Visão geral
Em 30 segundos
8 votos a 6. Em 18 de março de 2025, a Comissão Sétima do Senado arquivou a reforma trabalhista de Petro enquanto os sindicatos marchavam por ela.
12 perguntas de sim ou não. O governo transformou a reforma arquivada em uma consulta popular, e as centrais convocaram marchas e greves para apoiá-la.
49 a 47. Em 14 de maio, o Senado negou a consulta e, na mesma sessão, aceitou por 68 a 3 o recurso que reabriu a reforma.
Decreto 0639. Petro marcou a consulta para 7 de agosto; o Conselho de Estado suspendeu o decreto em 18 de junho, após a aprovação da reforma no Senado.
Lei 2466 de 2025. Sancionada em 25 de junho, levou o adicional noturno para as 19h e sobe o de domingos por etapas até 100% em 2027.
Os primeiros passos
- Montar o calendário de votações e saber quem decide
- Juntar centrais, aposentados e movimentos numa frente única
- Escolher o texto de referência que a campanha defende
Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos
Contexto e história
A história
O projeto de reforma trabalhista do governo Petro passou pela Câmara e chegou ao Senado.
O projeto de reforma trabalhista do governo Petro passou pela Câmara e chegou ao Senado. Em 18 de março de 2025, oito dos 14 senadores da Comissão Sétima votaram pelo arquivamento, no dia em que centrais sindicais, aposentados e movimentos marchavam por ela. Nos três meses seguintes, a disputa correu por dois caminhos: uma consulta popular de 12 perguntas, que o Senado negou e o Conselho de Estado suspendeu, e o próprio Senado, que reabriu o projeto por recurso e o aprovou. Petro sancionou a Lei 2466 em 25 de junho de 2025.
- 8 a 6
- votos na Comissão Sétima do Senado pelo arquivamento da reforma, em 18 de março de 2025oficial Fonte
- 49 a 47
- votos no plenário do Senado contra o parecer favorável à consulta popular, em 14 de maio de 2025oficial Fonte
- 68 a 3
- votos no mesmo plenário, no mesmo dia, para aceitar o recurso que reabriu a reforma em outra comissãooficial Fonte
- 57 a 16
- votos no Senado pelo texto de conciliação, em 20 de junho de 2025; na Câmara, foram 126 a 2oficial Fonte
Do arquivamento à lei
- 11 mar. 2025Num pronunciamento na TV, Petro propõe uma consulta popular para que os cidadãos decidam o futuro das reformas. As centrais convocam uma marcha nacional para o dia da votação.
- 18 mar.A Comissão Sétima arquiva a reforma por 8 a 6. Na Praça de Bolívar, Petro discursa para milhares de pessoas e anuncia que a consulta “arranca”.
- 22 abr.Os ministros Benedetti e Sanguino apresentam as 12 perguntas, de sim ou não: jornada diurna de 8 horas entre 6h e 18h, 100% a mais aos domingos, contrato de trabalho para aprendizes do SENA, entre outras.
- 30 abr. e 1.º mai.Petro publica um vídeo feito com IA chamando para a consulta no Dia do Trabalho. O governo leva as perguntas ao Senado, que tem 30 dias para dar o parecer.
- 14 mai.O plenário do Senado nega a consulta por 49 a 47; o governo fala em fraude. Na mesma sessão, aceita por 68 a 3 o recurso de Ávila e Flórez, e a reforma vai para outra comissão.
- 19 a 31 mai.O governo apresenta uma segunda consulta, com 16 perguntas. A Comissão Quarta aprova um texto que a CUT chama de regressivo, e as centrais fazem uma greve de 48 horas, com bloqueios do TransMilenio.
- 11 jun.Petro assina o Decreto 0639, que convoca a consulta para 7 de agosto. No mesmo dia, o plenário do Senado aprova o relatório da reforma por 67 a 25, e há marchas em seis cidades.
- 17 e 18 jun.O Senado aprova a reforma em último debate. No dia seguinte, o Conselho de Estado suspende o decreto por falta do parecer favorável do Senado.
- 20 e 25 jun.Câmara (126 a 2) e Senado (57 a 16) aprovam a conciliação. Petro sanciona a Lei 2466 de 2025 na Quinta de Bolívar, em Bogotá.
- Dez. 2025 a ago. 2026O adicional noturno passa a valer a partir das 19h em 25 de dezembro e o de domingos sobe para 90% em julho de 2026. Abelardo de la Espriella vence o segundo turno em 21 de junho e toma posse em 7 de agosto; em 20 de agosto, seu Ministério do Trabalho revoga 11 circulares trabalhistas do governo anterior (Resolução 2708).
Três camadas
Governo, partidos aliados e sindicatos lutaram pela mesma reforma, mas com instrumentos próprios. Misturar os três esconde quem decidiu o quê.
- O governoPetro, o ministro do Trabalho Antonio Sanguino e o do Interior Armando Benedetti propuseram a consulta, redigiram as perguntas e, sem o parecer do Senado, assinaram o decreto de convocação; Eduardo Montealegre, depois ministro da Justiça, ajudou a montar a tese jurídica.
- Os partidos aliados no CongressoNo Senado, Ariel Ávila (Alianza Verde) e Pedro Flórez (Pacto Histórico) apresentaram o recurso que reabriu a reforma, e Fabián Díaz (Alianza Verde) protestou contra o arquivamento. Na Câmara, María Fernanda Carrascal, do Pacto Histórico, coordenou a relatoria.
- Os sindicatos e os movimentosO Comando Nacional Unitario (CUT, CGT, CTC e aposentados), com a Asamblea Nacional Popular, a ONIC, a FECODE e a USO, convocou as marchas de março, a greve de maio e o dia de junho, e disputou o texto artigo por artigo no X e na imprensa.
O que não se sabe. Comprovado: as datas e os placares das votações no Senado e na Câmara, o decreto, a suspensão pelo Conselho de Estado e a Lei 2466.
Não comprovado: que as marchas ou a ameaça da consulta tenham mudado votos no Senado. A Xinhua escreveu que a reforma revivera com a possibilidade da consulta, mas é uma avaliação da agência; o presidente do Senado, Efraín Cepeda, disse que o Congresso não teve medo da marcha e que a praça não encheu, e o recurso que reabriu o projeto passou por 68 a 3, com votos da oposição. O governo nunca aceitou o placar de 49 a 47 e falou em fraude; a secretaria do Senado rejeitou o argumento de que a votação não valeu, e a La Silla Vacía verificou as principais alegações do governo e as considerou falsas. Em julho de 2025, a Corte Suprema abriu uma investigação prévia sobre Cepeda por essa votação; as fontes lidas não trazem conclusão. As fontes lidas não trazem contagem de manifestantes, nem pesquisa de opinião sobre a consulta, nem o custo das marchas. A análise do Colombia Politics chamou a greve de 28 e 29 de maio de fracasso; é uma avaliação, não um dado. Os contratos com influenciadores vêm de reportagem do El Espectador, lida por meio da BLU Radio; ela não liga os contratos à consulta, e em agosto de 2025 o jornal, por ordem do Tribunal Superior de Bogotá, retificou a associação de nove pessoas a contratos públicos. As fontes lidas não dizem se a jornada 4x3, que a CUT combatia, ficou no texto final, nem se a redução para 42 horas semanais, que aparece no calendário da reforma, vem desta lei ou de uma lei anterior.
O terreno
O que era específico da Colômbia de 2025 e pode faltar em outro país.
O que era específico da Colômbia de 2025 e pode faltar em outro país.
Plataformas
- Ruas e praças
- O centro da pressão. Em Bogotá, as marchas saíam do Parque Nacional para a Praça de Bolívar, em frente ao Congresso; em 11 de junho houve marchas em seis cidades e caravanas para Cali, Medellín, Barranquilla e Bogotá.
- X (Twitter)
- O canal de Petro, de Sanguino e de Fabio Arias. A declaração do Comando Nacional Unitario de 29 de maio saiu pela conta de Arias, com menções à CUT, à CGT, à FECODE e à USO, e cada votação no Senado foi comentada ali em minutos.
- Pronunciamento na TV
- Petro propôs a consulta num pronunciamento transmitido na noite de 11 de março de 2025, uma semana antes da votação na comissão.
- Mídia pública
- A RTVC, rede pública, publicou guias sobre a reforma e a consulta. Segundo o El Espectador, o governo contratou mais de 63,5 bilhões de pesos em publicidade com três canais públicos em 2024.
- Vídeo com IA
- Em 30 de abril, Petro publicou no X um vídeo animado feito com IA, no estilo da Pixar, chamando para o 1.º de maio com a frase “A la Consulta este 1 de Mayo”.
- Contas e influenciadores alinhados ao governo
- O El Espectador identificou 18 ativistas e influenciadores pró-governo com contratos públicos de mais de 700 milhões de pesos em 2025 e cerca de 100 contas no X usando #ConsultaPopularSí entre 2 e 4 de abril. A reportagem não diz que os contratos eram para a consulta, e em agosto de 2025, por ordem judicial, o jornal retificou a ligação de nove pessoas a contratos públicos, por falta de prova.
- Greve e paralisação
- As centrais fizeram uma greve de 48 horas em 28 e 29 de maio, com atos em várias cidades e bloqueios do TransMilenio, o sistema de ônibus de Bogotá.
Condições locais
- Petro não tinha maioria no Senado: segundo a EFE, a reforma trabalhista foi a quarta proposta derrubada no Congresso, depois da primeira reforma da saúde (abril de 2024), da educação (junho de 2024) e da segunda lei de financiamento (dezembro de 2024).
- Uma consulta popular convocada pelo presidente exige parecer favorável prévio do Senado, segundo as leis 134 de 1994 e 1757 de 2015.
- Para valer, a consulta precisava atrair um terço do eleitorado, cerca de 13,6 milhões de votos, segundo o próprio presidente do Senado.
- A Registraduría estimou o custo da consulta em cerca de 700 bilhões de pesos, um argumento usado pelos críticos.
- As centrais já tinham uma estrutura comum, o Comando Nacional Unitario, que junta as três centrais e duas confederações de aposentados.
- Empresários se opunham em bloco: Fenalco, Acopi, Asobares e a AmCham Colombia falavam em mais custos e menos empregos formais.
- A violência pesava sobre a rua: em 7 de junho de 2025, o senador e pré-candidato Miguel Uribe Turbay foi baleado em Bogotá, e ataques com explosivos e armas em Cali e no Cauca, em 10 de junho, deixaram sete mortos, na véspera do ato previsto com Petro em Cali.
- A eleição de 2026 estava no horizonte, com primeiro turno presidencial em 31 de maio de 2026.
Método e evidências
O método
Quando a comissão arquivou o projeto, o governo transformou artigos técnicos em perguntas de sim ou não e as centrais marcaram a rua pelo…
Quando a comissão arquivou o projeto, o governo transformou artigos técnicos em perguntas de sim ou não e as centrais marcaram a rua pelo calendário do Senado. Enquanto isso, senadores aliados reabriram o projeto pelo regimento.
Três frentes
- A reforma em perguntas
- Um projeto de dezenas de artigos virou 12 perguntas de sim ou não, cada uma com um direito que se entende de primeira: 8 horas de jornada diurna, 100% a mais aos domingos, contrato para aprendizes, seguridade para entregadores de aplicativo.
- Rua com data marcada
- Cada passo no Senado teve uma data de mobilização: a marcha de 18 de março no dia do arquivamento, o 1.º de maio na entrega das perguntas, a greve de 28 e 29 de maio contra o texto da Comissão Quarta e o 11 de junho na reta final.
- Dois caminhos ao mesmo tempo
- Enquanto o governo insistia na consulta, os senadores aliados usaram o recurso de apelação previsto no regimento, e o projeto voltou a tramitar em outra comissão. A lei saiu por esse segundo caminho.
O ciclo da campanha
De março a junho de 2025, o ciclo se repetiu a cada votação no Senado, com um prazo fixo no fim: a reforma tinha de ser aprovada até 20 de junho.
- Ler a pauta Saber quando a comissão ou o plenário vai votar e quem decide. Em março, eram oito senadores de seis partidos que tinham assinado o pedido de arquivamento.
- Convocar em frente única As centrais, os aposentados, a Asamblea Nacional Popular e a ONIC assinaram juntos a convocação, com hora e ponto de saída.
- Ocupar a praça no dia do voto A marcha chegava à Praça de Bolívar, em frente ao Congresso, na hora da sessão.
- Responder em minutos Cada placar era comentado no X pelo presidente, pelo ministro e pelo líder da CUT logo depois da votação.
- Traduzir em perguntas Quando o projeto parou, o governo levou os mesmos direitos para uma cédula de sim ou não.
- Disputar o texto Na nova comissão e no plenário, a CUT listou em público o que rejeitava (contrato por hora, jornada 4x3, terceirização) e pediu o texto aprovado pela Câmara.
- Fechar a conciliação Na última semana, as duas casas acertaram um texto comum, e a CUT anunciou que apoiaria uma conciliação que recuperasse direitos.
- Vigiar a aplicação Depois da sanção, Petro pediu ao menos mil inspetores; a lei entra em vigor por etapas até julho de 2027.
E recomeça.
Quem fez
Este playbook se apoia no que os próprios organizadores disseram: os pronunciamentos de Petro e dos ministros, as convocações e os posts de…
Este playbook se apoia no que os próprios organizadores disseram: os pronunciamentos de Petro e dos ministros, as convocações e os posts de Fabio Arias e do Comando Nacional Unitario e as notas do Senado sobre cada votação. Quase tudo chegou por entrevistas e posts reproduzidos pela imprensa. Governo, partidos e sindicatos aparecem separados, porque tinham papéis diferentes.
Gustavo Petro
Presidente da Colômbia de 2022 a 2026
Propôs a consulta popular num pronunciamento na TV em 11 de março de 2025, discursou para a marcha na Praça de Bolívar em 18 de março e assinou o decreto de convocação em 11 de junho.
FontesAntonio Sanguino
Ministro do Trabalho
Defendeu a reforma diante do Senado e apresentou as 12 perguntas da consulta com o ministro do Interior em 22 de abril de 2025.
FontesArmando Benedetti
Ministro do Interior
Coapresentou as perguntas e, depois de 14 de maio, sustentou que o Senado não tinha votado de forma válida; a secretaria do Senado rejeitou o argumento.
FontesFabio Arias
Presidente da Central Unitaria de Trabajadores (CUT)
Convocou a marcha de 18 de março, a greve de 28 e 29 de maio e o dia de mobilização de 11 de junho, e comentou cada votação no X.
FontesComando Nacional Unitario
As três centrais sindicais (CUT, CGT, CTC) e duas confederações de aposentados
Assinou as convocações com a Asamblea Nacional Popular; a declaração de 29 de maio também cita a FECODE, dos professores, e a USO, dos petroleiros.
FontesAriel Ávila e Pedro Flórez
Senadores da Alianza Verde e do Pacto Histórico
Apresentaram o recurso de apelação que o plenário aceitou por 68 a 3 em 14 de maio de 2025, tirando a reforma da Comissão Sétima.
FontesMaría Fernanda Carrascal
Representante do Pacto Histórico, coordenadora da relatoria na Câmara
Coordenou a relatoria do projeto na Câmara e criticou em público os oito senadores que assinaram o pedido de arquivamento.
FontesOrganización Nacional Indígena de Colombia (ONIC)
Organização nacional dos povos indígenas
Entrou na convocação da marcha de 18 de março ao lado das centrais e das confederações de aposentados.
Fontes
Nas palavras de quem fez
Declarações de participantesO que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram.
O que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo indicação. As citações curtas estão no espanhol original.
Ao convocar o 18 de março num vídeo da CUT: “estamos convocando a una amplísima movilización en todo el país”.
Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 12 mar. 2025
Dias antes do voto, pediu aos senadores que mudassem de posição: “Senadores: Aún hay tiempo para reflexionar y rectificar”.
Antonio Sanguino, ministro do Trabalho, Infobae, 12 mar. 2025
Na Praça de Bolívar, logo depois do arquivamento: “Arranca la consulta popular. La movilización es permanente y creciente”.
Gustavo Petro, presidente, Radio Nacional de Colombia, 18 mar. 2025
No mesmo discurso, sobre os senadores: “Cada senador debe recordar que es un simple representante del pueblo”.
Gustavo Petro, presidente, Radio Nacional de Colombia, 18 mar. 2025
Mais 6 citações
Sobre os oito senadores do arquivamento: “No quisieron dar el debate, no quisieron concertar”.
María Fernanda Carrascal, Pacto Histórico, Radio Nacional de Colombia, 18 mar. 2025
Antes da votação da consulta, avisou que a resposta a uma derrota seria a rua: “Nos vemos en las calles”.
Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 14 mai. 2025
Defendeu a convocação da consulta por decreto: “No es dictadura, es democracia”.
Fabio Arias, presidente da CUT, Semana, 4 jun. 2025
Depois dos bloqueios de maio e de explosões em Cali: “Nuestra convocatoria insiste en mantener una movilización pacífica y civilista”.
Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 10 jun. 2025
Depois da aprovação no Senado, anunciou o apoio à negociação final: “Respaldaremos una conciliación que recupere derechos”.
Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 18 jun. 2025
Na sanção, pediu ao ministro do Trabalho “por lo menos 1.000 inspectores” visitando empresas.
Gustavo Petro, presidente, Portafolio, 25 jun. 2025
Materiais e exercícios
Jogadas para levar
Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.
Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.
-
Transformar o projeto em perguntas de sim ou não
Reescrever uma reforma longa como perguntas curtas, cada uma com um direito e um número. Em 2025, o governo colombiano fez 12 perguntas a partir da reforma arquivada, da jornada diurna de 8 horas aos 100% aos domingos.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando o projeto tem medidas concretas que as pessoas reconhecem no próprio trabalho.
- Não use quando
- Não funciona quando as perguntas viram promessa de votação que a lei não permite: a consulta colombiana nunca chegou às urnas.
- Semana −12 Listar os artigos e escolher os que mexem no salário, na jornada ou no contrato
- Semana −11 Escrever uma pergunta por direito, com um número em cada uma
- Semana −10 Testar as perguntas com trabalhadores de três setores diferentes
- Semana −10 Conferir com advogados o que a lei permite fazer com elas
- Semana −8 Publicar as perguntas como guia da reforma, com o texto original ao lado
- Semana −6 Usar as perguntas nas conversas de rua e nos materiais de marcha
Equipe
- Redação: transforma artigos em perguntas
- Jurídico: confere requisitos e prazos
- Teste: ouve trabalhadores antes de publicar
O que medir: Pessoas que deixaram o contato numa conversa de rua ou num ato depois de ouvir as perguntas, contadas por semana.
Riscos a vigiar: Prometer uma votação que depende de outra instituição pode virar frustração: diga desde o início quais são os requisitos e o que acontece se forem negados.
-
Marchas marcadas pelo calendário do parlamento
Pôr cada mobilização no dia em que o parlamento decide. Em 2025, as centrais marcharam no dia do arquivamento, no 1.º de maio, numa greve contra o texto da nova comissão e no dia 11 de junho, nove dias antes do prazo final.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando as datas de votação são públicas e há uma frente de organizações capaz de convocar em uma semana.
- Não use quando
- Não funciona como prova de que a rua mudou votos: em março a comissão arquivou o projeto com a marcha na porta.
- Semana −8 Montar o calendário de votações e atualizar toda semana
- Semana −6 Fechar com as organizações quem assina cada convocação
- Semana −1 Anunciar data, hora, ponto de saída e trajeto com uma semana de antecedência
- Semana do dia D Marchar até o lugar mais perto da sessão na hora do voto
- Semana do dia D Publicar o placar com nomes e partidos logo depois da votação
- Semana do dia D Marcar a próxima data antes de encerrar o ato
Equipe
- Agenda: acompanha a pauta do parlamento
- Convocação: fecha assinaturas e trajeto
- Placar: publica os votos com fonte
O que medir: Pessoas presentes em cada ato, contadas por cidade com o mesmo método, e inscrições novas na lista de avisos no dia seguinte.
Riscos a vigiar: Quem vota pode dizer que não cede à pressão, como fez o presidente do Senado: convoque para acompanhar e cobrar, e não anuncie que a rua vai decidir o voto.
-
Reabrir o projeto pelo regimento
Usar os instrumentos do próprio parlamento quando uma comissão derruba o projeto. Em 14 de maio de 2025, o recurso de dois senadores aliados passou por 68 a 3, e a reforma voltou a tramitar em outra comissão até virar lei.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona quando o regimento prevê recurso ou outra via e há votos suficientes no plenário para aceitá-lo.
- Não use quando
- Não funciona se a campanha trata o parlamento só como inimigo: o recurso precisou de votos de vários partidos.
- Semana −10 Ler com a assessoria o que o regimento permite depois de um arquivamento
- Semana −9 Achar parlamentares de partidos diferentes para assinar o recurso
- Semana −8 Contar os votos do plenário, um a um
- Semana −6 Definir o texto de referência que a campanha vai defender
- Semana −3 Publicar o que mudou em cada nova versão
- Semana do dia D Acompanhar a conciliação e dizer em público o que se aceita
Equipe
- Bancada: apresenta o recurso e negocia
- Assessoria: lê o regimento e os prazos
- Leitura do texto: compara versões
O que medir: Gabinetes contatados por semana e parlamentares que confirmaram o voto no recurso, registrados na planilha do placar.
Riscos a vigiar: Negociar o texto pode custar direitos que a base esperava: publique o que entrou e o que saiu, como a CUT fez em junho de 2025.
-
Greve e marcha com regras públicas
Escrever na própria convocação que o protesto é pacífico e dentro da lei. Depois dos bloqueios do TransMilenio, em maio de 2025, e da denúncia anunciada pelo prefeito de Bogotá, a CUT convocou o 11 de junho como mobilização pacífica e civil.
Como montar, passo a passo
- Funciona quando
- Funciona sempre, e pesa mais quando há violência política no noticiário.
- Não use quando
- Não funciona se a organização defende em público o bloqueio de serviços que a própria base usa.
- Semana −3 Escrever as regras do ato: pacífico, sem bloqueio de transporte, com trajeto autorizado
- Semana −2 Treinar equipes de segurança e de cuidado para cada cidade
- Semana −1 Avisar as autoridades e a imprensa do trajeto
- Semana do dia D Ler as regras no início do ato e publicá-las no X
- Semana do dia D Registrar incidentes com hora e lugar e responder em público no mesmo dia
Equipe
- Coordenação do ato: trajeto e regras
- Segurança: equipes treinadas por quadra
- Imprensa: responde a incidentes com fatos
O que medir: Atos feitos sem incidente, contados por cidade, e voluntários de segurança treinados antes de cada data.
Riscos a vigiar: Um bloqueio pode afetar milhões de pessoas e render processo, como ameaçou a prefeitura de Bogotá: deixe o transporte livre e afaste quem quiser usar o ato para outra coisa.
Toolkit
O que governo, partidos e centrais montaram, organizado para você copiar numa campanha por uma lei que já passou por uma casa do parlamento…
O que governo, partidos e centrais montaram, organizado para você copiar numa campanha por uma lei que já passou por uma casa do parlamento e travou na outra.
Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.
Operação
Não houve um comando único. O governo cuidava da consulta e do discurso, os senadores aliados cuidavam do regimento e as centrais cuidavam da rua, cada um com a sua voz.
Equipe mínima
- Porta-voz do governo
- Fala pela reforma e pela consulta; no caso, o presidente e o ministro do Trabalho.
- Redação das perguntas
- Transforma artigos em perguntas de sim ou não que caibam numa linha.
- Bancada no Congresso
- Conhece o regimento, apresenta recursos e negocia artigo por artigo com o centro.
- Comando sindical unificado
- Junta centrais, aposentados e movimentos numa só convocação, com hora, ponto de saída e trajeto.
- Coordenação por cidade
- Organiza marchas e caravanas fora da capital; em junho foram seis cidades.
- Leitura do texto
- Compara cada nova versão com o texto da Câmara e publica o que mudou, como Fabio Arias fazia no X.
- Assessoria jurídica
- Avalia o que a lei permite antes de cada passo: consulta, decreto, greve, bloqueio. Sugestão a partir das derrotas do caso.
Ritmo semanal e diário
- Uma semana antes do votoAnúncio público da mobilização e pedido aos senadores; em março, a convocação saiu seis dias antes.
- Dia do votoMarcha às 9h do Parque Nacional para a Praça de Bolívar, em frente ao Congresso.
- Minutos depois do votoReação no X do presidente, do ministro e do líder da CUT.
- Quando o texto mudaLista do que se aceita e do que se rejeita, publicada pela CUT.
- Reta finalGreve de 48 horas no fim de maio e dia nacional de mobilização em 11 de junho, nove dias antes do prazo de 20 de junho.
Entre o arquivamento e a sanção passaram 99 dias. O prazo legal para concluir o trâmite, 20 de junho, ditou o ritmo das últimas semanas.
Plano B
- Consulta popular se o Congresso travasse; recurso de apelação no próprio Senado se a consulta falhasse.
- Segunda consulta, com 16 perguntas, apresentada depois da derrota de 14 de maio.
- Coleta de cerca de 8 milhões de assinaturas para uma nova consulta, ideia levantada por Petro caso os tribunais barrassem o decreto.
- Marchas em várias cidades, para não depender só de Bogotá.
- Texto aprovado pela Câmara como referência fixa para comparar cada versão do Senado.
Tecnologia
Quase nada era ferramenta especial. A rua, o X e a voz do presidente pesaram mais que qualquer software.
- X (Twitter)Grátis
Canal de Petro, dos ministros e de Fabio Arias para convocar, reagir a cada votação e publicar declarações conjuntas.
- Coletiva de imprensaGrátis
Arias anunciava as datas e os trajetos em coletivas; a imprensa replicava a convocação.
- Vídeo curto com IAGrátis a baixo custo
Animação feita com IA, publicada por Petro em 30 de abril, para chamar ao 1.º de maio. A reportagem lida não diz se o post avisava que era IA.
- Marchas e caravanasNão divulgado
Pontos de saída, horários e trajetos fixos por cidade; caravanas para quatro capitais em 11 de junho.
- Cédula de sim ou nãoCerca de 700 bilhões de pesos estimados pela Registraduría para a votação
As 12 perguntas da consulta, cada uma com um direito. Nunca chegaram às urnas, mas serviram de lista para explicar a reforma.
- Placar de votos no SenadoGrátis
Sugestão: uma planilha pública com o voto de cada senador em cada etapa, a partir das listas que a imprensa e o Senado publicaram.
- Lista de apoiadores com consentimentoGrátis
Sugestão: um formulário para quem marchou ou apoiou a consulta, com aviso claro de uso, para avisar das próximas votações.
Colunas do placar do Senado
Senador ou senadora · Partido · Voto no arquivamento (18 mar.) · Voto na consulta (14 mai.) · Voto no recurso (14 mai.) · Voto final (17 jun.) · Contato do gabinete · Ação feita e data
Nenhuma fonte lida publica o custo das marchas ou da greve. O que se sabe: a Registraduría estimou a consulta em cerca de 700 bilhões de pesos, e o El Espectador encontrou mais de 700 milhões de pesos em contratos públicos de 2025 com 18 ativistas e influenciadores pró-governo, sem ligá-los à consulta; o jornal depois retificou parte da reportagem.
Comunicação
Uma reforma de muitos artigos foi reduzida a direitos que cabem numa pergunta. Na rua, o tema era quem trabalha à noite e aos domingos; nas redes, o Senado que não quis debater.
A fórmula de uma pergunta da consulta
- Um direito Um só tema por pergunta: jornada, domingo, aprendiz, entregador.
- Um número 8 horas, das 6h às 18h; 100% aos domingos; 2 pessoas com deficiência a cada 100 trabalhadores.
- Quem ganha Nomear o grupo: aprendizes do SENA, entregadores de aplicativo, trabalhadoras domésticas, mães comunitárias.
- Sim ou não A resposta cabe numa marca na cédula.
- Quem decide Dizer quem trava a mudança e quando vota, sem atacar a pessoa.
Regras de mensagem
- Falar do direito antes do artigo: o recargo dominical se explica como o domingo pago em dobro.
- Mostrar o placar com nomes e partidos, a partir dos registros oficiais, sem inventar intenções.
- Separar quem fala: o governo fala pela lei, as centrais pelos trabalhadores, os parlamentares pelo trâmite.
- Criticar votos, não pessoas; em 2025 a violência política estava nas manchetes.
- Dizer o que foi aprovado e o que ficou de fora, como a CUT fez depois de 17 de junho.
- Rotular todo vídeo feito com IA na própria imagem.
- Convocar sempre para protesto pacífico, com hora, trajeto e contato da organização.
Exemplo de conversa
Bom dia! Sou a Ana, do sindicato dos comerciários. Uma pergunta rápida: você trabalha aos domingos? Hoje, quem trabalha no domingo recebe 75% a mais. A reforma que o Senado arquivou pedia 100%, por etapas. [ouvir] Pois é. Na terça a reforma volta a ser votada, e vamos estar na Praça de Bolívar às 9h, de forma pacífica. Posso anotar o seu telefone para avisar do resultado e da próxima votação? Só usamos para isso.
Levar para o seu contexto
O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Colômbia de 2025.
O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Colômbia de 2025.
Funciona em qualquer lugar
- Reduzir um projeto longo a perguntas de sim ou não, cada uma com um direito e um número.
- Marcar cada mobilização pelo calendário do parlamento, não pelo calendário da organização.
- Manter aberto o caminho do regimento (recursos, emendas, outra comissão) enquanto se pressiona de fora.
- Juntar centrais, aposentados e movimentos numa só convocação, com hora e trajeto.
- Publicar o placar de cada votação com nomes e partidos, a partir de registros oficiais.
- Comparar cada nova versão com um texto de referência e dizer em público o que se aceita e o que não.
- Manter o protesto pacífico e explicar isso na convocação.
- Separar quem fala pelo governo, pelos partidos e pelos sindicatos, para cada um manter a sua credibilidade.
Depende do contexto
- Consulta popular com parecer do Senado
- Onde não existe consulta convocada pelo governo, use uma consulta própria, sem valor legal, ou uma petição; onde existe, confira antes os requisitos e os prazos, que na Colômbia derrubaram a proposta.
- Um presidente que convoca a rua
- Onde o governo não está do seu lado, a convocação precisa vir das centrais e dos movimentos; onde está, mantenha as convocações assinadas pelas organizações, não pelo governo.
- X como canal político
- Use a rede em que jornalistas e parlamentares do seu país leem as reações; onde os grupos de mensagem dominam, mande a convocação e o placar por lá.
- Mídia pública e contratos com influenciadores
- Não copie. Dinheiro público não paga campanha; criador pago tem de dizer que é publicidade.
- A Praça de Bolívar em frente ao Congresso
- Escolha o lugar público mais perto de onde se vota; se a lei restringe protestos ali, faça o ato no ponto permitido mais próximo e avise a imprensa.
- Um prazo legal para o trâmite
- Onde o projeto não caduca, crie a sua própria data: peça uma data de votação e mobilize para ela.
Praticar
ExercícioTreine com as missões e situações do caso.
Decida como a coordenação
Seis momentos da campanha de 2025. Escolha o que faria e veja o que aconteceu.
Plano em 5 fases
A sequência da campanha colombiana, do arquivamento à aplicação da lei, como lista de verificação.
A sequência da campanha colombiana, do arquivamento à aplicação da lei, como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.
Antes da votação decisiva (2 a 3 meses antes)
Dia do voto
Se o projeto cair
Reta final
Depois da lei
Verificar
ExercícioCinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.
Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.
Limites e fontes
Regras
As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.
As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.
- Siga as regras da consulta
- Na Colômbia, a consulta convocada pelo presidente precisa de parecer favorável do Senado. O decreto que tentou contornar isso foi suspenso pelo Conselho de Estado.
- Dinheiro público não paga campanha
- Mídia pública e contratos do Estado têm regras próprias. Usar influenciadores contratados pelo governo para uma campanha política abre flanco jurídico e de credibilidade.
- Rotule o que for IA
- Todo vídeo feito com IA deve dizer isso na própria imagem, sobretudo quando mostra pessoas reais.
- Protesto pacífico e sem bloqueio
- A convocação deve dizer que o ato é pacífico. Bloquear o transporte que a própria base usa custa apoio e pode render processo.
- Só gente real
- Nada de perfis falsos, robôs ou contas coordenadas que escondem quem paga. Hashtag inflada por contas pagas é publicidade e deve ser rotulada como tal.
- Critique votos, não pessoas
- Publique como cada parlamentar votou, com a fonte. Num país com violência política, não exponha endereços nem dados pessoais.
- Proteja os contatos
- Quem deixa telefone numa marcha precisa saber para que ele serve. Peça consentimento e não use a lista para outra coisa.
- Lei local
- Regras de greve, protesto, consulta e propaganda mudam de país para país. Confirme com um advogado antes de começar.
Limites
O que este método não faz, e quando falha.
- Não prova que a rua mudou votos
- A comissão arquivou o projeto com a marcha na porta, e o recurso que o reabriu passou por 68 a 3, com votos da oposição. A Xinhua ligou a volta da reforma à ameaça da consulta; Cepeda disse que o Congresso não teve medo da marcha. Nenhum dado separa um efeito do outro.
- A consulta não aconteceu
- O Senado a negou por 49 a 47 e o Conselho de Estado suspendeu o decreto. Para valer, ela precisaria de cerca de 13,6 milhões de votos, e a Registraduría estimou o custo em cerca de 700 bilhões de pesos.
- Os empresários contestam a conta
- A Fenalco calculou alta de 18% a 34% no custo do trabalho; a Asobares disse, numa audiência em maio de 2025, que a carga extra ameaçava a sustentabilidade de um setor que emprega mais de 1,5 milhão de pessoas; a AmCham pediu uma reforma que não se desconectasse da realidade das empresas. Nenhuma fonte lida mede ainda o efeito sobre o emprego.
- O decreto custou credibilidade
- O ex-ministro do Interior Juan Fernando Cristo, os Verdes, o ex-presidente Ernesto Samper e 24 ONGs, entre elas a Dejusticia, se opuseram ao decreto, e o procurador-geral disse não haver dúvida de que o Senado rejeitou a consulta.
- Dinheiro público e influenciadores
- A reportagem do El Espectador sobre contratos de 2025 com 18 ativistas e influenciadores pró-governo e sobre a hashtag #ConsultaPopularSí, usada por cerca de 100 contas, pôs em dúvida a separação entre propaganda oficial e campanha. A reportagem não liga os contratos à consulta, e o jornal retificou parte dela por ordem judicial.
- Bloqueios cobram preço
- Na greve de maio, a prefeitura de Bogotá falou em mais de dois milhões de pessoas afetadas pelos bloqueios do TransMilenio e anunciou denúncia penal contra o presidente da CUT.
- A lei não ficou como a Câmara aprovou
- A CUT combateu até o fim pontos como a jornada 4x3; as fontes lidas não dizem quais ficaram no texto final. Em 2026, a Corte Constitucional derrubou uma expressão do artigo 17 (C-081/26) e manteve uma expressão do artigo 19 (C-030/26).
- Não decide a eleição seguinte
- Em 21 de junho de 2026, Iván Cepeda, do Pacto Histórico, perdeu o segundo turno por cerca de 250 mil votos. Nenhuma fonte lida liga o resultado à reforma, e o novo ministério revogou em agosto 11 circulares trabalhistas do governo anterior.
Fontes
Este playbook foi construído com as notas oficiais do Senado, declarações de Petro, dos ministros e de Fabio Arias reproduzidas pela…
Este playbook foi construído com as notas oficiais do Senado, declarações de Petro, dos ministros e de Fabio Arias reproduzidas pela imprensa, a análise do Colombia Politics, decisões do Conselho de Estado e da Corte Constitucional e reportagens publicadas de dezembro de 2023 a agosto de 2026. Todas as páginas foram consultadas em 28 de outubro de 2026.
47 fontes
Quem fez
- Infobae: Habrá marchas y bloqueos por archivo de la reforma laboral: esta es la fecha en que las centrales obreras harán movilizaciones masivas 12 mar. 2025
- Radio Nacional de Colombia: A pesar de multitudinarias marchas Comisión Séptima hunde la reforma laboral 18 mar. 2025
- Ciudad Región: Estas serán las 12 preguntas de la Consulta Popular impulsada por el Gobierno Petro 22 abr. 2025
- RTVC Noticias: “A la Consulta este 1 de Mayo”: presidente Petro compartió video generado por IA invitando a la participación ciudadana 30 abr. 2025
- Infobae: El presidente de la CUT, Fabio Arias, advirtió que si no se aprueba la consulta popular sindicatos convocarían a nuevas marchas 14 mai. 2025
- Infobae: Fabio Arias lanzó fuerte advertencia sobre la reforma laboral y convocó a un nuevo paro nacional: “Es el esclavismo” 3 jun. 2025
- Semana: Fabio Arias, presidente de la CUT, sale en respaldo a Petro por consulta vía decreto: “No es dictadura, es democracia” 4 jun. 2025
- Infobae: Presidente de la CUT, Fabio Arias, confirmó que este 11 de junio se llevará a cabo una gran movilización nacional 10 jun. 2025
- Infobae: Fabio Arias, presidente de la CUT, se pronunció tras aplazamiento del debate sobre la reforma laboral en el Senado: “Que se apruebe el texto progresista” 17 jun. 2025
- Semana: Fabio Arias, presidente de la CUT, celebró que se aprobara la reforma laboral; esto dijo 17 jun. 2025
- Infobae: “Se eliminaron los perversos contratos por horas”: Fabio Arias tras aval del Senado a la reforma laboral 18 jun. 2025
- CUT: El Comando Nacional Unitario alerta sobre los peligros que enfrenta la ley pensional 4 set. 2025
Dados
- Senado de la República: Senado revivió proyecto de reforma laboral y negó concepto favorable a consulta popular 14 mai. 2025
- Senado de la República: Presidente Cepeda destacó ‘independencia’ de la Comisión VII en la reforma laboral 18 mar. 2025
- Actualícese: Reforma laboral ya es Ley de la República; presidente Petro puso la firma 25 jun. 2025
- Corte Constitucional: Comunicado de prensa n.º 7, 18 y 19 de febrero de 2026 (Sentencia C-030/26) 23 fev. 2026
- Senado de la República: Consulta Popular no lograría los votos ciudadanos, generaría alto costo y polarizaría más a Colombia, advierte Cepeda 2 mai. 2025
Imprensa
- Swissinfo (EFE): Una comisión del Senado colombiano hunde la reforma laboral del Gobierno de Petro 18 mar. 2025
- RTVC Noticias: ABC de la Reforma Laboral que busca la Consulta Popular 17 mar. 2025
- BLU Radio (a partir de El Espectador): ¿Cuánto gasta el Gobierno en influenciadores? Esto dice informe a propósito de Consulta Popular 6 abr. 2025
- teleSUR: Sindicato de Colombia convoca a nuevo paro nacional en respaldo a la consulta popular 31 mai. 2025
- Valora Analitik: Consulta popular de Gobierno Petro irá por decreto 3 jun. 2025
- Contrapeso: Reforma Laboral resucita en el Congreso, mientras la Consulta Popular agoniza en el Consejo de Estado 18 jun. 2025
- Xinhua: Consejo de Estado de Colombia suspende decreto de presidente Petro sobre consulta popular 19 jun. 2025
- Swissinfo (EFE): El presidente colombiano Petro dice que apelará la suspensión de la consulta popular 19 jun. 2025
- Portafolio: Quedó sancionada la nueva reforma laboral del presidente Gustavo Petro 25 jun. 2025
- El País (Cali): Calendario de la reforma laboral: este es el día en el que inicia el recargo nocturno desde las 7:00 p. m. 17 jul. 2025
- La FM: Reforma Laboral 2026: cambios clave en recargos nocturnos y prima de servicios 27 dez. 2025
- Infobae: Corte Constitucional declaró inexequible un aparte de la reforma laboral que permitía justificar tratos discriminatorios en el trabajo 18 abr. 2026
- Primicias: resultados de la primera vuelta presidencial en Colombia (De la Espriella y Cepeda, balotaje) 1.º jun. 2026
- Canal Trece: Elecciones Colombia 2026: ¿Quién ganó las elecciones presidenciales 2026 en Colombia? 21 jun. 2026
- Telemundo 51: Termina el escrutinio: Abelardo de la Espriella es el presidente electo de Colombia jun. 2026
- El País (Cali): Gobierno electo De la Espriella desmiente que haya decidido reglamentar la reforma laboral 12 jul. 2026
- Valora Analitik: Gobierno De la Espriella aclara si mantiene o buscará cambios a horas extra, dominicales y jornada laboral 6 ago. 2026
- Pulzo: Qué cambia en los trabajadores la reciente decisión de De la Espriella, que tumbó 11 decretos de Petro 21 ago. 2026
- El Tiempo: Reforma laboral: aprueban recargo nocturno desde las 7 p. m. y dominicales del 100 % 14 dez. 2023
- El Espectador: Rectificación sobre nota “Tropa de influenciadores de Petro se mueve con el erario y se agita la campaña” 31 ago. 2025
- Vanguardia: Con nueve votos a favor del archivo, se hundió en el Senado la reforma a la salud del gobierno Petro 3 abr. 2024
- PTV News (AFP): Seven dead as Colombia hit with wave of bombings and gun attacks 11 jun. 2025
- La República: Fenalco advirtió que reforma aprobada por Senado subirá hasta 34% los costos laborales 18 jun. 2025
- El País (Cali): Reforma laboral 2025: así cambiarían los recargos nocturnos en Colombia 23 mai. 2025
- La República: AmCham alertó por desincentivo al empleo formal y menos competitividad con la laboral 19 jun. 2025
- El Colombiano: ABC del pago del recargo nocturno a partir de las 7 de la noche 25 dez. 2025
- La Silla Vacía: Gobierno usa premisas falsas para acusar de fraude al Senado 15 mai. 2025
- Valora Analitik: Corte Suprema abre investigación preliminar contra Efraín Cepeda por votación de consulta popular 2 jul. 2025
Análise
- Colombia Politics (Substack): Decretazo: Petro's consulta by decree jun. 2025
- Garrigues: Colombia: El Ministerio del Trabajo deroga 11 circulares laborales y restringe su invocación como fundamento de nuevas actuaciones 27 ago. 2026
Imagem: Bernard Gagnon, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)
Atualizado em 28 de outubro de 2026
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