Em 30 segundos
+9,6 pontos. A 8 de junho de 2017, o Labour de Jeremy Corbyn chegou aos 40% e ganhou 30 lugares; os conservadores continuaram em primeiro, mas sem maioria.
Cerca de 24 mil membros, poucos funcionários. A Momentum formou mais de 3 mil voluntários em conversas de persuasão.
100 mil pessoas. Foi quantas a Momentum enviou para os círculos renhidos, com um site de pesquisa e boleias.
Cerca de 10 mil às portas no dia da votação, segundo a própria Momentum, além de vídeos satíricos baratos e lembretes por WhatsApp.
Onde poucos círculos decidiam, a Momentum formou a base e levou-a para onde cada porta valia mais.
Os primeiros passos
- Montar uma lista própria de apoiantes com consentimento
- Testar boleias e viagens em grupo numa eleição intercalar ou ação local
- Identificar formadores com experiência em porta a porta
Se és novo nisto, começa pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a investigação. Ler os fundamentos
Quem fez
Este playbook assenta no que a própria Momentum publicou sobre a campanha, em entrevistas dadas pelos seus organizadores e formadores entre…
Este playbook assenta no que a própria Momentum publicou sobre a campanha, em entrevistas dadas pelos seus organizadores e formadores entre 2017 e 2019 e em estudos académicos sobre as chamadas campanhas satélite. Os números de alcance são, na maior parte, da própria organização.
Adam Klug
Cofundador e coordenador nacional da Momentum
Introduziu técnicas de organização distribuída por voluntários na campanha de liderança de Corbyn em 2016 e teve um papel central no desenho e na execução da campanha de 2017.
FontesEmma Rees
Cofundadora e coordenadora nacional da Momentum
Uma das três pessoas da equipa que construiu a organização; mais tarde explicou em entrevistas o que 2017 ensinou sobre aproveitar a energia dos voluntários.
FontesErika Uyterhoeven e Jeremy Parkin
Antigos organizadores da campanha de Bernie Sanders, formadores voluntários
Com mais dois antigos funcionários de Sanders, planearam sem salário, no escritório da Momentum em Londres, o programa de formação em porta a porta de persuasão.
FontesBeth Foster-Ogg
Organizadora nacional de formação da Momentum
Coordenou os workshops que continuaram depois das eleições e juntou os participantes num grupo de Slack para as sessões seguintes.
FontesJamie Driscoll
Coordenador de formação da Momentum (2017)
Conduziu sessões sobre como conversar com eleitores conservadores, com exercícios de role-play e a regra de explicar cada proposta em dez segundos.
FontesLaura Parker
Coordenadora nacional da Momentum (2017–2019)
Dirigiu a ampliação da operação para as eleições de 2019 e descrevia a Momentum como uma ponte entre o movimento e o partido.
FontesAdam Peggs
Militante da Momentum e autor na Red Pepper
Divulgou os números de audiência dos vídeos na última semana e escreveu o balanço do que faltava construir depois de junho de 2017.
Fontes
Nas palavras de quem fez
O que organizadoras, organizadores e formadores disseram sobre as decisões que tomaram.
O que organizadoras, organizadores e formadores disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo quando há aspas.
O centro da formação era “reconhecer as preocupações e criar empatia” com quem abria a porta.
Jeremy Parkin, antigo organizador de Sanders e formador voluntário, New Statesman, “Almost every constituency we targeted, we won”, 14 jun. 2017
“Quase todos os círculos que a Momentum escolheu como alvo, ganhámos.”
Jeremy Parkin, ex-organizador de Sanders, New Statesman, 14 jun. 2017
No início de 2017, uma equipa de três pessoas não conseguiu responder a todos os pedidos de voluntários e muitos e-mails ficaram sem resposta: um modelo assente em funcionários não consegue aproveitar toda a energia disponível.
Emma Rees, cofundadora, Tribune, Momentum’s Election Gameplan, 16 nov. 2019
Publicar a estratégia abertamente faz os voluntários compreenderem o plano e comprometerem-se com ele; isso vale mais do que qualquer vantagem do segredo.
Emma Rees, cofundadora, Tribune, 16 nov. 2019
Mais 6 citações
A nova ferramenta de 2019 era como o My Nearest Marginal “com esteroides”: mais dados para distribuir melhor os voluntários pelos círculos renhidos.
Emma Rees, cofundadora, Tribune, 16 nov. 2019
Nas portas, as opiniões das pessoas não cabem numa divisão simples entre esquerda e direita; as pessoas são “incrivelmente complexas”.
Jamie Driscoll, coordenador de formação, New Statesman, How Momentum activists are learning to win over Tory voters, 15 ago. 2017
Depois das eleições, avisou que ainda havia “muito trabalho por fazer”, e a formação continuou em círculos conservadores.
Beth Foster-Ogg, organizadora de formação, New Statesman, 15 ago. 2017
Os grupos locais em círculos seguros deviam geminar-se com um círculo renhido próximo; a academia de formação prometida ainda não existia.
Adam Peggs, militante da Momentum, Red Pepper, republicado na Canadian Dimension, 1 ago. 2017
Os objetivos de construção de movimento não tinham sido plenamente alcançados e era preciso ir mais longe.
Adam Klug, cofundador, Red Pepper / ZNetwork, How Momentum came together, 17 jan. 2018
A Momentum funciona “um pouco como uma ponte” entre o movimento e o partido; em 2017, a campanha foi ousada, positiva e cheia de energia.
Laura Parker, coordenadora nacional, Vice, Inside Momentum, Labour’s Secret Weapon, 18 nov. 2019
A história
Quando Theresa May convocou as eleições, quase ninguém dava hipóteses ao Labour.
Quando Theresa May convocou as eleições, quase ninguém dava hipóteses ao Labour. A Momentum tinha nascido em 2015 para apoiar Corbyn e tinha cerca de 24 mil membros, um punhado de funcionários e 2 mil libras para o Facebook. Em sete semanas, transformou uma base concentrada em círculos seguros numa força móvel nos círculos que decidiam a eleição.
- 40%
- dos votos para o Labour (12,9 milhões), subida de 9,6 pontos e mais 30 lugaresoficial
- 100 mil
- pessoas usaram o My Nearest Marginal para encontrar um círculo renhido e uma boleiadado da campanha
- 1,2 M
- de portas batidas no dia da votação por cerca de 10 mil voluntários que tiraram o diadado da campanha
- 3 mil
- voluntários formados em conversas de persuasão, em mais de 40 sessõesdado da campanha
Da fundação ao parlamento sem maioria
- 8 out. 2015Jon Lansman, Adam Klug, Emma Rees e James Schneider fundam a Momentum, quatro semanas depois de Corbyn ganhar a liderança do Labour.
- 2016Na campanha de liderança de Corbyn, Adam Klug dirige a mobilização nacional de voluntários e testa técnicas de organização distribuída.
- Fev. 2017Boleias da Momentum levam militantes de todo o país às eleições intercalares de Copeland e Stoke Central: o embrião do modelo.
- 18–19 abr. 2017May anuncia eleições para 8 de junho; o Parlamento aprova por 522 votos contra 13. Os conservadores lideram por 21 pontos. A Momentum começa logo a planear.
- Abr.–jun.Antigos organizadores de Sanders montam a formação: mais de 40 sessões, três ou quatro por semana, de 20 a 300 pessoas cada. O My Nearest Marginal fica disponível.
- Maio–jun.Vídeos satíricos da Momentum, como o da menina que em 2030 pergunta ao pai conservador se ele a odeia, somam milhões de visualizações.
- Última semanaSegundo a Momentum, os vídeos têm mais de 23 milhões de visualizações e 12,7 milhões de pessoas diferentes. O comício de Birmingham passa os 2 milhões no Facebook.
- 8 jun. 2017Segundo a Momentum, cerca de 10 mil voluntários tiram o dia e batem a mais de 1,2 milhões de portas; a cascata no WhatsApp chega a 400 mil pessoas. Labour com 40%, 262 lugares; parlamento sem maioria.
- 12 dez. 2019Com a operação ampliada (mais funcionários, Labour Legends, My Campaign Map), o Labour cai para 32,1% e 202 lugares, o pior resultado desde 1935.
- 2020–2026Starmer assume o Labour; Corbyn é suspenso do partido em 2020 e reeleito como independente em 2024. A Momentum encolhe para pouco mais de 10 mil membros (2024) e, em 2026, continua a organizar dentro do Labour; Corbyn ajudou a fundar o Your Party, que adotou uma direção coletiva e o elegeu líder parlamentar em março de 2026.
Três camadas
A campanha de 2017 não foi só do partido. Investigadores descrevem-na como uma campanha oficial rodeada de campanhas satélite que o partido não controlava.
- O partidoO Labour oficial e a equipa do líder: programa, comícios, página no Facebook com vídeos de propostas e mensagens positivas, porta a porta das secções locais.
- A satéliteA Momentum: ferramentas de mobilização, formação em persuasão, boleias, vídeos de tom mais duro para jovens, cascata de lembretes. Separada do partido, com listas e canais próprios.
- A redeMilhares de voluntários sem cargo, grupos de boleias e de WhatsApp, comentadores como Owen Jones e Paul Mason nos vídeos e blogues simpatizantes de Corbyn que espalhavam o conteúdo.
O que não se sabe. Quase todos os números de alcance (100 mil utilizadores, 10 mil voluntários, 1,2 milhões de portas, 400 mil mensagens, audiência dos vídeos) são da própria Momentum e não foram verificados de forma independente.
Os números do vídeo da menina e do pai variam conforme a fonte e o período: 5,4 milhões em dois dias (ativistas, citados por Dommett e Temple), cerca de 7 milhões na última semana, 7,5 milhões nos dias finais, quase 8 milhões (Momentum); a Wikipédia atribui 12,7 milhões a esse vídeo, mas a fonte original fala de 12,7 milhões de pessoas para o conjunto dos vídeos. A Momentum diz ter ganho todos menos cinco dos 30 círculos-alvo; o deputado eleito em Sheffield Hallam disse que a vitória era de “todos os tons de vermelho”. Ninguém isolou o efeito do porta a porta ou dos vídeos no resultado, e o British Election Study concluiu que não houve vaga de participação jovem: o Labour ganhou votos em quase todas as idades. Não foi possível ler as reportagens do Guardian, da Wired e do Independent citadas sobre o caso, nem identificar pelo nome a equipa digital do Labour. A investigação experimental pede cautela com a persuasão nas portas: em 49 experiências de campo nos EUA, o efeito persuasivo do contacto de campanha em eleições gerais foi, em média, próximo de zero (Kalla e Broockman); o porta a porta tende a pesar mais em levar apoiantes a votar do que em mudar votos.
O terreno
O que era específico do Reino Unido em 2017 e pode faltar noutro país.
O que era específico do Reino Unido em 2017 e pode faltar noutro país.
Plataformas
- Porta a porta nos círculos renhidos
- O coração da operação. Num sistema uninominal maioritário, uma porta num círculo decidido por poucas centenas de votos vale muito mais do que uma porta num círculo seguro. A Momentum fez cerca de 50 fins de semana de campanha nesses círculos.
- My Nearest Marginal
- Site onde se escrevia o código postal e se descobria o círculo renhido mais próximo, as ações marcadas e quem oferecia ou pedia boleia. Até ao dia da votação, 100 mil pessoas usaram-no.
- A rede onde os vídeos circulavam. Em 2017 o Facebook dava prioridade ao vídeo no feed, e a página oficial do Labour publicava cerca de 12 vezes por dia, três quartos com vídeo. A Momentum tinha cerca de 2 mil libras para anúncios e apostou na partilha.
- Canal da “cascata” do dia da votação: uma mensagem de lembrete passada de pessoa para pessoa que, segundo a Momentum, chegou a 400 mil pessoas, sobretudo jovens.
- SMS entre pares e aplicação de chamadas
- Mensagens de texto enviadas por voluntários, segmentadas por zona, para anunciar ações locais, e uma aplicação de chamadas da Momentum, método inspirado na campanha de Sanders, para telefonar a partir de casa e pedir que a pessoa prometesse parte do dia 8 de junho à campanha.
- Comícios e transmissões em direto
- Os comícios de Corbyn enchiam praças e estádios e eram transmitidos no Facebook. O de Birmingham, a 6 de junho, teve 2,3 milhões de visualizações até ao fecho das urnas.
- Slack e grupos de boleias
- Slack para quem saía das sessões de formação e continuava a organizar; grupos de boleias no Facebook, como o usado na eleição intercalar de Peterborough em 2019.
Condições locais
- Eleições antecipadas e curtas: convocadas a 18 de abril para 8 de junho, sete semanas. Os conservadores começaram com 21 pontos de vantagem nas sondagens.
- Sistema uninominal maioritário em 650 círculos: o resultado nacional depende de poucas dezenas de círculos renhidos. Segundo Emma Rees, onze foram decididos por menos de 100 votos.
- Um partido de massas recente: depois de 2015 o Labour ultrapassou meio milhão de filiados, e muitos militantes viviam em grandes cidades onde o Labour já era forte. Daí a ideia de os levar para os círculos renhidos.
- Uma organização satélite: a Momentum era formalmente separada do partido, com listas e canais próprios. Isso dava-lhe liberdade para inovar, por exemplo com boleias, e para um tom que a campanha oficial não aprovaria.
- Tensão interna: parte da máquina do partido e dos deputados era hostil a Corbyn. Um livro de 2018 afirma que funcionários da sede gastaram cerca de 5 mil libras em anúncios vistos apenas pela equipa do líder.
- Uma imprensa maioritariamente hostil ao líder trabalhista, o que empurrou o Labour e a Momentum para os canais próprios.
- Gastos desiguais: nos 12 meses anteriores às eleições, os conservadores gastaram 18,5 milhões de libras e o Labour 11 milhões, segundo os registos oficiais.
- Dois atentados (Manchester, 22 de maio; London Bridge, no início de junho) suspenderam a campanha durante dias e puseram a segurança no centro do debate.
- Recenseamento individual: mais de 1,1 milhões de pessoas entre os 18 e os 35 anos recensearam-se depois da convocação, o que fez do recenseamento parte da mobilização.
O método
A Momentum não tentou ser um segundo partido.
A Momentum não tentou ser um segundo partido. Fez três coisas que o partido não fazia bem: mover pessoas, formar pessoas e produzir conteúdo que circulasse sem dinheiro.
Três frentes
- Mover a base para onde o voto se decide
- A maior parte dos militantes vivia em círculos seguros. Um site simples (código postal, círculo renhido mais próximo, ação marcada, boleia) transformou essa concentração numa força móvel.
- Persuasão à porta
- Em vez de apenas identificar quem já votava Labour, os voluntários aprendiam a ouvir, isolar a principal preocupação e responder com a proposta certa. O método veio de quem tinha feito a campanha de Sanders.
- Conteúdo próprio que circula
- Vídeos curtos, satíricos e baratos, feitos para serem partilhados por jovens, e lembretes passados de pessoa para pessoa no WhatsApp no dia da votação. Quase sem anúncios pagos.
O ciclo da campanha
Durante sete semanas o mesmo ciclo girou sem parar: cada fim de semana de campanha alimentava o seguinte, e a reta final virou tudo para o dia da votação.
- Mapear Listar os círculos renhidos onde a diferença está ao alcance do esforço de voluntários e manter os dados atualizados. Um atraso nos dados gerou acusações de favorecimento logo no início.
- Convocar Abrir a ferramenta a qualquer pessoa, não só a membros: 100 mil pessoas usaram o site, quatro vezes o número de membros da Momentum.
- Formar Sessões várias vezes por semana, com role-play: criar empatia, isolar a preocupação, responder com a informação certa.
- Transportar Boleias e viagens em grupo para levar pessoas de círculos seguros até aos renhidos, com fins de semana de campanha marcados com antecedência.
- Conversar Porta a porta nos círculos renhidos, chamadas a partir de casa pela aplicação e mensagens de texto sobre as ações locais.
- Contar a história Vídeos satíricos curtos para quem não lê programas partidários, com um apelo ao voto no dia e uma ligação.
- Mobilizar para o voto Compromisso público de tirar o dia, portas o dia inteiro nos círculos renhidos e cascata de lembretes no WhatsApp.
- Reter e escalar Depois da votação: novos membros, rede nacional de formação e rede de voluntários digitais. A lição de Rees: distribuir funções para não depender de três funcionários.
E recomeça.
Toolkit
O que a Momentum montou, organizado para copiar.
O que a Momentum montou, organizado para copiar. Funciona melhor em eleições por círculos uninominais, mas a lógica (levar pessoas formadas para onde cada contacto vale mais) serve qualquer campanha.
Escolhe o teu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.
Operação
Uma equipa central minúscula, formadores voluntários com experiência e uma multidão que se auto-organizava a partir de ferramentas simples. Rees admite que, no início, a equipa não deu conta dos pedidos.
Equipa mínima
- Coordenação nacional
- Duas ou três pessoas que definem os círculos-alvo, a mensagem e o calendário, e falam com o partido.
- Formadores
- Organizadores experientes (em 2017, quatro antigos funcionários de Sanders, sem salário) que desenham a formação e formam novos formadores.
- Ferramentas digitais
- Voluntários com competências técnicas que mantêm o site de pesquisa de círculos, os dados atualizados e o registo de compromissos.
- Vídeo
- Uma pequena equipa que escreve e grava vídeos curtos e satíricos, com comentadores conhecidos sempre que possível.
- Coordenação de boleias e viagens
- Junta quem oferece e quem precisa de boleia, organiza comboios e garante que cada grupo chega a uma ação com um responsável local.
- Pontos de encontro locais
- Um responsável em cada círculo-alvo que recebe os voluntários de fora, distribui ruas e recolhe os resultados.
- Imprensa e redes
- Divulga as ações, publica os números da campanha e, em 2019, coordenava voluntários que cortavam excertos de televisão e os carregavam numa pasta partilhada.
Ritmo semanal e diário
- Durante a semanaTrês ou quatro sessões de formação em persuasão por semana, de 20 a 300 pessoas, abertas a membros da Momentum e do Labour.
- Todos os diasVídeos e publicações nas redes; dados do site atualizados com as ações marcadas nos círculos renhidos.
- Fins de semanaFins de semana de campanha nos círculos-alvo (cerca de 50 ao todo) com boleias a partir das grandes cidades.
- Antes de cada açãoMensagens de texto segmentadas por zona a indicar onde e quando é a próxima ação perto de quem as recebe.
- Reta finalCampanha do compromisso de tirar o dia da votação; preparação da cascata de lembretes.
- Dia da votaçãoPortas desde cedo nos círculos renhidos, lembretes no WhatsApp ao longo do dia, chamadas a partir de casa para quem não pôde viajar.
O ritmo foi possível porque a campanha era curta e a energia, enorme. Para uma campanha longa, a própria Momentum concluiu que é preciso distribuir funções por voluntários desde o início, em vez de as concentrar numa equipa pequena.
Plano B
- Uma lista própria de e-mails e contactos, que não depende de nenhuma rede social nem do partido.
- Mais do que um canal de transporte: grupos de boleias, comboios combinados e partidas coletivas marcadas.
- Chamadas a partir de casa pela aplicação para quem não pode viajar até um círculo renhido.
- Formadores a formar formadores, para que a formação não dependa de quatro pessoas.
- Resposta automática e voluntários de serviço para os e-mails de quem quer ajudar: em 2017 muitos ficaram sem resposta.
Tecnologia
Nenhuma ferramenta era sofisticada. O diferencial era responder num só ecrã à pergunta que cada voluntário tinha: para onde vou, quando e com quem.
- Pesquisa de círculos renhidos (My Nearest Marginal)Gratuito a baixo custo (feito por voluntários)
Escreve-se o código postal e vê-se o círculo renhido mais próximo e as ações marcadas. Replicável com um mapa, uma folha de cálculo de ações e um formulário.
- Boleias e viagens em grupoGratuito
Função de boleia dentro da pesquisa e grupos no Facebook para oferecer ou pedir lugar no carro e combinar comboios.
- Compromisso do dia da votação (Election Day Pledge)Gratuito
Página em que a pessoa promete tirar o dia para fazer campanha; a lista torna-se a escala do dia.
- Lista própria de apoiantesGratuito a baixo custo
Contactos de membros e voluntários com consentimento, controlados pela organização e não pelo partido.
- SMS entre pares e aplicação de chamadasCusto por SMS
Voluntários enviam mensagens a contactos da sua zona sobre ações locais e telefonam a partir de casa com guião, na aplicação de chamadas da Momentum, método inspirado na campanha de Sanders.
- Cascata no WhatsAppGratuito
Uma mensagem de lembrete pronta que cada pessoa envia aos seus próprios contactos, pedindo-lhes que a passem.
- Vídeos satíricos curtosBaixo custo
Guião com uma só ideia, gravação barata, final com a data da votação e uma ligação. Feitos para jovens partilharem.
- Comícios em direto no FacebookGratuito
Transmissão dos comícios com artistas e convidados; a de Birmingham ultrapassou os 2 milhões de visualizações.
- Slack para quem sai da formaçãoGratuito
Quem participava num workshop entrava num grupo de Slack para as sessões e ações seguintes.
- Anúncios pagos (mínimos)Cerca de 2 mil libras
Cerca de 2 mil libras para promover vídeos no Facebook, com o responsável identificado no material.
Colunas da folha de mobilização
Data · Voluntário · Círculo de origem · Círculo renhido de destino · Boleia (oferece / precisa / lugares) · Ação e horário · Formado em persuasão (sim/não) · Portas batidas · Conversas · Apoia / indeciso / contra · Principal preocupação ouvida · Compromisso para o dia da votação
A Momentum não publicou o orçamento completo de 2017. O que se sabe: tinha poucos funcionários, os formadores de Sanders trabalharam sem salário, e o gasto com anúncios no Facebook foi de cerca de 2 mil libras. Para comparar: em 2017, todos os partidos juntos declararam pouco mais de 3,16 milhões de libras em anúncios no Facebook. Em 2019, já maior, a Momentum gastou mais de 500 mil libras.
Comunicação
Nas portas, escuta e empatia com quem tinha dúvidas; nas redes, sátira e humor para jovens que não liam o programa. As duas pediam o voto a 8 de junho.
A fórmula da conversa de persuasão
- Apresentar-se Nome, de onde vem e porque está ali. Muitos voluntários vinham de outra cidade, e dizê-lo abria a conversa.
- Perguntar e ouvir O que preocupa a pessoa hoje. Deixá-la falar sem interromper.
- Criar empatia Reconhecer a preocupação antes de responder. Era o centro da formação dos formadores de Sanders.
- Isolar Descobrir qual é a principal preocupação (serviço nacional de saúde, escola, custo de vida) e ficar nela.
- Responder em dez segundos Uma proposta concreta que responde a essa preocupação, explicada em dez segundos, como treinava Jamie Driscoll.
- Pedir O voto e, se for o caso, o recenseamento e um plano para votar.
- Registar Resposta, preocupação ouvida e se a pessoa quer um lembrete no dia.
Regras de mensagem
- Nas portas, ouve primeiro. As pessoas não cabem em esquerda e direita.
- Uma preocupação, uma proposta. Não recites o programa inteiro.
- Nos vídeos, uma só ideia, uma só emoção e um final claro: a data da votação e uma ligação.
- Sátira sim, mentira não. Exagera a situação, nunca os factos.
- Diz sempre quem publica. O material da Momentum trazia o nome do responsável legal.
- Sê a favor de algo. O slogan do programa era sobre quem ganha, não sobre o adversário.
- Fala com quem ainda não está convencido; a base já está.
- Publica a estratégia para os voluntários: quem compreende o plano compromete-se mais.
Exemplo de mensagem da cascata
Olá, é a Ana. Amanhã, quinta-feira, dia 8, é dia de votação. Se não sabe onde vota, veja aqui: {link}. Vou votar de manhã e depois vou bater a portas no círculo vizinho, onde a disputa está renhida. Se quiser vir, há boleia. Pode enviar isto a cinco amigos que talvez se esqueçam? Obrigada!
Levar para o teu contexto
O que funciona em qualquer lugar e o que dependia do Reino Unido de 2017.
O que funciona em qualquer lugar e o que dependia do Reino Unido de 2017.
Funciona em qualquer lado
- Descobrir onde cada hora de voluntário vale mais e levar as pessoas para lá, em vez de as deixar onde vivem.
- Responder à única pergunta de cada voluntário: para onde vou, quando e com quem.
- Formar em conversa de persuasão (ouvir, criar empatia, isolar a preocupação, responder) e não apenas em contagem de votos.
- Trazer quem já fez: formadores com experiência noutra campanha poupam meses de aprendizagem.
- Pedir um compromisso concreto e público para o dia da votação, como tirar o dia.
- Conteúdo curto, próprio e partilhável vale mais do que um orçamento de anúncios que não existe.
- Lembretes de pessoa para pessoa, para contactos próprios, no dia da votação.
- Distribuir funções por voluntários desde o início, para que a equipa central não se torne um estrangulamento.
Depende do contexto
- Círculos uninominais e círculos renhidos
- Em sistemas proporcionais, como o português, ou em eleições nacionais de uma só volta, troca o círculo renhido por bairros ou concelhos onde a participação dos teus apoiantes é mais baixa, ou onde um mandato depende de poucos votos.
- Boleias de carro
- Onde poucas pessoas têm carro, usa carrinhas e autocarros fretados com recolha de fundos, ou concentra a ação em bairros acessíveis por transportes públicos.
- Facebook como palco dos vídeos (2017)
- Hoje, usa a rede que o teu público jovem usa: TikTok, Reels ou Shorts. A fórmula continua a mesma: uma ideia, uma emoção, data e ligação.
- WhatsApp para a cascata
- No Brasil e em boa parte do Sul global o WhatsApp é ainda mais forte; onde dominam o Telegram, o Signal ou o Messenger, usa esses, sempre com contactos próprios.
- Formadores de Sanders
- Procura quem organizou campanhas de porta a porta no teu país (sindicatos, movimentos, campanhas anteriores) e pede-lhes que formem formadores.
- Uma organização satélite ao lado do partido
- Onde a lei limita ou exige registo de terceiros que fazem campanha, regista-te, declara os gastos e coordena com a candidatura dentro das regras. Onde não há partido aliado, a mesma estrutura serve uma causa ou um referendo.
- Tirar o dia da votação
- Onde se vota ao domingo, troca o compromisso de tirar o dia por um turno de manhã e outro à tarde, ou pela véspera.
Jogadas para levar
Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.
Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.
-
Levar a base para onde o voto decide
Um buscador simples responde à pergunta de cada voluntário (para onde vou, quando e com quem): código postal, círculo renhido mais próximo, ação marcada e boleia. No Reino Unido, 100 mil pessoas usaram o My Nearest Marginal, quatro vezes o número de membros da Momentum.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando o resultado depende de poucos círculos, bairros ou cidades e a tua base vive concentrada onde já está ganho.
- Não usar quando
- Não funciona com dados de círculos desatualizados, que geram acusações de favorecimento, nem quando a equipa central não responde a quem se oferece.
- Semana −7 Listar os círculos renhidos onde a diferença cabe no esforço de voluntários
- Semana −7 Montar o buscador: mapa, folha de ações e formulário de boleias
- Semana −6 Nomear um responsável local em cada círculo-alvo para receber quem chega
- Semana −6 Abrir a ferramenta a qualquer pessoa, não só a membros
- Semana −5 Marcar fins de semana de campanha com antecedência, com saídas das grandes cidades
- Semana −1 Avisar por SMS segmentado onde e quando é a próxima ação perto de cada um
- Semana do dia D No dia da votação, enviar todos os disponíveis para os círculos mais renhidos
Equipa
- Coordenação nacional: escolhe os círculos-alvo e o calendário
- Ferramentas digitais: mantém o buscador e os dados atualizados
- Boleias e viagens: junta quem oferece e quem precisa de lugar
- Ponto de encontro local: recebe os voluntários, distribui ruas e recolhe resultados
O que medir: Voluntários que chegaram de facto a uma ação num círculo renhido, contados pelo responsável local, e não apenas os que se inscreveram.
Riscos a vigiar: Boleias e portas expõem voluntários: condutores identificados, pares nas portas, um contacto de referência por grupo e protocolo para assédio.
-
Treino de conversa de persuasão
Em vez de apenas contar quem já vota contigo, os voluntários aprendem a ouvir, reconhecer a preocupação, isolá-la e responder em dez segundos com a proposta certa. A Momentum treinou mais de 3 mil voluntários em mais de 40 sessões, com formadores vindos da campanha de Sanders.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando há indecisos para convencer e alguém com experiência real de porta a porta para formar formadores.
- Não usar quando
- Não funciona como recitação do programa nem quando o treino depende de quatro pessoas e para quando elas se cansam.
- Semana −7 Trazer formadores com experiência de outra campanha, sindicato ou movimento
- Semana −6 Escrever o guião: apresentar-se, ouvir, empatizar, isolar, responder, pedir, registar
- Semana −6 Marcar três ou quatro treinos por semana, abertos, com role-play
- Semana −5 Pôr quem sai do treino num grupo para as ações seguintes
- Semana −4 Formar novos formadores entre os voluntários mais ativos
- Semana −2 Rever a folha: preocupações mais ouvidas e respostas que funcionaram
Equipa
- Formadores: desenham o treino, conduzem o role-play e formam novos formadores
- Coordenação de grupo: leva quem sai do treino para a primeira ação
- Dados: compila as preocupações ouvidas e devolve-as aos formadores
O que medir: Conversas completas registadas na folha por voluntário treinado, com a principal preocupação anotada.
Riscos a vigiar: A opinião política é um dado sensível: guarda o mínimo, com acesso restrito, e apaga no fim da campanha.
-
Folga no dia da votação e cascata de lembretes
Um compromisso público de tirar o dia de folga torna-se a escala do dia, e uma mensagem pronta passa de pessoa para pessoa no WhatsApp, só para contactos próprios. Em 2017, quase 10 mil pessoas assumiram o compromisso de tirar folga no dia da votação; segundo a própria Momentum, citada pela New Statesman, bateram a mais de 1,2 milhões de portas.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona nas últimas semanas, quando há pessoas dispostas a dar um dia inteiro e redes pessoais onde o lembrete de um amigo pesa.
- Não usar quando
- Não funciona com listas compradas ou envios em massa sem consentimento, que são ilegais, nem se ninguém transforma os compromissos numa escala.
- Semana −3 Abrir a página de compromisso: tirar folga ou dar um turno no dia da votação
- Semana −2 Transformar a lista de compromissos na escala do dia, por círculo
- Semana −1 Escrever a mensagem da cascata: data, onde votar, convite e pedido de reencaminhar
- Semana −1 Lembrar quem se comprometeu e confirmar ponto de encontro e horário
- Semana do dia D No dia: portas desde cedo nos círculos renhidos
- Semana do dia D Lançar a cascata de manhã e telefonar a partir de casa para quem não pôde viajar
- 1 semana(s) depois Depois da votação, convidar quem participou a continuar na rede
Equipa
- Compromissos: mantém a página e a lista de quem tirou folga
- Escala: distribui as pessoas por círculo e por turno
- Mensagens: escreve a cascata e o guião dos telefonemas a partir de casa
O que medir: Compromissos de folga cumpridos: pessoas que apareceram no turno marcado no dia da votação.
Riscos a vigiar: Mensagens sem consentimento violam o RGPD: a cascata só funciona se cada pessoa escrever aos seus próprios contactos.
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Vídeo satírico barato com data e link
Vídeos curtos com uma só ideia e uma só emoção, gravação barata e final com a data da votação e um link, feitos para os jovens partilharem. A Momentum tinha cerca de 2 mil libras para anúncios e apostou na partilha por pessoas reais.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando a imprensa é hostil, não há orçamento para anúncios e o público que queres atingir não lê programas de partido.
- Não usar quando
- Não funciona se a sátira inventa factos nem se o tom agressivo afasta os indecisos que a campanha precisa de conquistar.
- Semana −6 Montar uma pequena equipa de guião e gravação
- Semana −6 Escrever cada vídeo com uma ideia, uma emoção e um final claro: data e link
- Semana −5 Verificar cada facto antes de publicar: exagerar a situação, nunca os factos
- Semana −4 Publicar na rede que o público jovem usa e pedir partilhas
- Semana −1 Na última semana, trocar o final pelo apelo ao voto e o link de onde votar
- Semana do dia D No dia da votação, republicar o vídeo que mais converteu
Equipa
- Guião: escreve vídeos de uma só ideia e verifica os factos
- Gravação e edição: produz barato e depressa
- Redes: publica, mede cliques no link e pede partilhas a pessoas reais
O que medir: Pessoas que, a partir do link do vídeo, confirmaram onde votam ou se recensearam, contadas por link rastreado.
Riscos a vigiar: Sátira que inventa factos é desinformação e queima a credibilidade: identifica sempre quem publica e nada de perfis falsos ou contas compradas para espalhar.
Praticar
Treina com as missões e situações do caso.
Decidir como a coordenação
Seis momentos da campanha. Escolhe o que farias e vê o que aconteceu.
Plano em 5 fases
A sequência da Momentum adaptada a uma campanha de sete a oito semanas, como lista de verificação.
A sequência da Momentum adaptada a uma campanha de sete a oito semanas, como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.
Antes da convocação
Semana 1: Lançar
Semanas 2 a 5: Formar e mover
Semanas 6 e 7: Reta final
Dia da votação e depois
Regras
Uma organização satélite não tem máquina partidária, só a confiança de quem a acompanha.
Uma organização satélite não tem máquina partidária, só a confiança de quem a acompanha.
- Dizer quem publica
- Todo o material (vídeo, site, folheto) deve identificar o responsável. As páginas da Momentum em 2017 traziam o nome de quem as promovia em nome da organização.
- Regras para terceiros
- Muitos países limitam e exigem registo de grupos que fazem campanha fora do partido, e somam os gastos coordenados aos da candidatura. Confirma a lei antes de gastar.
- Só contactos com consentimento
- A cascata funciona porque cada pessoa escreve aos seus próprios contactos. Comprar listas ou enviar em massa sem consentimento é proibido pelo RGPD, pela LGPD brasileira e por leis semelhantes.
- Sátira com factos verdadeiros
- Exagerar uma situação é humor; inventar um facto é desinformação. Cada vídeo deve resistir a uma verificação de factos.
- Só pessoas reais
- Nada de perfis falsos, contas compradas, robôs ou páginas anónimas para espalhar os vídeos. O alcance da Momentum veio de pessoas reais a partilhar. Coordenar pessoas reais para dizerem o que pensam é permitido; o que as plataformas castigam é organizar gostos, seguidores ou hashtags em série para enganar o algoritmo. O X, por exemplo, proíbe trocar interações e usar uma hashtag em destaque para manipular a conversa.
- Dados do porta a porta
- A opinião política é um dado sensível. Guarda o mínimo, com acesso restrito, e apaga depois da campanha.
- Segurança nas boleias e nas portas
- Condutores identificados, pares nas portas, um contacto de referência por grupo e um protocolo para assédio.
- Números honestos
- Publica os teus números dizendo de onde vêm. Reivindicar vitórias sem base, como em Sheffield Hallam, cria atrito com os próprios aliados.
Limites
O que este método não faz, e quando falha.
- Não ganhou as eleições
- O Labour ficou em segundo, 64 lugares abaixo da maioria. O método ajudou a tirar a maioria aos conservadores, não a formar governo.
- Não se repetiu em 2019
- Com cerca do dobro de pessoas nas portas, segundo Rees, mais funcionários, uma ferramenta melhor e 106 milhões de visualizações, o Labour caiu para 202 lugares. A mobilização não compensa um contexto político desfavorável.
- O efeito digital não está provado
- Investigadores dizem que o sucesso digital de 2017 foi mais proclamado do que demonstrado. Os números de alcance são da própria Momentum.
- Não houve vaga jovem
- O British Election Study não encontrou aumento de participação entre os jovens; o Labour ganhou votos em quase todas as idades. Não atribuas o resultado só aos vídeos para jovens.
- O tom satélite tem custo
- Estudos sobre a página da Momentum apontam memes, conteúdo partidário, culto do líder e publicações agressivas. Isso mobiliza jovens empenhados e pode afastar os indecisos que a campanha oficial queria.
- Depende de um líder e de uma fação
- A energia estava ligada a Corbyn. Com a mudança de liderança, a Momentum perdeu peso, caiu para pouco mais de 10 mil membros em 2024 e viu parte da sua base sair para outros partidos. A fação também pesa nas ferramentas: no início da campanha, houve acusações de que o My Nearest Marginal afastava voluntários de deputados críticos de Corbyn, como Neil Coyle; o problema foi resolvido depressa e atribuído a dados desatualizados. Quem decide para onde vão os voluntários decide também quem recebe apoio: publica o critério dos alvos.
- A equipa central torna-se um estrangulamento
- Em 2017, muitos voluntários ficaram sem resposta. Sem distribuir funções, a energia perde-se.
Verificar
Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.
Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.
Fontes
Este playbook foi construído com as páginas da própria Momentum, entrevistas de organizadores e formadores publicadas entre 2017 e 2019,…
Este playbook foi construído com as páginas da própria Momentum, entrevistas de organizadores e formadores publicadas entre 2017 e 2019, estudos académicos sobre as campanhas satélite e o Facebook em 2017, e dados eleitorais oficiais. Todas as páginas foram consultadas a 26 de outubro de 2026.
36 fontes
Quem fez
- Momentum: 2017 General Election (balanço da campanha)
- Momentum: Snap Election 3 jun. 2017
- Momentum: Building the Movement (redes de formação e de ferramentas digitais) jan.–mar. 2018
- Momentum: comunicados da eleição intercalar de Peterborough 1 e 7 jun. 2019
- Momentum: página inicial (Labour Conference 2026) atualizada a 28 jul. 2026
- Tribune: Momentum’s Election Gameplan (entrevista com Emma Rees) 16 nov. 2019
- Jacobin: Momentum Activists Are Trying to Make Jeremy Corbyn Prime Minister (entrevista com Emma Rees) 13 nov. 2019
- transform! europe: The Corbyn Effect. Discussion with Adam Klug (Momentum) 28 nov. 2018
- The World Transformed 2018: Disrupting the Status Quo (com Beth Foster-Ogg) 2018
- Canadian Dimension / Red Pepper: Adam Peggs, Momentum is getting ready to help Labour win the next election, and beyond 1 ago. 2017
- ZNetwork / Red Pepper: How Momentum came together 17 jan. 2018
Dados
- British Election Study: The myth of the 2017 youthquake election 29 jan. 2018
- Wikipedia: 2017 United Kingdom general election (resultados oficiais)
- Wikipedia: 2019 United Kingdom general election
- Wikipedia: Momentum (organisation)
- Wikipedia: Jeremy Corbyn
- Wikipedia: Your Party (UK)
- X Help Center: Platform manipulation and spam policy
Imprensa
- New Statesman: “Almost every constituency we targeted, we won”: The inside story of Labour’s ground game 14 jun. 2017
- New Statesman: How Momentum activists are learning to win over Tory voters 15 ago. 2017
- Vice: Inside Momentum, Labour’s Secret Weapon 18 nov. 2019
- LabourList: Momentum carpool (eleições intercalares de Copeland e Stoke) fev. 2017
- PoliticsHome: Labour HQ ‘spent £5,000 tricking Jeremy Corbyn’ in Facebook ad ruse 15 jul. 2018
- der Freitag: Klinkenputzer 10 set. 2018
- openDemocracy: Thank you to the board runners 20 dez. 2019
- PoliticsHome: Jeremy Corbyn officially elected parliamentary leader of Your Party 9 mar. 2026
Análise
- Parliamentary Affairs: Dommett e Temple, Digital Campaigning: The Rise of Facebook and Satellite Campaigns 2018
- Democratic Audit: Kate Dommett, Digital technology is changing party politics, the interesting question is how 20 mar. 2018
- University of Bath / PSA: Tristan Hotham, Labour’s 2017 General Election campaign, what sets Momentum apart 31 mar. 2021
- University of Bath / PSA: Tristan Hotham, Permanent satellite campaigning? Momentum across the 2017 General Election 31 mar. 2021
- LSE British Politics and Policy: Matt Walsh, Understanding Labour’s ingenious campaign strategy on Facebook 10 nov. 2017
- OpenLearn: Matt Walsh, How did Facebook likes help Labour at the ballot box? 22 nov. 2017
- UK Election Analysis 2017: Matt Walsh, The alternate and influential world of the political parties’ Facebook feeds jun. 2017
- UK Election Analysis 2017: Richard Fletcher, Labour’s social media campaign: more posts, more video, and more interaction jun. 2017
- Inforrm: Dommett e Power, What we know about how political parties use Facebook advertising 29 mai. 2019
- Kalla e Broockman: The Minimal Persuasive Effects of Campaign Contact in General Elections (APSR; SSRN) 2017
Imagem: Sophie J. Brown, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)
Atualizado a 26 de outubro de 2026
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