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Mural com a palavra YES em listras de arco-íris em uma parede de tijolos cinza em Redfern, Sydney, setembro de 2017

Austrália · 2017

Equality Campaign

Poste o seu Sim

No original: #PostYourYES, a hashtag das selfies de quem devolvia o formulário pelo correio.

Em 2017, 7,8 milhões de australianos devolveram pelo correio um Sim ao casamento igualitário. Veja como a Equality Campaign achou os apoiadores, por telefone e na porta, e os fez votar.

Atualizado em 28 de outubro de 202632 min de leituraFontes (33)

Uma homenagem a Tiernan Brady, Anna Brown, Alex Greenwich, Tim Gartrell, Sally Rugg e aos milhares de voluntários das festas de ligação. Projeto independente, sem ligação à campanha.

Visão geral

Em 30 segundos

  1. 61,6% de Sim e 79,5% de participação na pesquisa postal voluntária de 2017; o Parlamento aprovou o casamento igualitário em 7 de dezembro.

  2. Mais de 1 milhão de ligações, segundo a GetUp: voluntários em festas de ligação acharam apoiadores e pediram que postassem o formulário no dia em que chegasse.

  3. 98 mil novos eleitores, 65 mil deles com 18 a 24 anos, entraram no cadastro entre 8 e 24 de agosto, quando o prazo fechou.

  4. Tiernan Brady, ex-diretor político da Yes Equality irlandesa, manteve um tom respeitoso, centrado em famílias e amigos, e não respondeu à negatividade do Não.

  5. A campanha contestou a pesquisa na Justiça e montou a operação ao mesmo tempo: Tim Gartrell assumiu a direção na manhã seguinte ao anúncio.

Os primeiros passos

  1. Formar a coalizão com uma marca própria e co-presidência das organizações fundadoras
  2. Escolher a direção executiva e a de campanha
  3. Montar a base de apoiadores por e-mail, com consentimento

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Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos

Contexto e história

A história

Ninguém do lado do Sim queria esta votação: era cara, voluntária, por correio e sem efeito legal.

Ninguém do lado do Sim queria esta votação: era cara, voluntária, por correio e sem efeito legal. Mas, quando o governo a convocou em agosto de 2017, a campanha teve cerca de 13 semanas para levar uma maioria antiga a devolver os formulários. O plano tinha três partes: alistar quem faltava, achar os apoiadores um a um e lembrar cada um de postar.

61,6%
de Sim (7.817.247 respostas); 133 dos 150 distritos federais votaram Simoficial Fonte
79,5%
de participação: 12,7 milhões de eleitores aptos responderamoficial Fonte
+1 milhão
de ligações de voluntários para tirar o voto, segundo a GetUpdado da campanha Fonte
65 mil
jovens de 18 a 24 anos entraram no cadastro de 8 a 24 de agostooficial Fonte

Do Senado ao altar

  1. 2004A Lei do Casamento é alterada para definir o casamento como a união entre um homem e uma mulher.
  2. 2016Tiernan Brady começa a trabalhar com a Australian Marriage Equality em março. Em 27 de outubro é lançada a Equality Campaign; em 7 de novembro, o Senado rejeita o plebiscito.
  3. Ago. 2017O Senado barra o plebiscito de novo (9 ago.) e o governo manda a ABS fazer uma pesquisa postal voluntária. Na manhã seguinte ao anúncio, Tim Gartrell assume a direção da campanha.
  4. 23–24 ago.Começam as festas de ligação. Fecha o cadastro: 98 mil novos eleitores, 65 mil com 18 a 24 anos, e 933 mil inscrições ou atualizações em 16 dias.
  5. 29–30 ago.Estreia o primeiro anúncio do Não na TV, com três mães e o tema das escolas. Logo em seguida, o Sim põe no ar uma resposta da médica Kerryn Phelps.
  6. 7–12 set.O Tribunal Superior valida a pesquisa; os formulários começam a ser enviados. O roteiro das ligações passa a pedir que as pessoas postem logo e falem com quem amam.
  7. 23 set.–3 out.Fim de semana de porta a porta em todo o país. Em 3 de outubro, a ABS estima 57,5% de formulários devolvidos e a GetUp conta 650 mil ligações.
  8. 15 nov.61,6% de Sim, com 79,5% de participação. Brady atribui a vitória a milhares de conversas positivas; Anna Brown pede que o Parlamento vote a lei o quanto antes.
  9. 29 nov.–9 dez.O Senado aprova a lei por 43 a 12 e a Câmara em 7 de dezembro, sem emendas. Em vigor desde 9 de dezembro de 2017.
  10. Set. 2024A Equality Australia, nascida da campanha e dirigida por Anna Brown, critica a exclusão das pessoas LGBTIQ+ do Censo; o governo recua e inclui perguntas sobre orientação sexual e gênero no Censo de 2026, mas não sobre pessoas intersexo. O Censo fez essas perguntas pela primeira vez em 11 de agosto de 2026.

Três camadas

Uma coalizão com sede profissional, uma direção de campo em cada estado e uma multidão que fazia as ligações onde estivesse.

  • A coalizãoAustralian Marriage Equality e Australians for Equality sob a marca Equality Campaign. Co-presidentes Anna Brown e Alex Greenwich, diretor executivo Tiernan Brady, diretor de campanha Tim Gartrell e, no auge, mais de 80 funcionários pagos, segundo a SBS.
  • O campoDireção nacional de campo (Patrick Batchelor), diretores em cada estado e território, sede em Sydney e bases como o Victorian Trades Hall. As ligações foram montadas com a GetUp.
  • A multidãoCerca de 15 mil voluntários, segundo a SBS, e festas de ligação hospedadas por sindicatos, igrejas, empresas, clubes e amigos, além de quem contou a própria história em vídeo.
O que não se sabe. O milhão de ligações é número da GetUp, sem auditoria; os dados de setembro mostram uma taxa de contato baixa (40 mil atendidas em 300 mil) e, segundo a GetUp, mais de 75% das conversas com quem já votava Sim.

Nenhum estudo aberto isola o efeito das ligações ou do porta a porta sobre a participação, e o resultado ficou perto do apoio que as sondagens já mostravam. “Maior porta a porta” da história australiana é afirmação da campanha, sem medição independente. Os 98 mil novos eleitores são dados oficiais da AEC; ativistas pediram inscrição, mas nenhuma fonte consultada mede o papel da campanha nesse aumento. Os 15 mil voluntários e 80 funcionários vêm da página da SBS sobre o documentário Australia Says Yes. O livro Yes Yes Yes não foi lido na íntegra; o playbook usa o trecho publicado pela SBS. O anúncio de resposta com Kerryn Phelps está confirmado, mas não o seu texto nem a hora exata em que foi ao ar. O gasto total da campanha não aparece nas fontes abertas consultadas.

O terreno

O que era específico da Austrália de 2017 e pode faltar em outro país.

O que era específico da Austrália de 2017 e pode faltar em outro país.

Plataformas

Festas de ligação
O motor da campanha. Desde 23 de agosto, voluntários ligavam em grupo por uma ferramenta automática de discagem para números de bases comerciais compradas, escolhidos por gênero e idade. Sindicatos, igrejas, empresas, clubes e grupos de amigos organizaram as próprias sessões; em meados de setembro, a campanha contava 305 eventos registrados.
Porta a porta
A campanha chamou o fim de semana de 23 e 24 de setembro de o maior porta a porta da Austrália. Em Leichhardt, bairro de Sydney, equipes de voluntários foram às casas pedir que as pessoas postassem o voto a tempo.
O correio
O formulário em papel foi enviado pelo correio a partir de 12 de setembro e todos estavam entregues até 25 de setembro; a ABS pedia a devolução até 27 de outubro, e o prazo final era 7 de novembro. Por isso o pedido central era postar logo.
E-mail e redes sociais
E-mail à base para lançar o #PostYourYES, com selfies na caixa do correio no Twitter, Instagram e Facebook, e vídeos de histórias pessoais, como os de Pat, de 88 anos, e de uma família.
TV e rádio
Anúncios do Sim com australianos de várias origens indo à caixa do correio postar o formulário, e uma resposta rápida ao primeiro anúncio do Não. Até 26 de setembro, a Ebiquity estimou cerca de 2,9 milhões de dólares australianos em anúncios dos dois principais grupos do Sim, contra cerca de 4 milhões da Coalition for Marriage.
SMS em massa
Em 23 de setembro, uma mensagem de texto pelo Sim chegou a números gerados aleatoriamente e provocou reclamações de privacidade, inclusive de quem votava Sim. Fica registrada como parte do terreno; o playbook não a recomenda.

Condições locais

  • O voto é obrigatório nas eleições australianas, mas esta pesquisa era voluntária, por correio e sem efeito legal: o trabalho passou a ser fazer cada apoiador votar.
  • O apoio ao casamento igualitário estava em torno de 62% havia anos, segundo a GetUp, e, até 2014, 16 projetos de lei sobre o tema tinham fracassado no Parlamento, segundo a SBS.
  • O Senado barrou o plebiscito obrigatório em novembro de 2016 e de novo em 9 de agosto de 2017; o governo então pediu à ABS uma pesquisa postal, que o Tribunal Superior validou em 7 de setembro.
  • Só cerca de duas semanas para se alistar (prazo de 24 de agosto); menores de 18 anos excluídos; mais de um milhão de australianos no exterior ainda por devolver o formulário em outubro.
  • Sem as regras normais de propaganda eleitoral, o Parlamento aprovou às pressas uma lei temporária de salvaguardas, em vigor de 14 de setembro a 15 de novembro.
  • Um debate público sobre a vida de uma minoria: pessoas LGBTIQ relataram mais do que o dobro de agressões verbais e físicas nos três meses após o anúncio.
  • Um movimento já organizado: a Australian Marriage Equality, a Australians for Equality, a Equality Campaign lançada em outubro de 2016, a GetUp e os sindicatos.
  • O diretor executivo, Tiernan Brady, tinha sido diretor político da Yes Equality no referendo irlandês de 2015 (veja o playbook Irlanda 2015).

Método e evidências

O método

A campanha partiu de um diagnóstico: a maioria já existia, e o maior risco era a abstenção numa votação voluntária e por correio.

A campanha partiu de um diagnóstico: a maioria já existia, e o maior risco era a abstenção numa votação voluntária e por correio. Quase tudo serviu a um objetivo, achar cada apoiador e fazê-lo devolver o formulário, sem perder o tom respeitoso.

Três frentes

Participação antes de conversão
Ligações e portas foram para prováveis apoiadores, escolhidos por gênero e idade. O objetivo, segundo a reportagem do Guardian, era ativar os eleitores do Sim para que devolvessem o formulário e agissem eles mesmos.
Pessoas conhecidas, tom respeitoso
Famílias, amigos e colegas no centro da mensagem. Brady recusou espelhar a negatividade do Não e pediu milhões de conversas respeitosas; vídeos de histórias pessoais circularam nas redes.
Resposta rápida com mensageiro de confiança
Quando o Não levou as escolas para a TV, o Sim respondeu logo com a médica Kerryn Phelps, e um diretor de escola desmentiu na imprensa uma das histórias do anúncio.

O ciclo da campanha

O ciclo seguiu o calendário oficial: prazo de cadastro, chegada dos formulários, data recomendada de devolução e fechamento.

  1. Alistar Antes do prazo, levar ao cadastro quem não está inscrito ou mudou de endereço, sobretudo os jovens.
  2. Recrutar Reuniões públicas, e-mail à base e festas de ligação que qualquer grupo pode hospedar.
  3. Achar Ligar e bater à porta para achar apoiadores e saber se vão devolver o formulário.
  4. Pedir Postar no dia em que o formulário chega, e falar com a família e os amigos.
  5. Tornar visível #PostYourYES, selfies na caixa do correio, famosos como Ian Thorpe postando o formulário e vídeos de histórias pessoais.
  6. Responder Cada medo lançado pelo adversário recebe resposta curta, rápida e com mensageiro de confiança; depois a conversa volta para as pessoas.
  7. Medir Contar ligações, atendimentos e conversas; acompanhar as estimativas de devolução da ABS e combater a complacência.
  8. Converter No dia do resultado, pedir ao Parlamento que aprove a lei o quanto antes.

E recomeça.

Quem fez

Este playbook se apoia no que os próprios organizadores escreveram e disseram: o relato de Alex Greenwich e Shirleene Robinson no livro Yes…

Este playbook se apoia no que os próprios organizadores escreveram e disseram: o relato de Alex Greenwich e Shirleene Robinson no livro Yes Yes Yes, entrevistas de Tiernan Brady e Anna Brown durante e depois da campanha, o balanço de Sally Rugg, da GetUp, e o relato de um voluntário que veio da Yes Equality irlandesa. Os dados oficiais vêm da ABS e da AEC.

  • Tiernan Brady

    Diretor executivo da Equality Campaign (2016–2017); antes, diretor político da Yes Equality na Irlanda (2015)

    Começou a trabalhar na Austrália em 2016 com a regra do referendo irlandês: persuadir com conversas respeitosas e nunca responder à negatividade com negatividade.

    Fontes
  • Anna Brown

    Co-presidente da Equality Campaign; advogada do Human Rights Law Centre; CEO da Equality Australia desde dezembro de 2018

    Levou ao Tribunal Superior a contestação jurídica da Australian Marriage Equality e, na campanha, resumiu a mensagem: o casamento igualitário “não é um quê, é um quem”.

    Fontes
  • Alex Greenwich

    Co-presidente da Australian Marriage Equality e da Equality Campaign; deputado estadual em Nova Gales do Sul

    Porta-voz da campanha e coautor, com Shirleene Robinson, de Yes Yes Yes (2018), o relato de dentro, feito com mais de 40 entrevistas.

    Fontes
  • Tim Gartrell

    Diretor da campanha do Sim na pesquisa postal; chefe de gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese desde maio de 2022

    Ex-secretário nacional do Partido Trabalhista (2003–2008) e ex-gerente da campanha Recognise; foi nomeado na manhã seguinte ao anúncio da pesquisa.

    Fontes
  • Sally Rugg

    Diretora de casamento igualitário da GetUp

    A GetUp montou com a Equality Campaign as festas de ligação; Rugg contou depois que os voluntários passaram de 1 milhão de chamadas.

    Fontes
  • Patrick Batchelor e os diretores estaduais de campo

    Direção nacional de campo; Georgia Kriz e Audrey Marsh (Nova Gales do Sul), Wil Stracke (Vitória) e equipes em cada estado e território

    Montaram bases em todo o país, como o Victorian Trades Hall, em Vitória, e encheram salas, corredores e escadas de voluntários ao telefone.

    Fontes
  • Shirleene Robinson

    Historiadora, membro do conselho da Australian Marriage Equality

    Coautora de Yes Yes Yes: Australia's Journey to Marriage Equality (NewSouth, 2018).

    Fontes

Nas palavras de quem fez

Declarações de participantesO que organizadores e voluntários disseram sobre as decisões que tomaram.

O que organizadores e voluntários disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo indicação.

Mais 6 citações

Materiais e exercícios

Jogadas para levar

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.

  1. Mutirão de alistamento antes do prazo

    Levar quem está fora do cadastro, sobretudo jovens, a se inscrever ou atualizar o endereço antes do prazo. Na Austrália, 98 mil pessoas entraram no cadastro em duas semanas, 65 mil delas com 18 a 24 anos; o peso da campanha nesse aumento não foi medido.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o seu apoio é maior entre quem tem menos chance de estar inscrito e o prazo é público.
    Não use quando
    Não funciona com o prazo já fechado nem se você passa informação errada sobre regras: aponte sempre para a fonte oficial.
    1. Semana −12 Confirmar na fonte oficial o prazo e as regras de inscrição
    2. Semana −12 Mapear onde estão os não inscritos: campi, primeiro emprego, quem mudou
    3. Semana −11 Publicar o link oficial de inscrição em todos os canais, com o prazo
    4. Semana −11 Pedir a cada apoiador que confira a própria inscrição e a de três pessoas
    5. Semana −11 Fazer um último empurrão nas 48 horas antes do fechamento
    6. Semana −10 Guardar, com consentimento, o contato de quem se inscreveu para o lembrete

    Equipe

    • Coordenação de alistamento: prazo, regras e link oficial
    • Grupos de estudantes e jovens: levam a mensagem a campi e locais de trabalho
    • Lista: guarda os contatos consentidos para a fase de lembrete

    O que medir: Apoiadores que respondem confirmando que conferiram ou fizeram a inscrição, a sua e a de outras pessoas, antes do prazo.

    Riscos a vigiar: Informação errada sobre prazos ou pedidos de documentos geram desconfiança e problemas legais: mande sempre para o site oficial e não colete documentos.

  2. Festas de ligação para tirar o voto

    Voluntários ligam juntos, por cerca de duas horas e meia, para prováveis apoiadores: perguntam se apoiam e pedem que votem logo. Na Austrália, sindicatos, igrejas, empresas e amigos hospedaram centenas dessas sessões, e a GetUp contou mais de 1 milhão de ligações.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a maioria já existe, o risco é a abstenção e há listas legais para ligar.
    Não use quando
    Não serve para convencer quem é contra nem com listas compradas onde a lei de dados proíbe; e a taxa de atendimento é baixa (40 mil em 300 mil nas primeiras chamadas).
    1. Semana −10 Escolher a ferramenta de discagem e montar listas legais e consentidas
    2. Semana −10 Escrever o roteiro: apoia? vai votar? quando?
    3. Semana −9 Abrir a hospedagem: qualquer grupo marca a sua sessão com o mesmo roteiro
    4. Semana −8 Treinar 15 minutos antes de cada sessão e conversar em grupo depois
    5. Semana −6 Mudar o roteiro para “vote hoje” quando as cédulas chegarem
    6. Semana −1 Ligar de novo para quem prometeu votar e ainda não votou

    Equipe

    • Anfitrião: sala, telefones, comida e o treino rápido
    • Coordenação de listas: só números legais, pedidos de exclusão respeitados na hora
    • Apoio: acolhe quem recebeu uma ligação agressiva

    O que medir: Conversas completas por sessão em que um apoiador se comprometeu a votar ou postar o voto naquele dia.

    Riscos a vigiar: Ligações não desejadas irritam e podem violar a lei de dados: use listas consentidas, respeite o “não ligue mais” na hora e diga sempre em nome de quem liga.

  3. Poste hoje: o voto visível

    Uma ação só, com data e visível: devolver o voto no dia em que a cédula chega e mostrar isso. Na Austrália, a campanha mandou e-mail à base para lançar o #PostYourYES, com selfies na caixa do correio, e a hashtag subiu nos assuntos do Twitter em poucas horas.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona em votação pelo correio ou antecipada, quando cada voto devolvido cedo libera a campanha para buscar quem falta.
    Não use quando
    Não funciona onde fotografar o voto é proibido: mostre o envelope ou a fila, nunca a cédula marcada.
    1. Semana −7 Preparar o kit: como votar, prazo e onde fica a caixa de correio mais próxima
    2. Semana −6 Mandar e-mail à base no dia em que as cédulas começam a chegar
    3. Semana −6 Pedir a primeira leva de fotos do envelope sendo postado
    4. Semana −5 Repostar quem votou e pedir que cada um marque três amigos
    5. Semana −2 Acompanhar a taxa oficial de devolução e insistir contra a complacência
    6. Semana do dia D Fazer o último chamado até o horário de fechamento

    Equipe

    • Digital: e-mail à base e curadoria das fotos
    • Informação de voto: confere prazos e regras na fonte oficial
    • Porta-vozes: repetem que nada está ganho

    O que medir: Apoiadores que confirmam, por resposta ou formulário, que já postaram o voto, em proporção aos que se comprometeram.

    Riscos a vigiar: Foto da cédula marcada pode ser ilegal e pressiona quem prefere o voto secreto: peça foto do envelope, nunca do voto, e respeite quem não quer mostrar.

  4. Resposta rápida com mensageiro de confiança

    Quando o adversário puxa o debate para um medo lateral, responder rápido, com alguém em quem o público confia, e voltar ao seu tema. Na Austrália, logo depois do primeiro anúncio do Não sobre as escolas, o Sim pôs no ar uma resposta da médica Kerryn Phelps, e um diretor de escola desmentiu uma das histórias do anúncio.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o ataque tem um fato verificável e você tem um mensageiro respeitado pelos indecisos.
    Não use quando
    Não funciona se a resposta repete o ataque em destaque ou se o porta-voz soa como parte interessada.
    1. Semana −12 Listar os três medos que o adversário deve usar e preparar a resposta de cada um
    2. Semana −11 Recrutar mensageiros de confiança e treiná-los para a mídia
    3. Semana −10 Deixar gravação e aprovação prontas para sair em 24 horas
    4. Semana −8 Checar os fatos da peça adversária com fontes diretas
    5. Semana −8 Publicar a resposta e mandar a frase-chave a quem faz ligações e portas
    6. Semana −7 Voltar ao tema central: as pessoas que o eleitor conhece

    Equipe

    • Resposta rápida: monitora, checa e aprova em horas
    • Mensageiros de confiança: profissionais respeitados pelos indecisos
    • Campo: leva a frase-chave para as ligações e as portas

    O que medir: Voluntários de ligação e porta a porta que receberam a resposta e a usaram nas conversas da mesma semana.

    Riscos a vigiar: Atacar as pessoas que aparecem na peça adversária vira notícia contra você: conteste o fato, não a pessoa, e cite a fonte da checagem.

  5. Cuidar de quem está sendo votado

    Uma votação sobre a vida de uma minoria cobra caro dela. Na Austrália, as agressões verbais e físicas relatadas por pessoas LGBTIQ mais do que dobraram depois do anúncio; Brady pediu que as pessoas cuidassem umas das outras, e a campanha marcou eventos para os apoiadores se encontrarem.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona, e é obrigatório, sempre que o que está em votação são os direitos de um grupo específico.
    Não use quando
    Não substitui serviços profissionais de saúde mental nem justifica expor pessoas vulneráveis como porta-vozes sem preparação.
    1. Semana −12 Mapear serviços de apoio e linhas de ajuda e publicá-los no site
    2. Semana −10 Treinar voluntários para lidar com abuso e encaminhar quem precisa
    3. Semana −8 Marcar encontros regulares para a comunidade se ver e descansar
    4. Semana −6 Abrir um canal para relatar ataques e acompanhar cada caso
    5. Semana do dia D Preparar a noite do resultado para os dois cenários
    6. 1 semana(s) depois Fazer um encontro de cuidado depois do resultado, ganhe ou perca

    Equipe

    • Coordenação de cuidado: serviços, protocolo e acompanhamento
    • Anfitriões de encontros: espaço seguro e regular
    • Porta-vozes: preparados e livres para desistir

    O que medir: Pessoas da comunidade e voluntários que participaram de um encontro de apoio ou foram encaminhados a um serviço.

    Riscos a vigiar: Relatos de ataques são dados sensíveis: guarde o mínimo, com consentimento, e só encaminhe à polícia ou a serviços especializados se a pessoa quiser.

Toolkit

O que a Equality Campaign montou, organizado para você copiar.

O que a Equality Campaign montou, organizado para você copiar. Serve para qualquer votação em que o seu lado já é maioria e o risco é a abstenção: referendo, consulta, eleição de baixo comparecimento.

Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Uma coalizão com sede profissional e direção de campo em cada estado, que abriu a operação para quem quisesse hospedar ligações. A sede dava estrutura e recursos; o voto saía das comunidades.

Equipe mínima

Co-presidência
Uma pessoa de cada organização fundadora. Porta-vozes e ponte com o Parlamento e os aliados.
Direção executiva
Guarda o tom e a estratégia. No caso, alguém que já tinha vencido um referendo sobre o mesmo tema em outro país.
Direção de campanha
Toca a operação no dia a dia. Foi nomeada na manhã seguinte ao anúncio; não espere o calendário oficial.
Direção de campo nacional e estadual
Abre bases, recruta anfitriões, garante salas, telefones e listas, e soma os números.
Parceiro de ligações
Ferramenta de discagem, roteiro e contagem. Na Austrália, a GetUp.
Anúncios e resposta rápida
Peças próprias e capacidade de responder logo, com um mensageiro de confiança.
Digital e histórias
E-mail à base, #PostYourYES e vídeos de pessoas comuns; reage rápido a momentos como a chegada dos primeiros formulários.
Anfitriões das festas de ligação
Sindicatos, igrejas, empresas, clubes e grupos de amigos que organizam as próprias sessões.

Ritmo

  1. Noites de semanaSessões de cerca de duas horas e meia ao telefone, sem pausa. Em Sydney, os voluntários ocupavam corredores e escadas.
  2. Fins de semanaSessões maiores, como a de 90 pessoas num domingo em Melbourne, e, a partir de 23 de setembro, porta a porta.
  3. Depois de cada sessãoConversa em grupo sobre as ligações. Num parque de Sydney, 30 jovens trocaram relatos depois de uma hora ao telefone.
  4. 12 de setembroOs formulários começam a ser enviados e o roteiro muda: em vez de perguntar se a pessoa vai votar, pede que poste logo e fale com quem ama.
  5. Fim de setembro e outubroA ABS divulga estimativas de formulários devolvidos (57,5% em 3 de outubro); a campanha repete que não há espaço para complacência.
  6. Até 7 de novembroInsistir até o fechamento com quem ainda não postou.

As fontes abertas não descrevem uma reunião fixa da sede. O ritmo era ditado pelo calendário oficial: prazo de cadastro, chegada dos formulários, data recomendada de devolução e fechamento.

Plano B

  • Faltaram telefones, cadeiras e salas: sindicatos, igrejas, empresas, clubes e amigos organizaram as próprias sessões.
  • Quem não podia ir a uma sede entrava numa festa de ligação de casa e, depois, podia hospedar a sua.
  • Bases em cada estado e território, além da sede em Sydney.
  • Ligar em grupo, nunca sozinho: um voluntário adotou essa regra depois de algumas ligações agressivas.
  • Uma única ação em todos os canais, postar logo, para que nenhuma plataforma seja indispensável.

Tecnologia

Nada sofisticado: uma ferramenta de discagem, listas, e-mail, redes e anúncios. O diferencial foi a escala de gente ligando ao mesmo tempo.

  • Ferramenta de discagem da GetUpFerramenta da GetUp; alternativas cobram por minuto

    Conectava cada voluntário a um número de cada vez e registrava o resultado. Usada pela sede e por grupos que hospedavam as próprias sessões.

  • Listas de telefoneNão divulgado

    No caso, números de bases comerciais compradas, escolhidos por gênero e idade. Onde a lei de dados proíbe, use só listas próprias e consentidas.

  • Porta a porta em equipesVoluntários e material impresso

    Equipes de voluntários batendo às portas no fim de semana de 23 e 24 de setembro, como em Leichhardt, em Sydney.

  • Site e cadastro de apoiadores (voteyes.org.au)Baixo custo

    Ponto de entrada para quem queria ajudar, com chamada para reuniões públicas e sessões de ligação.

  • E-mail à baseBaixo custo

    Lançou o #PostYourYES entre os apoiadores mais engajados e convocou para as sessões.

  • Vídeo e redesGrátis

    Selfies postando o formulário e vídeos curtos de histórias pessoais que viralizaram depois de compartilhados pela campanha.

  • Anúncios de TV e rádioCerca de 2,9 M AUD estimados até 26 set. para os dois principais grupos do Sim (Ebiquity)

    Peças próprias e a resposta ao anúncio do Não sobre as escolas.

  • DoaçõesComissões das plataformas

    Pequenas e grandes; o CEO da Qantas, Alan Joyce, doou 1 milhão de dólares australianos à campanha do Sim.

  • Reuniões públicas e festas de ligaçãoSalas cedidas por aliados

    Encontros abertos para recrutar e sessões marcadas por anfitriões em todo o país.

Guias rápidos por canal

Colunas sugeridas para a folha de ligações

Data e sessão · Anfitrião · Números discados · Atendidas · Sim firme · Sim fraco · Não · Pediu para não ligar mais · Já postou · Promete postar hoje · Topou ser voluntário · Ligação agressiva

A ABS gastou 80,5 milhões de dólares australianos (de um orçamento de 122 milhões) para realizar a pesquisa. O gasto total da Equality Campaign não aparece nas fontes abertas consultadas; há só a estimativa de publicidade da Ebiquity e grandes doações noticiadas. As colunas acima são sugestão deste playbook, a partir das categorias que um voluntário relatou ao Guardian (Sim firme, Sim fraco, quer ser deixado em paz).

Comunicação

Duas mensagens ao mesmo tempo: para o país, “isto é sobre pessoas que conhecemos”; para cada apoiador, postar o formulário no dia em que chegar. A fórmula abaixo foi reconstruída a partir de relatos de voluntários e do roteiro descrito pela imprensa.

A fórmula de uma ligação

  1. Apresentar-se Nome, que é voluntário e de onde está ligando.
  2. Perguntar A pessoa apoia o casamento igualitário? Pretende devolver o formulário?
  3. Separar Não: agradecer e encerrar com educação. Sim: seguir.
  4. Pedir Postar no dia em que o formulário chegar.
  5. Multiplicar Falar com a família e os amigos, postar nas redes, virar voluntário.
  6. Registrar Resultado da ligação na ferramenta, logo em seguida.

Regras de mensagem

  • Fale de quem: famílias, amigos e colegas.
  • Não espelhe a negatividade do outro lado e não morda a isca.
  • Responda ao medo rápido, com alguém em quem o público confia, e volte ao seu tema.
  • Peça uma ação, sem dar ordens sobre o voto de ninguém.
  • Nunca dê o voto como ganho: não há espaço para complacência até o fechamento.
  • Com quem diz Não, agradeça e encerre.
  • Uma ação só, simples e com data: postar no dia em que o formulário chega.

Exemplo de ligação

Oi, aqui é a Júlia, sou voluntária da campanha pelo Sim. Tudo bem? É rapidinho: você apoia o casamento igualitário? [sim] Que bom! O seu formulário já chegou? [ainda não] Ele deve chegar nos próximos dias. Quando chegar, você consegue postar no mesmo dia? Cada formulário devolvido cedo deixa a gente livre para lembrar outras pessoas. E, se puder, fala com a sua família também: para muita gente isto é sobre um filho, uma amiga, um colega. Obrigada, viu!

Levar para o seu contexto

O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Austrália de 2017.

O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Austrália de 2017.

Funciona em qualquer lugar

  • Quando a opinião já é favorável, o trabalho é participação: identifique apoiadores e peça uma ação com data.
  • O alistamento antes do prazo entra no plano desde o primeiro dia.
  • Festas de ligação abertas: qualquer grupo hospeda, com a mesma ferramenta e o mesmo roteiro.
  • Mude o roteiro quando muda o calendário: antes e depois de a cédula chegar.
  • Torne visível o ato de votar, para que votar pareça o que todo mundo está fazendo.
  • Resposta rápida com mensageiro de confiança, sem repetir o ataque.
  • No dia do resultado, transforme o voto em pedido concreto de lei.
  • Cuide da comunidade que está sendo debatida, do primeiro ao último dia.

Depende do contexto

Voto pelo correio
Onde o voto é presencial, troque “poste hoje” por plano de voto, carona e horário; onde há voto antecipado, “vote no primeiro dia”.
Listas telefônicas compradas
Na União Europeia (RGPD) e no Brasil (LGPD), isso esbarra na lei. Use listas próprias e consentidas e ligações relacionais: cada voluntário liga para os próprios contatos.
Cultura de voto obrigatório
Os australianos estão habituados a votar. Onde o voto é sempre voluntário, a participação é ainda mais decisiva e o alistamento começa meses antes.
GetUp e Victorian Trades Hall
Troque por uma organização de mobilização online e pelos sindicatos e associações do seu país, que tenham salas, listas próprias e gente.
Anúncios de TV
Onde a TV é cara ou proibida para causas, use vídeo curto do mesmo mensageiro de confiança em WhatsApp, Instagram ou TikTok.
Pesquisa não vinculante
A lei dependeu de um voto livre no Parlamento depois do resultado. Prepare a fase seguinte desde o início, seja a lei, seja a regulamentação.

Praticar

ExercícioTreine com as missões e situações do caso.

Decida como a direção

Seis momentos da campanha de 2017. Escolha o que faria e veja o que aconteceu.

Plano em 5 fases

A sequência da Equality Campaign, do anúncio ao dia do resultado, como lista de verificação; alguns itens são sugestões deste playbook.

A sequência da Equality Campaign, do anúncio ao dia do resultado, como lista de verificação; alguns itens são sugestões deste playbook. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes (meses antes)

  2. Semanas 1–2: alistar

  3. Semanas 2–5: achar os apoiadores

  4. Chegada das cédulas: postar hoje

  5. Reta final e resultado

Verificar

ExercícioCinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. Qual era o principal risco para o Sim na pesquisa postal?
2. Para quem as festas de ligação telefonavam?
3. O que mudou no roteiro quando os formulários começaram a ser enviados, em 12 de setembro?
4. Como o Sim respondeu ao primeiro anúncio do Não sobre as escolas?
5. Por que o método não salvou o Sim no referendo da Voz de 2023?

Limites e fontes

Regras

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha e as pessoas cuja vida está em debate.

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha e as pessoas cuja vida está em debate.

Listas com consentimento
Na Austrália, a campanha usou números de bases comerciais e mandou SMS para números gerados ao acaso, com reclamações de privacidade. Sob o RGPD e a LGPD, ligue e escreva só para quem consentiu ou para os seus próprios contatos.
Saída sempre à mão
Quem pede para não ser contatado sai da lista na hora, e cada mensagem diz como sair.
Diga quem fala
Cada ligação, anúncio e mensagem identifica a campanha e quem a autoriza; o site da Equality Campaign trazia o nome de quem autorizava o material.
Nunca a foto do voto
Peça foto do envelope ou da fila, nunca da cédula marcada; respeite quem prefere o voto em silêncio.
Respeito a quem diz Não
Agradeça e encerre. Ninguém insiste, ninguém xinga.
Contra intimidação de qualquer lado
Houve pichações em igrejas contra eleitores do Não e um trem pichado com uma suástica a favor do Não. Condene em público, venha de onde vier.
Proteja a comunidade
Serviços de apoio publicados, protocolo para abuso e encontros regulares. Ninguém conta a sua história sem preparação e sem poder desistir.
Informação de voto da fonte oficial
Prazos, regras e endereços sempre com link para o órgão eleitoral.
Só contas autênticas
Nada de perfis falsos, robôs ou contas compradas.
Lei local
Regras de propaganda, doações e proteção de dados mudam de país para país e até de votação para votação: na Austrália, o Parlamento teve de aprovar salvaguardas temporárias. Confirme com um advogado.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
A votação em si fez mal
Num estudo com mais de 9.500 pessoas LGBTIQ e aliados, as agressões verbais e físicas relatadas mais do que dobraram nos três meses após o anúncio, e os relatos de depressão, ansiedade e estresse subiram mais de um terço. Um estudo revisado por pares (Ecker e outros, 2019) ligou o estresse do debate a sofrimento psicológico. Em fevereiro de 2018, uma comissão do Senado recomendou não usar de novo esse tipo de pesquisa em temas de direitos humanos.
Não prova conversão
O resultado ficou perto do apoio que as sondagens mostravam havia anos. O método mobilizou uma maioria que já existia; nada indica que tenha criado uma.
As ligações rendem pouco por chamada
Das primeiras 300 mil, cerca de 40 mil foram atendidas e 19 mil viraram conversas. Sem volume grande de voluntários, o número não fecha.
Listas compradas e SMS em massa
Funcionaram como alcance, mas irritaram até apoiadores e não seriam legais em muitos países. Não estão neste playbook como passo.
Não se transferiu para a Voz
Em 14 de outubro de 2023, o referendo da Voz indígena perdeu com 60,06% de Não e em todos os estados. A Coalizão liberal-nacional fez campanha contra, e as sondagens mostravam o apoio em queda: tirar o voto não basta quando a maioria está escapando. Esta comparação é uma leitura deste playbook.
Quem ficou de fora
Jovens de 16 e 17 anos não votavam, e houve preocupações com comunidades indígenas remotas e australianos no exterior. A lei só veio porque o Parlamento a votou depois.

Fontes

Este playbook foi construído com o relato publicado por Alex Greenwich e Shirleene Robinson, entrevistas de Tiernan Brady, Anna Brown e…

Este playbook foi construído com o relato publicado por Alex Greenwich e Shirleene Robinson, entrevistas de Tiernan Brady, Anna Brown e Sally Rugg, testemunhos de voluntários, os dados oficiais da ABS e da AEC, reportagens de 2016 a 2026 e pesquisas sobre o impacto da votação. Todas as páginas foram consultadas em 28 de outubro de 2026.

33 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: JAM Project, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado em 28 de outubro de 2026

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