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Letras “Repeal” num moletom em Dublin, maio de 2018

Irlanda · 2018

Together for Yes

Cuidado, compaixão, mudança

No original: “Care, compassion, change”, os três Cs da mensagem da campanha.

Em 2018, 1,43 milhão de irlandeses votaram para tirar a proibição do aborto da Constituição. A Together for Yes ganhou com pesquisa e porta a porta medido.

Uma homenagem a Ailbhe Smyth, Orla O'Connor, Gráinne Griffin e às milhares de voluntárias e voluntários dos grupos locais. Projeto independente, sem ligação à campanha.

Em 30 segundos

  1. 66,4% de Sim. Em 25 de maio de 2018, com 64% de comparecimento, a Irlanda revogou a 8.ª Emenda, que proibia o aborto.

  2. Três organizações, uma só marca: a Together for Yes falou aos indecisos com tom calmo e uma mensagem de cuidado com a saúde das mulheres.

  3. Médicos e mulheres com histórias reais na frente, e cada noite de porta a porta medida para corrigir o rumo.

  4. Pesquise onde o eleitor está antes de decidir o que dizer, escolha mensageiros de confiança e treine quem bate às portas como quem vai à TV.

Os primeiros passos

  1. Encomendar grupos focais com eleitores indecisos
  2. Mapear os grupos locais que já existem no país
  3. Negociar a coalizão com facilitação externa e escrever as regras

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Se você é novo nisso, comece pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a pesquisa. Ler os fundamentos

Quem fez

Este playbook foi montado a partir do que os próprios organizadores escreveram e disseram: sobretudo a revisão oficial da campanha…

Este playbook foi montado a partir do que os próprios organizadores escreveram e disseram: sobretudo a revisão oficial da campanha encomendada pelas três co-diretoras, com entrevistas, grupos focais e um inquérito a 351 militantes, e as entrevistas que deram durante e depois da votação.

  • Ailbhe Smyth

    Co-diretora; fundadora e convocadora da Coalition to Repeal the Eighth Amendment

    Veterana da campanha do casamento igualitário de 2015, trouxe as lições do Yes Equality e defendeu um tom respeitoso e uma largada sem pressa.

    Fontes
  • Orla O'Connor

    Co-diretora; diretora do National Women's Council of Ireland (NWCI)

    Liderou o modelo Every Woman, que tirou o debate das restrições e o levou para as necessidades de saúde das mulheres.

    Fontes
  • Gráinne Griffin

    Co-diretora; cofundadora do Abortion Rights Campaign (ARC)

    Construiu desde 2012 a rede de grupos locais do ARC que, renomeados, viraram os grupos Together for Yes pelo país.

    Fontes
  • Deirdre Duffy

    Gerente de campanha (desde março de 2018)

    Transformou a estratégia de uma página em planos por equipe e lia todas as manhãs o relatório do porta a porta da noite anterior.

    Fontes
  • Annie Hoey

    Coordenadora nacional de porta a porta

    Ex-presidente da União de Estudantes, coordenou os líderes locais de canvass, os super-canvasses e a coleta de resultados das portas.

    Fontes
  • Karen Hand

    Pesquisa e estratégia de mensagens da Together for Yes

    Integrou a equipe de pesquisa que identificou o "centro preocupado" e os mensageiros de confiança, e depois explicou o método à New Economics Foundation.

    Fontes
  • Erin Darcy

    Artista, criadora da página In Her Shoes – Women of the Eighth

    Abriu em janeiro de 2018 uma página no Facebook para histórias anônimas de mulheres afetadas pela 8.ª Emenda, dirigida aos indecisos.

    Fontes
  • Gráinne Healy, Brian Sheehan e Noel Whelan

    Liderança do Yes Equality (2015) e autores de Ireland Says Yes

    Escreveram o relato de dentro da campanha do casamento igualitário, cujo método (histórias pessoais, grupos locais, tom positivo) a equipe de 2018 adaptou.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

O que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram.

O que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo indicação.

Mais 6 citações

A história

No começo de 2018 a mídia política duvidava da campanha do Sim: o Não tinha se organizado antes, tinha mais dinheiro e já tinha cartazes nas ruas.

No começo de 2018 a mídia política duvidava da campanha do Sim: o Não tinha se organizado antes, tinha mais dinheiro e já tinha cartazes nas ruas. A sondagem do Irish Times de 20 de abril mostrava o Sim nove pontos abaixo de janeiro e cerca de um em cada cinco eleitores indecisos. Em 68 dias, a Together for Yes transformou uma maioria condicional e silenciosa numa vitória de quase dois para um.

66,4%
de Sim, 1.429.981 votos, com 64% de comparecimentooficial
€1,6 M
arrecadados em dez semanas, recorde em referendos na Irlandadado da campanha
43%
dos eleitores citaram as histórias pessoais na mídia como fator da decisãoestudo
±3%
margem com que o painel do porta a porta previu o resultadodado da campanha

Do luto à vitória

  1. Out. 2012Savita Halappanavar morre num hospital irlandês depois de lhe negarem um aborto durante um aborto espontâneo. A morte galvaniza o movimento; o Abortion Rights Campaign, nascido do Irish Choice Network (julho de 2012), é lançado formalmente em janeiro de 2013.
  2. 2013–2014Surge a Coalition to Repeal the Eighth Amendment. Os grupos locais do ARC começam a se multiplicar fora de Dublin.
  3. 22 mai. 2015O casamento igualitário vence com 62%. Muitas das pessoas que fariam a campanha de 2018 estavam lá.
  4. 2016–2017Grupos focais encomendados pela Coalition mostram um centro preocupado: incomodado com o status quo, com medo da mudança, confiando em médicos e em mulheres que fizeram aborto.
  5. Abr.–dez. 2017A Assembleia de Cidadãos recomenda mudar a Constituição. O NWCI lança o modelo Every Woman. Três organizações decidem formar uma só campanha.
  6. Jan. 2018Nasce o nome Together for Yes e o Storylab. A partir de 14 de janeiro, a página In Her Shoes, de Erin Darcy, começa a reunir histórias.
  7. 8–22 mar.O governo marca a votação para 25 de maio. A campanha é lançada em 22 de março; a vaquinha de 50 mil euros junta cerca de meio milhão numa semana.
  8. Abr.–mai.Porta a porta em todo o país, debates na TV, lojas pop-up com filas para comprar moletons Repeal. O ônibus da campanha percorre o país nas últimas três semanas.
  9. 18 mai.Sete dias antes, sai o Make a Plan, com lembrete por SMS. Vídeos sobre como votar e o #HomeToVote dos emigrantes ganham força.
  10. 25 mai.66,4% de Sim. Só um círculo eleitoral, Donegal, vota Não.

Três camadas

A Together for Yes não foi um partido nem uma ONG: foi um guarda-chuva com uma sede pequena e muita gente que não respondia a ela.

  • A sedeTrês co-diretoras, um Executivo semanal com duas pessoas de cada organização, uma gerente de campanha e equipes de comunicação, mobilização, arrecadação, política, evidências e plataforma, além de um Grupo Consultivo Estratégico de cerca de doze especialistas, com conselho não vinculativo.
  • A PlataformaOrganizações aliadas (sindicatos, médicos, advogados, grupos de pessoas com deficiência e de migrantes) que faziam campanha com a própria voz e o próprio nome, sem perder a independência.
  • A redeGrupos locais em todos os condados e iniciativas independentes como In Her Shoes, Terminations for Medical Reasons e o #HomeToVote dos emigrantes.
O que não se sabe. A pesquisa de boca de urna da RTÉ (3.779 eleitores) mostra que 75% disseram que sempre souberam como iam votar e só 12% decidiram durante a campanha; apenas 7% citaram o contato direto com militantes como importante, contra 43% para histórias na mídia e 34% para a experiência de pessoas conhecidas.

Ou seja: o porta a porta pode ter pesado mais na mobilização, na medição e na conversa entre conhecidos do que na conversão direta, e nenhum dado isola o seu efeito. O número de organizações na coalizão varia conforme a fonte (mais de 70 no lançamento, segundo o Irish Times; 97 segundo o Irish Examiner; mais de 200 segundo a editora do livro das co-diretoras). A revisão fala em 68 dias de campanha, embora entre o anúncio de 8 de março e a votação de 25 de maio vão 78 dias. Não foi possível ler o livro It's a Yes! diretamente; a espinha deste playbook é a revisão oficial que as três co-diretoras encomendaram. Os números de alcance da In Her Shoes vêm da editora do livro de Erin Darcy. O acerto do painel é encorajador, mas ele não é uma pesquisa de opinião: as portas abertas não são uma amostra aleatória e a regra dos 80% foi uma correção a olho. Use o painel para ver tendências de uma semana para a outra.

O terreno

O que era específico da Irlanda de 2018 e pode faltar em outro país.

O que era específico da Irlanda de 2018 e pode faltar em outro país.

Plataformas

Porta a porta e bancas de rua
O coração da campanha. Grupos locais batiam às portas à noite e nos fins de semana, montavam bancas nas ruas principais e faziam "canvass de guerrilha" com faixas em rotatórias e pontes na hora do rush.
Facebook
A rede mais usada: 86% dos militantes inquiridos a chamaram de ferramenta indispensável. Vídeo era o formato que mais rendia. Foi lá que a página In Her Shoes espalhou histórias anônimas.
Twitter
Usado por 65% dos militantes. Importante para falar com jornalistas e políticos e, na reta final, para a hashtag #HomeToVote dos emigrantes que voltavam para votar.
Rádio local e jornais regionais
Na Irlanda têm audiência alta e confiança. Os grupos locais e o ônibus da campanha abasteciam esses meios com porta-vozes da própria região.
Grupos de WhatsApp e Facebook
Coordenação dos voluntários em cada condado. A sede falava com o país por e-mail e webinars semanais pelo Zoom.
Slack, Meltwater e painel próprio
Slack para a equipe central, Meltwater para monitorar a imprensa toda manhã e um painel feito por voluntários que juntava porta a porta, sondagens, imprensa, finanças e alertas internos.
SMS de lembrete
A ferramenta Make a Plan, lançada sete dias antes, deixava o eleitor escolher a hora de votar e mandava um lembrete grátis por SMS na manhã da votação.

Condições locais

  • Um tema estigmatizado há décadas: a 8.ª Emenda entrou na Constituição em 1983 com 66,9% de votos, e a morte de Savita Halappanavar, em 2012, foi o ponto de virada.
  • Uma Assembleia de Cidadãos de 99 pessoas sorteadas recomendou a mudança em abril de 2017, o que deu ao debate uma origem cidadã e não partidária.
  • É um referendo, não uma eleição: a campanha era da sociedade civil, e os políticos eram vistos pelos eleitores como pessoas que "ficam em cima do muro".
  • A emissora pública é obrigada a dar tempo igual aos dois lados nos referendos, o que expôs o público a posições extremas do Não.
  • Doações são reguladas pela Lei Eleitoral e fiscalizadas pela SIPO: cada doação foi verificada antes de aceita, e algumas foram recusadas.
  • Só se vota presencialmente, sem voto postal ou em embaixada; emigrantes perdem o direito de voto após 18 meses fora. Daí o #HomeToVote.
  • Logo depois do escândalo Cambridge Analytica, o Facebook bloqueou anúncios do referendo pagos de fora da Irlanda e o Google suspendeu todos os anúncios do referendo.
  • A mesma geração de militantes tinha ganho o referendo do casamento igualitário três anos antes e trazia equipes, doadores e lições prontas.

O método

A campanha cabia numa página: ganhar a maioria indo atrás do "centro preocupado", com informação, persuasão e tranquilidade, e uma base…

A campanha cabia numa página: ganhar a maioria indo atrás do "centro preocupado", com informação, persuasão e tranquilidade, e uma base mobilizada para bater às portas.

Três frentes

Ouvir antes de falar
Começar por onde as pessoas estão escutando, não por onde a campanha está falando. A pesquisa mostrou que a maioria queria mudar, mas com calma, sem gritaria, e pensando no cuidado, e não na escolha.
Mensageiros de confiança
Os eleitores confiavam em médicos e em mulheres que tinham passado por um aborto; desconfiavam de políticos e da Igreja. Por isso, quem falou foram eles, e a liderança deu um passo atrás. A Doctors for Choice e a Midwives for Choice ajudaram médicos e parteiras a falar com clareza, e a Irish Family Planning Association também entrou na campanha.
Porta a porta medido
Conversas calmas nas portas de todo o país, com o resultado de cada noite registrado e somado num painel que mostrava se a mensagem estava pegando.

O ciclo da campanha

O mesmo ciclo rodou em três fases (informar e engajar, 4 semanas; persuadir e motivar, 6 semanas; tirar o voto, 10 dias), com revisão da estratégia uma semana antes do fim de cada fase.

  1. Pesquisar Grupos focais antes e durante a campanha para saber o que preocupa, que palavras funcionam e em quem as pessoas confiam.
  2. Enquadrar Os três C: cuidado, compaixão e mudança. Falar de saúde e de necessidades, de "decisão" em vez de "escolha", de empatia em vez de julgamento.
  3. Preparar mensageiros O Storylab encontra, prepara e protege as mulheres e casais que contam a sua história; médicos e advogados recebem treinamento de mídia e respostas prontas.
  4. Treinar quem vai às portas Mensagens-chave, prática e simulação de conversas. Não discutir com quem já decidiu Não; gastar o tempo com quem tem dúvidas.
  5. Conversar Porta a porta, bancas, reuniões públicas, rádio local, faixas nas rotatórias. Ocupar o espaço público com um tom positivo.
  6. Medir Cada noite: portas batidas, portas abertas, Sim, Não, Talvez, força da opinião e argumentos ouvidos. Tudo no painel na manhã seguinte.
  7. Ajustar A direção lê o painel todas as manhãs e muda o que os números mandam mudar, seja o que for que o adversário faça.
  8. Tirar o voto Plano de voto por SMS, vídeos sobre como votar, canvass de visibilidade nas estações, emigrantes voltando para casa.

E recomeça.

Toolkit

O que a Together for Yes montou, organizado para você copiar.

O que a Together for Yes montou, organizado para você copiar. Funciona para um referendo, uma lei, uma causa local ou uma candidatura que precise de quem ainda não decidiu.

Escolha o seu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Uma sede pequena, muito profissional, ligada a uma rede local grande e autônoma. A revisão da campanha admite que a sede ficou sobrecarregada: a mobilização precisava de mais gente a tempo inteiro.

Equipe mínima

Co-direção
Uma pessoa de cada organização fundadora, com contato diário entre si e a palavra final sobre a estratégia. Evita que uma organização engula as outras.
Executivo
Duas pessoas por organização, reunião pelo menos semanal. Aprova planos e revê o andamento de cada fase.
Gerência de campanha
Transforma a estratégia em planos com metas, prazos e medidas por equipe; lê o painel todas as manhãs.
Comunicação e Storylab
Imprensa, redes, produção e o laboratório de histórias, que prepara e protege quem conta a sua experiência.
Evidências e réplica
Uma acadêmica e ativista e uma pessoa especialista em políticas de saúde reprodutiva preparam respostas a argumentos legais e médicos para debates, imprensa e portas. Além de responder, antecipe: identifique os três ou quatro argumentos do adversário que mais assustam o centro e explique-os antes de aparecerem. Em experimento no YouTube, vídeos curtos de “vacina” melhoraram em cerca de 5% a capacidade de reconhecer manipulação.
Mobilização e porta a porta
Liga a sede aos líderes locais, organiza super-canvasses, recolhe e analisa os resultados das portas.
Plataforma e política
Traz organizações aliadas para falarem com a sua voz e mantém uma relação equidistante com os partidos.
Arrecadação e conformidade
Arrecadação como área estratégica, com gente sênior, e controle de cada doação conforme a lei. No caso, a equipe tinha experiência de campanhas anteriores, como o Yes Equality, e contou com a agência de marketing Ask Direct, que trabalhava com a Coalition desde o início de 2017.

Ritmo semanal e diário

  1. Toda manhãA gerente lê o relatório do porta a porta da noite anterior, o monitoramento de imprensa e o Slack, à procura de sinais de alerta. A equipe de redes publica uma notícia de jornal para marcar a pauta do dia.
  2. Terça, 10hReunião com representantes dos partidos que apoiam o Sim, na sede, para alinhar cartazes e mensagens dirigidas aos indecisos.
  3. Terça, almoçoWebinar de mensagens aberto às organizações aliadas (97, segundo o Irish Examiner): o que dizer esta semana.
  4. QuintaWebinar mais geral sobre os outros aspectos da campanha.
  5. Toda noiteQuem foi às portas preenche uma folha simples; os líderes locais juntam as folhas e voluntários treinados digitam os dados.
  6. Fim de cada faseUma semana antes, a direção revê a estratégia e aprova o plano das semanas seguintes.

As reuniões da sede passaram de semanais a duas por semana e, na reta final, a diárias. A revisão recomenda: aceite o ritmo, mas tenha sempre um plano escrito para onde voltar.

Plano B

  • Folha de papel como registro primário do porta a porta: funciona sem sinal e sem aplicativo.
  • Uma pessoa dedicada só a apoiar os grupos regionais, e polos regionais com autonomia para decidir.
  • Grupos locais capazes de produzir os próprios materiais: onde os cartazes da sede não chegaram, voluntários pintaram os seus.
  • Uma única base de dados para doadores e voluntários, desenhada antes de a campanha começar.
  • Apoio entre pares e acompanhamento psicológico para quem enfrenta abuso nas portas, marcado com antecedência.

Tecnologia

Quase tudo foi montado por voluntários ou com ferramentas comuns. O que contou foi registrar tudo todas as noites.

  • Site e cadastro de voluntários (Find My Canvass)Grátis a baixo custo

    Quem queria ajudar deixava e-mail e localização e era encaminhado na hora para o líder do grupo local. Encaminhou mais de 2.500 voluntários.

  • Registro do porta a porta (Canvass Together)Grátis

    Folha em papel preenchida à noite, digitada por voluntários do círculo eleitoral, somada numa base que mostrava Sim, Não e Talvez por zona. Replicável com um formulário e uma planilha.

  • Painel de comandoGrátis (feito por voluntários)

    Juntava seis fontes: porta a porta, sondagens, conselheiros, imprensa, comunicação interna e arrecadação. Cada equipe via a sua tela; a gerente via todas.

  • Monitoramento de imprensaPago; alternativa grátis: alertas de notícias

    Meltwater com relatório diário de palavras-chave, para notar quando a imprensa começava a usar a linguagem da campanha ou o Não mudava de mensagem.

  • Slack e grupos de WhatsApp/FacebookGrátis

    Slack para a equipe central; grupos de WhatsApp e Facebook para os voluntários de cada condado.

  • Webinars pelo ZoomGrátis a baixo custo

    Reuniões semanais com os grupos de todo o país para passar mensagens e ouvir problemas locais.

  • Doações, vaquinhas e loja onlineComissões das plataformas

    Pedido online, duas vaquinhas, pedido por telefone, eventos e uma loja em WooCommerce com moletons, bottons e camisetas.

  • Make a PlanCusto por SMS

    O eleitor escolhia a hora e o jeito de ir votar e recebia um lembrete grátis por SMS na manhã da votação. Só para quem se inscreveu.

  • Vídeo nas redesGrátis

    Vídeos curtos de médicos, de mulheres com histórias e de organizações da Plataforma; vídeos com instruções de como votar na reta final.

  • Publicidade pagaNão divulgado

    Cartazes, imprensa e anúncios online geridos por uma responsável de mídia, só com financiamento nacional e identificado.

  • Hub online de profissionais (Lawyers e Doctors for Repeal)Grátis a baixo custo

    Advogados, e do mesmo jeito médicos, assinavam online uma petição de apoio; uma página só de leitura mostrava os nomes e o condado de cada um e alimentava a estratégia de imprensa.

Guias rápidos por canal

Colunas da folha do porta a porta

Data · Grupo local e zona · Portas batidas · Portas abertas · Sim · Não · Talvez · Força da opinião · Principal preocupação ouvida · Mensagem do adversário que apareceu · Quem digitou

A campanha arrecadou cerca de 1,6 milhão de euros, mas a revisão não publica a divisão dos gastos. O que se sabe: as ferramentas de organização foram feitas por voluntários ou eram baratas, e com o dinheiro da primeira vaquinha vieram os primeiros cartazes e materiais. Para não superestimar o Sim nos resultados das portas, o painel contava 80% dos Talvez como Não.

Comunicação

O tom foi informativo, razoável, calmo e nada confrontacional. A pesquisa mostrava que as pessoas tinham medo de uma campanha de gritos; a campanha manteve a calma até o fim.

A fórmula de uma conversa na porta

  1. Apresentar-se Nome, de onde você é, que é voluntário. Um vizinho, não um partido.
  2. Perguntar O que a pessoa pensa e o que a preocupa. Ouvir primeiro.
  3. Classificar Sim: agradecer e pedir que fale com a família. Não decidido: seguir educadamente para a próxima porta. Talvez: ficar e conversar.
  4. Contar Por que você vota Sim, em uma ou duas frases pessoais. É a lição do Yes Equality: histórias, não sermões. Há evidência: em três experimentos de campo nos EUA, conversas só com argumentos não mudaram atitudes sobre imigrantes; as mesmas conversas com uma troca de histórias pessoais, sem julgamento, reduziram atitudes excludentes por pelo menos quatro meses, um efeito pequeno mas duradouro, repetido em conversas sobre pessoas trans (Kalla e Broockman, 2020).
  5. Responder com um fato e um mensageiro Uma informação concreta e quem a confirma: um médico, uma mulher que passou por isso.
  6. Pedir O voto e um plano para votar. Pedir, não exigir.
  7. Registrar Na folha, logo depois: resposta, força da opinião e a preocupação que ouviu.

Regras de mensagem

  • Fale de cuidado, de saúde e de necessidades. A palavra que as pessoas ouviram foi "decisão", não "escolha".
  • Mostre o que já acontece: as viagens para o exterior e as pílulas compradas pela internet. O Sim só traz para casa algo que já existe.
  • Deixe falar quem tem credibilidade: médicos e pessoas com experiência própria. A liderança dá um passo atrás.
  • Nunca diga ao eleitor o que ele deve pensar ou sentir. Converse.
  • Não entre na pauta do adversário. Tenha respostas prontas para os argumentos técnicos, mas volte sempre à sua mensagem.
  • Políticos apoiam, mas não falam pela campanha nem sobem ao palco nacional.
  • Seja a favor de algo. O nome Together for Yes foi escolhido por ser positivo e por não pertencer a nenhuma organização.
  • Mesma mensagem em todos os canais: a TV, o folheto, a porta e o post dizem a mesma coisa em formatos diferentes.

Exemplo de conversa

Boa tarde, eu sou a Ana, moro aqui no bairro e sou voluntária da campanha pelo Sim. Posso perguntar o que a senhora pensa do referendo? [ouvir] Entendo, muita gente tem essa mesma dúvida. Eu voto Sim porque uma amiga minha teve de viajar sozinha para outro país numa situação muito difícil. Os médicos dizem que hoje as mulheres já fazem isto às escondidas, sem acompanhamento. O Sim só deixa que seja tratado aqui, com cuidado, entre a mulher e o médico. Se quiser, deixo este folheto com histórias de mulheres daqui. Posso contar com a senhora no dia 25?

Levar para o seu contexto

O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Irlanda de 2018.

O que funciona em qualquer lugar e o que dependia da Irlanda de 2018.

Funciona em qualquer lugar

  • Pesquisar o público indeciso antes de escrever a primeira mensagem, e testar de novo durante a campanha.
  • Uma coalizão com marca própria, positiva, que não pertença a nenhuma das organizações fundadoras.
  • Escolher os porta-vozes pela confiança que inspiram no público-alvo, não pela antiguidade na causa.
  • Treinar quem vai às portas com o mesmo cuidado com que se treina quem vai à TV.
  • Registrar todas as noites o que se ouve nas portas e decidir com base nisso.
  • Cuidar de quem conta histórias pessoais: preparar, proteger e deixar desistir.
  • Arrecadação cedo e visível: o primeiro grande pedido de doações é também a primeira prova de força.
  • Planejar a fase de tirar o voto muito antes de ela começar.

Depende do contexto

Facebook como rede principal (2018)
Use a rede que domina hoje no seu público: WhatsApp e Instagram no Brasil, TikTok entre os mais jovens. O conteúdo que funciona é o mesmo: vídeo curto de mensageiro de confiança.
Voto só presencial e #HomeToVote
Onde há voto no exterior, o pedido vira "registre-se e vote do consulado". Onde emigrantes não votam, copie o Be My Yes: quem está fora liga para a família em casa.
Regra de equilíbrio na TV pública
Onde a TV não é obrigada a ser equilibrada, os canais próprios e a rádio local pesam ainda mais; prepare porta-vozes para entrevistas hostis.
Médicos como os novos padres
Na Irlanda a confiança tinha saído da Igreja e ido para os médicos. No seu país pode ser enfermeiras, professores, pastores ou líderes comunitários: só a pesquisa diz.
Proibição de anúncios estrangeiros
Na UE, o Regulamento (UE) 2024/900 hoje barra patrocinadores de fora da União na publicidade política nos três meses antes do voto, e, desde outubro de 2025, a Meta não aceita anúncios políticos, eleitorais ou sobre temas sociais e o Google deixou de veicular publicidade política; noutros países, siga a lei eleitoral e publique quem paga cada anúncio. Ver a ficha «Lei e plataformas na União Europeia» nos Fundamentos.
Referendo de tema único
Numa candidatura o adversário é uma pessoa, não uma proposta; o método do centro preocupado continua a servir, mas os políticos não podem ficar fora do palco.
Moletons Repeal e lojas pop-up
Qualquer peça de identidade visível que as pessoas queiram usar: um broche, uma cor, um adesivo. A fila na loja também é notícia.

Jogadas para levar

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit.

Escolha as jogadas que servem ao seu contexto e adicione-as ao seu kit. Cada uma funciona sozinha ou combinada com jogadas de outros playbooks.

  1. Falar ao centro preocupado

    Pesquisar os indecisos antes de escrever a primeira mensagem e falar com eles com calma: cuidado, compaixão e mudança, “decisão” em vez de “escolha”, e mensageiros em quem confiam. Na Irlanda, a pesquisa mostrou uma maioria que queria mudar sem gritaria; quem falou foram médicos e mulheres com experiência própria, e o Sim teve 66,4%.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando existe uma maioria condicional e silenciosa: incomodada com o status quo, mas com medo da mudança e de uma campanha de gritos.
    Não use quando
    Não converte quem já decidiu nem funciona sem pesquisa própria: os mensageiros de confiança mudam de país para país.
    1. Semana −30 Encomendar grupos focais com eleitores indecisos
    2. Semana −26 Descobrir que palavras funcionam e em quem o público confia
    3. Semana −20 Escrever a estratégia numa página: público, tom, mensagem e mensageiros
    4. Semana −12 Dar treino de mídia e respostas prontas a médicos e especialistas
    5. Semana −10 Lançar a campanha com mensageiros de confiança, com a liderança um passo atrás
    6. Semana −5 Testar de novo a mensagem nos grupos focais e nas portas e ajustar

    Equipe

    • Pesquisa: grupos focais antes e durante a campanha
    • Evidências e réplica: preparam respostas verificáveis a argumentos médicos e legais
    • Mensageiros de confiança: médicos e pessoas com experiência própria

    O que medir: Eleitores Talvez que, numa segunda conversa na porta, se declaram Sim depois da mensagem testada; se não mudam, volte aos grupos focais antes de mudar o tom.

    Riscos a vigiar: A disciplina de mensagem pode apagar a linguagem dos direitos e limitar a diversidade de porta-vozes: diga isso à base, abra espaço para outras vozes e nunca diga ao eleitor o que ele deve sentir.

  2. Porta a porta medido toda noite

    Conversas calmas nas portas, com uma folha simples preenchida toda noite (portas abertas, Sim, Não, Talvez, força da opinião e preocupação ouvida) e somada num painel lido toda manhã. Na Irlanda, o painel previu o resultado com margem de ±3% e deixou a campanha reagir ao eleitor, não ao adversário.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando há grupos locais em muitas zonas e uma direção disposta a mudar o que os números mandam mudar.
    Não use quando
    Não funciona se ninguém digita as folhas ou ninguém lê o painel, nem se as opiniões ficam ligadas a pessoas identificadas: registre de forma agregada.
    1. Semana −12 Desenhar a folha do porta a porta e o painel antes de começar
    2. Semana −10 Abrir o cadastro que encaminha cada voluntário na hora ao líder do grupo local
    3. Semana −9 Treinar em cada região com simulação: não discutir com quem já decidiu Não
    4. Semana −8 Bater às portas à noite e nos fins de semana, sempre em dupla
    5. Semana −8 Juntar as folhas toda noite e digitá-las com voluntários treinados
    6. Semana −6 Ler o painel toda manhã e ajustar a mensagem e as zonas
    7. Semana −2 Fazer super-canvasses nas zonas onde o apoio é mais frágil

    Equipe

    • Coordenação do porta a porta: liga a sede aos líderes locais e analisa os resultados
    • Líder local: organiza os turnos e junta as folhas da noite
    • Digitação: voluntários treinados passam as folhas para a base

    O que medir: Portas abertas por noite e por grupo local, registradas na folha; para não se enganar com o Sim, conte a maior parte dos Talvez como Não, como fez o painel irlandês (80%).

    Riscos a vigiar: Bater às portas sobre um tema íntimo traz abuso e esgotamento: vá em dupla, tenha um protocolo para agressões, marque apoio entre pares com antecedência e guarde só dados agregados.

  3. Histórias reais, preparadas e protegidas

    Um laboratório que encontra, prepara e protege quem conta a sua experiência, com consentimento informado, opção de anonimato, treino de mídia e acompanhamento depois. Na Irlanda, 43% dos eleitores citaram as histórias pessoais na mídia como fator da decisão.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando o tema é estigmatizado e o público confia mais em quem viveu a situação do que em políticos ou instituições.
    Não use quando
    Não funciona expondo pessoas sem preparação nem acompanhamento, ou pressionando quem quer desistir.
    1. Semana −20 Abrir o laboratório de histórias e escrever as regras de proteção
    2. Semana −18 Encontrar pessoas dispostas a contar, com consentimento informado e opção de anonimato
    3. Semana −14 Preparar cada pessoa para a mídia e para reações hostis
    4. Semana −10 Levar as histórias à rádio local, à imprensa regional e às reuniões públicas
    5. Semana −6 Ligar para cada pessoa depois de cada aparição e oferecer apoio
    6. 1 semana(s) depois Agradecer em público a quem contou e manter o acompanhamento

    Equipe

    • Storylab: encontra, prepara e protege quem conta
    • Imprensa regional: leva as histórias à rádio local e aos jornais da região
    • Apoio: acompanhamento entre pares e psicológico, marcado com antecedência

    O que medir: Aparições preparadas em rádio local, imprensa regional e reuniões públicas com a ligação de acompanhamento feita depois; a meta é acompanhar todas, não multiplicar histórias.

    Riscos a vigiar: Concentrar tudo nos casos mais duros cobra caro a quem conta e estreita a mensagem: diversifique as histórias, deixe desistir a qualquer momento e nunca publique sem consentimento.

  4. Vaquinha de lançamento com meta pública

    O primeiro grande pedido de doações, cedo e com meta pública, é também a primeira prova de força, com cada doação verificada antes de ser aceita. Na Irlanda, a vaquinha de lançamento pediu 50 mil euros e juntou cerca de meio milhão numa semana; a campanha chegou a 1,6 milhão de euros.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando há uma base com raiva acumulada e vontade de agir, e a lei de doações é clara.
    Não use quando
    Não funciona sem a estrutura de conformidade pronta: uma doação de origem proibida pode custar mais do que vale.
    1. Semana −14 Montar a estrutura financeira e de conformidade, com gente sênior
    2. Semana −12 Desenhar uma única base de dados para doadores e voluntários
    3. Semana −10 Lançar a vaquinha no dia do lançamento, com meta pública e modesta
    4. Semana −10 Verificar cada doação antes de aceitar e recusar as que a lei proíbe
    5. Semana −9 Usar o primeiro dinheiro em cartazes e materiais visíveis, e dizer isso
    6. Semana −6 Abrir loja e eventos com peças de identidade que as pessoas queiram usar

    Equipe

    • Arrecadação: área estratégica, com gente sênior
    • Conformidade: verifica a elegibilidade de cada doação
    • Base de dados: junta doadores e voluntários num só lugar

    O que medir: Doadores que também se inscreveram para um turno de porta a porta ou um evento, em proporção ao total de doadores: quem dá dinheiro pode dar tempo.

    Riscos a vigiar: Uma única doação proibida vira notícia: verifique antes de aceitar, diga quem paga cada anúncio e não aceite dinheiro do exterior onde a lei proíbe.

  5. Plano de voto com lembrete consentido

    Na reta final, o eleitor escolhe a hora e o jeito de ir votar e recebe um lembrete só se pediu; quem está fora volta para votar ou liga para a família. Na Irlanda, o Make a Plan saiu sete dias antes, com SMS na manhã da votação, e o #HomeToVote trouxe emigrantes de volta para votar.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona nos últimos dez dias, quando o apoio já existe e o risco é a abstenção de quem concorda.
    Não use quando
    Não funciona com listas sem consentimento nem substitui o porta a porta: o lembrete só chega a quem já se inscreveu.
    1. Semana −4 Preparar a ferramenta de plano de voto e o lembrete por SMS com consentimento
    2. Semana −1 Lançar o plano de voto sete dias antes, em todos os canais
    3. Semana −1 Publicar vídeos curtos sobre como e onde votar
    4. Semana −1 Fazer canvass de visibilidade em estações e rotatórias na hora do rush
    5. Semana −1 Mobilizar quem está fora: voltar para votar ou ligar para a família em casa
    6. Semana do dia D Mandar o lembrete na manhã da votação só para quem se inscreveu

    Equipe

    • Mobilização: lança o plano de voto e organiza o canvass de visibilidade
    • Lista e SMS: guarda os consentimentos e manda o lembrete
    • Quem está fora: organiza a volta para votar ou as ligações para casa

    O que medir: Pessoas que fizeram um plano de voto (hora e modo) e confirmaram depois que votaram, em proporção aos planos feitos.

    Riscos a vigiar: Mensagem a quem não pediu viola a proteção de dados e queima a campanha: só lembre quem se inscreveu, diga como sair da lista e confira a informação de voto na fonte oficial.

Praticar

Treine com as missões e situações do caso.

Decida como a direção

Seis momentos da campanha de 2018. Escolha o que faria e veja o que aconteceu.

Plano em 5 fases

A sequência da Together for Yes, de meses antes até o dia, como lista de verificação.

A sequência da Together for Yes, de meses antes até o dia, como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes da campanha (meses antes)

  2. Fase 1: Informar e engajar (4 semanas)

  3. Fase 2: Persuadir e motivar (6 semanas)

  4. Fase 3: Tirar o voto (10 dias)

  5. Dia da votação e depois

Regras

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.

Proteja quem conta a sua história
Consentimento informado, opção de anonimato, preparação para a mídia e acompanhamento depois. A pessoa pode desistir a qualquer momento.
Doações às claras
Verifique a elegibilidade de cada doação antes de aceitar e recuse as que a lei proíbe. Na Irlanda, a campanha mantinha contato regular com a SIPO.
Publicidade identificada
Diga quem paga cada anúncio. Na União Europeia, o Regulamento (UE) 2024/900 exige em cada anúncio político pago um rótulo que diga quem o patrocina e um aviso de transparência, e só permite segmentação com consentimento explícito e sem dados sensíveis; noutros países, vale a lei eleitoral local. Ver a ficha «Lei e plataformas na União Europeia» nos Fundamentos.
Dados do porta a porta
Registre opiniões de forma agregada ou anônima, como fez o Canvass Together. Opiniões sobre saúde e política são dados sensíveis segundo o RGPD e a LGPD.
Só gente real
Nada de perfis falsos, avaliações em massa ou denúncias coordenadas. A In Her Shoes foi alvo de avaliações negativas e denúncias em massa. Não faça o mesmo a ninguém.
Fatos com fonte
Respostas a argumentos médicos e legais preparadas por especialistas e verificáveis. Sem exagero, sem insinuação.
Respeito à porta
Quem diz Não recebe um obrigado. Ninguém insiste, ninguém grita.
Segurança de quem vai às portas
Ir em dupla, ter um contato de referência e um protocolo para abuso. Em 2015 e em 2018 houve agressões verbais a voluntários.
Cuidado com a equipe
Apoio entre pares e acompanhamento psicológico. A revisão de 2018 lista abuso, misoginia e esgotamento entre os principais desafios.
Lei local
Prazos de registro eleitoral, regras de cartazes, limites de gastos e de doações mudam de país para país. Confirme com um advogado antes de começar.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
Não converte quem já decidiu
75% dos eleitores disseram que sempre souberam como iam votar. O método serve para ganhar a fatia condicional e para mobilizar; não muda convicções firmes em dez semanas.
Não se improvisa em 68 dias
Por trás da vitória estavam seis anos de grupos locais, pesquisa desde 2016, uma Assembleia de Cidadãos e a experiência do referendo de 2015.
Tem custo interno
A disciplina de mensagem deixou de lado a linguagem dos direitos, deu muito peso aos chamados casos difíceis (cerca de metade das histórias do Storylab) e limitou a diversidade de porta-vozes.
O acesso ficou por garantir
A lei que veio depois manteve, por exemplo, um período de espera de três dias que Gráinne Griffin critica como barreira ao acesso.
A sede não chega a todo o lado
Grupos rurais ficaram semanas sem cartazes e sem resposta. A revisão conclui que faltou gente a tempo inteiro para eventos, mídia regional e relação com os grupos.
O porta a porta cobra caro a quem o faz
Falar de um tema íntimo e estigmatizado com estranhos trouxe abuso e misoginia. Sem apoio, as pessoas se queimam.

Verificar

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. Qual era o público principal da Together for Yes?
2. Segundo a pesquisa, em quem os eleitores mais confiavam para falar de aborto?
3. O que deve fazer um voluntário à porta de alguém decidido pelo Não?
4. Para que serviu o painel Canvass Together?
5. O que a boca de urna diz sobre o que mais influenciou os eleitores?

Para ir mais longe

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

Materiais gratuitos de organizações que formam organizadores, ligados a este caso.

  • Public Narrative

    Curso · Resistance School · EN

    As 15 aulas em vídeo de Marshall Ganz sobre narrativa pública (história de si, de nós e do agora), com exemplo e técnicas de coaching. Serve para formar porta-vozes e voluntários.

  • Mobilizing stories into action: The power of public narrative

    Webinar · European Center for Digital Action · 2026-05 · EN · Pede cadastro

    Webinar sobre como transformar histórias pessoais em convite à ação. Útil para preparar oficinas de narrativa com a equipe; requer conta gratuita.

  • Steps in a One-on-One Organizing Conversation

    Guia · Training for Change · EN

    Roteiro passo a passo da conversa individual de organização: como convidar alguém, descobrir motivações e fazer um pedido concreto. Use para treinar voluntários.

Mais 3
  • Supporter Engagement

    Guia · The Commons Social Change Library · 2026-01 · EN

    Onde encontrar novos apoiadores, como envolvê-los e mantê-los, com uma lista de táticas práticas.

  • Winning Words: Create messages that don't miss

    Guia · European Center for Digital Action · 2026-04 · EN

    Harvey McKinnon, especialista em captação, mostra como escrever mensagens que levam à ação, com exemplos de antes e depois. Use ao revisar e-mails e apelos.

  • The Power of Moral Language for Mobilisation

    Relatório · Campaign Lab · EN

    Experimento do Campaign Lab sobre se linguagem moral faz simpatizantes virarem ativistas. Útil para testar apelos ao voluntariado.

Biblioteca

Fontes

Este playbook foi construído sobretudo com a revisão oficial encomendada pelas co-diretoras da Together for Yes, entrevistas de…

Este playbook foi construído sobretudo com a revisão oficial encomendada pelas co-diretoras da Together for Yes, entrevistas de organizadoras e organizadores, os dados oficiais e a boca de urna da RTÉ, e reportagens publicadas entre março de 2018 e 2023. Todas as páginas foram consultadas em 26 de outubro de 2026.

39 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Katenolan1979, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado em 26 de outubro de 2026

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