Visão geral
Em 30 segundos
61,6% de Sim e 79,5% de participação na pesquisa postal voluntária de 2017; o Parlamento aprovou o casamento igualitário em 7 de dezembro.
Mais de 1 milhão de ligações, segundo a GetUp: voluntários em festas de ligação acharam apoiadores e pediram que postassem o formulário no dia em que chegasse.
98 mil novos eleitores, 65 mil deles com 18 a 24 anos, entraram no cadastro entre 8 e 24 de agosto, quando o prazo fechou.
Tiernan Brady, ex-diretor político da Yes Equality irlandesa, manteve um tom respeitoso, centrado em famílias e amigos, e não respondeu à negatividade do Não.
A campanha contestou a pesquisa na Justiça e montou a operação ao mesmo tempo: Tim Gartrell assumiu a direção na manhã seguinte ao anúncio.
Os primeiros passos
- Formar a coalizão com uma marca própria e co-presidência das organizações fundadoras
- Escolher a direção executiva e a de campanha
- Montar a base de apoiadores por e-mail, com consentimento
Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos
Contexto e história
A história
Ninguém do lado do Sim queria esta votação: era cara, voluntária, por correio e sem efeito legal.
Ninguém do lado do Sim queria esta votação: era cara, voluntária, por correio e sem efeito legal. Mas, quando o governo a convocou em agosto de 2017, a campanha teve cerca de 13 semanas para levar uma maioria antiga a devolver os formulários. O plano tinha três partes: alistar quem faltava, achar os apoiadores um a um e lembrar cada um de postar.
- 61,6%
- de Sim (7.817.247 respostas); 133 dos 150 distritos federais votaram Simoficial Fonte
- 79,5%
- de participação: 12,7 milhões de eleitores aptos responderamoficial Fonte
- +1 milhão
- de ligações de voluntários para tirar o voto, segundo a GetUpdado da campanha Fonte
- 65 mil
- jovens de 18 a 24 anos entraram no cadastro de 8 a 24 de agostooficial Fonte
Do Senado ao altar
- 2004A Lei do Casamento é alterada para definir o casamento como a união entre um homem e uma mulher.
- 2016Tiernan Brady começa a trabalhar com a Australian Marriage Equality em março. Em 27 de outubro é lançada a Equality Campaign; em 7 de novembro, o Senado rejeita o plebiscito.
- Ago. 2017O Senado barra o plebiscito de novo (9 ago.) e o governo manda a ABS fazer uma pesquisa postal voluntária. Na manhã seguinte ao anúncio, Tim Gartrell assume a direção da campanha.
- 23–24 ago.Começam as festas de ligação. Fecha o cadastro: 98 mil novos eleitores, 65 mil com 18 a 24 anos, e 933 mil inscrições ou atualizações em 16 dias.
- 29–30 ago.Estreia o primeiro anúncio do Não na TV, com três mães e o tema das escolas. Logo em seguida, o Sim põe no ar uma resposta da médica Kerryn Phelps.
- 7–12 set.O Tribunal Superior valida a pesquisa; os formulários começam a ser enviados. O roteiro das ligações passa a pedir que as pessoas postem logo e falem com quem amam.
- 23 set.–3 out.Fim de semana de porta a porta em todo o país. Em 3 de outubro, a ABS estima 57,5% de formulários devolvidos e a GetUp conta 650 mil ligações.
- 15 nov.61,6% de Sim, com 79,5% de participação. Brady atribui a vitória a milhares de conversas positivas; Anna Brown pede que o Parlamento vote a lei o quanto antes.
- 29 nov.–9 dez.O Senado aprova a lei por 43 a 12 e a Câmara em 7 de dezembro, sem emendas. Em vigor desde 9 de dezembro de 2017.
- Set. 2024A Equality Australia, nascida da campanha e dirigida por Anna Brown, critica a exclusão das pessoas LGBTIQ+ do Censo; o governo recua e inclui perguntas sobre orientação sexual e gênero no Censo de 2026, mas não sobre pessoas intersexo. O Censo fez essas perguntas pela primeira vez em 11 de agosto de 2026.
Três camadas
Uma coalizão com sede profissional, uma direção de campo em cada estado e uma multidão que fazia as ligações onde estivesse.
- A coalizãoAustralian Marriage Equality e Australians for Equality sob a marca Equality Campaign. Co-presidentes Anna Brown e Alex Greenwich, diretor executivo Tiernan Brady, diretor de campanha Tim Gartrell e, no auge, mais de 80 funcionários pagos, segundo a SBS.
- O campoDireção nacional de campo (Patrick Batchelor), diretores em cada estado e território, sede em Sydney e bases como o Victorian Trades Hall. As ligações foram montadas com a GetUp.
- A multidãoCerca de 15 mil voluntários, segundo a SBS, e festas de ligação hospedadas por sindicatos, igrejas, empresas, clubes e amigos, além de quem contou a própria história em vídeo.
O que não se sabe. O milhão de ligações é número da GetUp, sem auditoria; os dados de setembro mostram uma taxa de contato baixa (40 mil atendidas em 300 mil) e, segundo a GetUp, mais de 75% das conversas com quem já votava Sim.
Nenhum estudo aberto isola o efeito das ligações ou do porta a porta sobre a participação, e o resultado ficou perto do apoio que as sondagens já mostravam. “Maior porta a porta” da história australiana é afirmação da campanha, sem medição independente. Os 98 mil novos eleitores são dados oficiais da AEC; ativistas pediram inscrição, mas nenhuma fonte consultada mede o papel da campanha nesse aumento. Os 15 mil voluntários e 80 funcionários vêm da página da SBS sobre o documentário Australia Says Yes. O livro Yes Yes Yes não foi lido na íntegra; o playbook usa o trecho publicado pela SBS. O anúncio de resposta com Kerryn Phelps está confirmado, mas não o seu texto nem a hora exata em que foi ao ar. O gasto total da campanha não aparece nas fontes abertas consultadas.
O terreno
O que era específico da Austrália de 2017 e pode faltar em outro país.
O que era específico da Austrália de 2017 e pode faltar em outro país.
Plataformas
- Festas de ligação
- O motor da campanha. Desde 23 de agosto, voluntários ligavam em grupo por uma ferramenta automática de discagem para números de bases comerciais compradas, escolhidos por gênero e idade. Sindicatos, igrejas, empresas, clubes e grupos de amigos organizaram as próprias sessões; em meados de setembro, a campanha contava 305 eventos registrados.
- Porta a porta
- A campanha chamou o fim de semana de 23 e 24 de setembro de o maior porta a porta da Austrália. Em Leichhardt, bairro de Sydney, equipes de voluntários foram às casas pedir que as pessoas postassem o voto a tempo.
- O correio
- O formulário em papel foi enviado pelo correio a partir de 12 de setembro e todos estavam entregues até 25 de setembro; a ABS pedia a devolução até 27 de outubro, e o prazo final era 7 de novembro. Por isso o pedido central era postar logo.
- E-mail e redes sociais
- E-mail à base para lançar o #PostYourYES, com selfies na caixa do correio no Twitter, Instagram e Facebook, e vídeos de histórias pessoais, como os de Pat, de 88 anos, e de uma família.
- TV e rádio
- Anúncios do Sim com australianos de várias origens indo à caixa do correio postar o formulário, e uma resposta rápida ao primeiro anúncio do Não. Até 26 de setembro, a Ebiquity estimou cerca de 2,9 milhões de dólares australianos em anúncios dos dois principais grupos do Sim, contra cerca de 4 milhões da Coalition for Marriage.
- SMS em massa
- Em 23 de setembro, uma mensagem de texto pelo Sim chegou a números gerados aleatoriamente e provocou reclamações de privacidade, inclusive de quem votava Sim. Fica registrada como parte do terreno; o playbook não a recomenda.
Condições locais
- O voto é obrigatório nas eleições australianas, mas esta pesquisa era voluntária, por correio e sem efeito legal: o trabalho passou a ser fazer cada apoiador votar.
- O apoio ao casamento igualitário estava em torno de 62% havia anos, segundo a GetUp, e, até 2014, 16 projetos de lei sobre o tema tinham fracassado no Parlamento, segundo a SBS.
- O Senado barrou o plebiscito obrigatório em novembro de 2016 e de novo em 9 de agosto de 2017; o governo então pediu à ABS uma pesquisa postal, que o Tribunal Superior validou em 7 de setembro.
- Só cerca de duas semanas para se alistar (prazo de 24 de agosto); menores de 18 anos excluídos; mais de um milhão de australianos no exterior ainda por devolver o formulário em outubro.
- Sem as regras normais de propaganda eleitoral, o Parlamento aprovou às pressas uma lei temporária de salvaguardas, em vigor de 14 de setembro a 15 de novembro.
- Um debate público sobre a vida de uma minoria: pessoas LGBTIQ relataram mais do que o dobro de agressões verbais e físicas nos três meses após o anúncio.
- Um movimento já organizado: a Australian Marriage Equality, a Australians for Equality, a Equality Campaign lançada em outubro de 2016, a GetUp e os sindicatos.
- O diretor executivo, Tiernan Brady, tinha sido diretor político da Yes Equality no referendo irlandês de 2015 (veja o playbook Irlanda 2015).
Método e evidências
O método
A campanha partiu de um diagnóstico: a maioria já existia, e o maior risco era a abstenção numa votação voluntária e por correio.
A campanha partiu de um diagnóstico: a maioria já existia, e o maior risco era a abstenção numa votação voluntária e por correio. Quase tudo serviu a um objetivo, achar cada apoiador e fazê-lo devolver o formulário, sem perder o tom respeitoso.
Três frentes
- Participação antes de conversão
- Ligações e portas foram para prováveis apoiadores, escolhidos por gênero e idade. O objetivo, segundo a reportagem do Guardian, era ativar os eleitores do Sim para que devolvessem o formulário e agissem eles mesmos.
- Pessoas conhecidas, tom respeitoso
- Famílias, amigos e colegas no centro da mensagem. Brady recusou espelhar a negatividade do Não e pediu milhões de conversas respeitosas; vídeos de histórias pessoais circularam nas redes.
- Resposta rápida com mensageiro de confiança
- Quando o Não levou as escolas para a TV, o Sim respondeu logo com a médica Kerryn Phelps, e um diretor de escola desmentiu na imprensa uma das histórias do anúncio.
O ciclo da campanha
O ciclo seguiu o calendário oficial: prazo de cadastro, chegada dos formulários, data recomendada de devolução e fechamento.
- Alistar Antes do prazo, levar ao cadastro quem não está inscrito ou mudou de endereço, sobretudo os jovens.
- Recrutar Reuniões públicas, e-mail à base e festas de ligação que qualquer grupo pode hospedar.
- Achar Ligar e bater à porta para achar apoiadores e saber se vão devolver o formulário.
- Pedir Postar no dia em que o formulário chega, e falar com a família e os amigos.
- Tornar visível #PostYourYES, selfies na caixa do correio, famosos como Ian Thorpe postando o formulário e vídeos de histórias pessoais.
- Responder Cada medo lançado pelo adversário recebe resposta curta, rápida e com mensageiro de confiança; depois a conversa volta para as pessoas.
- Medir Contar ligações, atendimentos e conversas; acompanhar as estimativas de devolução da ABS e combater a complacência.
- Converter No dia do resultado, pedir ao Parlamento que aprove a lei o quanto antes.
E recomeça.
Quem fez
Este playbook se apoia no que os próprios organizadores escreveram e disseram: o relato de Alex Greenwich e Shirleene Robinson no livro Yes…
Este playbook se apoia no que os próprios organizadores escreveram e disseram: o relato de Alex Greenwich e Shirleene Robinson no livro Yes Yes Yes, entrevistas de Tiernan Brady e Anna Brown durante e depois da campanha, o balanço de Sally Rugg, da GetUp, e o relato de um voluntário que veio da Yes Equality irlandesa. Os dados oficiais vêm da ABS e da AEC.
Tiernan Brady
Diretor executivo da Equality Campaign (2016–2017); antes, diretor político da Yes Equality na Irlanda (2015)
Começou a trabalhar na Austrália em 2016 com a regra do referendo irlandês: persuadir com conversas respeitosas e nunca responder à negatividade com negatividade.
FontesAnna Brown
Co-presidente da Equality Campaign; advogada do Human Rights Law Centre; CEO da Equality Australia desde dezembro de 2018
Levou ao Tribunal Superior a contestação jurídica da Australian Marriage Equality e, na campanha, resumiu a mensagem: o casamento igualitário “não é um quê, é um quem”.
FontesAlex Greenwich
Co-presidente da Australian Marriage Equality e da Equality Campaign; deputado estadual em Nova Gales do Sul
Porta-voz da campanha e coautor, com Shirleene Robinson, de Yes Yes Yes (2018), o relato de dentro, feito com mais de 40 entrevistas.
FontesTim Gartrell
Diretor da campanha do Sim na pesquisa postal; chefe de gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese desde maio de 2022
Ex-secretário nacional do Partido Trabalhista (2003–2008) e ex-gerente da campanha Recognise; foi nomeado na manhã seguinte ao anúncio da pesquisa.
FontesSally Rugg
Diretora de casamento igualitário da GetUp
A GetUp montou com a Equality Campaign as festas de ligação; Rugg contou depois que os voluntários passaram de 1 milhão de chamadas.
FontesPatrick Batchelor e os diretores estaduais de campo
Direção nacional de campo; Georgia Kriz e Audrey Marsh (Nova Gales do Sul), Wil Stracke (Vitória) e equipes em cada estado e território
Montaram bases em todo o país, como o Victorian Trades Hall, em Vitória, e encheram salas, corredores e escadas de voluntários ao telefone.
FontesShirleene Robinson
Historiadora, membro do conselho da Australian Marriage Equality
Coautora de Yes Yes Yes: Australia's Journey to Marriage Equality (NewSouth, 2018).
Fontes
Nas palavras de quem fez
Declarações de participantesO que organizadores e voluntários disseram sobre as decisões que tomaram.
O que organizadores e voluntários disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo indicação.
A campanha não estava ali para derrotar ninguém, e sim para persuadir; e não se persuade com raiva nem gritando com as pessoas.
Tiernan Brady, ao chegar à Austrália, Crikey, Marriage Equality brings Irish charm, not Gaelic tempers, to the debate, 27 abr. 2016
O Sim não ia espelhar a negatividade do Não; aquilo era uma maratona, e não uma corrida de cem metros, e as pessoas precisavam cuidar umas das outras.
Tiernan Brady, diretor executivo, OUTinPerth, Tiernan Brady on why a positive message will win, 27 set. 2017
“Isto é sobre pessoas que conhecemos”: famílias, amigos, colegas e vizinhos. Por isso a campanha tinha de ser respeitosa.
Tiernan Brady, no fim de semana de porta a porta, SBS News, Yes campaign door knocking for support, 23 set. 2017
A participação alta vinha de conversas em mesas de cozinha e locais de trabalho; o casamento igualitário “não é um quê, é um quem”.
Anna Brown, co-presidente, OUTinPerth, Advocates welcome high participation rate in marriage survey, 3 out. 2017
Mais 6 citações
A campanha descobriu aliados e apoio que não sabia que existiam; hoje, nas reuniões com o governo, ela sabe que tem 62% do país do seu lado.
Anna Brown, CEO da Equality Australia, Allens Alumni, entrevista, jan. 2020
A sede montou a estrutura e deu informação e recursos, mas o Sim dependia de australianos comuns tirarem o voto nas próprias comunidades.
Alex Greenwich e Shirleene Robinson, SBS Voices, trecho de Yes Yes Yes, 13 nov. 2018
Faltavam listas, telefones, comida, cadeiras e salas para tanta gente nas sessões de fim de semana, “um problema incrível de se ter”.
Wil Stracke, diretora de campo em Vitória, SBS Voices, trecho de Yes Yes Yes, 13 nov. 2018
Especialistas dos EUA disseram à equipe que o mais importante para tirar o voto é a conversa; os voluntários fizeram mais de 1 milhão de ligações.
Sally Rugg, GetUp, VICE, artigo de opinião após o resultado, 20 nov. 2017
Das primeiras 300 mil ligações, cerca de 40 mil chegaram a um eleitor e 19 mil viraram conversas significativas; mais de 75% delas com eleitores do Sim.
Ben Raue, GetUp, The Guardian (via PressReader), 19 set. 2017
A campanha tinha a responsabilidade de pedir a cada australiano que devolvesse o formulário, por porta a porta, mídia, publicidade, redes e SMS.
Alex Greenwich, co-presidente, Manning River Times (Fairfax), 23 set. 2017
Materiais e exercícios
Jogadas para levar
Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.
Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.
-
Mutirão de alistamento antes do prazo
Levar quem está fora do cadastro, sobretudo jovens, a se inscrever ou atualizar o endereço antes do prazo. Na Austrália, 98 mil pessoas entraram no cadastro em duas semanas, 65 mil delas com 18 a 24 anos; o peso da campanha nesse aumento não foi medido.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando o seu apoio é maior entre quem tem menos chance de estar inscrito e o prazo é público.
- Não use quando
- Não funciona com o prazo já fechado nem se você passa informação errada sobre regras: aponte sempre para a fonte oficial.
- Semana −12 Confirmar na fonte oficial o prazo e as regras de inscrição
- Semana −12 Mapear onde estão os não inscritos: campi, primeiro emprego, quem mudou
- Semana −11 Publicar o link oficial de inscrição em todos os canais, com o prazo
- Semana −11 Pedir a cada apoiador que confira a própria inscrição e a de três pessoas
- Semana −11 Fazer um último empurrão nas 48 horas antes do fechamento
- Semana −10 Guardar, com consentimento, o contato de quem se inscreveu para o lembrete
Equipe
- Coordenação de alistamento: prazo, regras e link oficial
- Grupos de estudantes e jovens: levam a mensagem a campi e locais de trabalho
- Lista: guarda os contatos consentidos para a fase de lembrete
O que medir: Apoiadores que respondem confirmando que conferiram ou fizeram a inscrição, a sua e a de outras pessoas, antes do prazo.
Riscos a vigiar: Informação errada sobre prazos ou pedidos de documentos geram desconfiança e problemas legais: mande sempre para o site oficial e não colete documentos.
-
Festas de ligação para tirar o voto
Voluntários ligam juntos, por cerca de duas horas e meia, para prováveis apoiadores: perguntam se apoiam e pedem que votem logo. Na Austrália, sindicatos, igrejas, empresas e amigos hospedaram centenas dessas sessões, e a GetUp contou mais de 1 milhão de ligações.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando a maioria já existe, o risco é a abstenção e há listas legais para ligar.
- Não use quando
- Não serve para convencer quem é contra nem com listas compradas onde a lei de dados proíbe; e a taxa de atendimento é baixa (40 mil em 300 mil nas primeiras chamadas).
- Semana −10 Escolher a ferramenta de discagem e montar listas legais e consentidas
- Semana −10 Escrever o roteiro: apoia? vai votar? quando?
- Semana −9 Abrir a hospedagem: qualquer grupo marca a sua sessão com o mesmo roteiro
- Semana −8 Treinar 15 minutos antes de cada sessão e conversar em grupo depois
- Semana −6 Mudar o roteiro para “vote hoje” quando as cédulas chegarem
- Semana −1 Ligar de novo para quem prometeu votar e ainda não votou
Equipe
- Anfitrião: sala, telefones, comida e o treino rápido
- Coordenação de listas: só números legais, pedidos de exclusão respeitados na hora
- Apoio: acolhe quem recebeu uma ligação agressiva
O que medir: Conversas completas por sessão em que um apoiador se comprometeu a votar ou postar o voto naquele dia.
Riscos a vigiar: Ligações não desejadas irritam e podem violar a lei de dados: use listas consentidas, respeite o “não ligue mais” na hora e diga sempre em nome de quem liga.
-
Poste hoje: o voto visível
Uma ação só, com data e visível: devolver o voto no dia em que a cédula chega e mostrar isso. Na Austrália, a campanha mandou e-mail à base para lançar o #PostYourYES, com selfies na caixa do correio, e a hashtag subiu nos assuntos do Twitter em poucas horas.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona em votação pelo correio ou antecipada, quando cada voto devolvido cedo libera a campanha para buscar quem falta.
- Não use quando
- Não funciona onde fotografar o voto é proibido: mostre o envelope ou a fila, nunca a cédula marcada.
- Semana −7 Preparar o kit: como votar, prazo e onde fica a caixa de correio mais próxima
- Semana −6 Mandar e-mail à base no dia em que as cédulas começam a chegar
- Semana −6 Pedir a primeira leva de fotos do envelope sendo postado
- Semana −5 Repostar quem votou e pedir que cada um marque três amigos
- Semana −2 Acompanhar a taxa oficial de devolução e insistir contra a complacência
- Semana do dia D Fazer o último chamado até o horário de fechamento
Equipe
- Digital: e-mail à base e curadoria das fotos
- Informação de voto: confere prazos e regras na fonte oficial
- Porta-vozes: repetem que nada está ganho
O que medir: Apoiadores que confirmam, por resposta ou formulário, que já postaram o voto, em proporção aos que se comprometeram.
Riscos a vigiar: Foto da cédula marcada pode ser ilegal e pressiona quem prefere o voto secreto: peça foto do envelope, nunca do voto, e respeite quem não quer mostrar.
-
Resposta rápida com mensageiro de confiança
Quando o adversário puxa o debate para um medo lateral, responder rápido, com alguém em quem o público confia, e voltar ao seu tema. Na Austrália, logo depois do primeiro anúncio do Não sobre as escolas, o Sim pôs no ar uma resposta da médica Kerryn Phelps, e um diretor de escola desmentiu uma das histórias do anúncio.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando o ataque tem um fato verificável e você tem um mensageiro respeitado pelos indecisos.
- Não use quando
- Não funciona se a resposta repete o ataque em destaque ou se o porta-voz soa como parte interessada.
- Semana −12 Listar os três medos que o adversário deve usar e preparar a resposta de cada um
- Semana −11 Recrutar mensageiros de confiança e treiná-los para a mídia
- Semana −10 Deixar gravação e aprovação prontas para sair em 24 horas
- Semana −8 Checar os fatos da peça adversária com fontes diretas
- Semana −8 Publicar a resposta e mandar a frase-chave a quem faz ligações e portas
- Semana −7 Voltar ao tema central: as pessoas que o eleitor conhece
Equipe
- Resposta rápida: monitora, checa e aprova em horas
- Mensageiros de confiança: profissionais respeitados pelos indecisos
- Campo: leva a frase-chave para as ligações e as portas
O que medir: Voluntários de ligação e porta a porta que receberam a resposta e a usaram nas conversas da mesma semana.
Riscos a vigiar: Atacar as pessoas que aparecem na peça adversária vira notícia contra você: conteste o fato, não a pessoa, e cite a fonte da checagem.
-
Cuidar de quem está sendo votado
Uma votação sobre a vida de uma minoria cobra caro dela. Na Austrália, as agressões verbais e físicas relatadas por pessoas LGBTIQ mais do que dobraram depois do anúncio; Brady pediu que as pessoas cuidassem umas das outras, e a campanha marcou eventos para os apoiadores se encontrarem.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona, e é obrigatório, sempre que o que está em votação são os direitos de um grupo específico.
- Não use quando
- Não substitui serviços profissionais de saúde mental nem justifica expor pessoas vulneráveis como porta-vozes sem preparação.
- Semana −12 Mapear serviços de apoio e linhas de ajuda e publicá-los no site
- Semana −10 Treinar voluntários para lidar com abuso e encaminhar quem precisa
- Semana −8 Marcar encontros regulares para a comunidade se ver e descansar
- Semana −6 Abrir um canal para relatar ataques e acompanhar cada caso
- Semana do dia D Preparar a noite do resultado para os dois cenários
- 1 semana(s) depois Fazer um encontro de cuidado depois do resultado, ganhe ou perca
Equipe
- Coordenação de cuidado: serviços, protocolo e acompanhamento
- Anfitriões de encontros: espaço seguro e regular
- Porta-vozes: preparados e livres para desistir
O que medir: Pessoas da comunidade e voluntários que participaram de um encontro de apoio ou foram encaminhados a um serviço.
Riscos a vigiar: Relatos de ataques são dados sensíveis: guarde o mínimo, com consentimento, e só encaminhe à polícia ou a serviços especializados se a pessoa quiser.
Toolkit
O que a Equality Campaign montou, organizado para você copiar.
O que a Equality Campaign montou, organizado para você copiar. Serve para qualquer votação em que o seu lado já é maioria e o risco é a abstenção: referendo, consulta, eleição de baixo comparecimento.
Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.
Operação
Uma coalizão com sede profissional e direção de campo em cada estado, que abriu a operação para quem quisesse hospedar ligações. A sede dava estrutura e recursos; o voto saía das comunidades.
Equipe mínima
- Co-presidência
- Uma pessoa de cada organização fundadora. Porta-vozes e ponte com o Parlamento e os aliados.
- Direção executiva
- Guarda o tom e a estratégia. No caso, alguém que já tinha vencido um referendo sobre o mesmo tema em outro país.
- Direção de campanha
- Toca a operação no dia a dia. Foi nomeada na manhã seguinte ao anúncio; não espere o calendário oficial.
- Direção de campo nacional e estadual
- Abre bases, recruta anfitriões, garante salas, telefones e listas, e soma os números.
- Parceiro de ligações
- Ferramenta de discagem, roteiro e contagem. Na Austrália, a GetUp.
- Anúncios e resposta rápida
- Peças próprias e capacidade de responder logo, com um mensageiro de confiança.
- Digital e histórias
- E-mail à base, #PostYourYES e vídeos de pessoas comuns; reage rápido a momentos como a chegada dos primeiros formulários.
- Anfitriões das festas de ligação
- Sindicatos, igrejas, empresas, clubes e grupos de amigos que organizam as próprias sessões.
Ritmo
- Noites de semanaSessões de cerca de duas horas e meia ao telefone, sem pausa. Em Sydney, os voluntários ocupavam corredores e escadas.
- Fins de semanaSessões maiores, como a de 90 pessoas num domingo em Melbourne, e, a partir de 23 de setembro, porta a porta.
- Depois de cada sessãoConversa em grupo sobre as ligações. Num parque de Sydney, 30 jovens trocaram relatos depois de uma hora ao telefone.
- 12 de setembroOs formulários começam a ser enviados e o roteiro muda: em vez de perguntar se a pessoa vai votar, pede que poste logo e fale com quem ama.
- Fim de setembro e outubroA ABS divulga estimativas de formulários devolvidos (57,5% em 3 de outubro); a campanha repete que não há espaço para complacência.
- Até 7 de novembroInsistir até o fechamento com quem ainda não postou.
As fontes abertas não descrevem uma reunião fixa da sede. O ritmo era ditado pelo calendário oficial: prazo de cadastro, chegada dos formulários, data recomendada de devolução e fechamento.
Plano B
- Faltaram telefones, cadeiras e salas: sindicatos, igrejas, empresas, clubes e amigos organizaram as próprias sessões.
- Quem não podia ir a uma sede entrava numa festa de ligação de casa e, depois, podia hospedar a sua.
- Bases em cada estado e território, além da sede em Sydney.
- Ligar em grupo, nunca sozinho: um voluntário adotou essa regra depois de algumas ligações agressivas.
- Uma única ação em todos os canais, postar logo, para que nenhuma plataforma seja indispensável.
Tecnologia
Nada sofisticado: uma ferramenta de discagem, listas, e-mail, redes e anúncios. O diferencial foi a escala de gente ligando ao mesmo tempo.
- Ferramenta de discagem da GetUpFerramenta da GetUp; alternativas cobram por minuto
Conectava cada voluntário a um número de cada vez e registrava o resultado. Usada pela sede e por grupos que hospedavam as próprias sessões.
- Listas de telefoneNão divulgado
No caso, números de bases comerciais compradas, escolhidos por gênero e idade. Onde a lei de dados proíbe, use só listas próprias e consentidas.
- Porta a porta em equipesVoluntários e material impresso
Equipes de voluntários batendo às portas no fim de semana de 23 e 24 de setembro, como em Leichhardt, em Sydney.
- Site e cadastro de apoiadores (voteyes.org.au)Baixo custo
Ponto de entrada para quem queria ajudar, com chamada para reuniões públicas e sessões de ligação.
- E-mail à baseBaixo custo
Lançou o #PostYourYES entre os apoiadores mais engajados e convocou para as sessões.
- Vídeo e redesGrátis
Selfies postando o formulário e vídeos curtos de histórias pessoais que viralizaram depois de compartilhados pela campanha.
- Anúncios de TV e rádioCerca de 2,9 M AUD estimados até 26 set. para os dois principais grupos do Sim (Ebiquity)
Peças próprias e a resposta ao anúncio do Não sobre as escolas.
- DoaçõesComissões das plataformas
Pequenas e grandes; o CEO da Qantas, Alan Joyce, doou 1 milhão de dólares australianos à campanha do Sim.
- Reuniões públicas e festas de ligaçãoSalas cedidas por aliados
Encontros abertos para recrutar e sessões marcadas por anfitriões em todo o país.
Colunas sugeridas para a folha de ligações
Data e sessão · Anfitrião · Números discados · Atendidas · Sim firme · Sim fraco · Não · Pediu para não ligar mais · Já postou · Promete postar hoje · Topou ser voluntário · Ligação agressiva
A ABS gastou 80,5 milhões de dólares australianos (de um orçamento de 122 milhões) para realizar a pesquisa. O gasto total da Equality Campaign não aparece nas fontes abertas consultadas; há só a estimativa de publicidade da Ebiquity e grandes doações noticiadas. As colunas acima são sugestão deste playbook, a partir das categorias que um voluntário relatou ao Guardian (Sim firme, Sim fraco, quer ser deixado em paz).
Comunicação
Duas mensagens ao mesmo tempo: para o país, “isto é sobre pessoas que conhecemos”; para cada apoiador, postar o formulário no dia em que chegar. A fórmula abaixo foi reconstruída a partir de relatos de voluntários e do roteiro descrito pela imprensa.
A fórmula de uma ligação
- Apresentar-se Nome, que é voluntário e de onde está ligando.
- Perguntar A pessoa apoia o casamento igualitário? Pretende devolver o formulário?
- Separar Não: agradecer e encerrar com educação. Sim: seguir.
- Pedir Postar no dia em que o formulário chegar.
- Multiplicar Falar com a família e os amigos, postar nas redes, virar voluntário.
- Registrar Resultado da ligação na ferramenta, logo em seguida.
Regras de mensagem
- Fale de quem: famílias, amigos e colegas.
- Não espelhe a negatividade do outro lado e não morda a isca.
- Responda ao medo rápido, com alguém em quem o público confia, e volte ao seu tema.
- Peça uma ação, sem dar ordens sobre o voto de ninguém.
- Nunca dê o voto como ganho: não há espaço para complacência até o fechamento.
- Com quem diz Não, agradeça e encerre.
- Uma ação só, simples e com data: postar no dia em que o formulário chega.
Exemplo de ligação
Oi, aqui é a Júlia, sou voluntária da campanha pelo Sim. Tudo bem? É rapidinho: você apoia o casamento igualitário? [sim] Que bom! O seu formulário já chegou? [ainda não] Ele deve chegar nos próximos dias. Quando chegar, você consegue postar no mesmo dia? Cada formulário devolvido cedo deixa a gente livre para lembrar outras pessoas. E, se puder, fala com a sua família também: para muita gente isto é sobre um filho, uma amiga, um colega. Obrigada, viu!
Levar para o seu contexto
O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Austrália de 2017.
O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Austrália de 2017.
Funciona em qualquer lugar
- Quando a opinião já é favorável, o trabalho é participação: identifique apoiadores e peça uma ação com data.
- O alistamento antes do prazo entra no plano desde o primeiro dia.
- Festas de ligação abertas: qualquer grupo hospeda, com a mesma ferramenta e o mesmo roteiro.
- Mude o roteiro quando muda o calendário: antes e depois de a cédula chegar.
- Torne visível o ato de votar, para que votar pareça o que todo mundo está fazendo.
- Resposta rápida com mensageiro de confiança, sem repetir o ataque.
- No dia do resultado, transforme o voto em pedido concreto de lei.
- Cuide da comunidade que está sendo debatida, do primeiro ao último dia.
Depende do contexto
- Voto pelo correio
- Onde o voto é presencial, troque “poste hoje” por plano de voto, carona e horário; onde há voto antecipado, “vote no primeiro dia”.
- Listas telefônicas compradas
- Na União Europeia (RGPD) e no Brasil (LGPD), isso esbarra na lei. Use listas próprias e consentidas e ligações relacionais: cada voluntário liga para os próprios contatos.
- Cultura de voto obrigatório
- Os australianos estão habituados a votar. Onde o voto é sempre voluntário, a participação é ainda mais decisiva e o alistamento começa meses antes.
- GetUp e Victorian Trades Hall
- Troque por uma organização de mobilização online e pelos sindicatos e associações do seu país, que tenham salas, listas próprias e gente.
- Anúncios de TV
- Onde a TV é cara ou proibida para causas, use vídeo curto do mesmo mensageiro de confiança em WhatsApp, Instagram ou TikTok.
- Pesquisa não vinculante
- A lei dependeu de um voto livre no Parlamento depois do resultado. Prepare a fase seguinte desde o início, seja a lei, seja a regulamentação.
Praticar
ExercícioTreine com as missões e situações do caso.
Decida como a direção
Seis momentos da campanha de 2017. Escolha o que faria e veja o que aconteceu.
Plano em 5 fases
A sequência da Equality Campaign, do anúncio ao dia do resultado, como lista de verificação; alguns itens são sugestões deste playbook.
A sequência da Equality Campaign, do anúncio ao dia do resultado, como lista de verificação; alguns itens são sugestões deste playbook. O progresso fica guardado neste navegador.
Antes (meses antes)
Semanas 1–2: alistar
Semanas 2–5: achar os apoiadores
Chegada das cédulas: postar hoje
Reta final e resultado
Verificar
ExercícioCinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.
Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.
Limites e fontes
Regras
As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha e as pessoas cuja vida está em debate.
As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha e as pessoas cuja vida está em debate.
- Listas com consentimento
- Na Austrália, a campanha usou números de bases comerciais e mandou SMS para números gerados ao acaso, com reclamações de privacidade. Sob o RGPD e a LGPD, ligue e escreva só para quem consentiu ou para os seus próprios contatos.
- Saída sempre à mão
- Quem pede para não ser contatado sai da lista na hora, e cada mensagem diz como sair.
- Diga quem fala
- Cada ligação, anúncio e mensagem identifica a campanha e quem a autoriza; o site da Equality Campaign trazia o nome de quem autorizava o material.
- Nunca a foto do voto
- Peça foto do envelope ou da fila, nunca da cédula marcada; respeite quem prefere o voto em silêncio.
- Respeito a quem diz Não
- Agradeça e encerre. Ninguém insiste, ninguém xinga.
- Contra intimidação de qualquer lado
- Houve pichações em igrejas contra eleitores do Não e um trem pichado com uma suástica a favor do Não. Condene em público, venha de onde vier.
- Proteja a comunidade
- Serviços de apoio publicados, protocolo para abuso e encontros regulares. Ninguém conta a sua história sem preparação e sem poder desistir.
- Informação de voto da fonte oficial
- Prazos, regras e endereços sempre com link para o órgão eleitoral.
- Só contas autênticas
- Nada de perfis falsos, robôs ou contas compradas.
- Lei local
- Regras de propaganda, doações e proteção de dados mudam de país para país e até de votação para votação: na Austrália, o Parlamento teve de aprovar salvaguardas temporárias. Confirme com um advogado.
Limites
O que este método não faz, e quando falha.
- A votação em si fez mal
- Num estudo com mais de 9.500 pessoas LGBTIQ e aliados, as agressões verbais e físicas relatadas mais do que dobraram nos três meses após o anúncio, e os relatos de depressão, ansiedade e estresse subiram mais de um terço. Um estudo revisado por pares (Ecker e outros, 2019) ligou o estresse do debate a sofrimento psicológico. Em fevereiro de 2018, uma comissão do Senado recomendou não usar de novo esse tipo de pesquisa em temas de direitos humanos.
- Não prova conversão
- O resultado ficou perto do apoio que as sondagens mostravam havia anos. O método mobilizou uma maioria que já existia; nada indica que tenha criado uma.
- As ligações rendem pouco por chamada
- Das primeiras 300 mil, cerca de 40 mil foram atendidas e 19 mil viraram conversas. Sem volume grande de voluntários, o número não fecha.
- Listas compradas e SMS em massa
- Funcionaram como alcance, mas irritaram até apoiadores e não seriam legais em muitos países. Não estão neste playbook como passo.
- Não se transferiu para a Voz
- Em 14 de outubro de 2023, o referendo da Voz indígena perdeu com 60,06% de Não e em todos os estados. A Coalizão liberal-nacional fez campanha contra, e as sondagens mostravam o apoio em queda: tirar o voto não basta quando a maioria está escapando. Esta comparação é uma leitura deste playbook.
- Quem ficou de fora
- Jovens de 16 e 17 anos não votavam, e houve preocupações com comunidades indígenas remotas e australianos no exterior. A lei só veio porque o Parlamento a votou depois.
Fontes
Este playbook foi construído com o relato publicado por Alex Greenwich e Shirleene Robinson, entrevistas de Tiernan Brady, Anna Brown e…
Este playbook foi construído com o relato publicado por Alex Greenwich e Shirleene Robinson, entrevistas de Tiernan Brady, Anna Brown e Sally Rugg, testemunhos de voluntários, os dados oficiais da ABS e da AEC, reportagens de 2016 a 2026 e pesquisas sobre o impacto da votação. Todas as páginas foram consultadas em 28 de outubro de 2026.
33 fontes
Quem fez
- SBS Voices: 'Distressing': What it was like at the very centre of the same-sex marriage postal survey (Greenwich e Robinson) 13 nov. 2018
- NewSouth: Yes Yes Yes (Robinson e Greenwich) 1 nov. 2018
- Crikey: Marriage Equality brings Irish charm, not Gaelic tempers, to the debate (Tiernan Brady) 27 abr. 2016
- OUTinPerth: Tiernan Brady on why a positive message will win the marriage debate 27 set. 2017
- OUTinPerth: Equality campaign launches new ads calling for marriage equality 7 set. 2017
- OUTinPerth: Advocates welcome high participation rate in marriage survey 3 out. 2017
- OUTinPerth: The Equality Campaign responds to postal survey 'Yes' win 15 nov. 2017
- Allens Alumni: Anna Brown, entrevista jan. 2020
- VICE: Sally Rugg, Australia's Gay Marriage Win Proves How Important It Is to Get Everyone to Vote 20 nov. 2017
- Social Change Initiative: Let's Get It Done: Volunteering on the Australian Marriage Equality Campaign 10 out. 2017
- Equality Campaign: voteyes.org.au
- Equality Australia: The marriage equality campaign
Dados
- ABS: 1800.0 Australian Marriage Law Postal Survey, 2017: Results 15 nov. 2017
- Wikipedia: Australian Marriage Law Postal Survey
- Wikipedia: 2023 Australian Indigenous Voice referendum
- Wikipedia: Tim Gartrell
- Wikipedia: Anna Brown (lawyer)
Imprensa
- The Guardian (via PressReader): Marriage equality: Scott Morrison says he wants religious protections if 'yes' wins 19 set. 2017
- Sunday Star-Times (via PressReader): Yes-vote phone army bursts its bubble (Steph Harmon) 24 set. 2017
- SBS News: Yes campaign door knocking for support 23 set. 2017
- SBS News: Same-sex marriage 'Yes' campaign 'can't leave any stone unturned' with text and door-knock drive 24 set. 2017
- Manning River Times: 'How did you get my number?' Text message for yes vote receives mixed response 23 set. 2017
- B&T: Lead marriage equality advocates launch new campaign 27 out. 2016
- B&T: Aussie mums feature in first No campaign TV spot 30 ago. 2017
- OUTinPerth: School principal dispels claims in anti-marriage equality TV ad 30 ago. 2017
- Star Observer: Two thirds of new voters in the postal survey will be under 24 31 ago. 2017
- The Canberra Times: Young voter numbers surge in Canberra ahead of postal survey 2 set. 2017
- Pedestrian.tv: AEC copped almost 40K new enrolments ahead of SSM vote 21 ago. 2017
- SBS: New documentary explores triumph and resilience that led to historic Yes (Australia Says Yes) 6 nov. 2018
- SBS News: LGBTIQ+ organisation praises government's Census backflip but criticises intersex exclusion 8 set. 2024
- ABC News: Census asks about gender and sexual orientation for first time to help fill LGBTQ+ community data gaps 11 ago. 2026
Análise
- The Australia Institute e National LGBTI Health Alliance: 9,500+ participate in major study of impact of same sex marriage postal survey
- Australian Journal of Psychology: Ecker, Riggle, Rostosky e Byrnes, Impact of the Australian marriage equality postal survey and debate on psychological distress 2019
Imagem: JAM Project, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons (adapted)
Atualizado em 28 de outubro de 2026
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