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Barack Obama sorrindo, em 2008

Estados Unidos · 2008

Obama 2008

Respeitar. Empoderar. Incluir.

No original: “Respect, Empower, Include”, o lema da formação de organizadores.

Em 2008, a campanha de Obama juntou 13 milhões de e-mails e cerca de 4 milhões de doadores. Veja como o digital recrutava e o treinamento formava líderes, e faça o mesmo.

Uma homenagem aos organizadores e voluntários de 2008, de Marshall Ganz e Temo Figueroa às equipes de bairro. Projeto independente, sem ligação a Obama, ao Partido Democrata ou a campanhas.

Em 30 segundos

  1. Cerca de 53% e 365 votos eleitorais. Barack Obama venceu as primárias democratas e depois a eleição de 4 de novembro de 2008.

  2. 13 milhões de e-mails, cerca de 4 milhões de doadores. A divisão digital tinha o mesmo peso que campo, finanças e comunicação.

  3. O campo vinha da organização comunitária: Camp Obama, organizadores pagos, fellows e equipes de bairro com papéis definidos nos estados decisivos.

  4. O digital recruta; contato humano rápido, treinamento em narrativa pessoal e equipes locais com metas e dados fazem de um inscrito um líder.

  5. Para Ganz, a auto-organização espontânea é um mito.

Os primeiros passos

  1. Confirmar com um advogado as regras de dados, mensagens e doações do seu país
  2. Mapear bairros prioritários com resultados públicos por seção eleitoral
  3. Publicar a página de adesão com consentimento

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Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos

Quem fez

Fontes: o que os próprios organizadores escreveram e disseram em artigos, entrevistas, palestras e livros, e pesquisas que entrevistaram…

Fontes: o que os próprios organizadores escreveram e disseram em artigos, entrevistas, palestras e livros, e pesquisas que entrevistaram dezenas deles. A imprensa confirma datas e números.

  • Marshall Ganz

    Organizador (movimento dos direitos civis, United Farm Workers) e professor em Harvard; ajudou a desenhar a Camp Obama

    Montou com a campanha os treinamentos de 2,5 dias que lançavam equipes de liderança e ensinou os voluntários a contar a própria história (de si, de nós, de agora).

    Fontes
  • Temo Figueroa

    Diretor nacional de campo nas primárias; ex-organizador sindical

    Impôs que os voluntários fossem treinados em organização antes de irem para o trabalho de rua e chamou Ganz para os treinamentos.

    Fontes
  • Jon Carson

    Diretor nacional de campo

    Iniciou a Camp Obama em Chicago e dirigiu a estrutura de campo que usou equipes de bairro em escala nacional na eleição geral.

    Fontes
  • Jeremy Bird

    Diretor de campo na Carolina do Sul (primárias) e depois em Ohio

    Testou na Carolina do Sul o modelo de house meetings e equipes de bairro e, em Ohio, mediu os organizadores por líderes formados e não por contatos feitos.

    Fontes
  • Joy Cushman

    Organizadora; introduziu o modelo de equipes na Carolina do Sul e dirigiu o programa de fellows

    Coordenou o treinamento de 3.600 Obama Fellows no verão de 2008, com um manual de 368 páginas.

    Fontes
  • Joe Rospars

    Diretor de New Media; cofundador da Blue State Digital

    Dirigiu tudo o que era online: design, vídeo, e-mail em massa, SMS, anúncios, organização online e arrecadação.

    Fontes
  • Chris Hughes

    Diretor de organização online; cofundador do Facebook

    Liderou o my.barackobama.com (MyBO), a rede social da campanha para criar eventos, grupos e páginas de arrecadação.

    Fontes
  • David Plouffe

    Diretor de campanha; autor de The Audacity to Win (2009)

    Pôs o digital no centro da campanha, como divisão autônoma, e apostou numa operação movida por pessoas comuns.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

O que os organizadores disseram sobre o próprio trabalho.

O que os organizadores disseram sobre o próprio trabalho. Paráfrases, salvo as citações curtas entre aspas.

Mais 6 citações

A história

Obama começou em 2007 como azarão contra Hillary Clinton.

Obama começou em 2007 como azarão contra Hillary Clinton. A campanha decidiu duas coisas cedo: dar ao digital uma divisão própria, ao nível das outras, e montar o trabalho de campo com métodos de organização comunitária em vez de só contratar quem batesse portas. Nas palavras de Mitch Stewart, diretor em Iowa, a campanha “juntou a operação profissional e a operação de movimento”.

13 M
endereços de e-mail na lista no fim da campanhadado da campanha
~4 M
doadores, segundo a campanha (dez. 2008)dado da campanha
200 mil
eventos offline criados pelos apoiadores no MyBOdado da campanha
1,5 M
pessoas em atividade voluntária coordenada, segundo Ganzestimativa

Do lançamento à vitória

  1. 10 fev. 2007Obama lança a candidatura em Springfield, Illinois. O my.barackobama.com, feito com Chris Hughes, abre no início do ano.
  2. 2007Ganz começa a trabalhar com a campanha. A Camp Obama sai de Chicago para a Califórnia: sessões de 2,5 dias lançam 200 equipes de voluntários em duas semanas.
  3. Out. 2007Na Carolina do Sul, cerca de 400 house meetings reúnem 4.000 pessoas. Daí sairão 15 mil voluntários no dia da votação.
  4. 3 jan. 2008Vitória em Iowa por oito pontos, com equipes nos 1.781 distritos. Em poucas horas entram mais de 6 milhões de dólares online.
  5. Jan. 2008Carolina do Sul: 532 mil votantes nas primárias democratas, contra 293 mil em 2004; 27% votam pela primeira vez.
  6. Abr.–ago. 2008Programa de Obama Organizing Fellows: 3.600 pessoas treinadas durante seis semanas, com o lema “Respect, Empower, Include”.
  7. 3–19 jun. 2008Obama garante a nomeação (3 jun.) e renuncia ao financiamento público (19 jun.), apostando nas doações dos apoiadores.
  8. 22–23 ago. 2008O nome do vice, Joe Biden, chega por SMS a 2,9 milhões de celulares; segundo a Nielsen, a maior ação de marketing móvel até então nos EUA.
  9. Set.–out. 2008Mais de 150 milhões de dólares arrecadados em setembro. Mais de 700 escritórios; Ohio mira 1.231 bairros com equipes. A ferramenta Neighbor to Neighbor põe voluntários a ligar de casa.
  10. 4 nov. 2008Obama vence com cerca de 53% e 365 votos eleitorais. A participação chega a 61,6% dos eleitores aptos, a mais alta desde 1968.

Três divisões

O digital era uma divisão com orçamento e poder de decisão, ligada ao campo por ferramentas e dados.

  • Direção em ChicagoPlouffe e a equipe central definiam estratégia, metas e orçamento e contavam os resultados de campo todos os dias.
  • New MediaRospars, Hughes e Slaby: site, MyBO, e-mail, SMS, vídeo, anúncios e arrecadação online. Captava gente e dinheiro e entregava ferramentas ao campo.
  • CampoCarson, Figueroa e os diretores estaduais: Camp Obama, milhares de organizadores pagos (cerca de 3.000, segundo Ganz), fellows e equipes de bairro conduzidas por voluntários.
O que não se sabe. Nenhum experimento mede o efeito do programa de campo ou do digital, mas um estudo observacional (Masket, Public Opinion Quarterly, 2009) encontrou aumento desproporcional do voto democrata nos condados com escritórios de campo de Obama, grande o suficiente para virar três estados.

Pesaram também o candidato, o dinheiro e o contexto político de 2008, que este playbook não analisa. Os números variam conforme a fonte: perfis no MyBO entre 2 e 3 milhões, total arrecadado entre 670 e 750 milhões de dólares conforme a data do balanço, e os 2,2 milhões de voluntários do livro Groundbreakers somam 2008 e 2012. A prática também foi desigual entre estados: Ganz relata que New Hampshire quase não teve organização no início e que o treinamento nacional só existiu a partir do fim da primavera de 2008.

O terreno

Os Estados Unidos de 2008 tinham regras e ferramentas que muitos países não têm.

Os Estados Unidos de 2008 tinham regras e ferramentas que muitos países não têm. Veja quais antes de adaptar o método.

Plataformas

E-mail
Era o canal direto mais forte. A lista chegou a 13 milhões de endereços, contra 3 milhões de Kerry em 2004. Toda mensagem em massa passava pela divisão digital.
my.barackobama.com (MyBO)
Rede social própria da campanha: perfis, grupos, eventos, blogs e páginas pessoais de arrecadação. Cerca de 2 milhões de perfis e 200 mil eventos offline.
SMS (código curto)
Em 2008 ainda não havia apps de mensagens de massa. A lista de SMS chegou a 1 milhão de assinantes, e o anúncio do vice-presidente atingiu 2,9 milhões de celulares. Um app para iPhone ordenava os contatos da agenda pelos estados prioritários para o usuário ligar, mostrava o escritório mais próximo e trazia, mesmo sem conexão, os argumentos por tema.
Arquivo de eleitores (VAN/Votebuilder)
Nos EUA, os cadastros de eleitores com histórico de voto são acessíveis aos partidos. A campanha ligava esses dados às ferramentas de porta-a-porta e de telefone.
Redes sociais de terceiros
Facebook e outras redes eram ainda pequenas e serviam sobretudo para levar gente ao MyBO: perfis em mais de 15 comunidades e cerca de 5 milhões de apoiadores.
Anúncios online
Mais de 16 milhões de dólares em 2008, cerca de 45% no Google (pesquisa e display), sobretudo para captar e-mails e doações.
Televisão
A maior rubrica de mídia: cerca de 280 milhões de dólares em anúncios de TV de janeiro de 2007 a 1.º de novembro de 2008, segundo a TNS/CMAG, contra menos de 134 milhões de McCain. O estrategista David Axelrod chefiava a área de mídia. Campo e digital funcionaram ao lado da TV, não em vez dela; para os boatos, a campanha abriu em 12 de junho de 2008 um site que respondia a cada um, da cidadania à religião do candidato.
NationalField (rede interna do campo)
Nasceu de funcionários na Geórgia que refizeram o relatório e a soma dos dados de cada noite: uma rede social interna em que cada nível via o que faziam os níveis abaixo e cada organizador podia se comparar com os colegas.

Condições locais

  • Sistema de primárias e caucuses estado a estado: Iowa e Carolina do Sul exigiam organização local fina muito antes da eleição geral.
  • Lei de financiamento que permite doações individuais online; em 19 de junho de 2008, Obama se tornou o primeiro candidato de um grande partido a renunciar ao financiamento público na eleição geral desde a criação do sistema.
  • Cultura de voluntariado e de porta-a-porta já consolidada, com tradição de organização comunitária (Saul Alinsky, Industrial Areas Foundation, United Farm Workers).
  • Acesso legal aos dados de eleitores com histórico de participação, o que permite listas de porta-a-porta e telefone muito precisas.
  • Um candidato que tinha sido organizador comunitário em Chicago e forte adesão de estudantes (Students for Barack Obama tinha mais de 36 mil membros no MyBO).
  • Smartphones ainda raros (o iPhone tinha saído em 2007): o computador em casa e o escritório de campanha eram os centros de trabalho.

O método

Ganz resumiu o espírito numa frase dita em 2008: não confundir o carpinteiro com as ferramentas.

Ganz resumiu o espírito numa frase dita em 2008: não confundir o carpinteiro com as ferramentas. A tecnologia ampliou um método antigo de organização comunitária, que a campanha aplicou em cinco práticas: narrativa, relações, estrutura em equipes, estratégia e metas medidas.

Três frentes

Plataforma própria
Lista de e-mail, SMS e uma rede social da campanha para captar apoiadores, dinheiro e voluntários sem depender de terceiros. Cada conteúdo tinha um link e um botão de doação.
Organizar pessoas
Transformar voluntários em líderes: conversa um a um, narrativa pessoal, equipes de bairro com papéis definidos e treinamento contínuo.
Ligar o online ao chão
Cada inscrição online vira um telefonema de um organizador; cada ação gera dados que voltam à base e às metas da equipe.

A escada de liderança

O caminho de um apoiador desde o clique até liderar uma equipe, tal como descrito pelos organizadores de Ohio e por Ganz.

  1. Captar A pessoa se inscreve no site, doa, entra na lista de SMS ou aparece num comício ou no escritório.
  2. Ligar Um organizador de campo liga para a pessoa que se inscreveu e a convida para algo concreto. A regra prática deste playbook: em até 24 horas.
  3. Conversar Uma conversa um a um para conhecer a história e os motivos da pessoa.
  4. Testar Um primeiro compromisso: receber uma house meeting, trazer amigos, organizar um turno.
  5. Liderar uma ação Conduzir um porta-a-porta ou um telefonaço e mostrar que consegue colocar outros para trabalhar.
  6. Treinar Passar por um treinamento (Camp Obama, fellows) e começar a treinar outros voluntários.
  7. Assumir um papel Tornar-se coordenador ou líder de equipe de bairro, com responsabilidades por escrito, metas e prazos.
  8. Reportar e recrutar A equipe envia os dados ao organizador duas vezes por semana e recruta a próxima leva. O organizador parte para construir outra equipe.

E recomeça.

Toolkit

O objetivo, nas palavras de Buffy Wicks, que dirigia o campo na Califórnia: “criar organizadores comunitários a partir dos nossos ativistas”.

O objetivo, nas palavras de Buffy Wicks, que dirigia o campo na Califórnia: “criar organizadores comunitários a partir dos nossos ativistas”.

Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Um organizador pago ou fellow não toca o bairro sozinho: recruta um líder, que monta uma equipe, que gere os voluntários. Assim o organizador fica livre para construir a equipe seguinte.

A equipe de bairro

Organizador de campo
Funcionário ou fellow. Recruta e treina líderes, acompanha as metas e liga para cada nova inscrição da sua zona (regra deste playbook: em até 24 horas).
Líder de equipe de bairro
Voluntário responsável por um bairro de 8 a 12 seções eleitorais. Responde ao organizador e garante as metas.
Coordenador de porta-a-porta
Organiza os turnos de rua, distribui listas e faz o balanço na volta.
Coordenador de telefone
Monta os telefonaços e treina quem liga.
Coordenador de voluntários
Recruta gente nova e faz as chamadas de confirmação na véspera de cada turno.
Coordenador de dados
Lança os resultados na base de dados e mantém a equipe informada sobre o que falta.
Equipe digital
Gere a lista, o e-mail, o SMS e as ferramentas online, e encaminha cada inscrição para o organizador certo.

Ritmo

  1. A cada inscriçãoContato de um organizador em 24 horas.
  2. Véspera de cada turnoLigação de confirmação a todos os inscritos; quem falta é seguido.
  3. Cada turnoCerca de quatro horas, 40 a 45 endereços por lista, e uma conversa de balanço no fim.
  4. Duas vezes por semanaO líder de equipe reporta os resultados ao organizador.
  5. Toda semanaTreinamento de equipe: estratégia, técnicas de contato, resolução de problemas.
  6. Todo dia (direção)Os resultados de todo o país são contados e avaliados.

Ganz contava as metas de organização (conversas um a um, house meetings, novos anfitriões) ao lado das metas de ação (portas, telefonemas) e criticava a pressão de Chicago para cumprir só os números diários de identificação de eleitores. Medir só isso esvazia a equipe.

Plano B

  • Equipes com vários papéis: se um líder sai, outro coordenador assume. Não passe o bastão a ninguém antes de ter alguém correndo no seu ritmo.
  • Lista própria de e-mail e SMS, com consentimento: o contato com as pessoas não depende de uma rede social.
  • Ferramentas para trabalhar de casa (ligar a partir de uma lista online) para quem está longe de um escritório.
  • Treinamentos gravados e manuais por escrito, para que qualquer novo líder aprenda o mesmo método.

Tecnologia

Em 2008 a campanha construiu suas ferramentas com a Blue State Digital. Hoje existe tudo pronto, de graça ou barato. O caro continua sendo o tempo dos organizadores.

  • Página de adesãoGrátis a baixo custo

    Formulário simples: nome, e-mail, celular, CEP e a pergunta “por que apoia?”. Cada inscrição vai para o organizador da zona.

  • E-mail em massaGrátis até alguns milhares de contatos; depois pago por volume

    Mensagens segmentadas por região, temas escolhidos e histórico de doação. Cada e-mail tem um pedido concreto e um link.

  • SMS ou canal de mensagensSMS pago por mensagem; canais de mensagens grátis

    Lista com consentimento para avisos de eventos, pedidos de ajuda e lembretes de voto. Em 2008 era SMS; hoje pode ser WhatsApp, Telegram ou Signal.

  • Plataforma de eventos e gruposGrátis a baixo custo

    Onde os apoiadores criam eventos, grupos locais e encontram o mais próximo. O MyBO tinha também um índice de atividade de 1 a 10 que valia mais por trabalho offline.

  • Ferramenta de contato com roteiroGrátis a pago, conforme a ferramenta

    Como o Neighbor to Neighbor: lista de eleitores, roteiro na tela e botões para registrar cada resposta. Serve para telefone e porta-a-porta.

  • Base de dados de contatosGrátis a pago

    Onde ficam voluntários, contatos e resultados. Nos EUA era o VAN/Votebuilder; em outros países, uma base própria com consentimento.

  • Páginas pessoais de arrecadaçãoComissão por doação

    Cada apoiador tem a sua página com meta e termômetro e pede aos amigos. Em 2008, 70 mil páginas arrecadaram mais de 30 milhões de dólares.

  • Planilhas compartilhadasGrátis

    Para turnos, metas por bairro e balanços. Os voluntários de 2008 usavam a base oficial e planilhas Google.

  • Anúncios onlineVariável; a campanha gastou mais de 16 milhões de dólares em 2008

    Pesquisa e display para captar e-mails e doações, onde a lei permite e sempre declarados.

Guias rápidos por canal

Colunas do registro da equipe

Data · Bairro / equipe · Tipo de ação (porta, telefone, house meeting) · Voluntários presentes · Contatos feitos · Respostas (escala 1–5) · Novos voluntários · Novos líderes testados · Meta da próxima semana

Para começar: um domínio e uma ferramenta de e-mail gratuita. O que pesou no orçamento de 2008 foi gente e espaço: milhares de organizadores pagos e mais de 700 escritórios, com 4,3 milhões de dólares em aluguel e contas dos escritórios até agosto.

Comunicação

O voluntário não recita a biografia do candidato. Conta por que está ali. A Camp Obama ensinava a narrativa pública de Ganz: uma história de si, uma história de nós e uma história de agora.

A fórmula da narrativa pública

  1. História de si Por que você foi chamado para esta causa: um momento concreto da sua vida, um desafio que enfrentou e o que escolheu fazer.
  2. História de nós O que você compartilha com quem ouve: experiências e valores de uma comunidade, um bairro, uma geração.
  3. História de agora O desafio urgente de hoje e a escolha que ele exige. Por que tem que ser agora.
  4. O pedido Uma ação concreta: votar, entrar em um turno, receber uma reunião em casa.
  5. O plano Perguntar quando, onde e como a pessoa vai agir, em vez de dizer a ela. Quem faz o próprio plano cumpre mais.
  6. O registro Anotar a resposta e marcar o seguimento.

Regras de conversa e de escrita

  • Conte a sua história, não a do candidato.
  • Nada de campanha negativa à porta. Seja cortês, mesmo diante de hostilidade ou racismo.
  • Toda conversa com um apoiador termina num convite para ser voluntário.
  • Pergunte ao eleitor onde, quando e como vai votar.
  • Todo e-mail tem um pedido claro e um link; empurre sempre para uma ação offline.
  • Segmente: região, temas que a pessoa escolheu e o que ela já deu.
  • Respeite quem pede para não ser contatado. Três chamadas seguidas cansam.
  • Volte das portas com uma história e conte para a equipe.

Exemplo

Olá, Marta! Sou o João, vizinho aqui da Vila Nova e voluntário da campanha. Entrei porque vi a escola onde estudei fechar por falta de verba e não quero isso para a minha filha. Muita gente aqui no bairro sente o mesmo, e daqui a 30 dias a gente decide. Sábado, às 10h, vamos bater nas portas da nossa rua em duplas, por três horas. Você topa vir? Se sim, em que horário fica melhor? Na sexta eu te ligo para confirmar.

Levar para o seu contexto

O método de organização funciona em qualquer país.

O método de organização funciona em qualquer país. As ferramentas e os dados dependiam muito da lei e da tecnologia dos EUA de 2008.

Funciona em qualquer lugar

  • Ter um canal próprio de contato (lista com consentimento) antes de precisar dele.
  • Ligar para cada nova pessoa em 24 horas e convidá-la para algo concreto.
  • Treinar antes de colocar para trabalhar: narrativa pessoal, conversa um a um, papéis da equipe.
  • Equipes locais com papéis definidos, metas e prazos, em vez de um coordenador sozinho.
  • Medir líderes formados, não só contatos feitos.
  • Uma escada clara: cada pessoa sabe qual é o próximo degrau.
  • Dados que voltam para a equipe, para ela ajustar o trabalho toda semana.
  • Separar quem é para persuadir (indecisos que votam) de quem é para mobilizar (apoiadores que podem faltar): listas, roteiros e metas diferentes.

Depende do contexto

E-mail como canal principal
Onde o WhatsApp ou o Telegram dominam, use um canal de um para muitos para os avisos e grupos pequenos por equipe de bairro. O e-mail continua útil para doadores e para guardar a lista.
SMS por código curto
Troque por canais de mensagens com adesão explícita. Nunca dispare para números comprados ou coletados sem consentimento.
Arquivo de eleitores com histórico de voto (VAN)
Na maioria dos países não existe ou é proibido. Use os resultados públicos por seção eleitoral para escolher bairros e a sua própria lista de apoiadores com consentimento. Opinião política é dado sensível na LGPD e no RGPD.
Doações pequenas online
Confirme a lei: no Brasil, só pessoas físicas podem doar e há regras próprias para o financiamento coletivo eleitoral; em outros países há tetos e prazos. A lógica das páginas pessoais (pedir aos amigos) funciona onde for legal.
Porta-a-porta e escritórios de rua
Onde bater à porta é raro ou inseguro, troque por reuniões em casa, igrejas, feiras, locais de trabalho e escolas. Escritórios podem ser casas de voluntários ou sedes de sindicatos e associações.
Plataforma feita à medida
O MyBO foi construído pela campanha. Hoje bastam ferramentas prontas de formulário, eventos e e-mail; o essencial é que cada inscrição chegue a uma pessoa que liga.

Jogadas para levar

Escolha as jogadas que cabem na sua campanha e adicione-as ao seu kit para combinar com jogadas de outros playbooks.

Escolha as jogadas que cabem na sua campanha e adicione-as ao seu kit para combinar com jogadas de outros playbooks.

  1. Ligar a cada inscrito em 24 horas

    Cada pessoa que se inscreve online recebe a ligação de um organizador que a convida para algo concreto: é o primeiro degrau da escada de liderança. A regra das 24 horas é deste playbook; em 2008, os inscritos online recebiam ligações de organizadores, e Ganz conta que os grupos do MyBO se multiplicavam sem direção até haver organizadores treinando e acompanhando os voluntários.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando as inscrições chegam mais depressa do que a estrutura consegue absorver e há organizadores ou voluntários treinados para ligar todos os dias.
    Não use quando
    Não funciona se a ligação for só um agradecimento ou um pedido de dinheiro: sem convite concreto o inscrito esfria; e nunca ligue a quem não deu consentimento.
    1. Semana −14 Confirmar com um advogado as regras de dados e de contato do seu país
    2. Semana −13 Publicar a página de adesão com consentimento e a pergunta “por que apoia?”
    3. Semana −13 Encaminhar cada inscrição direto para o organizador da zona
    4. Semana −12 Ligar a cada novo inscrito em até 24 horas e convidar para algo concreto
    5. Semana −12 Fazer uma conversa um a um para conhecer a história e os motivos da pessoa
    6. Semana −11 Registrar a resposta e marcar o primeiro compromisso: reunião em casa ou turno
    7. Semana −10 Identificar quem traz amigos e recebe reuniões: os futuros líderes

    Equipe

    • Organizador de campo: liga a cada nova inscrição da sua zona em 24 horas
    • Equipe digital: encaminha cada inscrição para o organizador certo
    • Coordenador de dados: registra o resultado de cada ligação

    O que medir: Inscritos que aparecem numa primeira ação presencial (reunião em casa, turno ou telefonaço) nas duas semanas depois da inscrição, em proporção a todos os inscritos. Se cair, mude o convite, não o volume de ligações.

    Riscos a vigiar: Opinião política é dado sensível: ligue só a quem se inscreveu, guarde o mínimo, restrinja o acesso e tire da lista quem pede para não ser contatado. Três chamadas seguidas cansam.

  2. Treinar antes de pôr na rua

    Antes da primeira porta, os voluntários passam por um treinamento intensivo para contar a própria história (de si, de nós, de agora), fazer conversas um a um e montar uma equipe. Em 2007, sessões de 2,5 dias da Camp Obama lançaram 200 equipes de voluntários em duas semanas na Califórnia.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando há voluntários dispostos a dar um fim de semana e organizadores que acompanham as equipes depois do treinamento.
    Não use quando
    Não ensine a biografia e o programa do candidato para repetir na porta, nem treine sem seguimento: quem sai sem equipe e sem reunião marcada desiste.
    1. Semana −12 Escrever um manual curto: narrativa pública, conversa um a um e papéis da equipe
    2. Semana −11 Escolher treinadores que já organizaram e ensaiar a sessão com eles
    3. Semana −10 Convidar os voluntários que já trouxeram amigos ou receberam reuniões
    4. Semana −9 No fim de semana, cada pessoa escreve e conta a história de si, de nós e de agora
    5. Semana −9 Encerrar com equipes formadas por bairro e a primeira reunião já marcada
    6. Semana −8 Gravar o treinamento e repeti-lo toda semana, em versão curta, com as equipes
    7. Semana −6 Pôr os novos líderes para treinar a leva seguinte de voluntários

    Equipe

    • Treinadores: conduzem a sessão e dão retorno a cada história
    • Organizador de campo: sai do treinamento com as equipes da sua zona
    • Documentação: grava, escreve o manual e o mantém atualizado

    O que medir: Participantes que, nas duas semanas seguintes, realizam a primeira reunião em casa ou o primeiro turno com a sua equipe, em proporção a todos os treinados.

    Riscos a vigiar: Jornadas longas esgotam voluntários e organizadores: fixe um ritmo sustentável, não peça mais do que cada um ofereceu e mantenha a mentoria depois do treinamento.

  3. Equipe de bairro com papéis por escrito

    Um organizador recruta um líder, que monta uma equipe com coordenadores de porta a porta, telefone, voluntários e dados, cada um com responsabilidades, metas e prazos por escrito; depois, o organizador parte para a equipe seguinte. Em Ohio, as equipes miravam 1.231 bairros, e os organizadores eram medidos por líderes formados, não por contatos.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a campanha tem meses pela frente e quer que o trabalho continue mesmo quando um organizador ou um líder sai.
    Não use quando
    Não funciona como roda com um líder no eixo nem com equipes sem metas e dados: sem estrutura, os grupos se multiplicam e cada um faz o que quer.
    1. Semana −14 Mapear os bairros prioritários com os resultados públicos por seção eleitoral
    2. Semana −12 Recrutar um líder por bairro de 8 a 12 seções entre quem já fez mais
    3. Semana −10 Completar a equipe: porta a porta, telefone, voluntários e dados
    4. Semana −10 Entregar a cada papel as responsabilidades, metas e prazos por escrito
    5. Semana −9 Combinar um relatório ao organizador duas vezes por semana, com as colunas do registro
    6. Semana −6 Medir os organizadores por líderes formados e testados, não por contatos
    7. 1 semana(s) depois Depois da eleição, dar à equipe um objetivo local e os resultados do bairro

    Equipe

    • Líder de equipe de bairro: responde ao organizador e garante as metas
    • Coordenadores: porta a porta, telefone, voluntários e dados, cada um com a sua tarefa
    • Organizador de campo: forma o líder e parte para construir a equipe seguinte

    O que medir: Líderes testados por organizador (voluntários que conduziram uma ação e puseram outros para trabalhar), contados toda semana. Se não crescem nos meses de construção, faltará quem faça os contatos na reta final.

    Riscos a vigiar: Pressão de cima só pelos números diários de identificação de eleitores esvazia a equipe: conte as metas de organização ao lado das de ação e não passe o bastão sem alguém pronto para assumir.

  4. Turnos de porta a porta confirmados na véspera

    As equipes conduzem turnos de cerca de quatro horas, com listas de 40 a 45 endereços, ligação de confirmação na véspera e conversa de balanço na volta; na reta final, perguntam a cada apoiador onde, quando e como vai votar. Em 2008, a participação chegou a 61,6% dos eleitores aptos, a mais alta desde 1968, sem estudo que isole o efeito do campo.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona nas últimas semanas, quando as equipes já existem e há listas de bairros ou de apoiadores para visitar.
    Não use quando
    Não funciona onde bater à porta é raro ou inseguro (troque por reuniões em casa, feiras, igrejas e locais de trabalho), nem com listas tão pequenas que a mesma pessoa recebe três visitas.
    1. Semana −10 Montar listas de 40 a 45 endereços por turno, a partir dos resultados por seção
    2. Semana −8 Treinar o roteiro: história de si, ouvir, convidar e registrar a resposta
    3. Semana −7 Abrir turnos de quatro horas em duplas, com ponto de encontro fixo
    4. Semana −7 Ligar na véspera para todos os inscritos no turno e seguir quem falta
    5. Semana −6 Fazer o balanço na volta: números, uma história e o próximo turno marcado
    6. Semana −1 Focar em quem apoia mas pode não votar: onde, quando e como vai votar?
    7. Semana do dia D No dia, lembrete por mensagem e turnos finais a partir dos pontos de encontro

    Equipe

    • Coordenador de porta a porta: organiza os turnos, distribui listas e faz o balanço
    • Coordenador de voluntários: faz as chamadas de confirmação na véspera
    • Coordenador de dados: lança os resultados na base no mesmo dia

    O que medir: Turnos cumpridos em relação aos marcados (gente que confirmou e apareceu) e conversas reais feitas por turno. Se as faltas sobem, reforce as ligações de véspera.

    Riscos a vigiar: Hostilidade e saturação à porta: nada de campanha negativa, cortesia sempre, duplas para quem tem receio e saída imediata da lista para quem pede para não ser contatado.

  5. Lista própria que empurra para a rua

    Uma lista de e-mail e mensagens com consentimento, segmentada por região e temas, em que cada envio traz um pedido concreto e um link (de preferência para uma ação offline), e páginas pessoais em que cada apoiador pede aos amigos. Em 2008, a lista chegou a 13 milhões de e-mails e 70 mil páginas pessoais arrecadaram mais de 30 milhões de dólares.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a campanha precisa de um contato direto que não dependa de uma rede social e tem gente para responder a quem se inscreve.
    Não use quando
    Não use números comprados ou coletados sem consentimento, nem trate a lista só como carteira: quem queria fazer mais e só recebe pedidos de dinheiro vai embora.
    1. Semana −14 Confirmar com um advogado as regras de dados, mensagens e doações
    2. Semana −14 Escolher a ferramenta de e-mail, o canal de mensagens e a base de dados
    3. Semana −13 Lançar a lista com consentimento e saída fácil em cada mensagem
    4. Semana −12 Segmentar por região, temas escolhidos e o que a pessoa já fez
    5. Semana −10 Escrever cada envio com um pedido e um link, de preferência para uma ação offline
    6. Semana −8 Abrir páginas pessoais de arrecadação, onde a lei permitir, com contas públicas
    7. Semana do dia D No dia da votação, mandar lembretes e o ponto de encontro do turno final

    Equipe

    • Equipe digital: gere a lista, segmenta e escreve os envios
    • Organizadores de campo: recebem quem responde e o levam para a equipe local
    • Tesouraria: identifica doadores, respeita os tetos e publica as contas

    O que medir: Pessoas da lista que fazem uma ação fora da tela a cada mês (ir a um evento, entrar num turno, receber uma reunião em casa), contadas pela inscrição e pela presença, não por aberturas nem cliques.

    Riscos a vigiar: Consentimento e dinheiro às claras: envie só a quem se inscreveu, ofereça sempre a saída, identifique o responsável por cada mensagem e respeite quem pode doar e os tetos do seu país.

Praticar

Treine com as missões e situações do caso.

Decida como organizador

Seis situações reais da campanha de 2007–2008. Escolha o que faria e veja o que os organizadores aprenderam.

Plano de 90 dias

A sequência do modelo de 2008 em versão compacta, como lista de verificação.

A sequência do modelo de 2008 em versão compacta, como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes de começar

  2. Semanas 1–3: Captar e conversar

  3. Semanas 4–6: Treinar e formar equipes

  4. Semanas 7–10: Escalar o contato

  5. Últimas duas semanas: Levar ao voto

  6. Depois da eleição

Regras

O modelo funciona porque pessoas reais falam com os vizinhos em nome próprio.

O modelo funciona porque pessoas reais falam com os vizinhos em nome próprio. Tudo o que finge ser gente ou trata dados sem consentimento destrói essa confiança.

Consentimento
Envie e-mails e mensagens só a quem se inscreveu, e ofereça sempre a saída. Proteção de dados (LGPD, RGPD) vale em campanha.
Dados sensíveis
Opinião política é dado sensível. Guarde o mínimo, restrinja o acesso e apague o que não precisa mais.
Dinheiro às claras
Respeite quem pode doar, os tetos e as regras de declaração do seu país. Publique as contas.
Diga quem fala
O voluntário se apresenta como voluntário da campanha. Cada mensagem identifica o responsável.
Só gente real
Nada de perfis falsos, bots ou contas compradas. Plataformas abertas também atraem contas falsas do lado contrário: faça moderação.
Respeito à porta
Sem ataques pessoais nem insinuações. Quem pede para não ser contatado sai da lista.
Anúncios declarados
Todo anúncio pago é identificado e registrado onde a lei exige. Na União Europeia, desde outubro de 2025 a Meta não aceita anúncios políticos, eleitorais ou sobre temas sociais, e o Google deixou de veicular publicidade política tal como o regulamento a define. O Regulamento (UE) 2024/900 exige rótulo e aviso de transparência nos anúncios políticos pagos e só permite segmentação com consentimento explícito e sem dados sensíveis. Ver a ficha «Lei e plataformas na União Europeia» nos Fundamentos.
IA com etiqueta
Conteúdo gerado com IA é identificado como tal. Deepfakes, nunca.
Lei local
Regras de propaganda, de uso de dados e de mensagens mudam de país para país. Confirme com um advogado antes de começar.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
Não se auto-organiza
Uma plataforma sem organizadores produz grupos dispersos. Ganz lembra que os voluntários precisam de acompanhamento contínuo.
Não sobrevive sozinho à vitória
Depois de 2008 a rede passou para a Organizing for America, dentro do partido. Críticos, entre eles Ganz e Tim Dickinson na Rolling Stone, consideram que foi desmobilizada e que o seu potencial se perdeu.
Desigual na prática
Ganz relata estados quase sem organização no início, pouca mentoria e pressão de cima para as metas de identificação de eleitores em vez das de organização.
Cansa as pessoas
Os relatos falam de jornadas de doze horas, até entre os voluntários da sede nacional (Harfoush). Sem ritmo sustentável, a campanha perde gente boa.
Pode saturar os eleitores
Universos de contato pequenos levam a ligações repetidas; na terceira, muitos pedem para parar.
Dinheiro também é poder
Obama recuou da intenção declarada de aceitar o financiamento público (críticos falaram em promessa quebrada) e foi o primeiro candidato de um grande partido a abrir mão dele na eleição geral. Mais dinheiro dá vantagem, mas não é só de pequenos doadores: cerca de metade da receita veio em doações abaixo de 200 dólares, a outra metade não.
Depende de um candidato que mobiliza
O candidato trouxe as pessoas; as relações as mantiveram. Sem uma causa ou figura que atraia, a captação inicial é muito mais lenta.

Verificar

Cinco perguntas para confirmar o essencial.

Cinco perguntas para confirmar o essencial. Cada resposta traz a explicação.

1. Na Camp Obama, que história os voluntários aprendiam a contar?
2. O que é o modelo do floco de neve?
3. Qual foi a função principal do digital em relação ao trabalho de campo?
4. Segundo Jeremy Bird, como medir os organizadores no verão, meses antes da eleição?
5. O que Ganz diz sobre a auto-organização online?

Para ir mais longe

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

  • What is Organizing? The "People, Power, Change" Framework

    Guia · Leading Change Network · EN

    Introdução curta às cinco práticas de liderança do método de Ganz. Use para alinhar a equipe sobre o que significa organizar, antes de distribuir tarefas.

  • Public Narrative

    Curso · Resistance School · EN

    As 15 aulas em vídeo de Marshall Ganz sobre narrativa pública (história de si, de nós e do agora), com exemplo e técnicas de coaching. Serve para formar porta-vozes e voluntários.

  • The Marshall Ganz playbook for progressive change

    Guia · European Center for Digital Action · 2025-08 · EN

    Resumo do método Ganz aplicado às campanhas progressistas europeias de hoje, com vídeo da sessão. Leitura rápida para quem não tem tempo para o curso completo.

Mais 3
  • Steps in a One-on-One Organizing Conversation

    Guia · Training for Change · EN

    Roteiro passo a passo da conversa individual de organização: como convidar alguém, descobrir motivações e fazer um pedido concreto. Use para treinar voluntários.

  • From Zero to Hero: Digital Infrastructure Checklist for Small Donor Fundraising

    Modelo · The Commons Social Change Library · 2025-07 · EN

    Lista de verificação da ECDA com tudo o que é preciso montar (formulários, CRM, e-mail, pagamentos) antes de pedir pequenas doações online.

  • M+R Benchmarks 2026

    Relatório · M+R · 2026 · EN

    Estudo anual com dados de centenas de ONGs sobre doações online, taxas de abertura de e-mail, SMS e redes. Use para comparar seus números com referências reais.

Biblioteca

Fontes

Este playbook foi construído a partir de textos, entrevistas e palestras dos organizadores e de investigações que os entrevistaram,…

Este playbook foi construído a partir de textos, entrevistas e palestras dos organizadores e de investigações que os entrevistaram, conferidos com imprensa e dados publicados entre 2007 e 2015. Páginas consultadas em 26 de outubro de 2026.

43 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Bill Cramer (BillCramer), CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado em 26 de outubro de 2026

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