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Multidão com light sticks pedindo o impeachment de Yoon Suk-yeol em Seul, dezembro de 2024

Coreia do Sul · 2024–2025

A revolução dos bastões de luz

Esta luz não se apaga com o vento

Em novembro de 2016, o deputado conservador Kim Jin-tae disse que as velas “se apagam quando o vento sopra”. Em 2024, as ruas trocaram as velas por bastões de luz de K-pop, que o vento não apaga.

Em 3 de dezembro de 2024, Yoon Suk Yeol declarou lei marcial. Em horas, cidadãos correram ao Parlamento; por 123 dias, encheram a rua até a destituição.

Para as pessoas que correram até a Assembleia Nacional naquela noite e para quem pagou o café, o kimbap e o ônibus aquecido de quem estava na rua. Projeto independente, sem ligação a organizações coreanas.

Em 30 segundos

  1. 190 a 0. Horas depois de Yoon declarar lei marcial, em 3 de dezembro de 2024, os deputados anularam o decreto, com cidadãos nos portões da Assembleia.

  2. 8 a 0. Em 4 de abril de 2025, o Tribunal Constitucional destituiu Yoon; em 3 de junho, Lee Jae-myung venceu a eleição antecipada.

  3. 1.700 organizações numa coalizão que seguia o calendário do Parlamento e do Tribunal, ao lado de jovens mulheres com bastões de K-pop, sindicatos e agricultores.

  4. Uma rua para onde se queria voltar: bastões de luz, músicas pedidas pelo público, palco aberto com regra contra o ódio, comida pré-paga à distância.

  5. A primeira hora barrou o decreto; os sábados seguintes, pacíficos e acolhedores, com uma exigência institucional clara, levaram à destituição.

Os primeiros passos

  1. Lista de organizações aliadas com um contato cada
  2. Canal público de convocação e canal ao vivo testados
  3. Lista de advogados e equipe médica voluntária

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Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos

Quem fez

Não houve um líder.

Não houve um líder. Houve quem coordenasse, abrisse o palco e montasse a logística; os relatos dessas pessoas e organizações sustentam o playbook.

  • Lee Ji-hyun (PSPD)

    Secretária-geral da Solidariedade Popular pela Democracia Participativa; copresidente da coalizão Emergency Action

    Ajudou a coordenar a coalizão de cerca de 1.700 grupos e explicou como a equipe de planejamento usava playlists pedidas pelo público, um compromisso contra discursos de ódio e apoio médico e jurídico nos atos.

    Fontes
  • Lee Ho-rim

    Ativista LGBTQ; copresidente da Emergency Action

    Defendeu um lugar para pessoas LGBTQ na direção da coalizão e contou como o palco aberto mudou de 2016 para 2024.

    Fontes
  • Seo Chae-wan

    Advogado; cochefe da sala de situação da Emergency Action

    Coordenou o calendário de ações na reta final e apresentou ao Tribunal Constitucional o parecer da coalizão a favor da destituição.

    Fontes
  • Park Seok-woon

    Representante da Korea Progressive Alliance; integra o comitê de memória da coalizão

    Convocou a concentração na praça depois da libertação de Yoon em março de 2025 e, depois, ajudou a criar o arquivo e o livro branco do movimento.

    Fontes
  • Kim Hu-ju (@향연 no X)

    Agricultora e ativista

    Publicou o vídeo da polícia cercando os tratores em Namtaeryeong, visto 4,8 milhões de vezes, que levou milhares de jovens à colina na madrugada.

    Fontes
  • Ha Won-o (Jeonnong)

    Presidente da Liga Camponesa Coreana

    A sua organização levou a marcha de tratores que a polícia bloqueou em Namtaeryeong; ele contou como a solidariedade das jovens mudou a relação entre agricultores e cidade.

    Fontes
  • Criador do mapa “시위도 밥먹고”

    Cidadão anônimo

    Montou um mapa nacional de cafés e restaurantes com comida pré-paga para manifestantes, com estoque e horário de cada lugar, sem anúncios nem patrocínio.

    Fontes
  • Lee Jae-myung

    Líder da oposição em 2024; presidente eleito em 2025

    Transmitiu ao vivo no YouTube a sua chegada à Assembleia, pulando o muro cercado por tropas, e pediu que as pessoas fossem até lá.

    Fontes
  • Woo Won-shik

    Presidente da Assembleia Nacional em 2024

    Pulou a cerca para entrar na Assembleia e convocou na hora a sessão plenária que anulou a lei marcial por 190 a 0, à 1h02.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

O que coordenadores, agricultoras, ativistas e manifestantes disseram sobre o próprio trabalho.

O que coordenadores, agricultoras, ativistas e manifestantes disseram sobre o próprio trabalho. Paráfrases, com citações curtas quando essenciais.

Mais 6 citações

A história

Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon Suk Yeol anunciou na TV uma lei marcial que suspendia a atividade política e controlava a imprensa.

Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon Suk Yeol anunciou na TV uma lei marcial que suspendia a atividade política e controlava a imprensa. Tropas chegaram de helicóptero à Assembleia Nacional. Os cidadãos chegaram antes delas ou na mesma hora.

190–0
votos dos deputados que anularam a lei marcial na madrugada de 4 dez. 2024oficial
204
votos pelo impeachment em 14 dez. 2024 (eram precisos 200 de 300)oficial
61,1%
de mulheres entre os presentes no ato de 14 dez. perto da Assembleia, segundo dados de população por celularestimativa
8–0
votos do Tribunal Constitucional pela destituição, em 4 abr. 2025oficial

Da noite da lei marcial à eleição, e depois

  1. 3–4 dez. 2024Yoon declara lei marcial. Lee Jae-myung transmite ao vivo enquanto pula o muro da Assembleia; cidadãos enfrentam soldados no portão e um pequeno grupo cerca um blindado; lá dentro, assessores barram as portas com móveis e usam extintores contra os soldados. Os deputados que conseguem entrar votam 190 a 0 contra o decreto; por volta das 4h30, o governo o levanta.
  2. 7 dez.Primeira votação do impeachment fracassa: o partido do governo boicota e só 195 deputados votam. No pico, quase 280 mil pessoas estão em Yeouido; mulheres de 20 anos são o maior grupo.
  3. 11 dez.Nasce na Igreja Hyanglin a coalizão Emergency Action pela renúncia imediata de Yoon e por uma grande reforma social, com mais de 1.500 organizações.
  4. 14 dez.Impeachment aprovado por 204 votos. Pico de 417.837 pessoas perto da Assembleia às 16h; segundo a mesma análise, 61,1% eram mulheres. Os organizadores contam 2,3 milhões no país.
  5. 21–22 dez.A polícia bloqueia em Namtaeryeong a marcha de tratores da Liga Camponesa. Jovens convocadas pelo X passam a noite com os agricultores; após 28 horas, a polícia abre a estrada.
  6. 3–15 jan. 2025Primeira tentativa de prender Yoon falha. Sindicatos e cidadãos acampam junto à residência; na neve de 5 de janeiro, os manifestantes com mantas térmicas viram os “Kisses”. Em 15 de janeiro, Yoon é preso; no dia 19, apoiadores dele invadem um tribunal.
  7. 8–15 mar.Um tribunal anula a prisão preventiva e Yoon é solto. A coalizão passa a marchas diárias às 19h, a direção faz greve de fome e a 15.ª marcha reúne cerca de 1,1 milhão de pessoas, segundo os organizadores.
  8. 4 abr.Às 11h22, o Tribunal Constitucional destitui Yoon por 8 a 0. Na véspera, a coalizão tinha entregue cerca de 1 milhão de assinaturas pedindo uma decisão unânime.
  9. 3–10 jun.Lee Jae-myung vence a eleição antecipada com 49,42%, com participação de 79,38%. Em 10 de junho, a coalizão anuncia o fim das suas atividades e cria um comitê de memória.
  10. jan.–abr. 2026Yoon é condenado a 5 anos por obstruir a própria prisão e por outros crimes ligados à lei marcial (16 jan.); em recurso, a pena sobe para 7 anos, confirmada pela Suprema Corte em 9 de julho. Em 19 de fevereiro, em primeira instância, é condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição; o recurso segue no Tribunal Superior de Seul. Em 4 de abril, a coalizão publica o arquivo online e o livro branco dos 123 dias.

Três camadas

A rua cheia dependia de três camadas que se apoiaram durante quatro meses de inverno.

  • A rua que acolheBastões de luz, K-pop pedido pelo público, bandeiras de “organizações” inventadas como a Aliança Nacional de Ficar Deitado em Casa, e um palco aberto com regra explícita contra o ódio.
  • O cuidado à distânciaQuem não podia ir pagava café e kimbap perto do ato, mandava food trucks e ônibus aquecidos e mantinha mapas de comida, banheiros e abrigos. Advogados e equipes médicas davam apoio no local.
  • A coalizão com calendárioCerca de 1.700 organizações, com comitê operacional e sala de situação, seguiram as datas do Parlamento e do Tribunal: marchas numeradas aos sábados, pareceres, abaixo-assinados e, na reta final, atos diários.
O que não se sabe. As contagens variam muito: em 14 de dezembro, a Wikipédia registra ao menos 208 mil perto da Assembleia, sem atribuir a estimativa, a análise de dados de celular do Kyunghyang em 417.837 no pico e os organizadores em 2,3 milhões no país; a parcela de mulheres jovens aparece como 28% (7 dez.), cerca de 30% em 14 dez.

(17,9% de mulheres de 20 a 29 anos e 12% de 30 a 39, nos dados do Kyunghyang), “mais de 35%” (incluindo adolescentes, segundo The Nation) ou um terço, conforme a fonte e o método. Não é possível isolar quanto a rua pesou nas decisões da Assembleia e do Tribunal, que seguiram regras próprias. O papel do KakaoTalk na coordenação não está documentado nas fontes lidas. Sobre o pós-crise: a condenação por obstrução da prisão foi de 5 anos em primeira instância (jan. 2026), subiu para 7 anos em recurso e foi confirmada pela Suprema Corte em julho de 2026; a prisão perpétua por insurreição (fev. 2026) é uma decisão de primeira instância, e o recurso seguia no Tribunal Superior de Seul em outubro de 2026, assim como processos contra outros réus. As fontes lidas não mostram quantas das reformas sociais pedidas pela coalizão viraram lei.

O terreno

A Coreia do Sul tem uma memória viva de ditadura militar, uma sociedade civil muito organizada, uma cultura de fãs de K-pop treinada para…

A Coreia do Sul tem uma memória viva de ditadura militar, uma sociedade civil muito organizada, uma cultura de fãs de K-pop treinada para agir em conjunto e uma capital densa, ligada por metrô. Saber isso ajuda a escolher o que trocar no seu país.

Plataformas

Transmissões ao vivo (YouTube)
Na noite da lei marcial, o líder da oposição transmitiu do celular a sua entrada na Assembleia; a live passou de 2,75 milhões de visualizações e parte de quem assistia atendeu ao chamado e foi até lá.
X (antigo Twitter)
A rede das jovens mulheres e dos fandoms: ofertas de comida pré-paga, rotas para evitar estações lotadas, convocação de emergência para Namtaeryeong e o vídeo da agricultora Kim Hu-ju, com 4,8 milhões de visualizações.
Comunidades de fãs
Fóruns e grupos criados para seguir artistas também serviam para partilhar injustiças sociais, contaram estudantes em Namtaeryeong. Hábitos de fandom (cartazes, coros, listas de logística com locais e banheiros) foram para a rua.
Bastões de luz (응원봉)
O objeto de cada fandom, com cor e forma de cada grupo, substituiu as velas de 2016. Era pessoal, durava a noite toda e sinalizava que ir ao ato era fácil e seguro.
Mapas colaborativos
O site “시위도 밥먹고” listava, em tempo real, cafés e restaurantes com comida paga para manifestantes; outros mapas mostravam banheiros e abrigos aquecidos perto dos atos.
Pré-pagamento em lojas (선결제)
Quem não podia ir pagava antecipadamente café, kimbap ou sopa num estabelecimento perto do ato; artistas como IU e Yuri fizeram o mesmo para os seus fãs. Depois vieram food trucks e ônibus aquecidos pagos por doações.
KakaoTalk
O mensageiro de uso quase universal no país, usado por famílias, colegas e organizações. As fontes lidas não documentam o seu papel específico na coordenação; o playbook o trata como o canal de grupos a trocar pelo seu.
YouTube da direita radical
O outro lado se organizava por canais de YouTube e redes de igrejas, com alegações de fraude eleitoral. Saber disso ajuda a prever a reação.

Condições locais

  • Memória da ditadura de Chun Doo-hwan e do massacre de Gwangju (1980): para quem tem mais de 50 anos, lei marcial significava tropas contra civis.
  • Um repertório testado: a “revolução das velas” de 2016–2017 tinha levado à destituição de Park Geun-hye, e o hino “Into the New World”, das Girls' Generation, já tinha sido cantado nas ruas.
  • A Constituição permite à Assembleia anular a lei marcial por maioria, e o impeachment exige 200 de 300 votos. Isso deu à rua alvos e datas concretos.
  • Um presidente eleito com plataforma antifeminista, que prometeu extinguir o Ministério da Igualdade de Gênero: as jovens mulheres tinham motivos próprios para ir.
  • Polarização de gênero entre os jovens: na eleição de 2025, segundo a boca de urna, 58,1% das mulheres de 18 a 29 anos votaram em Lee Jae-myung, contra 24% dos homens da mesma idade.
  • Inverno rigoroso, com neve e temperaturas negativas: a logística de calor e comida foi tão importante quanto o palco.
  • Uma capital densa e muito conectada: as redes de celular congestionaram no ato de 7 de dezembro, e o metrô chegou a pular estações perto da Assembleia.
  • Reação organizada: apoiadores de Yoon fizeram atos com bandeiras dos EUA e, em 19 de janeiro de 2025, invadiram o Tribunal do Distrito Ocidental de Seul.

O método

Por trás da imagem de festa havia três decisões: estar presente na hora certa, tornar a rua um lugar para onde as pessoas querem voltar, e…

Por trás da imagem de festa havia três decisões: estar presente na hora certa, tornar a rua um lugar para onde as pessoas querem voltar, e amarrar toda a energia a uma exigência institucional com data.

Três frentes

Presença imediata
Na primeira noite, contou a velocidade: transmissões ao vivo, gente nos portões e deputados que conseguiram entrar. Isso só funciona se houver canais de confiança antes da crise.
Uma rua que acolhe
Música que as pessoas conhecem, objetos que já têm em casa, humor, comida quente e uma regra de palco contra o ódio. A rua tem de ser segura para quem nunca foi a um protesto, e para minorias.
Exigência com calendário
Renúncia, depois impeachment, depois destituição, depois eleição: uma exigência por fase, alinhada às datas da Assembleia, do Tribunal e das urnas, com pareceres jurídicos e assinaturas entregues no momento certo.

O ciclo de uma semana de crise

De dezembro a abril, o mesmo ciclo se repetiu, ficando mais curto quando a decisão se aproximava.

  1. Alertar Transmitir ao vivo o que acontece, de fontes verificadas, e dizer onde e quando ir.
  2. Convergir Um ponto e uma hora fixos, perto de quem decide, e rotas alternativas quando o metrô ou a rede falham.
  3. Acolher Abrir com músicas pedidas pelo público, ler o compromisso contra discriminação e dar o microfone a quem nunca falou.
  4. Abastecer Publicar no mapa a comida pré-paga, os banheiros e os abrigos; chamar food trucks e ônibus aquecidos para as noites longas.
  5. Responder Quando outro grupo é bloqueado ou atacado, como os agricultores em Namtaeryeong, fazer uma convocação de emergência e mandar gente e calor.
  6. Pressionar a instituição Pareceres ao tribunal, abaixo-assinados, declarações de advogados e a presença diante do edifício nos dias de decisão.
  7. Manter o ritmo Marcha numerada todo sábado; atos diários só na reta final, para não esgotar as pessoas antes da hora.
  8. Registrar Guardar falas, fotos, bandeiras e contas, com consentimento, para a memória e para os processos que vêm depois. E contar o que aconteceu fora da tela (presentes, com o método; refeições resgatadas; assinaturas entregues; novas organizações), não visualizações.

E recomeça.

Toolkit

O que é preciso para responder a uma tomada de poder repentina, ou a qualquer decisão institucional com data, com uma rua grande, pacífica…

O que é preciso para responder a uma tomada de poder repentina, ou a qualquer decisão institucional com data, com uma rua grande, pacífica e duradoura. Respeite as regras desta página.

Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

A coalizão coreana tinha comitê operacional, sala de situação, comitê jurídico e equipe de planejamento dos atos; o resto foi auto-organizado por cidadãos. Escreva as funções antes da crise.

Funções

Comitê operacional
Representantes das organizações que se reúnem toda semana para decidir datas, exigências e porta-vozes. Copresidência diversa: sindicatos, mulheres, LGBTQ, sociedade civil.
Sala de situação
Uma pequena equipe que acompanha em tempo real o Parlamento, o tribunal e a polícia e convoca atos de emergência.
Planejamento do ato
Palco, som, roteiro, playlist com pedidos do público, intérpretes e artistas. Abre e fecha na hora anunciada.
Moderação da fala livre
Inscreve quem quer falar, lê o compromisso contra discriminação e corta o microfone quando ele é violado.
Equipe jurídica
Advogados que observam a polícia, atendem detidos e redigem pareceres para o tribunal.
Equipe médica e de segurança
Postos de primeiros socorros, voluntários que orientam a multidão e evitam aglomerações perigosas nas estações.
Logística de calor
Contrata food trucks, ônibus aquecidos, mantas térmicas e aquecedores de mão com as doações e publica onde estão.
Mapeadores e arquivo
Mantêm os mapas de pré-pagamento, banheiros e abrigos e guardam o registro do que aconteceu.

Ritmo

  1. Noite zeroTransmissão ao vivo, convocação para o edifício ameaçado, presença pacífica até a votação.
  2. Dias de votaçãoAto grande diante do Parlamento, acompanhando a votação ao vivo.
  3. Todo sábadoMarcha numerada no centro da cidade (houve 18 entre dezembro e abril), com atos simultâneos em outras cidades.
  4. Dias úteisAtos menores à noite, fala livre e respostas de emergência quando algo acontece.
  5. Reta finalMarchas diárias às 19h, acampamento perto do tribunal, abaixo-assinado e convocação nacional para um único ponto.
  6. Dia da decisãoAssistir juntos à leitura, celebrar sem confronto e anunciar a próxima fase.

A coalizão só passou a atos diários depois que Yoon foi solto, em março. Até lá, o sábado fixo permitiu planejar viagens, doações e descanso. Guarde o ritmo diário para quando ele for indispensável.

Plano B

  • Pontos de encontro combinados de antemão para quando as redes de celular congestionam, como em 7 de dezembro.
  • Rotas a pé a partir de estações mais distantes, se o metrô pular as paradas perto do ato.
  • Mais de um canal ao vivo e mais de uma conta de convocação, para o caso de uma cair.
  • Copresidência com vários nomes, para que nenhuma prisão ou ataque pessoal pare a coalizão.
  • Fundo de emergência para calor e comida já aberto antes das noites de vigília.

Tecnologia

Quase tudo é gratuito ou já está no bolso das pessoas. O caro é a comida, o calor e o tempo dos voluntários.

  • Transmissão ao vivo (YouTube, Instagram)Grátis

    Mostrar o que acontece no edifício ameaçado e nos atos, em tempo real, a partir de um celular. Grave e guarde.

  • Conta pública de convocação (X, Instagram)Grátis

    Data, hora, ponto, regras e respostas a boatos. Só informação verificada.

  • Grupos de mensagem (KakaoTalk, WhatsApp, Telegram)Grátis

    Coordenação de organizações, equipes de palco e voluntários. Admins de confiança e regras fixadas.

  • Mapa de pré-pagamentos e serviçosGrátis

    Lojas com comida paga, estoque restante, horário; banheiros e abrigos aquecidos. Um mapa público simples basta.

  • Formulário de pedidos de música e de inscrição para falarGrátis

    Recolhe playlists e inscrições para a fala livre, com o compromisso contra discriminação aceito no envio.

  • Abaixo-assinado onlineGrátis

    Assinaturas dirigidas à instituição que decide, entregues numa data marcada (a coalizão entregou 45.289 em fevereiro e cerca de 1 milhão em abril).

  • Doações para logísticaTaxas bancárias

    Conta da coalizão para food trucks, ônibus aquecidos e materiais, com prestação de contas pública.

  • Linha jurídica e mensageiro cifrado (Signal)Grátis

    Número de advogados divulgado em cada ato; coordenação sensível fora dos grupos abertos.

  • Escuta de boatos e da reaçãoGrátis

    Acompanhar canais do outro lado e rumores sobre tropas ou polícia. Boato pequeno, que não sai da bolha: não amplificar. Boato que chega a quem ainda decide se vai ao ato: corrigir rápido pelo canal oficial, com o fato certo primeiro. E avisar antes quais boatos são esperados (prebunking).

  • Corrente telefônica e SMSBaixo custo

    Lista de contatos de coordenadores para quando a internet congestiona no local.

  • Arquivo digitalGrátis a baixo custo

    Fotos, falas, bandeiras e documentos com autoria e consentimento, como o arquivo “빛의 기록” da coalizão.

Guias rápidos por canal

Colunas do registro de pré-pagamentos

Loja · Endereço e ponto no mapa · Item · Quantidade paga · Restante (atualizado) · Horário · Condição (ex.: para quem está no ato) · Doador (opcional ou anônimo) · Atualizado em

Software: quase zero. Custos: comida e bebida (pagas diretamente às lojas por quem doa), food trucks, ônibus aquecidos, som e palco, e taxas bancárias da conta de doações.

Comunicação

O tom era festivo: música pop e humor, uma exigência clara por fase e palavras que tratam todos como concidadãos, sem paternalismo com as jovens nem ódio no palco.

A fórmula de uma convocação

  1. O que está em jogo Uma frase: a votação, a decisão ou a ameaça, e a data.
  2. Onde e quando Ponto, hora de início e rotas alternativas.
  3. O que levar A sua luz (bastão, celular), roupa quente, água.
  4. As regras Paz, nenhuma fala de ódio, cuidado com quem está ao lado.
  5. Como ajudar de longe O link do mapa de pré-pagamentos ou da conta de logística.
  6. Onde confirmar O canal oficial da coalizão.

Regras de escrita

  • Uma exigência por fase: renúncia, impeachment, destituição, eleição.
  • Use as músicas e os objetos que as pessoas já amam; não invente uma estética de protesto.
  • Humor é bem-vindo: bandeiras absurdas mostram que são cidadãos comuns, sem partido.
  • Trate todos como concidadãos, nunca como “boas meninas” ou “filhas”.
  • Leia em voz alta o compromisso contra discriminação em cada ato.
  • Não espalhe boatos sobre tropas ou polícia; confirme antes de publicar.
  • Diga sempre como quem não pode ir pode ajudar.
  • Celebre as vitórias e diga logo qual é a próxima etapa.

Exemplo

Sábado, [data]: o Parlamento vota o impeachment às [hora]. Encontro às [hora] em [ponto]. Se a estação [nome] estiver fechada, desça em [estação] e siga a pé. Traga a sua luz (bastão de fã ou celular) e roupa quente. Paz sempre, nenhuma fala de ódio. Não pode ir? Pague um café ou uma refeição perto do ato e registre no mapa: [link]. Confirmações só aqui: [canal oficial].

Levar para o seu contexto

O que funciona em qualquer lugar e o que tem de ser trocado.

O que funciona em qualquer lugar e o que tem de ser trocado. Escolha o seu país no topo do toolkit para ver as ferramentas equivalentes.

Funciona em qualquer lugar

  • Ter canais de confiança e uma lista de organizações prontas antes da crise.
  • Ir ao lugar onde se decide, na primeira hora, de forma pacífica.
  • Uma exigência por fase, ligada a uma data institucional.
  • Um ritmo fixo (um dia por semana) e atos diários só na reta final.
  • Tornar a rua acolhedora: música conhecida, humor, calor, comida.
  • Deixar quem não pode ir ajudar quem vai, com transparência.
  • Palco aberto com regra explícita contra o ódio.
  • Solidariedade com outros grupos atacados durante a crise.
  • Registrar tudo e saber encerrar a coalizão quando o objetivo é atingido.

Depende do contexto

Bastões de luz de K-pop
Troque pelo objeto que a sua cultura pop já leva para estádios e shows: lanternas do celular, cachecóis de torcida, bandeiras de fã-clubes. O que importa é ser algo que as pessoas já têm e amam.
Playlist de K-pop
Peça ao público as músicas que todos sabem cantar no seu país, incluindo hinos de protesto antigos ao lado de sucessos atuais.
X e comunidades de fãs
Identifique onde as jovens do seu país conversam em público (Instagram, TikTok, Discord, fóruns de fãs) e convoque por lá.
KakaoTalk
Troque pelo mensageiro dominante no seu país: WhatsApp, Telegram, LINE ou Viber, com grupos por função e admins de confiança.
Pré-pagamento em lojas (선결제)
Onde não há esse hábito, combine com cafés e restaurantes próximos um saldo pago por Pix, MB Way ou Bizum, e publique o estoque num mapa.
Lei marcial e Tribunal Constitucional
Descubra quais instituições podem travar um abuso no seu país (parlamento, tribunal, comissão eleitoral) e siga o calendário delas.
Dados de população por celular
Seul publica, com uma operadora, quantas pessoas estão em cada área por hora. Onde isso não existe, use contagens por fotografia aérea ou métodos independentes e diga sempre qual.

Jogadas para levar

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit. Cada uma funciona sozinha ou combinada com jogadas de outros playbooks.

  1. Primeira hora no lugar onde se decide

    Assim que o abuso começa, uma transmissão ao vivo de fonte verificada diz onde e quando ir, e as pessoas chegam em paz ao edifício onde a instituição ainda pode travá-lo. Na Coreia, um pequeno grupo de cidadãos cercou um blindado que se aproximava da Assembleia e os deputados que conseguiram entrar anularam a lei marcial por 190 a 0.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando uma instituição ainda pode travar o abuso nas próximas horas (uma votação, uma sessão) e precisa estar fisicamente reunida para isso.
    Não use quando
    Não use para invadir ou bloquear edifícios, e saiba que, onde as tropas usam força letal, a presença na rua pode custar vidas.
    1. Semana −20 Montar a lista de organizações aliadas, com um contato de cada uma
    2. Semana −20 Testar o canal público de convocação e o canal ao vivo, cada um com uma segunda conta
    3. Semana −18 Combinar pontos de encontro e uma corrente de SMS para quando a rede congestionar
    4. Semana −17 Na noite zero, transmitir ao vivo só a partir de fonte verificada
    5. Semana −17 Convocar para o edifício onde se vota, com ponto, hora e regras de paz
    6. Semana −17 Publicar a linha jurídica e desmentir boatos só pelo canal oficial
    7. Semana −17 Ficar em paz até a votação e anunciar logo o próximo encontro

    Equipe

    • Voz ao vivo: transmite do local e diz onde e quando ir
    • Sala de situação: acompanha o Parlamento e a polícia e confirma cada informação
    • Equipe jurídica: divulga o número de advogados e atende detidos

    O que medir: Pessoas que de fato chegaram ao edifício antes da votação, estimadas com um método declarado (dados de celular, foto aérea ou contagem independente), e não as visualizações da live.

    Riscos a vigiar: Boatos sobre tropas mandam gente para o lugar errado e o confronto dá ao governo o pretexto da desordem: só fonte confirmada, nenhuma invasão, linha jurídica publicada desde o primeiro minuto.

  2. Uma exigência por fase, um sábado fixo

    Uma coalizão escolhe uma exigência por fase (renúncia, impeachment, destituição, eleição), alinhada à próxima data institucional, e marca uma marcha numerada no mesmo dia da semana; atos diários só na reta final. Na Coreia houve 18 marchas de sábado entre dezembro e abril e, depois da libertação de Yoon, marchas diárias às 19h até a decisão de 8 a 0.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a crise vai durar semanas ou meses e há datas institucionais pela frente: votações, sessões de tribunal, uma eleição.
    Não use quando
    Não comece com atos diários: esgotam as pessoas antes da hora; e um ritmo sem exigência clara nem data esvazia a rua.
    1. Semana −16 Fundar a coalizão com copresidência diversa e comitê operacional semanal
    2. Semana −16 Escolher a exigência desta fase e a próxima data institucional
    3. Semana −15 Fixar a marcha numerada no mesmo dia da semana, com atos em outras cidades
    4. Semana −14 Fazer atos menores à noite nos dias úteis, com fala livre
    5. Semana −4 Na reta final, passar a marchas diárias e a uma convocação nacional num só ponto
    6. Semana −1 Entregar à instituição o parecer jurídico e o abaixo-assinado antes da decisão
    7. Semana do dia D No dia da decisão, assistir juntos, celebrar sem confronto e anunciar a próxima fase

    Equipe

    • Comitê operacional: decide toda semana datas, exigências e porta-vozes
    • Sala de situação: segue o calendário do Parlamento e do tribunal e convoca emergências
    • Planejamento do ato: palco, som e roteiro; abre e fecha na hora anunciada

    O que medir: Presentes em cada marcha numerada, contados sempre com o mesmo método declarado, e assinaturas entregues à instituição na data marcada (na Coreia, 45.289 em fevereiro e cerca de 1 milhão em abril).

    Riscos a vigiar: Frio, cansaço e números disputados esvaziam a rua ou viram arma do adversário: guarde o ritmo diário para a reta final e publique sempre a fonte e o método de cada contagem.

  3. Palco aberto com compromisso contra o ódio

    O ato abre com músicas pedidas pelo público e objetos que as pessoas já amam, e a fala livre tem uma regra lida em voz alta: nenhuma fala discriminatória. Na Coreia, a equipe de planejamento recebeu cerca de 20 mil pedidos de músicas e pelo menos uma pessoa LGBTQ falou em cada ato de dia útil.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando você precisa que voltem pessoas que nunca foram a um protesto, e minorias que só vêm se a rua for segura para elas.
    Não use quando
    Não funciona se a regra fica no papel ou se o palco só exibe as jovens sem lhes dar voz: isso repete o paternalismo que elas recusaram.
    1. Semana −20 Escrever e acordar entre as organizações o compromisso contra discriminação
    2. Semana −16 Abrir o formulário de músicas e de inscrição para falar, com o compromisso aceito no envio
    3. Semana −16 Pedir ao público que traga a sua luz: o objeto de fã que já tem em casa
    4. Semana −15 Abrir cada ato com as músicas pedidas e ler o compromisso em voz alta
    5. Semana −15 Dar o microfone a quem nunca falou, alternando grupos e temas
    6. Semana −15 Cortar o microfone quando o compromisso for violado e dar a vez à próxima pessoa

    Equipe

    • Planejamento do ato: monta a playlist com os pedidos e o roteiro
    • Moderação da fala livre: inscreve oradores, lê o compromisso e corta o microfone
    • Copresidência diversa: garante lugar para mulheres, LGBTQ e outros grupos na direção

    O que medir: Pessoas diferentes que falaram no palco pela primeira vez, por ato e por grupo, contadas pelas inscrições; se só falam os mesmos de sempre, a fala livre fechou.

    Riscos a vigiar: Um orador de ódio afasta justamente quem enche a praça: aplique a regra sempre, sem exceções para aliados, e trate todos como concidadãos, nunca como “boas meninas”.

  4. Comida pré-paga e mapa para quem vai

    Quem não pode ir paga antecipadamente café ou refeições em lojas perto do ato, e um mapa público mostra o estoque e o horário de cada lugar; as doações pagam food trucks e ônibus aquecidos. Na Coreia, o mapa “시위도 밥먹고”, sem anúncios nem patrocínio, foi uma das ferramentas que abasteceram as vigílias de inverno.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona em vigílias longas, no frio ou à noite, quando há muita gente solidária que não pode estar presente.
    Não use quando
    Não funciona se o dinheiro passa pela mão de uma pessoa, difícil de prestar contas, nem se tudo vai para uma loja só, que lota e não dá conta.
    1. Semana −16 Abrir o fundo de calor e comida numa conta identificada, antes das noites de vigília
    2. Semana −16 Publicar o mapa de pré-pagamentos, banheiros e abrigos aquecidos
    3. Semana −16 Combinar com cafés e restaurantes próximos um saldo pago diretamente à loja
    4. Semana −15 Em cada convocação, dizer como quem não pode ir pode pagar e registrar no mapa
    5. Semana −15 Espalhar os pagamentos por várias lojas e atualizar estoque e horário
    6. Semana −15 Chamar food trucks e ônibus aquecidos para as noites mais longas
    7. Semana −12 Publicar o balanço da conta de logística

    Equipe

    • Mapeadores: mantêm o mapa com estoque restante e horário de cada loja
    • Logística de calor: contrata food trucks, ônibus aquecidos e mantas com as doações
    • Tesouraria: publica entradas, gastos e saldo da conta de doações

    O que medir: Refeições e bebidas pré-pagas de fato retiradas por manifestantes, contadas pelo estoque atualizado de cada loja no mapa.

    Riscos a vigiar: Dinheiro sem rastro gera desconfiança: pagamento direto às lojas, conta identificada com balanço público e respeito à lei de coletas do seu país.

  5. Socorro em paz a outro grupo bloqueado

    Quando outro grupo que enfrenta o mesmo poder é bloqueado ou atacado, a rede faz uma convocação de emergência e manda gente e calor. Na Coreia, a polícia cercou os tratores dos agricultores em Namtaeryeong; milhares de jovens chamadas pelo X passaram a noite com eles e, após 28 horas, a estrada foi aberta.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona durante uma crise longa, quando aliados de outras causas são isolados e um pedido de ajuda pode ser confirmado no local.
    Não use quando
    Não use para empurrar a polícia ou abrir caminho à força: o confronto troca a imagem de vigília pacífica pela de desordem e arrisca feridos.
    1. Semana −16 Combinar na sala de situação quem pode lançar uma convocação de emergência
    2. Semana −15 Acompanhar os pedidos de ajuda de outros grupos e confirmá-los no local
    3. Semana −15 Convocar pela conta pública: ponto, regras de paz e o que levar contra o frio
    4. Semana −15 Mandar ônibus aquecidos, aquecedores de mão e comida para quem passa a noite
    5. Semana −15 Ficar em paz, com advogados no local, até a via ser liberada
    6. Semana −14 Ouvir a pauta do grupo apoiado e levá-la ao palco do ato seguinte

    Equipe

    • Sala de situação: confirma o pedido de ajuda e decide a convocação
    • Logística de calor: leva ônibus aquecidos, aquecedores e comida ao local
    • Equipe jurídica: observa a polícia e atende detidos

    O que medir: Pessoas que chegaram ao local bloqueado e ficaram durante a noite, mais os itens de calor e comida entregues lá, contados pela logística. As visualizações do vídeo de alerta não contam.

    Riscos a vigiar: Um pedido mal confirmado pode mandar gente para uma armadilha e o confronto arrisca prisões: confirme no local, mantenha a paz e tenha advogados presentes.

Praticar

Treine com as missões e situações do caso.

Decida como a coalizão

Seis momentos reais de 2024 e 2025. Escolha o que faria e veja o que aconteceu e o que a experiência ensina.

Plano para uma crise democrática

Em seis fases, da preparação ao encerramento.

Em seis fases, da preparação ao encerramento. Na Coreia, a crise durou 123 dias até a destituição e mais dois meses até a eleição. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes: preparar

  2. Primeiras 24 horas

  3. Primeira semana: a coalizão

  4. Semanas seguintes: o ritmo

  5. Reta final: a decisão

  6. Depois: encerrar bem

Regras

A rua coreana foi pacífica, aberta e às claras diante de um governo que alegava defender a ordem.

A rua coreana foi pacífica, aberta e às claras diante de um governo que alegava defender a ordem. Enganar, excluir ou ferir daria a ele o argumento que procurava.

Reunião pacífica
A Coreia do Sul, como a maioria das democracias, protege o direito de reunião; a lei pede aviso prévio, não autorização. Verifique as regras de aviso do seu país e cumpra-as.
Nada de violência
Sem confronto físico com polícia ou soldados, sem invadir edifícios, sem dano a bens.
Palco sem ódio
Um compromisso público contra falas discriminatórias, lido em cada ato e aplicado pela moderação.
Informação verificada
Nada de boatos sobre tropas, mortes ou fraudes. Corrija em público quando errar.
Doações às claras
Pré-pagamentos feitos diretamente às lojas; doações para a coalizão com conta identificada e balanço público. Verifique a lei de coletas do seu país.
Imagem e dados
Peça consentimento para fotografar e arquivar; cubra rostos de quem corre riscos. A LGPD e o RGPD também se aplicam a listas de manifestantes.
Só gente real
Nada de contas falsas, robôs ou assinaturas inventadas.
Período eleitoral
Quando a crise vira eleição, organizações civis podem ter limites legais de campanha. Consulte a lei eleitoral antes de pedir voto.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
A rua não substitui as instituições
Quem anulou a lei marcial foram 190 deputados, quem destituiu Yoon foi o Tribunal e quem o condenou foram juízes. Onde o parlamento ou os tribunais estão capturados, a mesma rua pode não bastar.
A polarização continua
Apoiadores de Yoon fizeram centenas de atos, invadiram um tribunal e espalharam alegações de fraude. Na eleição, os homens jovens votaram sobretudo na direita; a crise não reconciliou o país.
A reforma social ficou para depois
A coalizão pedia também uma “grande reforma social”: lei antidiscriminação, direitos de agricultores e trabalhadores precários. Encerrou as atividades em junho de 2025, e as fontes lidas não mostram quanto disso virou lei.
Paternalismo com as jovens
A imprensa celebrou as “boas meninas” com bastões de luz; elas pediram para ser tratadas como concidadãs.
Cansaço e frio
Quatro meses de inverno, vigílias na neve e greves de fome cobram um preço. Sem logística de calor e sem ritmo, a rua se esvazia.
Números disputados
Polícia, organizadores e dados de celular deram números muito diferentes. Use sempre a fonte e o método, ou o adversário escolhe o número por você.
Não é receita contra todo golpe
A lei marcial durou cerca de seis horas, em parte porque as tropas não usaram força letal e os deputados conseguiram entrar. Com outra cadeia de comando, a presença na rua poderia ter custado vidas.

Verificar

Cinco perguntas para confirmar o essencial.

Cinco perguntas para confirmar o essencial. Cada resposta traz a explicação.

1. O que derrubou a lei marcial na madrugada de 4 de dezembro de 2024?
2. Por que os bastões de luz de K-pop importaram?
3. Como funcionava o pré-pagamento (선결제)?
4. Qual foi o ritmo da coalizão entre dezembro e abril?
5. O que as participantes de Namtaeryeong pediram à imprensa e aos políticos?

Fontes

Este playbook foi construído com o arquivo e as declarações da coalizão Emergency Action, entrevistas com as suas copresidentes, relatos de…

Este playbook foi construído com o arquivo e as declarações da coalizão Emergency Action, entrevistas com as suas copresidentes, relatos de agricultoras e manifestantes, e confirmado por imprensa coreana e internacional, dados e análises publicados entre dezembro de 2024 e outubro de 2026.

34 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Candle Act Tv, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado em 26 de outubro de 2026

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