. No Senegal, o partido inscreveu vários candidatos de reserva antes de escolher Faye.
Finanças
Uma secretaria que organiza as angariações por categoria e por país, regista cada contribuição e presta contas às autoridades.
Coordenação da diáspora
Uma secção por país com mesa própria, grupos internos e metas de angariação; funciona como retaguarda quando a direção no país está presa ou silenciada.
Redes digitais de difusão
Militantes e criadores que recebem o material, o adaptam a cada público (estudantes, trabalhadores, emigrantes) e o publicam em simultâneo.
Células locais
Grupos de bairro, de comuna, de universidade e de local de trabalho que levam a mensagem para fora das redes e ajudam no recenseamento de eleitores.
Jurídico e segurança
Advogados para os detidos e para os prazos eleitorais; alguém que vigia quem entra nos grupos e como se comunica sob vigilância.
Pontes com a sociedade civil
Pessoas que falam com sindicatos, religiosos, observadores e outras candidaturas para formar frentes sobre as regras do jogo.

Ritmo

  1. Meses antesAngariações da diáspora por país, inscrição de candidatos de reserva, recenseamento de jovens eleitores (em novembro de 2021, a juventude do partido em Dacar lançou o projeto “500 mil patriotas”, dirigido a quem ia votar pela primeira vez e a estudantes).
  2. Quando há um cortePassar a mensagem pelos canais que restam: VPN, chamadas, SMS, rádio, contas no estrangeiro. Documentar o corte e denunciá-lo.
  3. SemanalPorta a porta todas as semanas e reuniões regulares das estruturas. Foi o que Sonko exigiu em dezembro de 2025, com relatório mensal e plano trimestral.
  4. Campanha (2 semanas)Caravana diária pelas regiões. A 19 de março, a caravana dividiu-se em duas para cobrir mais território: Faye no sul e no centro, Sonko no norte.
  5. Último diaGrande caravana de encerramento na capital e lembrete para levar o cartão de eleitor.

O ritmo diário interno do Pastef durante a campanha não foi publicado. As entradas acima vêm de fontes abertas; o ritmo semanal vem da diretiva de 2025, não de 2024.

Plano B

  • Mais de um candidato inscrito até ao último prazo legal.
  • Uma mensagem do líder gravada com antecedência: o vídeo de Sonko foi gravado em julho de 2023 e só saiu em janeiro de 2024.
  • Uma estrutura legal alternativa (coligação, plataforma) para quando o partido for dissolvido.
  • Administradores e servidores fora do país, com segurança própria.
  • Instruções de VPN distribuídas antes do corte, não depois.
  • Canais fora da internet: rádio comunitária, SMS, chamadas, reuniões de bairro.

Tecnologia

As ferramentas são baratas. Têm de estar instaladas e ensinadas antes de o governo agir.

  • Grupos de WhatsApp por célula e por paísGratuito

    Coordenação interna. Entrada controlada, administradores de reserva, saída imediata de quem é detido ou deixa a organização. Num grupo comum, todos os membros veem o número de todos: um infiltrado leva a lista inteira. Para avisos, usa canais ou o grupo de avisos de uma Comunidade; para coordenação sensível, Signal com nome de utilizador e número oculto.

  • Página e diretos no FacebookGratuito

    A voz do líder para muitos: vídeos longos, diretos com perguntas, comunicados. Gravar e guardar cópia de tudo.

  • TikTok e vídeos curtosGratuito

    Explicações curtas e convocatórias para jovens; imagens sem edição dos comícios para quem não pôde ir.

  • X e hashtagsGratuito

    Levar a crise à imprensa e aos governos estrangeiros. Nota: com VPN, as contas aparecem noutro país e as hashtags podem perder alcance local.

  • VPN e mensagens cifradasGratuito a cerca de 10 €/mês

    Contornar bloqueios de plataformas e proteger conversas sensíveis. Distribuir o guia de instalação antes do corte. Não funciona com a internet totalmente desligada.

  • Canais de reserva fora da internetBaixo

    Rádio, SMS, cadeias telefónicas e reuniões de célula para os dias de corte de dados móveis.

  • Angariação de fundosComissão da plataforma

    Angariações online, eventos de angariação da diáspora e contribuições por categoria de militante, sempre com recibo e registo.

  • Monitorização de cortesGratuito

    A NetBlocks e organizações de direitos digitais confirmam e documentam os cortes, o que serve de prova para os tribunais e para a imprensa. No Senegal, o coletivo de jornalistas visuais La Maison des Reporters mapeou as mortes ligadas aos protestos.

  • Registo de contribuições e açõesGratuito

    Uma folha partilhada por secção com cada angariação, cada ação e cada detido. É a memória da organização e a prova da sua transparência.

Guias rápidos por canal

Colunas do registo

Data · Secção ou célula · Tipo (angariação, ação, publicação, detenção) · Valor ou alcance · Canal usado · Responsável · Comprovativo · Observações jurídicas

Software quase gratuito. O custo real está nos advogados, nas deslocações das caravanas e no apoio aos detidos e às famílias, e foi aí que as angariações junto da militância e da diáspora fizeram a diferença.

Comunicação

A frase central da campanha, em wolof, fazia uma só coisa: transferir a confiança de um líder impedido para o candidato que podia concorrer.

A fórmula da transferência

  1. Equação O substituto é o líder: “Diomaye mooy Sonko” (Diomaye é Sonko).
  2. Língua do povo Na língua falada na rua (wolof), não na língua das instituições.
  3. Bênção visível O líder designa o substituto em vídeo, com nome, razões e elogios pessoais.
  4. Presença conjunta Depois da libertação, os dois juntos em caravana e nos palcos, e separados só para cobrir mais território.
  5. Promessa curta Um horizonte em duas palavras: “Beneen Senegal”, outro Senegal.
  6. Programa com nome Um projeto que existe para lá das pessoas, para quem quer mudança sem culto do líder.

Regras de escrita

  • Formato curto, simples e interativo para os jovens; vídeo longo só para quem já está convencido.
  • Filmar os comícios sem edição: quem está longe quer sentir o ambiente.
  • Uma mensagem, vários públicos: estudantes, trabalhadores, emigrantes. Cada um recebe a sua versão.
  • Criadores e grupos de difusão publicam ao mesmo tempo, no país e na diáspora, cada um por palavras suas: textos idênticos publicados ao mesmo tempo por muitas contas parecem comportamento inautêntico coordenado.
  • Gravar as mensagens críticas com antecedência; o líder pode estar preso no dia em que forem precisas.
  • Nunca apelar à violência nem usar mortos e detidos como conteúdo de mobilização.
  • Verificar antes de partilhar números de vítimas ou de detenções; a desinformação dá argumentos à censura.
  • Cuidar da fórmula depois da vitória: “X é Y” une na campanha e pode dividir no governo.

Exemplo

Diomaye é Sonko. O projeto é o mesmo e o candidato é ele. No domingo, dia 24, leve o seu cartão de eleitor e vá votar cedo; leve também alguém da família. Se a internet for abaixo, passe esta mensagem por SMS ou de boca em boca. Célula de [bairro], em nome da coligação [nome].

Levar para o teu contexto

O que dependeu do Senegal e o que funciona em qualquer lado.

O que dependeu do Senegal e o que funciona em qualquer lado. Troca as peças locais pelas equivalentes no teu país.

Funciona em qualquer lado

  • Preparar substitutos para tudo o que o adversário pode tirar: líder, estrutura legal, canal principal, data.
  • Financiar-se pela base com metas claras e prestar contas antes que alguém pergunte.
  • Ter uma retaguarda fora do alcance de quem reprime: administradores, contas e apoiantes noutro sítio.
  • Gravar e guardar com antecedência as mensagens decisivas.
  • Formar frentes amplas sobre regras, não sobre candidatos: há mais gente disposta a defender uma data eleitoral do que um nome.
  • Usar a lei e os tribunais ao mesmo tempo que a rua, e manter a rua pacífica.
  • Transferir a confiança com uma frase simples e uma presença conjunta visível.

Depende do contexto

Grupos de WhatsApp
Onde dominam o Telegram ou o Signal, usá-los para as células; onde a vigilância é forte, preferir o Signal e mensagens que se apagam.
TikTok bloqueado, usado através de VPN
Identifica a rede mais usada pelos jovens no teu país e prepara uma alternativa antes de um bloqueio. Ensina a usar VPN com antecedência.
Diáspora que vota e financia
Onde a diáspora não vota, contar com ela para financiar, para a pressão internacional e como retaguarda de comunicação. Confirmar se a lei permite donativos do estrangeiro.
Wolof e “Diomaye mooy Sonko”
Escreve a frase de transferência na língua da rua do teu país, com a mesma estrutura: substituto + verbo de identidade + líder.
Conselho Constitucional independente
Onde os tribunais não são independentes, o peso passa para a pressão cívica e internacional; não contar só com a via judicial.
Líderes religiosos mediadores
Procura as instituições em que todos os lados confiam no teu país (igrejas, ordens profissionais, universidades) e envolve-as cedo.
Coligação de candidatura
Se o partido pode ser dissolvido, conhecer de antemão as figuras legais alternativas (lista independente, coligação, associação).

Jogadas para levar

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

  1. Um substituto para cada peça

    Para cada peça que o adversário pode tirar (líder, partido, canal, data), há uma alternativa preparada e já conhecida da base. O Pastef inscreveu vários candidatos de reserva, concorreu através de uma coligação depois de dissolvido e guardou desde julho de 2023 o vídeo em que Sonko designava Faye, que venceu à 1.ª volta com 54,28%.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando há risco real de prisão de líderes, dissolução da organização ou exclusão de candidatos, e ainda há tempo para preparar as alternativas antes do golpe.
    Não usar quando
    Não funciona com um substituto que a base não conhece nem aceita: um nome imposto à última hora não herda a confiança.
    1. Semana −36 Listar tudo o que o adversário pode tirar: líder, estrutura legal, canal principal, data
    2. Semana −34 Gravar e guardar a mensagem em que o líder designa o substituto
    3. Semana −30 Estudar com advogados as figuras legais alternativas: coligação, lista independente
    4. Semana −26 Inscrever mais do que um candidato até ao último prazo legal
    5. Semana −20 Nomear administradores de reserva para grupos, contas e finanças, alguns fora do país
    6. Semana −12 Ensaiar a troca: o substituto conduz reuniões e caravanas com as células
    7. Semana −8 Divulgar a designação no canal do líder, com nome, razões e elogios pessoais

    Equipa

    • O líder: designa o substituto em vídeo e apresenta-o à base
    • Substituto: já conhecido e aceite pela base, pronto para assumir
    • Jurídico: conhece os prazos e as figuras legais alternativas e defende os detidos

    O que medir: Peças críticas com substituto nomeado que já assumiu a função num ensaio presencial (reunião, caravana ou assembleia de célula); a meta é cobrir toda a lista antes do último prazo legal de inscrição.

    Riscos a vigiar: Nomes de reserva a mais confundem a base e podem dividir o movimento: decide em instância coletiva quem é o substituto, anuncia-o com clareza e confirma cada figura legal com advogados.

  2. Uma frase que transfere a confiança

    Quando o líder não pode concorrer, liga-se o nome dele ao do substituto numa frase de identidade, na língua da rua, e mostram-se os dois juntos. No Senegal, “Diomaye mooy Sonko” (Diomaye é Sonko) tornou-se o grito da campanha, embora as contas próprias de Faye fossem pequenas.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a confiança está concentrada num líder impedido e o substituto tem a bênção pública dele.
    Não usar quando
    Não funciona sem a bênção visível do líder, e paga-se depois: “X é Y” une na campanha e pode dividir no governo.
    1. Semana −10 Escrever a frase na língua da rua: substituto + verbo de identidade + líder
    2. Semana −8 Publicar o vídeo em que o líder abençoa o substituto, com nome e razões
    3. Semana −6 Entregar a frase e o vídeo às células, aos relés e às secções da diáspora
    4. Semana −4 Levar a frase ao porta a porta e às reuniões de célula, onde a internet não chega
    5. Semana −2 Pôr os dois juntos em caravana e palanque; separá-los só para cobrir mais território
    6. Semana −1 Filmar os encontros sem edição para quem não pôde ir
    7. Semana do dia D No último dia, lembrar o cartão de eleitor e pedir a cada um que leve alguém da família

    Equipa

    • Células locais: levam a frase de porta em porta e às reuniões de bairro
    • Caravana: organiza as paragens diárias pelas regiões com os dois juntos
    • Relés e criadores: publicam o vídeo e as imagens ao mesmo tempo, no país e na diáspora

    O que medir: Conversas porta a porta e reuniões de célula em que o substituto foi apresentado com a frase, contadas por célula e por zona; onde o número é zero, a caravana passa lá primeiro.

    Riscos a vigiar: A fórmula personaliza o projeto e pode rachar depois; no Senegal, os dois romperam em 2026. Dá nome ao programa e nunca uses deepfakes nem mensagens falsas de um líder preso que não pode desmentir.

  3. Dinheiro da base, com metas por país

    Recolhas de fundos da militância e da diáspora com metas por secção e por país, cada contribuição registada com recibo e as contas prestadas. No Senegal, as secções do Pastef em cinco países declararam 356 milhões de FCFA em janeiro de 2024 (valores declarados pelo próprio partido).

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando os meios de comunicação e os financiadores tradicionais estão fechados e há uma base, ou uma diáspora, disposta a pagar a luta.
    Não usar quando
    Não funciona com dinheiro opaco nem com donativos que a lei proíbe: confirma se o teu país aceita contribuições do estrangeiro antes de pedir.
    1. Semana −30 Confirmar com advogados o que a lei permite: limites, donativos do estrangeiro, recibos
    2. Semana −28 Criar uma secretaria de finanças e uma folha de registo por secção
    3. Semana −26 Fixar metas por secção e por país e categorias de contribuição por militante
    4. Semana −20 Organizar eventos de angariação na diáspora e uma recolha online com recibo
    5. Semana −12 Publicar quanto cada secção juntou e para que serviu
    6. Semana −4 Reservar fundos para advogados, caravanas e apoio a detidos e famílias
    7. 2 semana(s) depois Prestar contas às autoridades e à base depois da votação

    Equipa

    • Finanças: organiza as recolhas, regista cada contribuição e presta contas
    • Coordenação da diáspora: uma secção por país, com mesa própria e meta de angariação
    • Jurídico: confirma o que a lei permite antes de cada recolha

    O que medir: Número de contribuintes com recibo por secção, face à meta de cada país. Conta pessoas, não só valores: muitas contribuições pequenas mostram uma base viva.

    Riscos a vigiar: A opacidade dá argumentos ao adversário e à justiça: recibo para tudo, contas publicadas e nenhum donativo de origem proibida.

  4. Relés que aguentam o corte de internet

    A direção grava; grupos de relé e criadores espalham em vários formatos e plataformas; e, quando cortam, a mensagem passa por VPN, SMS, chamadas, rádio e reuniões de célula. No Senegal, as inscrições na Proton VPN subiram 100.000% em junho de 2023, mas a VPN não serve num apagão total.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona onde o governo já bloqueou plataformas ou cortou dados móveis, ou pode fazê-lo nas semanas decisivas.
    Não usar quando
    Não funciona se os guias e os canais de reserva só forem distribuídos depois do corte, nem com contas falsas para contornar bloqueios.
    1. Semana −20 Montar grupos por célula e por país, com entrada controlada e administradores de reserva
    2. Semana −16 Distribuir o guia de VPN e de mensagens cifradas antes de qualquer corte
    3. Semana −14 Montar cadeias telefónicas e listas de SMS com consentimento, célula a célula
    4. Semana −12 Combinar com rádios comunitárias e contas na diáspora a retransmissão em dia de corte
    5. Semana −8 Ensaiar um dia de apagão: a mensagem tem de chegar a todas as células sem dados móveis
    6. Semana −1 Gravar com antecedência as mensagens críticas da reta final
    7. Semana do dia D Retirar de imediato dos grupos quem for detido e documentar cada corte

    Equipa

    • Relés digitais: recebem o material e adaptam-no a estudantes, trabalhadores e emigrantes
    • Segurança: controla quem entra nos grupos e ensina VPN e mensagens cifradas
    • Chefe de célula: passa a mensagem por telefone, SMS e reunião quando a internet cai

    O que medir: Células que, no ensaio de apagão, passaram a mensagem por SMS, chamada ou reunião e confirmaram de volta no mesmo dia, em proporção ao total de células.

    Riscos a vigiar: Grupos abertos são infiltrados e listas de contactos tornam-se prova contra militantes: controla a entrada, recolhe só o necessário, verifica a legalidade das VPN no teu país e nunca uses contas inautênticas.

  5. Frente ampla pela data da eleição

    Aliados que não precisam de apoiar o candidato para defender a eleição na data certa (sociedade civil, sindicatos, religiosos, professores e outras candidaturas), com marchas pacíficas, greves, vigílias e recursos aos tribunais. No Senegal, a Aar Sunu Election juntou cerca de 40 grupos e o Conselho Constitucional anulou o adiamento a 15 de fevereiro de 2024.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o governo ameaça o calendário ou a candidatura livre da oposição e ainda há instituições que resistem.
    Não usar quando
    Não funciona como fachada de um partido nem com rua violenta; onde os tribunais não são independentes, não contes só com a via judicial.
    1. Semana −50 Mapear quem defende as regras do jogo mesmo sem apoiar o candidato
    2. Semana −48 Escrever uma plataforma curta sobre regras e datas, sem nome de candidato
    3. Semana −40 Abrir pontes com sindicatos, religiosos, observadores e outras candidaturas
    4. Semana −6 Perante uma ameaça ao calendário, recorrer aos tribunais e convocar ações pacíficas
    5. Semana −6 Se uma marcha for proibida, adiá-la e manter a pressão dentro da lei
    6. Semana −2 Formar observadores para as mesas e combinar a divulgação dos resultados por secção
    7. Semana do dia D No dia, observar as mesas e publicar os resultados por secção

    Equipa

    • Pontes com a sociedade civil: falam com sindicatos, religiosos e observadores
    • Jurídico: prepara os recursos e acompanha os prazos eleitorais
    • Observadores: acompanham as mesas e registam os resultados por secção

    O que medir: Organizações da frente que levaram os seus membros a pelo menos uma ação presencial (marcha, vigília, greve ou audiência), em proporção às que assinaram a plataforma.

    Riscos a vigiar: Pelo menos 65 pessoas morreram em protestos no Senegal entre 2021 e 2023: convoca só ações pacíficas e legais, adia quando proibirem e nunca uses mortos e detidos como conteúdo de mobilização.

Praticar

Treina com as missões e situações do caso.

Decidir como a direção

Seis momentos de 2021–2024. Escolhe o que farias e vê o que aconteceu.

Plano para organizar sob repressão

A sequência do Senegal organizada como lista de verificação.

A sequência do Senegal organizada como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes de ser preciso

  2. Quando o líder é afastado

  3. Quando cortam a internet

  4. Quando ameaçam o calendário

  5. Os últimos dez dias

  6. Dia da votação

Regras

Organizar sob repressão aumenta a tentação dos atalhos.

Organizar sob repressão aumenta a tentação dos atalhos. As regras abaixo protegem as pessoas, a credibilidade do movimento e a sua defesa em tribunal.

Nada de violência
Não convocar, não celebrar e não ameaçar. Entre 2021 e 2023 morreram pelo menos 65 pessoas em protestos no Senegal; cada morte é uma tragédia e um argumento para mais repressão.
Dinheiro às claras
Regista cada contribuição, emite recibos e presta contas. Confirma se a lei do teu país permite donativos do estrangeiro ou de estrangeiros.
Segurança dos militantes
Proteger nomes e contactos. Usar pseudónimos quando necessário, controlar quem entra nos grupos e retirar de imediato quem foi detido.
Contornar não é mentir
Usar VPN para aceder à informação é diferente de criar contas falsas. Verifica a legalidade das VPN no teu país e nunca uses contas inautênticas.
Só gente real
Nada de perfis falsos, bots ou contas compradas para inflacionar hashtags. Coordenar pessoas reais para dizerem o que pensam é permitido; o que as plataformas castigam é organizar gostos, seguidores ou hashtags em série para enganar o algoritmo. O X, por exemplo, proíbe trocar interações e usar uma hashtag em destaque para manipular a conversa.
Factos com fonte
Confirmar números de vítimas, de detenções e resultados antes de partilhar. Corrigir em público quando houver erro.
Consentimento
Só adicionar aos grupos quem o pediu. As leis de proteção de dados também se aplicam em campanha.
Criadores pagos às claras
Se um criador de conteúdos for pago, há que dizê-lo. A colaboração voluntária também deve ser identificada como apoio.
IA com etiqueta
O conteúdo gerado ou alterado com IA é identificado. Deepfakes nunca, sobretudo de um líder preso que não pode desmentir.
Lei local
As regras sobre partidos, coligações, financiamento, observação eleitoral e manifestações mudam de país para país. Confirmar com advogados antes de agir.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
A VPN não vence um apagão
Contorna bloqueios de plataformas, não um corte total. Além disso, com VPN as contas parecem estar noutro país e podem perder alcance local.
As redes não chegam
As contas próprias de Faye eram pequenas; o que decidiu foram a rede, as caravanas e a frente cívica.
Depende de instituições que resistem
Sem um Conselho Constitucional disposto a anular o adiamento e sem forças armadas afastadas da política, a eleição podia não se ter realizado em março.
A amnistia teve um preço
A lei que libertou Sonko e Faye cobriu atos ligados aos protestos de 2021 a 2024. A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional alertaram que podia garantir impunidade a agentes responsáveis por abusos na repressão.
A personalização regressa
Em maio de 2026, Faye demitiu Sonko do cargo de primeiro-ministro e os dois romperam; os comentadores apontaram a ambiguidade da fórmula “X é Y”.
Pouca transparência sobre o funcionamento interno
A organização interna do Pastef está pouco documentada e os valores angariados são declarações do próprio partido. Não confundir o relato com a prova.

Verificar

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. Porque é que o Pastef chegou a janeiro de 2024 com um candidato validado, apesar de Sonko ter sido excluído?
2. Para que serve uma frase como “Diomaye mooy Sonko”?
3. Qual destas situações a VPN não resolve?
4. Qual foi o papel da Aar Sunu Election?
5. Quando a marcha contra o adiamento foi proibida, o que fizeram os organizadores?

Para ir mais longe

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

  • Defending the Vote from Authoritarians: Lessons for Nonviolent Movements

    Relatório · CANVAS (Center for Applied NonViolent Action and Strategies) · 2025-03 · EN

    Relatório do CANVAS sobre como os movimentos defendem eleições sob regimes autoritários: observação, mobilização e resposta a fraudes. Leitura de base para Sérvia e Hungria.

  • Civil Resistance: A First Look

    Vídeo · International Center on Nonviolent Conflict (ICNC) · EN

    Vídeo introdutório do ICNC sobre porque é que a resistência civil funciona e como os movimentos ganham. Bom para abrir uma formação.

  • Digital Security Helpline

    Comunidade · Access Now · EN / ES / PT

    Linha de apoio gratuita 24/7 para ativistas, jornalistas e defensores de direitos com contas invadidas, ataques ou vigilância. Guarda o contacto antes de precisar.

Mais 3
  • The Debunking Handbook 2020

    Guia · Skeptical Science · 2020 · EN / PT / ES / FR / DE

    Consenso de 22 investigadores sobre como desmentir sem reforçar o boato: facto primeiro, aviso, falácia, facto de novo. Lê antes de responder a ataques.

  • A Practical Guide to Prebunking Misinformation

    Guia · Jigsaw (Google) · EN

    Guia de Cambridge, BBC Media Action e Jigsaw para vacinar o público contra técnicas de manipulação antes de o boato chegar, com guião de vídeos curtos.

  • Misinformation Toolkit

    Toolkit · Full Fact · EN

    Ferramentas simples da Full Fact para verificar imagens, números e citações. Serve para formar voluntários de resposta rápida.

Biblioteca

Fontes

Playbook construído com declarações de dirigentes e militantes do Pastef, porta-vozes da sociedade civil, imprensa senegalesa em francês,…

Playbook construído com declarações de dirigentes e militantes do Pastef, porta-vozes da sociedade civil, imprensa senegalesa em francês, análises académicas e dados de organizações de direitos digitais, consultados a 26 de outubro de 2026. As fontes em wolof não foram consultadas diretamente.

65 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Thomas Padilla / European Commission, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado a 26 de outubro de 2026

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