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Colunata do Capitólio Nacional da Colômbia, sede do Congresso, na Praça de Bolívar, em Bogotá

Colômbia · 2025

Reforma laboral

#ConsultaPopularSí

“Consulta Popular Sí”: hashtag usada por cerca de 100 contas no X entre 2 e 4 de abril de 2025, segundo uma reportagem do El Espectador citada pela BLU Radio.

Em 2025, o governo Petro, as centrais sindicais e movimentos responderam ao arquivamento da reforma laboral com marchas, greves e uma consulta popular. O Senado recusou a consulta e aprovou a lei.

Atualizado a 28 de outubro de 202633 min de leituraFontes (47)

Uma homenagem a quem marchou em Bogotá, Cali, Medellín, Barranquilla e noutras cidades em março, maio e junho de 2025. Projeto independente, sem ligação a governo, partidos ou sindicatos.

Visão geral

Em 30 segundos

  1. 8 votos contra 6. A 18 de março de 2025, a Comissão Sétima do Senado arquivou a reforma laboral de Petro enquanto os sindicatos marchavam por ela.

  2. 12 perguntas de sim ou não. O governo transformou a reforma arquivada numa consulta popular, e as centrais convocaram marchas e greves para a apoiar.

  3. 49 a 47. A 14 de maio, o Senado recusou a consulta e, na mesma sessão, aceitou por 68 a 3 o recurso que reabriu a reforma.

  4. Decreto 0639. Petro marcou a consulta para 7 de agosto; o Conselho de Estado suspendeu o decreto a 18 de junho, depois da aprovação da reforma no Senado.

  5. Lei 2466 de 2025. Promulgada a 25 de junho, antecipou o acréscimo noturno para as 19h e sobe o de domingo por etapas até 100% em 2027.

Os primeiros passos

  1. Montar o calendário de votações e saber quem decide
  2. Juntar centrais, reformados e movimentos numa frente única
  3. Escolher o texto de referência que a campanha defende

Experimentar já Adaptar com o assistente

Se és novo nisto, começa pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a investigação. Ler os fundamentos

Contexto e história

A história

O projeto de reforma laboral do governo Petro passou pela Câmara de Representantes e chegou ao Senado.

O projeto de reforma laboral do governo Petro passou pela Câmara de Representantes e chegou ao Senado. A 18 de março de 2025, oito dos 14 senadores da Comissão Sétima votaram pelo arquivamento, no dia em que centrais sindicais, reformados e movimentos marchavam por ela. Nos três meses seguintes, a disputa correu por dois caminhos: uma consulta popular de 12 perguntas, que o Senado recusou e o Conselho de Estado suspendeu, e o próprio Senado, que reabriu o projeto por recurso e o aprovou. Petro promulgou a Lei 2466 a 25 de junho de 2025.

8 a 6
votos na Comissão Sétima do Senado pelo arquivamento da reforma, a 18 de março de 2025oficial Fonte
49 a 47
votos no plenário do Senado contra o parecer favorável à consulta popular, a 14 de maio de 2025oficial Fonte
68 a 3
votos no mesmo plenário, no mesmo dia, para aceitar o recurso que reabriu a reforma noutra comissãooficial Fonte
57 a 16
votos no Senado pelo texto de conciliação, a 20 de junho de 2025; na Câmara de Representantes, foram 126 a 2oficial Fonte

Do arquivamento à lei

  1. 11 mar. 2025Numa comunicação televisiva, Petro propõe uma consulta popular para que os cidadãos decidam o futuro das reformas. As centrais convocam uma marcha nacional para o dia da votação.
  2. 18 mar.A Comissão Sétima arquiva a reforma por 8 a 6. Na Praça de Bolívar, Petro discursa para milhares de pessoas e anuncia que a consulta “arranca”.
  3. 22 abr.Os ministros Benedetti e Sanguino apresentam as 12 perguntas, de sim ou não: jornada diurna de 8 horas entre as 6h e as 18h, mais 100% ao domingo, contrato de trabalho para aprendizes do SENA, entre outras.
  4. 30 abr. e 1 mai.Petro publica um vídeo feito com IA a chamar para a consulta no Dia do Trabalhador. O governo leva as perguntas ao Senado, que tem 30 dias para dar parecer.
  5. 14 mai.O plenário do Senado recusa a consulta por 49 a 47; o governo fala de fraude. Na mesma sessão, aceita por 68 a 3 o recurso de Ávila e Flórez, e a reforma passa para outra comissão.
  6. 19 a 31 mai.O governo apresenta uma segunda consulta, com 16 perguntas. A Comissão Quarta aprova um texto que a CUT considera regressivo, e as centrais fazem uma greve de 48 horas, com bloqueios do TransMilenio.
  7. 11 jun.Petro assina o Decreto 0639, que convoca a consulta para 7 de agosto. No mesmo dia, o plenário do Senado aprova o relatório da reforma por 67 a 25, e há marchas em seis cidades.
  8. 17 e 18 jun.O Senado aprova a reforma no último debate. No dia seguinte, o Conselho de Estado suspende o decreto por falta do parecer favorável do Senado.
  9. 20 e 25 jun.Câmara de Representantes (126 a 2) e Senado (57 a 16) aprovam a conciliação. Petro promulga a Lei 2466 de 2025 na Quinta de Bolívar, em Bogotá.
  10. Dez. 2025 a ago. 2026O acréscimo noturno passa a contar a partir das 19h a 25 de dezembro e o de domingo sobe para 90% em julho de 2026. Abelardo de la Espriella vence a segunda volta a 21 de junho e toma posse a 7 de agosto; a 20 de agosto, o seu Ministério do Trabalho revoga 11 circulares laborais do governo anterior (Resolução 2708).

Três camadas

Governo, partidos aliados e sindicatos lutaram pela mesma reforma, mas com instrumentos próprios. Misturar os três esconde quem decidiu o quê.

  • O governoPetro, o ministro do Trabalho Antonio Sanguino e o do Interior Armando Benedetti propuseram a consulta, redigiram as perguntas e, sem o parecer do Senado, assinaram o decreto de convocação; Eduardo Montealegre, depois ministro da Justiça, ajudou a montar a tese jurídica.
  • Os partidos aliados no CongressoNo Senado, Ariel Ávila (Alianza Verde) e Pedro Flórez (Pacto Histórico) apresentaram o recurso que reabriu a reforma, e Fabián Díaz (Alianza Verde) protestou contra o arquivamento. Na Câmara de Representantes, María Fernanda Carrascal, do Pacto Histórico, coordenou a relatoria.
  • Os sindicatos e os movimentosO Comando Nacional Unitario (CUT, CGT, CTC e reformados), com a Asamblea Nacional Popular, a ONIC, a FECODE e a USO, convocou as marchas de março, a greve de maio e o dia de junho, e disputou o texto artigo a artigo no X e na imprensa.
O que não se sabe. Comprovado: as datas e os resultados das votações no Senado e na Câmara de Representantes, o decreto, a suspensão pelo Conselho de Estado e a Lei 2466.

Não comprovado: que as marchas ou a ameaça da consulta tenham mudado votos no Senado. A Xinhua escreveu que a reforma revivera com a possibilidade da consulta, mas é uma avaliação da agência; o presidente do Senado, Efraín Cepeda, disse que o Congresso não teve medo da marcha e que a praça não encheu, e o recurso que reabriu o projeto passou por 68 a 3, com votos da oposição. O governo nunca aceitou o resultado de 49 a 47 e falou de fraude; a secretaria do Senado rejeitou o argumento de que a votação não contou, e a La Silla Vacía verificou as principais alegações do governo e considerou-as falsas. Em julho de 2025, a Corte Suprema abriu uma investigação prévia sobre Cepeda por essa votação; as fontes lidas não trazem conclusão. As fontes lidas não trazem contagem de manifestantes, nem sondagens sobre a consulta, nem o custo das marchas. A análise do Colombia Politics chamou fracasso à greve de 28 e 29 de maio; é uma avaliação, não um dado. Os contratos com influenciadores vêm de uma reportagem do El Espectador, lida através da BLU Radio; a reportagem não liga os contratos à consulta, e em agosto de 2025 o jornal, por ordem do Tribunal Superior de Bogotá, retificou a associação de nove pessoas a contratos públicos. As fontes lidas não dizem se a jornada 4x3, que a CUT combatia, ficou no texto final, nem se a redução para 42 horas semanais, que aparece no calendário da reforma, vem desta lei ou de uma lei anterior.

O terreno

O que era específico da Colômbia de 2025 e pode faltar noutro país.

O que era específico da Colômbia de 2025 e pode faltar noutro país.

Plataformas

Ruas e praças
O centro da pressão. Em Bogotá, as marchas saíam do Parque Nacional para a Praça de Bolívar, em frente ao Congresso; a 11 de junho houve marchas em seis cidades e caravanas para Cali, Medellín, Barranquilla e Bogotá.
X (Twitter)
O canal de Petro, de Sanguino e de Fabio Arias. A declaração do Comando Nacional Unitario de 29 de maio saiu pela conta de Arias, com menções à CUT, à CGT, à FECODE e à USO, e cada votação no Senado era comentada ali em minutos.
Comunicação televisiva
Petro propôs a consulta numa comunicação transmitida na noite de 11 de março de 2025, uma semana antes da votação na comissão.
Media públicos
A RTVC, rede pública, publicou guias sobre a reforma e a consulta. Segundo o El Espectador, o governo contratou mais de 63,5 mil milhões de pesos em publicidade com três canais públicos em 2024.
Vídeo com IA
A 30 de abril, Petro publicou no X um vídeo animado feito com IA, ao estilo da Pixar, a chamar para o 1.º de Maio com a frase “A la Consulta este 1 de Mayo”.
Contas e influenciadores alinhados com o governo
O El Espectador identificou 18 ativistas e influenciadores pró-governo com contratos públicos de mais de 700 milhões de pesos em 2025 e cerca de 100 contas no X a usar #ConsultaPopularSí entre 2 e 4 de abril. A reportagem não diz que os contratos eram para a consulta, e em agosto de 2025, por ordem judicial, o jornal retificou a ligação de nove pessoas a contratos públicos, por falta de prova.
Greve e paralisação
As centrais fizeram uma greve de 48 horas a 28 e 29 de maio, com ações em várias cidades e bloqueios do TransMilenio, a rede de autocarros de Bogotá.

Condições locais

  • Petro não tinha maioria no Senado: segundo a EFE, a reforma laboral foi a quarta proposta derrubada no Congresso, depois da primeira reforma da saúde (abril de 2024), da educação (junho de 2024) e da segunda lei de financiamento (dezembro de 2024).
  • Uma consulta popular convocada pelo presidente exige parecer favorável prévio do Senado, segundo as leis 134 de 1994 e 1757 de 2015.
  • Para ser válida, a consulta precisava de atrair um terço do recenseamento eleitoral, cerca de 13,6 milhões de votos, segundo o próprio presidente do Senado.
  • A Registraduría estimou o custo da consulta em cerca de 700 mil milhões de pesos, um argumento usado pelos críticos.
  • As centrais já tinham uma estrutura comum, o Comando Nacional Unitario, que junta as três centrais e duas confederações de reformados.
  • Os empresários opunham-se em bloco: Fenalco, Acopi, Asobares e a AmCham Colombia falavam de mais custos e menos emprego formal.
  • A violência pesava sobre a rua: a 7 de junho de 2025, o senador e pré-candidato Miguel Uribe Turbay foi baleado em Bogotá, e ataques com explosivos e armas de fogo em Cali e no Cauca, a 10 de junho, deixaram sete mortos, na véspera do ato previsto com Petro em Cali.
  • A eleição de 2026 estava no horizonte, com a primeira volta presidencial a 31 de maio de 2026.

Método e evidência

O método

Quando a comissão arquivou o projeto, o governo transformou artigos técnicos em perguntas de sim ou não e as centrais marcaram a rua pelo…

Quando a comissão arquivou o projeto, o governo transformou artigos técnicos em perguntas de sim ou não e as centrais marcaram a rua pelo calendário do Senado. Entretanto, senadores aliados reabriram o projeto pelo regimento.

Três frentes

A reforma em perguntas
Um projeto de dezenas de artigos passou a 12 perguntas de sim ou não, cada uma com um direito que se percebe à primeira: 8 horas de jornada diurna, mais 100% ao domingo, contrato para aprendizes, segurança social para estafetas de plataformas.
Rua com data marcada
Cada passo no Senado teve uma data de mobilização: a marcha de 18 de março no dia do arquivamento, o 1.º de Maio na entrega das perguntas, a greve de 28 e 29 de maio contra o texto da Comissão Quarta e o 11 de junho na reta final.
Dois caminhos ao mesmo tempo
Enquanto o governo insistia na consulta, os senadores aliados usaram o recurso previsto no regimento, e o projeto voltou a ser discutido noutra comissão. A lei saiu por esse segundo caminho.

O ciclo da campanha

De março a junho de 2025, o ciclo repetiu-se a cada votação no Senado, com um prazo fixo no fim: a reforma tinha de ser aprovada até 20 de junho.

  1. Ler a agenda Saber quando a comissão ou o plenário vai votar e quem decide. Em março, eram oito senadores de seis partidos que tinham assinado o pedido de arquivamento.
  2. Convocar em frente única As centrais, os reformados, a Asamblea Nacional Popular e a ONIC assinaram juntos a convocatória, com hora e ponto de partida.
  3. Ocupar a praça no dia da votação A marcha chegava à Praça de Bolívar, em frente ao Congresso, à hora da sessão.
  4. Responder em minutos Cada resultado era comentado no X pelo presidente, pelo ministro e pelo líder da CUT logo depois da votação.
  5. Traduzir em perguntas Quando o projeto parou, o governo levou os mesmos direitos para um boletim de sim ou não.
  6. Disputar o texto Na nova comissão e no plenário, a CUT enumerou em público o que rejeitava (contrato à hora, jornada 4x3, subcontratação) e pediu o texto aprovado pela Câmara de Representantes.
  7. Fechar a conciliação Na última semana, as duas câmaras acertaram um texto comum, e a CUT anunciou que apoiaria uma conciliação que recuperasse direitos.
  8. Vigiar a aplicação Depois da promulgação, Petro pediu pelo menos mil inspetores; a lei entra em vigor por etapas até julho de 2027.

E recomeça.

Quem fez

Este playbook assenta no que os próprios organizadores disseram: as intervenções de Petro e dos ministros, as convocatórias e as…

Este playbook assenta no que os próprios organizadores disseram: as intervenções de Petro e dos ministros, as convocatórias e as publicações de Fabio Arias e do Comando Nacional Unitario e as notas do Senado sobre cada votação. Quase tudo chegou por entrevistas e publicações reproduzidas pela imprensa. Governo, partidos e sindicatos aparecem separados, porque tinham papéis diferentes.

  • Gustavo Petro

    Presidente da Colômbia de 2022 a 2026

    Propôs a consulta popular numa comunicação televisiva a 11 de março de 2025, discursou para a marcha na Praça de Bolívar a 18 de março e assinou o decreto de convocação a 11 de junho.

    Fontes
  • Antonio Sanguino

    Ministro do Trabalho

    Defendeu a reforma perante o Senado e apresentou as 12 perguntas da consulta com o ministro do Interior a 22 de abril de 2025.

    Fontes
  • Armando Benedetti

    Ministro do Interior

    Coapresentou as perguntas e, depois de 14 de maio, defendeu que o Senado não tinha votado de forma válida; a secretaria do Senado rejeitou o argumento.

    Fontes
  • Fabio Arias

    Presidente da Central Unitaria de Trabajadores (CUT)

    Convocou a marcha de 18 de março, a greve de 28 e 29 de maio e o dia de mobilização de 11 de junho, e comentou cada votação no X.

    Fontes
  • Comando Nacional Unitario

    As três centrais sindicais (CUT, CGT, CTC) e duas confederações de reformados

    Assinou as convocatórias com a Asamblea Nacional Popular; a declaração de 29 de maio também cita a FECODE, dos professores, e a USO, dos petrolíferos.

    Fontes
  • Ariel Ávila e Pedro Flórez

    Senadores da Alianza Verde e do Pacto Histórico

    Apresentaram o recurso que o plenário aceitou por 68 a 3 a 14 de maio de 2025, o que tirou a reforma da Comissão Sétima.

    Fontes
  • María Fernanda Carrascal

    Representante do Pacto Histórico, coordenadora da relatoria na Câmara

    Coordenou a relatoria do projeto na Câmara de Representantes e criticou em público os oito senadores que assinaram o pedido de arquivamento.

    Fontes
  • Organización Nacional Indígena de Colombia (ONIC)

    Organização nacional dos povos indígenas

    Juntou-se à convocatória da marcha de 18 de março, ao lado das centrais e das confederações de reformados.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

Declarações de participantesO que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram.

O que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo indicação em contrário. As citações curtas ficam no espanhol original.

  • Ao convocar o 18 de março num vídeo da CUT: “estamos convocando a una amplísima movilización en todo el país”.

    Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 12 mar. 2025

  • Dias antes da votação, pediu aos senadores que mudassem de posição: “Senadores: Aún hay tiempo para reflexionar y rectificar”.

    Antonio Sanguino, ministro do Trabalho, Infobae, 12 mar. 2025

  • Na Praça de Bolívar, logo depois do arquivamento: “Arranca la consulta popular. La movilización es permanente y creciente”.

    Gustavo Petro, presidente, Radio Nacional de Colombia, 18 mar. 2025

  • No mesmo discurso, sobre os senadores: “Cada senador debe recordar que es un simple representante del pueblo”.

    Gustavo Petro, presidente, Radio Nacional de Colombia, 18 mar. 2025

Mais 6 citações
  • Sobre os oito senadores do arquivamento: “No quisieron dar el debate, no quisieron concertar”.

    María Fernanda Carrascal, Pacto Histórico, Radio Nacional de Colombia, 18 mar. 2025

  • Antes da votação da consulta, avisou que a resposta a uma derrota seria a rua: “Nos vemos en las calles”.

    Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 14 mai. 2025

  • Defendeu a convocação da consulta por decreto: “No es dictadura, es democracia”.

    Fabio Arias, presidente da CUT, Semana, 4 jun. 2025

  • Depois dos bloqueios de maio e de explosões em Cali: “Nuestra convocatoria insiste en mantener una movilización pacífica y civilista”.

    Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 10 jun. 2025

  • Depois da aprovação no Senado, anunciou o apoio à negociação final: “Respaldaremos una conciliación que recupere derechos”.

    Fabio Arias, presidente da CUT, Infobae, 18 jun. 2025

  • Na promulgação, pediu ao ministro do Trabalho “por lo menos 1.000 inspectores” a visitar empresas.

    Gustavo Petro, presidente, Portafolio, 25 jun. 2025

Materiais e exercícios

Jogadas para levar

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

  1. Transformar o projeto em perguntas de sim ou não

    Reescrever uma reforma longa como perguntas curtas, cada uma com um direito e um número. Em 2025, o governo colombiano fez 12 perguntas a partir da reforma arquivada, da jornada diurna de 8 horas aos 100% ao domingo.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o projeto tem medidas concretas que as pessoas reconhecem no próprio trabalho.
    Não usar quando
    Não funciona quando as perguntas se tornam promessa de uma votação que a lei não permite: a consulta colombiana nunca chegou às urnas.
    1. Semana −12 Listar os artigos e escolher os que mexem no salário, na jornada ou no contrato
    2. Semana −11 Escrever uma pergunta por direito, com um número em cada uma
    3. Semana −10 Testar as perguntas com trabalhadores de três setores diferentes
    4. Semana −10 Confirmar com advogados o que a lei permite fazer com elas
    5. Semana −8 Publicar as perguntas como guia da reforma, com o texto original ao lado
    6. Semana −6 Usar as perguntas nas conversas de rua e nos materiais das marchas

    Equipa

    • Redação: transforma artigos em perguntas
    • Jurídico: confirma requisitos e prazos
    • Teste: ouve trabalhadores antes de publicar

    O que medir: Pessoas que deixaram o contacto numa conversa de rua ou numa ação depois de ouvirem as perguntas, contadas por semana.

    Riscos a vigiar: Prometer uma votação que depende de outra instituição pode acabar em frustração: diz desde o início quais são os requisitos e o que acontece se forem recusados.

  2. Marchas marcadas pelo calendário do parlamento

    Pôr cada mobilização no dia em que o parlamento decide. Em 2025, as centrais marcharam no dia do arquivamento, no 1.º de Maio, numa greve contra o texto da nova comissão e a 11 de junho, nove dias antes do prazo final.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando as datas das votações são públicas e há uma frente de organizações capaz de convocar numa semana.
    Não usar quando
    Não funciona como prova de que a rua mudou votos: em março a comissão arquivou o projeto com a marcha à porta.
    1. Semana −8 Montar o calendário de votações e atualizá-lo todas as semanas
    2. Semana −6 Fechar com as organizações quem assina cada convocatória
    3. Semana −1 Anunciar data, hora, ponto de partida e percurso com uma semana de antecedência
    4. Semana do dia D Marchar até ao local mais perto da sessão à hora da votação
    5. Semana do dia D Publicar o resultado com nomes e partidos logo depois da votação
    6. Semana do dia D Marcar a data seguinte antes de terminar a ação

    Equipa

    • Agenda: acompanha a ordem do dia do parlamento
    • Convocatória: fecha assinaturas e percurso
    • Contagem: publica os votos com fonte

    O que medir: Pessoas presentes em cada ação, contadas por cidade com o mesmo método, e inscrições novas na lista de avisos no dia seguinte.

    Riscos a vigiar: Quem vota pode dizer que não cede à pressão, como fez o presidente do Senado: convoca para acompanhar e cobrar, e não anuncies que a rua vai decidir o voto.

  3. Reabrir o projeto pelo regimento

    Usar os instrumentos do próprio parlamento quando uma comissão chumba o projeto. A 14 de maio de 2025, o recurso de dois senadores aliados passou por 68 a 3, e a reforma voltou a ser discutida noutra comissão até se tornar lei.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o regimento prevê recurso ou outra via e há votos suficientes no plenário para o aceitar.
    Não usar quando
    Não funciona se a campanha trata o parlamento só como inimigo: o recurso precisou de votos de vários partidos.
    1. Semana −10 Ler com a assessoria o que o regimento permite depois de um arquivamento
    2. Semana −9 Encontrar parlamentares de partidos diferentes para assinar o recurso
    3. Semana −8 Contar os votos do plenário, um a um
    4. Semana −6 Definir o texto de referência que a campanha vai defender
    5. Semana −3 Publicar o que mudou em cada nova versão
    6. Semana do dia D Acompanhar a conciliação e dizer em público o que se aceita

    Equipa

    • Bancada: apresenta o recurso e negoceia
    • Assessoria: lê o regimento e os prazos
    • Leitura do texto: compara versões

    O que medir: Gabinetes contactados por semana e parlamentares que confirmaram o voto no recurso, registados na folha da contagem.

    Riscos a vigiar: Negociar o texto pode custar direitos que a base esperava: publica o que entrou e o que saiu, como a CUT fez em junho de 2025.

  4. Greve e marcha com regras públicas

    Escrever na própria convocatória que o protesto é pacífico e dentro da lei. Depois dos bloqueios do TransMilenio, em maio de 2025, e da queixa anunciada pelo presidente da câmara de Bogotá, a CUT convocou o 11 de junho como mobilização pacífica e cívica.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona sempre, e pesa mais quando há violência política nas notícias.
    Não usar quando
    Não funciona se a organização defende em público o bloqueio de serviços que a própria base usa.
    1. Semana −3 Escrever as regras da ação: pacífica, sem bloqueio de transportes, com percurso autorizado
    2. Semana −2 Formar equipas de segurança e de cuidado para cada cidade
    3. Semana −1 Avisar as autoridades e a imprensa do percurso
    4. Semana do dia D Ler as regras no início da ação e publicá-las no X
    5. Semana do dia D Registar incidentes com hora e local e responder em público no mesmo dia

    Equipa

    • Coordenação da ação: percurso e regras
    • Segurança: equipas formadas por quarteirão
    • Imprensa: responde a incidentes com factos

    O que medir: Ações feitas sem incidentes, contadas por cidade, e voluntários de segurança formados antes de cada data.

    Riscos a vigiar: Um bloqueio pode afetar milhões de pessoas e dar processo, como ameaçou a câmara de Bogotá: deixa os transportes livres e afasta quem queira usar a ação para outra coisa.

Toolkit

O que governo, partidos e centrais montaram, organizado para copiares numa campanha por uma lei que já passou numa câmara do parlamento e…

O que governo, partidos e centrais montaram, organizado para copiares numa campanha por uma lei que já passou numa câmara do parlamento e encalhou na outra.

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Operação

Não houve um comando único. O governo tratava da consulta e do discurso, os senadores aliados do regimento e as centrais da rua, cada um com a sua voz.

Equipa mínima

Porta-voz do governo
Fala pela reforma e pela consulta; neste caso, o presidente e o ministro do Trabalho.
Redação das perguntas
Transforma artigos em perguntas de sim ou não que caibam numa linha.
Bancada no Congresso
Conhece o regimento, apresenta recursos e negoceia artigo a artigo com o centro.
Comando sindical unificado
Junta centrais, reformados e movimentos numa só convocatória, com hora, ponto de partida e percurso.
Coordenação por cidade
Organiza marchas e caravanas fora da capital; em junho foram seis cidades.
Leitura do texto
Compara cada nova versão com o texto da Câmara e publica o que mudou, como Fabio Arias fazia no X.
Assessoria jurídica
Avalia o que a lei permite antes de cada passo: consulta, decreto, greve, bloqueio. Sugestão a partir das derrotas do caso.

Ritmo semanal e diário

  1. Uma semana antes da votaçãoAnúncio público da mobilização e apelo aos senadores; em março, a convocatória saiu seis dias antes.
  2. Dia da votaçãoMarcha às 9h do Parque Nacional para a Praça de Bolívar, em frente ao Congresso.
  3. Minutos depois da votaçãoReação no X do presidente, do ministro e do líder da CUT.
  4. Quando o texto mudaLista do que se aceita e do que se rejeita, publicada pela CUT.
  5. Reta finalGreve de 48 horas no fim de maio e dia nacional de mobilização a 11 de junho, nove dias antes do prazo de 20 de junho.

Entre o arquivamento e a promulgação passaram 99 dias. O prazo legal para concluir o processo, 20 de junho, ditou o ritmo das últimas semanas.

Plano B

  • Consulta popular se o Congresso travasse; recurso no próprio Senado se a consulta falhasse.
  • Segunda consulta, com 16 perguntas, apresentada depois da derrota de 14 de maio.
  • Recolha de cerca de 8 milhões de assinaturas para uma nova consulta, ideia levantada por Petro caso os tribunais travassem o decreto.
  • Marchas em várias cidades, para não depender só de Bogotá.
  • Texto aprovado pela Câmara de Representantes como referência fixa para comparar cada versão do Senado.

Tecnologia

Quase nada era ferramenta especial. A rua, o X e a voz do presidente pesaram mais do que qualquer software.

  • X (Twitter)Grátis

    Canal de Petro, dos ministros e de Fabio Arias para convocar, reagir a cada votação e publicar declarações conjuntas.

  • Conferência de imprensaGrátis

    Arias anunciava as datas e os percursos em conferências de imprensa; os media replicavam a convocatória.

  • Vídeo curto com IAGrátis ou baixo custo

    Animação feita com IA, publicada por Petro a 30 de abril, para chamar ao 1.º de Maio. A reportagem lida não diz se a publicação avisava que era IA.

  • Marchas e caravanasNão divulgado

    Pontos de partida, horários e percursos fixos por cidade; caravanas para quatro capitais a 11 de junho.

  • Boletim de sim ou nãoCerca de 700 mil milhões de pesos estimados pela Registraduría para a votação

    As 12 perguntas da consulta, cada uma com um direito. Nunca chegaram às urnas, mas serviram de lista para explicar a reforma.

  • Contagem de votos no SenadoGrátis

    Sugestão: uma folha de cálculo pública com o voto de cada senador em cada etapa, a partir das listas que a imprensa e o Senado publicaram.

  • Lista de apoiantes com consentimentoGrátis

    Sugestão: um formulário para quem marchou ou apoiou a consulta, com aviso claro de utilização, para avisar das votações seguintes.

Guias rápidos por canal

Colunas da contagem do Senado

Senador ou senadora · Partido · Voto no arquivamento (18 mar.) · Voto na consulta (14 mai.) · Voto no recurso (14 mai.) · Voto final (17 jun.) · Contacto do gabinete · Ação feita e data

Nenhuma fonte lida publica o custo das marchas ou da greve. O que se sabe: a Registraduría estimou a consulta em cerca de 700 mil milhões de pesos, e o El Espectador encontrou mais de 700 milhões de pesos em contratos públicos de 2025 com 18 ativistas e influenciadores pró-governo, sem os ligar à consulta; o jornal retificou depois parte da reportagem.

Comunicação

Uma reforma de muitos artigos foi reduzida a direitos que cabem numa pergunta. Na rua, o tema era quem trabalha à noite e ao domingo; nas redes, o Senado que não quis debater.

A fórmula de uma pergunta da consulta

  1. Um direito Um só tema por pergunta: jornada, domingo, aprendiz, estafeta.
  2. Um número 8 horas, das 6h às 18h; mais 100% ao domingo; 2 pessoas com deficiência por cada 100 trabalhadores.
  3. Quem ganha Nomear o grupo: aprendizes do SENA, estafetas de plataformas, trabalhadoras domésticas, mães comunitárias.
  4. Sim ou não A resposta cabe numa cruz no boletim.
  5. Quem decide Dizer quem trava a mudança e quando vota, sem atacar a pessoa.

Regras de mensagem

  • Falar do direito antes do artigo: o acréscimo dominical explica-se como o domingo pago a dobrar.
  • Mostrar o resultado da votação com nomes e partidos, a partir dos registos oficiais, sem inventar intenções.
  • Separar quem fala: o governo fala pela lei, as centrais pelos trabalhadores, os parlamentares pelo processo legislativo.
  • Criticar votos, não pessoas; em 2025 a violência política estava nas manchetes.
  • Dizer o que foi aprovado e o que ficou de fora, como a CUT fez depois de 17 de junho.
  • Rotular todo o vídeo feito com IA na própria imagem.
  • Convocar sempre para protesto pacífico, com hora, percurso e contacto da organização.

Exemplo de conversa

Bom dia! Sou a Ana, do sindicato do comércio. Uma pergunta rápida: trabalhas ao domingo? Hoje, quem trabalha ao domingo recebe mais 75%. A reforma que o Senado arquivou pedia 100%, por etapas. [ouvir] Pois é. Na terça a reforma volta a ser votada, e vamos estar na Praça de Bolívar às 9h, de forma pacífica. Posso apontar o teu telemóvel para te avisar do resultado e da próxima votação? Só o usamos para isso.

Levar para o teu contexto

O que funciona em qualquer lado e o que dependia da Colômbia de 2025.

O que funciona em qualquer lado e o que dependia da Colômbia de 2025.

Funciona em qualquer lado

  • Reduzir um projeto longo a perguntas de sim ou não, cada uma com um direito e um número.
  • Marcar cada mobilização pelo calendário do parlamento, não pelo calendário da organização.
  • Manter aberto o caminho do regimento (recursos, propostas de alteração, outra comissão) enquanto se pressiona de fora.
  • Juntar centrais, reformados e movimentos numa só convocatória, com hora e percurso.
  • Publicar o resultado de cada votação com nomes e partidos, a partir de registos oficiais.
  • Comparar cada nova versão com um texto de referência e dizer em público o que se aceita e o que não.
  • Manter o protesto pacífico e explicá-lo na convocatória.
  • Separar quem fala pelo governo, pelos partidos e pelos sindicatos, para cada um manter a sua credibilidade.

Depende do contexto

Consulta popular com parecer do Senado
Onde não existe consulta convocada pelo governo, usa uma consulta própria, sem valor legal, ou uma petição; onde existe, confirma antes os requisitos e os prazos, que na Colômbia deitaram a proposta abaixo.
Um presidente que convoca a rua
Onde o governo não está do teu lado, a convocatória tem de vir das centrais e dos movimentos; onde está, mantém as convocatórias assinadas pelas organizações, não pelo governo.
X como canal político
Usa a rede em que jornalistas e parlamentares do teu país leem as reações; onde os grupos de mensagens dominam, manda por lá a convocatória e o resultado das votações.
Media públicos e contratos com influenciadores
Não copies. Dinheiro público não paga campanhas; um criador pago tem de dizer que é publicidade.
A Praça de Bolívar em frente ao Congresso
Escolhe o espaço público mais perto de onde se vota; se a lei restringe protestos aí, faz a ação no ponto permitido mais próximo e avisa a imprensa.
Um prazo legal para o processo
Onde o projeto não caduca, cria a tua própria data: pede uma data de votação e mobiliza para ela.

Praticar

ExercícioTreina com as missões e situações do caso.

Decidir como a coordenação

Seis momentos da campanha de 2025. Escolhe o que farias e vê o que aconteceu.

Plano em 5 fases

A sequência da campanha colombiana, do arquivamento à aplicação da lei, como lista de verificação.

A sequência da campanha colombiana, do arquivamento à aplicação da lei, como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes da votação decisiva (2 a 3 meses antes)

  2. Dia da votação

  3. Se o projeto cair

  4. Reta final

  5. Depois da lei

Verificar

ExercícioCinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. Por que caminho se tornou lei a reforma laboral em 2025?
2. Quem convocou as marchas e a greve de 2025?
3. O que decidiu o Senado a 14 de maio de 2025?
4. Porque suspendeu o Conselho de Estado o decreto da consulta?
5. Qual destes factos está comprovado?

Limites e fontes

Regras

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.

Seguir as regras da consulta
Na Colômbia, a consulta convocada pelo presidente precisa de parecer favorável do Senado. O decreto que tentou contornar isso foi suspenso pelo Conselho de Estado.
Dinheiro público não paga campanhas
Media públicos e contratos do Estado têm regras próprias. Usar influenciadores contratados pelo governo numa campanha política abre um flanco jurídico e de credibilidade.
Rotular o que for IA
Todo o vídeo feito com IA deve dizê-lo na própria imagem, sobretudo quando mostra pessoas reais.
Protesto pacífico e sem bloqueios
A convocatória deve dizer que a ação é pacífica. Bloquear os transportes que a própria base usa custa apoio e pode dar processo.
Só pessoas reais
Nada de perfis falsos, robôs ou contas coordenadas que escondem quem paga. Uma hashtag inflada por contas pagas é publicidade e deve ser rotulada como tal.
Criticar votos, não pessoas
Publica como votou cada parlamentar, com a fonte. Num país com violência política, não exponhas moradas nem dados pessoais.
Proteger os contactos
Quem deixa o telemóvel numa marcha tem de saber para que serve. Pede consentimento e não uses a lista para outra coisa.
Lei local
As regras de greve, protesto, consulta e propaganda mudam de país para país. Confirma com um advogado antes de começar.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
Não prova que a rua mudou votos
A comissão arquivou o projeto com a marcha à porta, e o recurso que o reabriu passou por 68 a 3, com votos da oposição. A Xinhua ligou o regresso da reforma à ameaça da consulta; Cepeda disse que o Congresso não teve medo da marcha. Nenhum dado separa um efeito do outro.
A consulta não aconteceu
O Senado recusou-a por 49 a 47 e o Conselho de Estado suspendeu o decreto. Para ser válida, precisaria de cerca de 13,6 milhões de votos, e a Registraduría estimou o custo em cerca de 700 mil milhões de pesos.
Os empresários contestam as contas
A Fenalco calculou uma subida de 18% a 34% no custo do trabalho; a Asobares disse, numa audiência em maio de 2025, que o custo extra ameaçava a sustentabilidade de um setor que emprega mais de 1,5 milhões de pessoas; a AmCham pediu uma reforma que não se desligasse da realidade das empresas. Nenhuma fonte lida mede ainda o efeito no emprego.
O decreto custou credibilidade
O antigo ministro do Interior Juan Fernando Cristo, os Verdes, o ex-presidente Ernesto Samper e 24 ONG, entre elas a Dejusticia, opuseram-se ao decreto, e o procurador-geral disse não haver dúvida de que o Senado rejeitou a consulta.
Dinheiro público e influenciadores
A reportagem do El Espectador sobre os contratos de 2025 com 18 ativistas e influenciadores pró-governo e sobre a hashtag #ConsultaPopularSí, usada por cerca de 100 contas, pôs em dúvida a separação entre propaganda oficial e campanha. A reportagem não liga os contratos à consulta, e o jornal retificou parte dela por ordem judicial.
Bloqueios têm um preço
Na greve de maio, a câmara de Bogotá falou de mais de dois milhões de pessoas afetadas pelos bloqueios do TransMilenio e anunciou uma queixa-crime contra o presidente da CUT.
A lei não ficou como a Câmara aprovou
A CUT combateu até ao fim pontos como a jornada 4x3; as fontes lidas não dizem quais ficaram no texto final. Em 2026, a Corte Constitucional anulou uma expressão do artigo 17 (C-081/26) e manteve uma expressão do artigo 19 (C-030/26).
Não decide a eleição seguinte
A 21 de junho de 2026, Iván Cepeda, do Pacto Histórico, perdeu a segunda volta por cerca de 250 mil votos. Nenhuma fonte lida liga o resultado à reforma, e o novo ministério revogou em agosto 11 circulares laborais do governo anterior.

Fontes

Este playbook foi construído com as notas oficiais do Senado, declarações de Petro, dos ministros e de Fabio Arias reproduzidas pela…

Este playbook foi construído com as notas oficiais do Senado, declarações de Petro, dos ministros e de Fabio Arias reproduzidas pela imprensa, a análise do Colombia Politics, decisões do Conselho de Estado e da Corte Constitucional e reportagens publicadas entre dezembro de 2023 e agosto de 2026. Todas as páginas foram consultadas a 28 de outubro de 2026.

47 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Bernard Gagnon, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado a 28 de outubro de 2026

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