DIYfor change
PT-PT
Manifestantes com bandeiras da UE e da Geórgia em Tbilisi, dezembro de 2024

Geórgia · 2024–2026

Até ao fim, todas as noites

Bolomde!

Em georgiano, “Até ao fim!” (ბოლომდე): a palavra de ordem de quem promete ficar na rua até o governo mudar.

Desde novembro de 2024, georgianos pró-europeus protestam todas as noites diante do Parlamento, sem líder. Vê como aguentaram mais de 500 dias, e o que isso não conseguiu.

Uma homenagem a quem está em Rustaveli todas as noites, aos presos políticos e às suas famílias, aos observadores eleitorais e a quem paga as multas dos outros. Projeto independente, sem ligação a partidos ou organizações georgianas.

Em 30 segundos

  1. 500+ dias em junho de 2026: protesto diário diante do Parlamento desde que o Governo suspendeu a adesão à UE, a 28 de novembro de 2024.

  2. Cerca de 250 mil no Daitove. Sem palco nem líder, a resistência organizou-se em grupos abertos de Facebook, colunas por profissão e bairro, e fundos para multas.

  3. Fundos limpos, documentação e cuidado coletivo mantiveram-no vivo, mas não chegou à maioria que fica em casa nem conseguiu novas eleições.

Os primeiros passos

  1. Abrir o grupo aberto com regras de conduta afixadas
  2. Escolher administradores e substitutos em moradas diferentes
  3. Abrir o canal cifrado de reserva para quem coordena

Experimentar já Adaptar com o coach

Se és novo nisto, começa pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a investigação. Ler os fundamentos

Quem fez

O movimento recusa porta-vozes, mas há pessoas e organizações que construíram partes visíveis da infraestrutura e contaram como foi.

O movimento recusa porta-vozes, mas há pessoas e organizações que construíram partes visíveis da infraestrutura e contaram como foi. São as fontes principais deste playbook.

  • Ilia Glonti

    Cofundador do grupo de Facebook Daitove

    Ajudou a criar o grupo a 30 de abril de 2024 para alojar quem vinha das regiões; tornou-se fonte de informação na eleição e, depois de 28 de novembro, o principal ponto para propor e convocar marchas.

    Fontes
  • Nanuka Zhorzholiani

    Apresentadora de televisão; fundadora da Nanuka Foundation

    Abriu o seu fundo de caridade aos manifestantes em 2024 para comprar máscaras de gás e capacetes e ajudar detidos; no início de dezembro de 2024, disse ter recebido 254 246 GEL em donativos num só dia.

    Fontes
  • Lela Tsiskarishvili (GCRT) e Human Rights House Tbilisi

    Reabilitação de vítimas de tortura; fundo de multas

    O GCRT montou apoio psicológico de emergência e, com a GYLA, uma missão independente para documentar a tortura; a Human Rights House pagou cerca de 500 multas, perto de 500 mil GEL, até fevereiro de 2025.

    Fontes
  • ISFED (Sociedade Internacional por Eleições Justas e Democracia)

    Observação eleitoral independente

    A 26 de outubro de 2024 colocou cerca de 1000 observadores nas assembleias de voto, 85 equipas móveis e 23 advogados num centro de queixas, fez uma contagem paralela e, em 2026, continua a expor redes de contas falsas pró-governo.

    Fontes
  • Coligação My Vote e GYLA

    Observação eleitoral e litigância

    A My Vote, com 30 organizações, vigiou 1200 assembleias de voto; a Associação de Jovens Advogados da Geórgia (GYLA) pediu a anulação de 2263 assembleias com voto eletrónico e, com o GCRT, documentou a tortura de detidos.

    Fontes
  • Gota Chanturia e Tatia Dvali

    Ativistas do Movimento pela Social-Democracia

    Organizaram as marchas diárias da televisão pública até ao Parlamento contra a cobertura parcial; Chanturia acumulou 76 multas por bloquear a via e fez o balanço mais duro do 4 de outubro de 2025.

    Fontes
  • Dato Simonia

    Ilustrador e designer gráfico

    Criou a série “Quem está em Rustaveli”, que desenha e conta a história de cada manifestante, uma forma de dar rosto a um movimento sem rosto.

    Fontes
  • Tamta Khalvashi

    Antropóloga e participante nos protestos de 2024

    Escreveu a partir de dentro dos protestos da primavera de 2024 sobre a auto-organização dos estudantes e o nascimento do Daitove.

    Fontes
  • Protest.24 e Tako Lochoshvili

    Conta de Instagram com a agenda diária; influenciadora crítica do governo

    A Protest.24 publica todos os dias a lista de protestos em georgiano e inglês, com táticas e recursos; Lochoshvili diz que o seu público fica mais envolvido nos dias de protesto e enfrenta denúncias em massa para lhe fecharem a conta.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

O que organizadores, observadores, defensores de direitos humanos e manifestantes disseram sobre o próprio trabalho.

O que organizadores, observadores, defensores de direitos humanos e manifestantes disseram sobre o próprio trabalho. Paráfrases, com citações curtas quando essenciais.

Mais 6 citações

A história

Foram três vagas encadeadas: a luta contra a lei de “agentes estrangeiros” na primavera de 2024, a eleição de 26 de outubro e a resistência…

Foram três vagas encadeadas: a luta contra a lei de “agentes estrangeiros” na primavera de 2024, a eleição de 26 de outubro e a resistência diária que começou a 28 de novembro. Cada vaga deixou uma ferramenta para a seguinte.

500+
dias seguidos de protesto em frente ao Parlamento, contados em jun. 2026estimativa
~250 mil
membros no grupo de Facebook Daitove, que propõe e convoca marchasdado da plataforma
3500+
observadores independentes da ISFED, My Vote e GYLA na eleição de 2024dado da campanha
~500
multas pagas por um só fundo, perto de 500 mil GEL, até fev. 2025dado da campanha

Da lei à resistência diária

  1. 3 abr.–1 mai. 2024O Sonho Georgiano volta a apresentar a lei da “transparência da influência estrangeira”. Protestos diários; a 30 de abril nasce o Daitove para alojar quem vem das regiões.
  2. 11–14 mai. 2024Cerca de 50 mil marcham em Tbilisi; estudantes de quase todas as grandes universidades boicotam as aulas. A 14 de maio a lei é aprovada por 84 votos contra 30.
  3. 18 mai.–2 jun. 2024A presidente Salome Zourabichvili veta; a 28 de maio o veto é ultrapassado por 84 contra 4. Um concerto solidário angaria 124 700 dólares para presos e multados.
  4. 26 out. 2024Eleição: 53,93% para o Sonho Georgiano. Mais de 3500 observadores registam compra de votos, vigilância de eleitores e quebra do sigilo; a oposição boicota o novo Parlamento.
  5. 28 nov. 2024Kobakhidze suspende a adesão à UE até 2028. Começa o protesto diário em Rustaveli; mais de 450 detidos nas duas primeiras semanas, a maioria a relatar maus-tratos.
  6. 13 dez. 202416.º dia: colunas de profissionais de informática, empresários, estudantes, músicos, advogados e viticultores partem de pontos diferentes, a horas marcadas, e convergem à noite no Parlamento.
  7. fev.–abr. 2025A detenção administrativa passa a ir até 60 dias (7 fev.); as contas de cinco fundos de apoio são congeladas (17 mar.); lei ao estilo da FARA e limites aos donativos estrangeiros.
  8. 4 out. 2025Eleições locais boicotadas pela maior parte da oposição: 81,73% para o Sonho Georgiano. Cerca de 20 mil saem à rua; um grupo pequeno força a vedação do palácio presidencial; os cinco organizadores são detidos nessa noite e alvo de processos-crime.
  9. 6 nov. 2025Pela primeira vez a polícia impede o bloqueio de Rustaveli; a lei já previa prisão para quem voltasse a bloquear. O protesto passa para os passeios e ruas laterais.
  10. jun.–out. 2026O protesto ultrapassa os 500 dias; o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos comunica ao governo o caso das contas de ONG congeladas em agosto de 2025 (25 jun.); a 21 de outubro o Tribunal Constitucional começa a julgar o pedido para proibir cinco partidos da oposição.

Três camadas

Ninguém dirigia o movimento. Qualquer pessoa podia reforçar uma das três camadas.

  • EstarPresença todas as noites em frente ao Parlamento, colunas por profissão, bairro e região durante o dia, datas simbólicas e um cartaz com o número do dia.
  • ProvarObservadores nas assembleias de voto, contagem paralela, vídeos da violência policial, testemunhos com provas forenses, relatórios sobre redes de contas falsas.
  • Aguentar em conjuntoFundos que pagam multas e advogados, apoio psicológico, cartas e aniversários à porta das prisões, ajuda a quem foi despedido por protestar.
O que não se sabe. Os números variam: o Daitove aparece com 170 mil membros em maio de 2024 e 250 mil em janeiro de 2025; o total de mais de 2 milhões de GEL em multas entre novembro de 2024 e março de 2025 vem da Wikipédia, sem fonte primária consultável, e não foi auditado.

A contagem diária está confirmada por reportagens até junho de 2026; não houve verificação independente de que continue ininterrupta até hoje. Nas fontes consultadas, o Telegram aparece só como canal de notícias; o centro da coordenação foram os grupos de Facebook e, depois, o Signal. As teorias de que a vedação do palácio foi enfraquecida de propósito a 4 de outubro de 2025 não foram comprovadas. O que é certo: o movimento não conseguiu novas eleições nem a retoma da adesão à UE, e em outubro de 2026 o regime está mais fechado do que em 2024.

O terreno

A resistência georgiana cresceu num país pequeno e muito ligado à internet, mas com o poder concentrado num partido, nos tribunais e na polícia.

A resistência georgiana cresceu num país pequeno e muito ligado à internet, mas com o poder concentrado num partido, nos tribunais e na polícia. Noutro país, algo disto pode faltar.

Plataformas

Grupos de Facebook (Daitove)
O Daitove (“fica”) nasceu para alojar quem vinha das regiões e chegou a cerca de 250 mil membros. Qualquer pessoa propõe uma marcha; se o grupo adere, ela acontece no dia seguinte.
Instagram (Protest.24)
Contas como a Protest.24 publicavam todos os dias a lista de protestos, em georgiano e em inglês, além de materiais sobre táticas.
Signal
Segundo uma estudante que participou, quando o governo reprimiu a organização pelo Facebook, quem coordenava passou para o Signal.
TikTok, transmissões e canais de notícias
Vídeos e transmissões em direto feitos por manifestantes mostravam a violência policial em tempo real; canais locais no Telegram e televisões independentes faziam o resto circular, incluindo para a diáspora.
Fundos de solidariedade e transferências bancárias
Fundações com conta em bancos georgianos recebiam donativos e pagavam multas, advogados e equipamento de proteção, até o Ministério Público congelar as contas em março de 2025.
Rede de observação eleitoral
ISFED, My Vote e GYLA, com mais de 3500 observadores, contagem paralela, equipas móveis e advogados, produziram a prova que sustentou a contestação da eleição.

Condições locais

  • A Constituição obriga o governo a procurar a integração na UE e na NATO; por isso a suspensão de 28 de novembro de 2024 tornou-se uma causa que atravessa partidos, com bandeiras georgianas e europeias lado a lado.
  • Um partido, o Sonho Georgiano, governa desde 2012 e está ligado ao bilionário Bidzina Ivanishvili, sancionado pelos EUA em dezembro de 2024.
  • Tribunais vistos como capturados: juízes sancionados pelo Reino Unido, queixas eleitorais rejeitadas e quase todos os detidos multados ou presos em audiências rápidas.
  • Oposição dividida e com pouca confiança do público; por isso o movimento recusou palcos de partidos.
  • A memória do 9 de abril de 1989, quando tropas soviéticas mataram 21 pessoas em Tbilisi, e da guerra de 2008, com 20% do território ocupado pela Rússia.
  • Desde dezembro de 2024, uma sequência de leis aumentou as multas, criou pena de prisão para quem bloqueia vias e restringiu o financiamento estrangeiro de ONG e da comunicação social.

O método

O movimento escolheu distribuir tudo (a convocação, o cuidado, a prova, o dinheiro) para que prender uma pessoa não pare nada, e ficar na…

O movimento escolheu distribuir tudo (a convocação, o cuidado, a prova, o dinheiro) para que prender uma pessoa não pare nada, e ficar na rua por tempo indeterminado em vez de apostar num dia decisivo.

Três frentes

Presença sem dono
Um lugar fixo, uma hora fixa, todos os dias. Qualquer grupo pode trazer a sua coluna; ninguém sobe a um palco.
Prova antes da acusação
Observadores, vídeo, testemunho e relatório antes de qualquer denúncia. Quando os tribunais não ouvem, a prova fica guardada para tribunais internacionais e para o futuro.
O custo dividido
O Estado aposta em multas, detenções e despedimentos para cansar as pessoas. Fundos, advogados e cuidado coletivo repartem esse custo por milhares.

O ciclo de um dia de resistência

O mesmo ciclo repetiu-se centenas de vezes, ajustado a cada nova lei.

  1. Propor Alguém publica no grupo aberto: “amanhã, médicos saem do hospital tal às 17h”. Se a ideia pega, torna-se convocação.
  2. Convocar por identidade Cada coluna reúne uma profissão, um bairro, uma região ou uma escola, com ponto de partida simbólico e hora própria.
  3. Convergir As colunas atravessam a cidade de dia e chegam à noite ao mesmo lugar, onde a presença diária as espera.
  4. Documentar Filmar a polícia, registar detenções, guardar nomes e horas. A transmissão protege e informa quem está longe.
  5. Proteger Advogados de prevenção, primeiros socorros, apoio psicológico, informação em tempo real sobre onde atua a polícia de choque.
  6. Pagar em conjunto Multas e honorários pagos por fundos com comprovativo; quem é multado não fica sozinho com a conta.
  7. Adaptar Quando uma lei nova pune uma tática, troca a tática e não o lugar: da faixa de rodagem para os passeios, de uma avenida para ruas laterais.
  8. Lembrar Contar os dias, desenhar quem está na rua, celebrar aniversários de presos à porta das prisões, ler as cartas deles.

E recomeça.

Toolkit

O que é preciso para sustentar uma resistência longa e pacífica contra um governo que não cede, ou para proteger uma eleição.

O que é preciso para sustentar uma resistência longa e pacífica contra um governo que não cede, ou para proteger uma eleição. Serve a um movimento nacional ou local, desde que respeites as regras desta página.

Escolhe o teu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Sem líder não quer dizer sem funções. Na Geórgia, quando um administrador foi alvo de buscas ou um organizador foi preso, outros assumiram. Escreve as funções e os substitutos antes de precisares deles.

Funções

Administradores do grupo aberto
Aprovam membros, afixam regras de conduta, removem boatos e convocações falsas e mantêm uma lista de canais de reserva.
Convocadores de coluna
Uma ou duas pessoas por profissão, bairro ou região que marcam ponto de partida, hora e percurso e acompanham a coluna até ao ponto de chegada.
Presença diária
Um núcleo que garante que há gente no lugar todas as noites, mesmo nos dias fracos, e que conta os dias.
Observadores eleitorais
Acreditados por organizações independentes, com formação para registar violações com hora, fotografia e assembleia de voto e enviá-las a advogados.
Advogados de prevenção
Linha de emergência, acompanhamento de detidos, recursos contra multas e encaminhamento de queixas de maus-tratos.
Tesouraria do fundo
Pessoas identificadas que recebem donativos, pagam multas e honorários diretamente e publicam cada comprovativo.
Documentação e cuidado
Recolhem vídeos e testemunhos com consentimento, ligam vítimas a médicos e psicólogos e guardam provas para o futuro.
Memória e solidariedade
Ilustradores, fotógrafos e famílias que dão rosto ao movimento, escrevem aos presos e organizam visitas e aniversários.

Ritmo

  1. De diaColunas por profissão ou bairro partem de pontos simbólicos (um ministério, um hospital, uma universidade) a horas escalonadas.
  2. À noite (por volta das 20h)Todas as colunas convergem no lugar fixo; a presença diária fica pelo menos duas horas.
  3. Fim de semanaA grande marcha, a que reúne quem trabalha durante a semana.
  4. Datas simbólicasAniversários históricos, Dia da Europa, Dia da Independência, o 100.º, 200.º, 300.º dia: marchas maiores e mensagens para o exterior.
  5. Dia seguinteLista de detidos, pedidos ao fundo, recursos contra multas, publicação das contas.

Um ritmo fixo deixa qualquer pessoa entrar sem pedir licença, mas também deixa a polícia e o legislador prepararem a resposta. Na Geórgia, cada tática repetida (bloquear a via, usar máscara, partilhar a convocação) acabou punida por uma lei nova. Planeia a próxima adaptação antes de precisares dela.

Plano B

  • Cada função com pelo menos duas pessoas, e administradores que não vivam na mesma morada.
  • Um canal cifrado de reserva para quem coordena, anunciado antes de o grupo aberto ser atacado.
  • Mais de um fundo, em mais de uma instituição, com contabilidade pronta a mostrar a um juiz.
  • Números de advogados escritos em papel, não só no telemóvel que pode ser apreendido.
  • Cópias das provas fora do país e fora do telemóvel de quem filmou.

Tecnologia

Quase tudo é gratuito. O caro são as multas, os advogados e o risco que as pessoas correm.

  • Grupo aberto (Facebook ou equivalente)Gratuito

    Onde qualquer pessoa propõe uma marcha, oferece boleia ou alojamento e pede ajuda. Regras afixadas e administradores com substitutos.

  • Lista diária de protestos (Instagram ou canal)Gratuito

    Uma publicação por dia com todas as colunas, horas e pontos de partida, em mais de uma língua para a diáspora e a imprensa estrangeira.

  • Mensageiro cifrado (Signal)Gratuito

    Para quem coordena: mensagens temporárias, nada de listas de nomes em grupos abertos.

  • Vídeo curto e transmissão em diretoGratuito

    Mostrar a presença e a violência em tempo real; o vídeo também é prova, se guardado com data e local.

  • Calendário de colunasGratuito

    Uma folha de cálculo ou mapa público com cada coluna: quem, de onde, a que horas, para onde.

  • Fundo de solidariedadeComissões bancárias

    Conta de uma organização registada, donativos rastreáveis, pagamento direto de multas e honorários, recibo de cada operação.

  • Registo de multas e casosGratuito

    Folha de cálculo com cada multa, prazo, recurso e pagamento; base para prestar contas e para litigância.

  • Observação eleitoral e contagem paralelaBaixo, com voluntários

    Formulários de observação, central de dados e advogados para queixas no dia da votação, a cargo de organizações acreditadas.

  • Monitorização de contas falsasGratuito

    Análise de datas de criação, fotografias geradas por IA e gostos em bloco para expor redes inautênticas e denunciá-las às plataformas.

Guias rápidos por canal

Colunas do registo de multas

Data da multa · Pessoa (com consentimento) · Infração alegada e artigo · Valor · Prazo de pagamento · Recurso (sim/não, tribunal) · Pago em (data) e por que fundo · Comprovativo (ligação) · Quem aprovou (dois nomes)

Custo de software: quase zero. Custos: multas que podem chegar aos milhares por pessoa (um ativista acumulou 76), honorários, equipamento de proteção para observadores e jornalistas, e o tempo de quem fica na rua.

Comunicação

O tom é de vizinho: quem convoca fala pela própria coluna, nunca pelo movimento. A causa é de todos (a Europa, eleições limpas, a libertação dos presos), por isso nenhum logótipo de partido.

A fórmula de uma convocação de coluna

  1. Quem A identidade da coluna: médicos, moradores de um bairro, gente de uma região, estudantes de uma faculdade.
  2. De onde e quando Ponto de partida com significado e hora exata.
  3. Para onde O lugar fixo da presença diária, onde todos se encontram à noite.
  4. Porquê Uma exigência curta e comum, ligada ao que essa profissão ou esse bairro vive.
  5. Como se proteger Regras de paz, número jurídico, o que levar, o que diz a lei sobre a via e o rosto tapado.
  6. Se correr mal Onde pedir ajuda com uma multa ou uma detenção.

Regras de escrita

  • Fala pela tua coluna, não pelo movimento.
  • Prefere uma exigência curta e partilhada a um programa.
  • Nada de violência, nem nas palavras; a provocação é o que o governo quer filmar.
  • Diz o que a lei proíbe agora, porque muda depressa.
  • Cada denúncia vem com prova: vídeo, hora, local.
  • Diz quanto entrou no fundo e para onde foi.
  • Dá nome e rosto a quem está preso, com o consentimento da família.
  • Fala também com quem não está na rua: o que a crise lhe custa.

Exemplo

Amanhã, [dia], profissionais de saúde saem às 17h do Hospital [nome] e caminham até [lugar fixo]. Exigimos [exigência única]. Marcha pacífica; fique no passeio se a polícia mandar sair da via. Advogado de prevenção: [número]. Multado? Peça ajuda ao fundo [nome] em [ligação]. Hoje é o dia [n]. Até ao fim.

Levar para o teu contexto

O que funciona em qualquer lugar e o que tem de ser trocado.

O que funciona em qualquer lugar e o que tem de ser trocado. Escolhe o teu país no topo do toolkit para veres as ferramentas equivalentes.

Funciona em qualquer lado

  • Um lugar fixo e uma hora fixa, todos os dias, que qualquer pessoa pode ocupar sem pedir licença.
  • Convocar por identidade (profissão, bairro, região) para que cada pessoa traga a sua rede.
  • Liderança distribuída, com funções escritas e substitutos.
  • Observação independente da eleição antes de a contestar.
  • Documentar a violência desde o primeiro minuto, com consentimento e cópias fora do telemóvel.
  • Dividir o custo da repressão: fundos transparentes, advogados, apoio psicológico.
  • Adaptar a tática a cada lei nova sem abandonar o lugar.
  • Construir, ao mesmo tempo, uma alternativa política que fale com quem fica em casa.

Depende do contexto

Grupos de Facebook
Onde o Facebook pesa pouco, usa comunidades de WhatsApp, grupos de Telegram ou servidores de Discord, com as mesmas regras de moderação e um canal de reserva.
Avenida Rustaveli e o Parlamento
Escolhe o lugar que, no teu país, simboliza a decisão em disputa: a praça da câmara municipal, a frente do tribunal, a sede do governo regional.
A bandeira da UE e o artigo da Constituição
Identifica o horizonte que une a maioria acima dos partidos (uma lei, um direito, uma promessa constitucional) e faz dele a exigência comum.
Fundos em bancos georgianos
Estuda a lei sobre angariação de fundos do teu país, usa mais de uma entidade e mais de um banco, publica as contas e prepara-te para defender o fundo em tribunal, incluindo internacional.
ISFED, My Vote e GYLA
Procura as organizações de observação eleitoral do teu país e as regras de acreditação; onde não existirem, junta associações de advogados e universidades com antecedência.
A diáspora georgiana
Se muitos compatriotas teus vivem fora, publica em mais de uma língua e dá à diáspora tarefas concretas: protestos à porta das embaixadas, donativos, pressão sobre governos estrangeiros.

Jogadas para levar

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

  1. Colunas por profissão que convergem à noite

    De dia, cada profissão, bairro ou região sai do seu ponto simbólico a uma hora própria, e à noite todas as colunas chegam ao mesmo lugar fixo, onde a presença diária as espera. Na Geórgia, no 16.º dia de protesto, colunas de profissionais de informática, empresários, estudantes, músicos, advogados e viticultores atravessaram Tbilissi e convergiram no Parlamento.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona numa resistência longa em que cada pessoa pode trazer a própria rede (colegas, vizinhos, conterrâneos) sem esperar por um palco.
    Não usar quando
    Não funciona como atalho para um “dia decisivo”: uma escalada anunciada por poucos, sem consultar as outras colunas, deixa mais presos e mais propaganda.
    1. Semana do dia D Definir o lugar fixo, a hora fixa e a exigência comum
    2. 1 semana(s) depois Recrutar convocadores por profissão, bairro e região
    3. 2 semana(s) depois Cada coluna escolhe um ponto de partida simbólico e um horário próprio
    4. 2 semana(s) depois Publicar o calendário de colunas e a lista diária em mais de uma língua
    5. 2 semana(s) depois Fazer a primeira convergência noturna no lugar fixo
    6. 6 semana(s) depois Marcar a grande marcha de fim de semana, para quem trabalha durante a semana

    Equipa

    • Convocadores de coluna: marcam ponto, horário e percurso e acompanham a coluna
    • Presença diária: garante pessoas no lugar fixo todas as noites e conta os dias
    • Lista diária: publica todas as colunas, horários e pontos de partida

    O que medir: Colunas que saíram de facto do seu ponto e chegaram ao lugar fixo, e pessoas novas por noite, contadas pelos convocadores. Visualizações não contam.

    Riscos a vigiar: Uma tática repetida acaba punida por uma lei nova: diz em cada convocação o que a lei proíbe agora, troca a tática e não o lugar, e decide qualquer escalada com os outros grupos.

  2. Grupo aberto sem dono, com reserva cifrada

    Um grupo aberto onde qualquer pessoa propõe a marcha do dia seguinte (se o grupo adere, ela acontece), com regras fixadas, administradores com substitutos e um canal cifrado de reserva para quem coordena. Na Geórgia, o grupo de Facebook Daitove chegou a cerca de 250 mil membros; quando o governo reprimiu quem se organizava pelo Facebook, quem coordenava passou para o Signal, segundo uma estudante que participou.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona onde a população confia pouco nos partidos e o governo procura um líder para derrubar o movimento.
    Não usar quando
    Não funciona sem moderação: convocações falsas e boatos espalham-se, e um grupo aberto não é lugar para listas de nomes nem para decisões sensíveis.
    1. Semana do dia D Abrir o grupo aberto com regras de conduta fixadas no topo
    2. Semana do dia D Escolher administradores e substitutos que não vivam na mesma morada
    3. Semana do dia D Abrir o canal cifrado de reserva para quem coordena e anunciá-lo
    4. 1 semana(s) depois Deixar qualquer pessoa propor a marcha de amanhã; o grupo decide ao aderir
    5. 1 semana(s) depois Remover boatos e convocações falsas e fixar a lista de canais oficiais
    6. 4 semana(s) depois Combinar que qualquer escalada se decide com os outros grupos, nunca por anúncio

    Equipa

    • Administradores: aprovam membros, removem boatos e mantêm a lista de canais de reserva
    • Substitutos: assumem a moderação se um administrador for alvo de buscas ou detido
    • Coordenação cifrada: trata no Signal o que não pode estar num grupo aberto

    O que medir: Propostas feitas no grupo que se tornaram marchas reais no dia seguinte, contadas pelos convocadores; se só os administradores propõem, o grupo deixou de ser aberto.

    Riscos a vigiar: Administradores visíveis são alvo de buscas e acusações: substitutos em moradas diferentes, nada de listas de nomes no grupo e números de advogados também em papel.

  3. Multas e advogados pagos por um fundo às claras

    Um fundo de uma entidade registada recebe donativos rastreáveis e paga diretamente multas e honorários, com recibo público, enquanto advogados recorrem de cada multa. Na Geórgia, a Human Rights House pagou cerca de 500 multas, perto de 500 mil GEL, até fevereiro de 2025; em 2025, o Ministério Público congelou as contas de cinco fundos, entre eles o ligado à Human Rights House, alegando «sabotagem». Por isso cada pagamento precisa de recibo desde o primeiro dia.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o Estado aposta em multas, detenções e despedimentos para cansar as pessoas uma a uma.
    Não usar quando
    Não funciona com dinheiro vivo em envelopes nem com donativos em contas pessoais: é impossível de defender e dá ao governo a história de financiamento oculto.
    1. 1 semana(s) depois Abrir a linha jurídica com advogados em turnos
    2. 1 semana(s) depois Criar o fundo numa entidade registada, com dois responsáveis e contas públicas
    3. 1 semana(s) depois Abrir o registo de multas: valor, prazo, recurso, pagamento e comprovativo
    4. 2 semana(s) depois Pagar cada multa e honorário diretamente, com recibo publicado
    5. 3 semana(s) depois Recorrer de cada multa nos tribunais, para deixar registo
    6. 6 semana(s) depois Ter mais de um fundo, em mais de uma entidade e banco, com contas prontas para um juiz
    7. 7 semana(s) depois Publicar as contas do fundo e a lista de detidos e libertados

    Equipa

    • Tesouraria do fundo: pessoas identificadas que pagam diretamente e publicam cada comprovativo
    • Advogados de serviço: acompanham detidos e recorrem das multas
    • Registo de casos: mantém a folha de multas, prazos e recursos

    O que medir: Multas pagas pelo fundo dentro do prazo, com comprovativo publicado, e detidos que tiveram advogado em 24 horas.

    Riscos a vigiar: Fundos visíveis podem ser congelados sob a acusação de “sabotagem”: cumpre a lei de angariação de fundos, diversifica entidades e bancos e prepara-te para defender o fundo em tribunal, incluindo internacional.

  4. Observadores em cada secção, prova antes

    Organizações credenciadas põem observadores formados nas secções de voto, grupos móveis e advogados numa central de queixas, fazem a contagem paralela e só depois acusam. Na Geórgia, mais de 3500 observadores da ISFED, My Vote e GYLA registaram compra de votos e quebra do sigilo; a ISFED apresentou 294 queixas e o registo sustentou a contestação da eleição dentro e fora do país.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona antes de qualquer eleição em que haja risco de pressão sobre os eleitores e onde a lei permita observação independente.
    Não usar quando
    Não funciona com confronto nem com acusações sem prova: discutir com quem vigia eleitores põe o observador em risco, e uma publicação sem prova descredibiliza o trabalho de todos.
    1. Semana −13 Contactar as organizações de observação e conhecer as regras de credenciação
    2. Semana −11 Inscrever e formar voluntários: registar com hora, foto e número da secção
    3. Semana −8 Montar a central de dados e de advogados para queixas no dia
    4. Semana −6 Distribuir observadores e grupos móveis pelas secções
    5. Semana −5 No dia, enviar cada violação à central e fazer a contagem paralela
    6. Semana −5 Publicar a avaliação só com prova e apresentar as queixas formais
    7. Semana −4 Guardar as provas para os tribunais e para o futuro

    Equipa

    • Observadores credenciados: registam e enviam, sem interferir na votação
    • Central de queixas: advogados que transformam cada registo numa queixa formal
    • Contagem paralela: compara os resultados das secções com os oficiais

    O que medir: Secções com observador credenciado presente da abertura à contagem, e violações registadas com hora, foto e secção que se tornaram queixa formal.

    Riscos a vigiar: Tribunais capturados podem rejeitar quase todas as queixas: regista na mesma, porque a prova sustenta a contestação fora do país e a responsabilização futura.

  5. Documentar a violência e cuidar de quem sofre

    Desde o primeiro minuto, a rede filma a polícia, regista detenções e recolhe testemunhos com consentimento e prova forense, liga as vítimas a médicos e psicólogos e mantém viva a solidariedade com quem está preso. Na Geórgia, o GCRT montou apoio psicológico de emergência e, com a GYLA, uma missão para documentar a tortura; segundo a Provedoria de Justiça, entre 78% e 88% dos detidos disseram ter sido maltratados.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona em qualquer protesto com risco de violência policial, sobretudo onde os tribunais hoje não punem ninguém.
    Não usar quando
    Não funciona se o material circula sem consentimento ou fica só no telemóvel de quem filmou, que pode ser apreendido.
    1. Semana do dia D Filmar a polícia e registar detenções com nome, hora e lugar
    2. 1 semana(s) depois Abrir o formulário de documentação de abusos, com consentimento
    3. 1 semana(s) depois Ligar cada vítima a médicos e psicólogos voluntários
    4. 2 semana(s) depois Guardar cópias das provas fora dos telemóveis e fora do país
    5. 3 semana(s) depois Denunciar maus-tratos à Provedoria de Justiça e a organismos internacionais
    6. 4 semana(s) depois Escrever aos presos e organizar visitas e aniversários em frente às prisões

    Equipa

    • Documentação e cuidado: recolhe testemunhos e liga vítimas a médicos e psicólogos
    • Advogados: transformam os registos em queixas formais
    • Memória e solidariedade: escrevem aos presos e dão rosto a quem está na prisão

    O que medir: Testemunhos de abuso documentados com consentimento e prova forense que se tornaram queixa formal, e vítimas que chegaram a atendimento médico ou psicológico.

    Riscos a vigiar: Expor vítimas sem autorização viola a proteção de dados e põe-nas em risco: só com consentimento, rostos tapados quando necessário e cópias guardadas longe de quem as possa apreender.

Praticar

Treina com as missões e situações do caso.

Decidir como o movimento

Seis momentos de 2024 e 2025. Escolhe o que farias e vê o que aconteceu.

Plano de 8 semanas para uma resistência que dure

Para um movimento que sabe que não vai ganhar num dia.

Para um movimento que sabe que não vai ganhar num dia. As primeiras semanas montam a infraestrutura; as seguintes, o ritmo. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Semana 1: A rede

  2. Semana 2: O cuidado

  3. Semana 3: As colunas

  4. Semanas 4–5: A prova

  5. Semanas 6–8: O ritmo

  6. Sempre

Regras

A resistência georgiana só se manteve legítima porque foi pacífica, documentada e às claras.

A resistência georgiana só se manteve legítima porque foi pacífica, documentada e às claras.

Protesto pacífico e desarmado
A Constituição da Geórgia e o artigo 11.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos protegem a reunião pacífica. Sem violência contra pessoas ou bens, mesmo perante provocações.
Conhecer a lei que muda
Na Geórgia mudaram as multas, a detenção máxima, as regras sobre máscaras, o aviso prévio e o bloqueio de vias. Mantém o guia jurídico atualizado e diz a cada pessoa o risco que corre.
Dinheiro às claras
Fundos com entidade registada, donativos rastreáveis, pagamentos diretos, recibos públicos. É o que permite defender o fundo num tribunal.
Observação acreditada
Os observadores seguem a lei eleitoral, usam acreditação e registam; não interferem na votação nem confrontam ninguém.
Consentimento e proteção de dados
Feridos, detidos e famílias só aparecem com autorização. O RGPD, a LGPD brasileira e a lei georgiana de proteção de dados aplicam-se também a quem documenta.
Só pessoas reais
Nada de contas falsas, bots ou gostos comprados. Expor as redes inautênticas do adversário é legítimo; imitá-las não é.
Direito a advogado
Quem é detido tem direito a advogado e a tratamento digno. Divulga a linha jurídica antes de cada marcha e denuncia maus-tratos ao Provedor de Justiça e a organismos internacionais.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
Aguentar não é ganhar
Depois de mais de 500 dias, não houve novas eleições nem retoma da adesão à UE. Nas eleições locais de 2025 o Sonho Georgiano teve 81,73%, com 40,93% de participação, e em outubro de 2026 o Tribunal Constitucional julga um pedido de 88 deputados para proibir cinco partidos da oposição, ainda sem decisão.
A maioria que fica em casa
Analistas georgianos apontam que o movimento reage mais do que propõe e não chega à grande maioria que se mantém longe dos protestos.
O custo humano
Centenas de pessoas relataram maus-tratos só em novembro de 2024; segundo o Provedor de Justiça, entre 78% e 88% dos detidos em 2024–2025 disseram ter sido maltratados. Em junho de 2026 mais de 150 pessoas continuavam detidas em casos ligados aos protestos, e só cinco polícias tinham sido acusados. Em dezembro de 2025, uma investigação da BBC apontou que os canhões de água de 2024 podem ter usado um agente químico da Primeira Guerra, a «camite», com base em relatos de manifestantes, de um pediatra que reuniu casos e de ex-polícias. O primeiro-ministro Kobakhidze admitiu que havia uma substância misturada na água, mas negou que fosse camite; o Serviço de Segurança do Estado abriu uma investigação e chamou entrevistados a depor.
A escalada sem mandato
O 4 de outubro de 2025 mostrou o risco de um grupo pequeno decidir pelo movimento: organizadores detidos e processados, dezenas de detidos e um pretexto para mais repressão. Não é um passo a copiar.
Cansaço, emigração e divisão
A participação caiu de dezenas de milhares para centenas por noite. Multas, despedimentos e prisões empurram gente para fora do país, e os grupos dividem-se até sobre apoiar outras lutas.
Infraestrutura atacável
Administradores alvo de buscas, fundos congelados, ONG sem financiamento estrangeiro: tudo o que é visível pode ser alvo.
A guerra das contas falsas
A ISFED expôs redes de centenas de contas inautênticas a favor do governo, uma delas com 424 perfis criados em dois dias em agosto de 2026. Responder com contas falsas destruiria a credibilidade do movimento; fica aqui como risco, não como tática.

Verificar

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. O que desencadeou o protesto diário que começou a 28 de novembro de 2024?
2. Como eram convocadas as marchas, sem líder nem palco?
3. O que concluiu a ISFED sobre a eleição de 26 de outubro de 2024?
4. Qual foi a melhor defesa dos fundos de solidariedade quando as contas foram congeladas?
5. Segundo os próprios ativistas, qual é o principal limite do movimento?

Fontes

Este playbook foi construído com relatos de organizadores, observadores eleitorais, defensores de direitos humanos e manifestantes,…

Este playbook foi construído com relatos de organizadores, observadores eleitorais, defensores de direitos humanos e manifestantes, confirmados por imprensa georgiana e internacional publicada entre maio de 2024 e outubro de 2026.

34 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Mamatkazy, CC0 1.0, via Wikimedia Commons

Atualizado a 26 de outubro de 2026

Adaptar este playbook com o coach

Playbook seguinte Um milhão de portas

Adaptar ao teu país

Os toolkits trocam as ferramentas pelas mais usadas no país (por exemplo, Telegram onde domina) e mostram as regras eleitorais e o estado da internet. A escolha fica guardada só neste navegador.