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Manifestantes com bandeiras vermelhas atravessam uma ponte no centro do Recife durante o protesto contra a escala 6x1, em novembro de 2024

Brasil · 2023–2026

Fim da escala 6x1

Vida Além do Trabalho

“Vida Além do Trabalho” (VAT): o nome do movimento, que veio do primeiro grupo de WhatsApp criado depois do vídeo.

Em 2023, um vídeo no TikTok contra a escala de seis dias de trabalho e um de folga deu origem ao VAT. Em outubro de 2026, o Congresso acabou com a 6x1.

Atualizado a 29 de outubro de 202631 min de leituraFontes (44)

Uma homenagem às trabalhadoras e aos trabalhadores do comércio e dos serviços que distribuíram folhetos, assinaram e saíram à rua nas folgas que tinham. Projeto independente, sem ligação a movimentos, partidos ou governo.

Visão geral

Em 30 segundos

  1. Setembro de 2023. Rick Azevedo, balconista de farmácia no Rio, gravou no TikTok um desabafo contra a escala 6x1 e abriu um grupo que encheu em poucos dias.

  2. Mais de 2 milhões de assinaturas em novembro de 2024. A petição do VAT e a PEC de Erika Hilton puseram a 6x1 na agenda nacional.

  3. 70% dos deputados eram contra em 2025, segundo a Quaest. A 27 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou o texto por 472 a 22.

  4. 75 a 1 no Senado a 14 de outubro de 2026. A Emenda Constitucional 141, promulgada no dia 16, garante dois dias de folga e 40 horas semanais.

  5. A transição dura 14 meses: 42 horas em até 60 dias e 40 horas um ano depois. Indústria e comércio previram custos altos; o Ipea contestou.

Os primeiros passos

  1. Escrever a queixa numa frase, com o nome que o público usa
  2. Descobrir que lei ou norma tem de mudar e quem decide
  3. Deixar pronta a petição, com destinatário claro

Experimentar já Adaptar com o assistente

Se és novo nisto, começa pelos fundamentos, da meta de votos ao que diz a investigação. Ler os fundamentos

Contexto e história

A história

Em 2024, o fim da 6x1 nem constava da agenda das centrais sindicais.

Em 2024, o fim da 6x1 nem constava da agenda das centrais sindicais. O tema entrou por um vídeo de desabafo. Em pouco mais de três anos, passou de um grupo de WhatsApp a uma emenda à Constituição, aprovada por um Congresso que, em 2025, era maioritariamente contra.

75 a 1
votos no Senado, nas duas votações, a 14 de outubro de 2026oficial Fonte
472 a 22
votos na Câmara dos Deputados na primeira votação, a 27 de maio de 2026 (461 a 19 na segunda)oficial Fonte
70%
dos deputados federais eram contra o fim da 6x1 no inquérito Quaest de maio e junho de 2025estudo Fonte
14,9 M
de trabalhadores na escala 6x1, segundo dados do Ministério do Trabalho citados pelo governooficial Fonte

Do balcão à Constituição

  1. Set. 2023Rick Azevedo, balconista de farmácia no Rio, publica no TikTok um desabafo contra a escala 6x1. Cria um grupo de WhatsApp que enche em menos de uma semana e dá nome ao VAT.
  2. Jan. 2024A petição na Petição Pública passa as 500 mil assinaturas. O movimento distribui folhetos e prepara manifestações em São Paulo e Brasília.
  3. Mai.–out. 2024Erika Hilton (PSOL-SP) abre a recolha de assinaturas para uma PEC de 36 horas. Em outubro, Rick Azevedo é eleito vereador do Rio pelo PSOL com cerca de 29,3 mil votos.
  4. 11–13 nov. 2024O tema explode nas redes. A PEC passa de 134 assinaturas de deputados para 194 em dois dias; a petição ultrapassa os 2 milhões. O Ministério do Trabalho diz que as 40 horas são possíveis, por negociação coletiva.
  5. 15 nov. 2024Manifestações no feriado da República em várias capitais, convocadas pelo VAT nas redes. As centrais apoiam-nas numa carta, mas defendem uma redução gradual por categoria.
  6. Fev.–mai. 2025A PEC 8/2025 dá entrada a 25 de fevereiro com 210 assinaturas confirmadas. A oposição recolhe assinaturas para uma PEC alternativa, de regime flexível pago à hora. As centrais põem o fim da 6x1 no 1.º de Maio, e o Plebiscito Popular, lançado em abril, inclui a pergunta. Até 12 de outubro, o plebiscito somou 2,1 milhões de votos, segundo os organizadores; ver o caso Justiça fiscal no Brasil 2025.
  7. 14 abr. 2026Lula envia ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para trocar a 6x1 pela 5x2, com 40 horas e sem corte de salário.
  8. 27 mai. 2026A Câmara dos Deputados prefere a via da PEC: junta a 221/2019 e a 8/2025 num texto de 40 horas com transição e aprova-o por 472 a 22 e 461 a 19. Uma manobra de última hora do PL para voltar à 4x3 é derrotada.
  9. 14 out. 2026O Senado aprova por 75 a 1 nas duas votações, na mesma noite, sem alterar o texto. O único voto contra é de Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
  10. 16 out. 2026O Congresso promulga a Emenda Constitucional 141/2026, com Lula e Hugo Motta presentes. A 5x2 e as 42 horas aplicam-se em até 60 dias; as 40 horas, um ano depois.

Três camadas

Quem empurrou o tema não foi uma só organização. São atores diferentes, com interesses e calendários próprios, e as fontes não permitem dizer quanto pesou cada um na votação.

  • O movimento e os criadoresO VAT, com um fundador que é criador de conteúdos, grupos estaduais com coordenação, folhetos, petição e manifestações. Nasceu fora dos sindicatos e dos partidos.
  • Os aliadosDeputados que levaram o tema para dentro do Congresso (Erika Hilton e o PSOL com a PEC 8/2025, Reginaldo Lopes e o PT com a PEC 221/2019) e as centrais sindicais, que entraram com mais força a partir de 2025.
  • As instituiçõesO governo, que em 2024 falava de negociação coletiva e em 2026 enviou um projeto com urgência; e o Congresso, onde o acordo entre o governo e o centro, com Hugo Motta e o relator Léo Prates, definiu o texto final.
O que não se sabe. Nenhuma fonte lida mede o efeito da mobilização sobre a votação.

Uma análise da sociedade de advogados Mayer Brown (junho de 2026) atribui a vitória à mobilização contínua; a CNI pediu que a votação ficasse para depois das eleições, e a Fiesp chamou ao texto “PEC Boca de Urna”; entre o inquérito de 2025, com 70% dos deputados contra, e o resultado de 2026 houve também o projeto do governo, o apoio de 71% da população na sondagem Datafolha de março e o ano eleitoral. Trata a causalidade como contestada. Os números da petição variam com a data e a fonte: 500 mil (jan. 2024), 1,3 milhões (out. 2024), 1,5 milhões e mais de 2 milhões (nov. 2024; um artigo de opinião de 19 de novembro falou em mais de 3 milhões), quase 3 milhões (mai. 2025) e 3 milhões (2026); não foi possível abrir a página da petição. O total de assinaturas da PEC 8/2025 também varia (194, 210 ou 231). O número de beneficiários aparece como 14,9 milhões (governo) e 14,8 milhões (Ministério do Trabalho, citado pelo Diário do Nordeste). Um jornal falou numa sessão solene no dia 20, mas as restantes fontes registam a promulgação a 16 de outubro. O apoio nas sondagens oscilou: o Datafolha mediu 71% em março e 64% em maio de 2026, com perguntas diferentes. Além de Rick Azevedo, as fontes lidas não nomeiam outros criadores de conteúdos com papel destacado. A 4 de outubro de 2026, Rick Azevedo foi eleito deputado federal pelo PSOL-RJ e Erika Hilton foi reeleita pelo PSOL-SP.

O terreno

O que era específico do Brasil de 2023–2026 e pode faltar noutro país.

O que era específico do Brasil de 2023–2026 e pode faltar noutro país.

Plataformas

TikTok
Onde tudo começou. Em janeiro de 2024, a conta de Rick Azevedo passava os 130 mil seguidores e 1 milhão de gostos, com vídeos curtos sobre a rotina do balcão.
Instagram
A segunda rede do movimento: em outubro de 2024, a imprensa contava 180 mil seguidores na conta do VAT e mais de 200 mil na de Rick Azevedo. Serviu para levar o tema a quem não estava no TikTok.
Grupos de WhatsApp e Telegram
O primeiro grupo de WhatsApp encheu em menos de uma semana e deu o nome ao movimento. Depois vieram grupos por estado, cada um com uma coordenação.
Petição Pública
A petição dirigida ao Congresso estava alojada no site brasileiro peticaopublica.com.br e serviu de contador público da adesão.
Folhetos e manifestações
Distribuição semanal de folhetos nas cidades e manifestações em datas nacionais, como o feriado de 15 de novembro de 2024, pagas com donativos para impressão.
Sistema de assinaturas da Câmara dos Deputados
Uma PEC só começa a tramitar com 171 assinaturas de deputados. A lista é pública e foi acompanhada nome a nome pela imprensa em novembro de 2024.

Condições locais

  • Até 2026, a escala 6x1 era legal e comum no comércio, nos serviços, na indústria e na logística: o governo estimou 14,9 milhões de trabalhadores nela.
  • O limite de 44 horas semanais estava na Constituição desde 1988; mudá-lo exigia uma emenda constitucional, com três quintos dos votos em duas votações em cada câmara.
  • Muita gente trabalha mais de 40 horas: no fim de 2024, 47% dos trabalhadores por conta de outrem, segundo dados do IBGE compilados pelo Dieese.
  • A taxa de sindicalização tem vindo a cair, a reforma laboral de 2017 alargou os horários flexíveis e poucas convenções coletivas fixavam 40 horas (16% entre 2010 e 2020).
  • O tema cruzou o calendário eleitoral: Rick Azevedo foi eleito vereador em 2024 e deputado federal em 2026, e a votação final calhou entre as duas voltas da eleição presidencial de 2026.
  • O tema era popular: 71% apoiavam o fim da 6x1 na sondagem Datafolha de 3 a 5 de março de 2026 (64% em dezembro de 2024). Em maio, com outra pergunta, o Datafolha mediu 64%.
  • No Congresso, a maioria começou contra: 70% dos deputados rejeitavam a mudança no inquérito Quaest de maio e junho de 2025.

Método e evidência

O método

O VAT não tinha dinheiro, sede nem estrutura sindical.

O VAT não tinha dinheiro, sede nem estrutura sindical. Tinha uma queixa com nome curto, 6x1, que milhões reconheciam, e uma forma barata de organizar quem concordava.

Três frentes

Dar nome à queixa
A escala tinha um nome técnico que qualquer trabalhador do comércio entende. O vídeo partiu de um caso do dia a dia (a chefe a ligar na folga a pedir que entrasse mais cedo) e não de um programa político.
Contar a adesão
Uma petição dirigida ao Congresso deu um número público que crescia, e a lista de deputados que assinavam a PEC tornou-se um marcador seguido pela imprensa.
Organizar quem chegou
Grupos por estado com coordenação, folhetos todas as semanas e manifestações em feriados levaram o tema das redes para estações, portas de lojas e praças.

O ciclo da campanha

O ciclo abaixo descreve o que as fontes registam entre 2023 e 2026. Onde a fonte não diz o ritmo, o playbook não inventa um.

  1. Desabafar em vídeo Um caso pessoal, curto, com o nome da escala e uma pergunta ao coletivo: até quando?
  2. Abrir a porta Um grupo para quem se identificou e uma petição com destinatário claro, o Congresso.
  3. Dividir por estado Quando o grupo enche, abrir grupos estaduais e dar a cada um uma coordenação.
  4. Ir para a rua Folhetos pagos com donativos, distribuídos todas as semanas, e manifestações em dias de folga nacional.
  5. Levar para dentro Uma deputada aliada transforma o tema numa PEC e precisa de 171 assinaturas; o movimento ajuda a pressionar.
  6. Mostrar o marcador Assinaturas da petição e da PEC divulgadas a cada marco, para mostrar crescimento.
  7. Alargar a coligação Centrais, partidos e, por fim, o governo assumem o tema, cada um com a sua agenda.
  8. Votar e vigiar Acompanhar o texto que sai do acordo e as regras de transição, e exigir a aplicação depois da promulgação.

E recomeça.

Quem fez

Este playbook assenta no que os próprios organizadores escreveram e disseram: as entrevistas de Rick Azevedo entre 2024 e 2026, as…

Este playbook assenta no que os próprios organizadores escreveram e disseram: as entrevistas de Rick Azevedo entre 2024 e 2026, as declarações de Erika Hilton e dos autores das propostas no Congresso e os estudos de investigadores do trabalho que acompanharam o movimento e as centrais sindicais. Governo e partidos aparecem à parte, na camada que lhes cabe.

  • Rick Azevedo

    Fundador do VAT, que coordenava a nível nacional em 2024; vereador do Rio de Janeiro pelo PSOL (eleito em 2024) e deputado federal eleito pelo PSOL-RJ em outubro de 2026

    Gravou o vídeo de setembro de 2023, criou o primeiro grupo e a petição e foi eleito vereador com cerca de 29,3 mil votos e 60 mil reais de verba do partido.

    Fontes
  • Coordenações estaduais do VAT

    Grupos de WhatsApp e Telegram por estado, cada um com uma coordenação

    Organizaram a distribuição semanal de folhetos, a divulgação da petição e a recolha de donativos para impressão e para as viagens do fundador.

    Fontes
  • Erika Hilton

    Deputada federal pelo PSOL de São Paulo, reeleita em outubro de 2026; autora da PEC 8/2025

    Abriu em 2024 a recolha de assinaturas para uma PEC de 36 horas em quatro dias, passou das 171 necessárias a 13 de novembro de 2024 e entregou o texto a 25 de fevereiro de 2025.

    Fontes
  • Reginaldo Lopes

    Deputado federal pelo PT de Minas Gerais, autor da PEC 221/2019

    Apresentou em 2019 a PEC de redução do horário de trabalho que, somada à de Erika Hilton, deu o texto aprovado em 2026.

    Fontes
  • Léo Prates e Omar Aziz

    Relatores na Câmara dos Deputados (Republicanos-BA) e no Senado (PSD-AM)

    Prates escreveu o texto de 40 horas com transição de 14 meses, aprovado por 34 a 4 na comissão especial; Aziz relatou-o no Senado sem alterações.

    Fontes
  • Centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CSB, NCST)

    Organizações dos sindicatos de trabalhadores

    Em novembro de 2024 apoiaram as manifestações numa carta conjunta, mas propuseram uma redução gradual por categoria; em 2025 puseram o fim da 6x1 na agenda do 1.º de Maio.

    Fontes

Nas palavras de quem fez

Declarações de participantesO que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram.

O que organizadoras e organizadores disseram sobre as decisões que tomaram. Paráfrases, salvo indicação em contrário.

Mais 5 citações
  • Os sindicatos conquistaram muitos dos direitos de hoje, mas precisam de se atualizar para chegar a quem trabalha em condições precárias.

    Rick Azevedo, vereador eleito, Brasil de Fato, republicado pelo IHU, 19 out. 2024

  • Sobre falar de política com os mais jovens nas redes: “A geração Z não quer discursos prontos ou distantes.”

    Rick Azevedo, vereador eleito, ISTOÉ, 22 out. 2024

  • Ao anunciar as assinaturas da PEC: “graças à mobilização da sociedade, em todo Brasil, ultrapassamos as 171 assinaturas necessárias.”

    Erika Hilton, deputada federal (PSOL-SP), CNN Brasil, 13 nov. 2024

  • Na justificação da PEC, apresentou a redução como parte de um movimento global por modelos de trabalho mais flexíveis para quem trabalha.

    Erika Hilton, deputada federal (PSOL-SP), CNN Brasil, 13 nov. 2024

  • Os ganhos de produtividade deviam ser partilhados com os trabalhadores, sob a forma de mais tempo livre para cuidar da família.

    Reginaldo Lopes, deputado federal (PT-MG), Jornal GGN, republicado pelo IHU, 11 nov. 2024

Materiais e exercícios

Jogadas para levar

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

Escolhe as jogadas que servem o teu contexto e junta-as ao teu kit.

  1. Desabafo com nome curto

    Um vídeo na primeira pessoa sobre um caso concreto da semana, com o nome que todos usam para o problema e um pedido claro. No Brasil, o desabafo de Rick Azevedo sobre a 6x1 em setembro de 2023 deu origem ao VAT.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a queixa é comum, tem um nome reconhecível e quem fala vive o problema.
    Não usar quando
    Não funciona com uma causa abstrata, um porta-voz que não vive o problema ou um vídeo sem pedido de ação.
    1. Semana −60 Escrever o caso em três frases: o que aconteceu, o nome do problema, o custo
    2. Semana −60 Gravar no telemóvel, em até um minuto, com o pedido no fim
    3. Semana −60 Ter prontos o link da petição e o do grupo antes de publicar
    4. Semana −59 Publicar e responder aos comentários com o link do grupo
    5. Semana −58 Gravar um segundo vídeo com as histórias que chegaram, com autorização

    Equipa

    • Voz pública: quem vive o problema e grava
    • Moderação: responde aos comentários e envia o link do grupo
    • Apoio: confirma a autorização antes de usar histórias de outras pessoas

    O que medir: Pessoas que entraram no grupo ou assinaram a petição na semana do vídeo, contadas na lista, não visualizações.

    Riscos a vigiar: Exposição e assédio a quem grava e a quem conta o caso do chefe: não identifiques a empresa nem colegas sem consentimento e prepara a voz pública para ataques.

  2. Grupos por território com coordenação

    Quando o primeiro grupo enche, abrir grupos por estado ou cidade, cada um com uma coordenação que organiza a distribuição de folhetos e as manifestações. O VAT fê-lo em WhatsApp e Telegram e manteve folhetos todas as semanas.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando há mais interessados do que um grupo comporta e gente disposta a coordenar localmente.
    Não usar quando
    Não funciona se as coordenações não tiverem autonomia ou se o grupo for só para reencaminhar mensagens, sem ação na rua.
    1. Semana −58 Abrir o primeiro grupo e um formulário com cidade e consentimento
    2. Semana −56 Abrir grupos por estado quando o primeiro encher
    3. Semana −55 Escolher uma coordenação por grupo e escrever regras de convivência
    4. Semana −54 Criar o mesmo grupo numa segunda aplicação, como reserva
    5. Semana −52 Marcar a primeira distribuição semanal de folhetos em cada estado
    6. Semana −48 Juntar as folhas de distribuição uma vez por mês

    Equipa

    • Coordenação nacional: liga os grupos e define a ação da semana
    • Coordenação estadual: marca a distribuição de folhetos e as manifestações
    • Finanças: recolhe donativos para impressão e publica as contas

    O que medir: Distribuições de folhetos feitas por semana em cada estado e voluntários presentes, registados na folha de distribuição.

    Riscos a vigiar: Os dados de quem entra nos grupos são pessoais e revelam opinião política: pede consentimento, não exportes listas e tira do grupo quem divulgar dados de colegas.

  3. Marcador público de assinaturas

    Divulgar a cada marco quantas pessoas assinaram a petição e quantos deputados assinaram a proposta. Em novembro de 2024, a PEC de Erika Hilton passou de 134 para 194 assinaturas de deputados em dois dias, com a lista seguida pela imprensa.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando a proposta precisa de um número mínimo de assinaturas e a lista de quem assinou é pública.
    Não usar quando
    Não funciona com números inflacionados ou impossíveis de verificar, nem quando se transforma em perseguição a deputados.
    1. Semana −30 Descobrir quantas assinaturas a proposta exige e quem pode assinar
    2. Semana −28 Montar a lista pública de quem já assinou, com a fonte oficial
    3. Semana −26 Publicar o número a cada marco, com a data
    4. Semana −26 Pedir a cada pessoa que escreva ao deputado do seu círculo
    5. Semana −25 Agradecer publicamente a quem assinou
    6. Semana −24 Anunciar quando o mínimo for atingido e qual é o passo seguinte

    Equipa

    • Monitorização: confirma a lista oficial e atualiza o marcador
    • Comunicação: publica cada marco com data e fonte
    • Ponte parlamentar: fala com os deputados aliados

    O que medir: Mensagens enviadas por apoiantes a deputados do seu círculo, contadas pelo formulário, e novas assinaturas de deputados confirmadas na lista oficial.

    Riscos a vigiar: A pressão passa a assédio quando expõe moradas ou família: exige o voto e a assinatura por canais oficiais, nunca a vida privada, e corrige de imediato qualquer número errado.

  4. Manifestação nacional no dia de folga

    Marcar manifestações em várias cidades num dia em que quem trabalha está de folga, convocadas nas redes com cidade, local e hora. O VAT convocou manifestações para o feriado de 15 de novembro de 2024, e as centrais levaram o tema ao 1.º de Maio de 2025.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona quando já há grupos locais e o tema está em alta.
    Não usar quando
    Não funciona num dia útil para quem trabalha na escala que se quer mudar, nem sem coordenação local.
    1. Semana −4 Escolher um feriado ou data simbólica em que muita gente folga
    2. Semana −3 Confirmar coordenação, local e hora em cada cidade
    3. Semana −2 Avisar as autoridades conforme a lei local
    4. Semana −1 Publicar a lista de cidades e atualizá-la quando outras confirmarem
    5. Semana do dia D Fazer a manifestação com recolha de assinaturas e entrada nos grupos
    6. 1 semana(s) depois Publicar o balanço por cidade, sem inflacionar números

    Equipa

    • Coordenação local: local, segurança e equipa de acolhimento
    • Comunicação: convocatória, lista de cidades e balanço
    • Registo: assinaturas e entrada nos grupos na própria manifestação

    O que medir: Pessoas que assinaram ou entraram num grupo local durante a manifestação, contadas pela equipa de registo em cada cidade.

    Riscos a vigiar: Manifestações pequenas parecem prova de fraqueza e as grandes atraem conflito: escolhe locais à medida da rede, tem uma equipa de segurança e divulga estimativas com fonte.

  5. Vigiar o texto e a transição

    Ler o texto que sai do acordo, explicar em linguagem simples o que muda e quando, e abrir um canal para quem trabalha relatar incumprimentos. A emenda de 2026 deu 60 dias para a 5x2 e as 42 horas e mais um ano para as 40 horas.

    Como montar, passo a passo
    Funciona quando
    Funciona depois da votação, quando o risco passa a ser a lei não chegar ao local de trabalho.
    Não usar quando
    Não funciona se prometer efeito imediato ou direitos que o texto não traz, nem se expuser empresas sem verificar.
    1. Semana do dia D Ler o texto final e separar o que vale já, em 60 dias e em 14 meses
    2. 1 semana(s) depois Publicar um resumo simples com as datas e as exceções
    3. 2 semana(s) depois Abrir um formulário para relatos, com consentimento e anonimato
    4. 4 semana(s) depois Encaminhar os relatos para sindicatos e para a inspeção do trabalho
    5. 6 semana(s) depois Acompanhar a regulamentação pendente no Congresso
    6. 9 semana(s) depois Fazer um balanço público quando terminar cada prazo

    Equipa

    • Leitura jurídica: traduz o texto e as exceções
    • Acolhimento: recebe relatos e indica a quem recorrer
    • Ponte com sindicatos e inspeção do trabalho

    O que medir: Relatos de incumprimento recebidos e encaminhados para um sindicato ou para a inspeção do trabalho, registados no formulário.

    Riscos a vigiar: Os relatos podem expor trabalhadores a retaliações: guarda-os em sigilo, publica só dados agregados e nunca acuses uma empresa sem verificação.

Toolkit

O que o VAT usou, organizado para adaptares.

O que o VAT usou, organizado para adaptares. Serve para uma causa laboral, de habitação ou de transportes que nasce de uma queixa comum e precisa de chegar a uma lei.

Escolhe o teu país para ver as ferramentas equivalentes e os pontos legais a confirmar.

Operação

Uma estrutura leve: uma voz pública, coordenações estaduais e muita gente a distribuir folhetos. O custo foi a dependência de uma só pessoa, que depois passou a vereador e, em 2026, foi eleito deputado federal.

Equipa mínima

Coordenação nacional
No VAT, o próprio fundador. Fala em nome do movimento, grava os vídeos e liga os grupos estaduais.
Coordenações estaduais
Uma por grupo de WhatsApp ou Telegram. Organizam a distribuição de folhetos e as manifestações e fazem circular os materiais.
Distribuição de folhetos
Voluntários que entregam folhetos em sítios com muita passagem de trabalhadores e pedem assinaturas.
Finanças da impressão
Recolhe donativos para folhetos e viagens. Sugestão: publicar quanto entrou e em que foi gasto.
Ponte parlamentar
Contacto com os deputados que apresentam as propostas e acompanhamento das assinaturas e da tramitação. É um aliado, não o dono do movimento.

Ritmo semanal e diário

  1. Todas as semanasDistribuição de folhetos, segundo o dossiê publicado pela CTB em 2025.
  2. A cada marcoVídeo novo e publicação com o número de assinaturas da petição ou da PEC.
  3. Datas nacionaisManifestações em feriados, como 15 de novembro de 2024, e no 1.º de Maio, quando a maioria tem folga.
  4. VotaçõesMobilização na semana em que o texto vai à comissão ou ao plenário.

As fontes não detalham reuniões internas do VAT. O ritmo acima é o que aparece nas reportagens e nos estudos; ajusta-o ao tamanho da tua rede.

Plano B

  • Grupos em duas aplicações (WhatsApp e Telegram), para não depender de uma só.
  • Coordenações estaduais capazes de agir sem a voz nacional.
  • Folheto impresso para quem não está nas redes.
  • Mais de uma proposta legislativa em curso: a PEC 221/2019 já existia quando a PEC 8/2025 foi apresentada, e as duas foram somadas.
  • Sugestão: mais de um porta-voz preparado, para o movimento não parar quando o fundador entra na política.

Tecnologia

Quase tudo gratuito. O gasto conhecido foi a impressão de folhetos, paga com donativos.

  • TikTokGratuito

    Vídeos curtos de desabafo e explicação, gravados no telemóvel. Foi o canal de origem.

  • InstagramGratuito

    Segunda rede, para chegar a quem não estava no TikTok e divulgar manifestações.

  • Grupos de WhatsAppGratuito

    Primeiro um grupo nacional e depois grupos por estado, com coordenação.

  • Grupos de TelegramGratuito

    Usados a par do WhatsApp nos estados; servem de reserva se uma aplicação falhar.

  • Petição online (Petição Pública)Gratuito

    Petição dirigida ao Congresso, com contador público de assinaturas.

  • Lista pública de assinaturas da PECGratuito

    O sistema da Câmara dos Deputados mostra quem assinou; a imprensa publicou a lista por partido.

  • FolhetosCusto de impressão

    Impressos com donativos e distribuídos todas as semanas.

  • Recolha informal de donativosGratuito

    Donativos nos grupos para impressão e viagens.

  • Convocatória de manifestaçõesGratuito

    Publicações nas redes com cidade, local e hora, como na convocatória de 12 de novembro de 2024.

Guias rápidos por canal

Colunas da folha de distribuição de folhetos

Data · Cidade e local · Grupo estadual · Voluntários presentes · Folhetos entregues · Assinaturas recolhidas · Novos contactos que pediram para entrar no grupo · Dúvida mais ouvida · Quem registou

Não há dados públicos de gastos do VAT. O que se sabe: os grupos recolhiam donativos para impressão e viagens, e Rick Azevedo foi eleito vereador com 60 mil reais, a verba mais baixa entre os eleitos do PSOL no Rio. A folha de distribuição acima é uma sugestão deste playbook.

Comunicação

O tom foi de desabafo na primeira pessoa, com as palavras de quem está ao balcão. A comparação com a escravatura aparece desde o primeiro vídeo.

A fórmula de um vídeo de desabafo

  1. O caso Uma situação concreta da tua semana: o chefe que liga na folga, a troca de folga imposta.
  2. O nome Dar à queixa o nome que toda a gente conhece: 6x1, seis dias de trabalho para um de folga.
  3. O custo O que fica sem tempo: família, estudos, lazer, saúde.
  4. A pergunta Chamar o coletivo: até quando vai quem trabalha aceitar isto?
  5. O pedido Uma só ação: assinar, entrar no grupo do teu estado ou ir à manifestação.

Regras de mensagem

  • Fala da rotina de quem trabalha, com exemplos que o público reconhece.
  • Usa o nome curto da causa (6x1) em todos os materiais.
  • Pede uma ação de cada vez, com link ou local.
  • Diz a quem se dirige a pressão: o Congresso, a PEC, os deputados do teu estado.
  • Sugestão: antes de usares comparações fortes, pensa em como soam a quem viveu trabalho análogo à escravatura.
  • Não prometas o que a lei não diz: em 2026, o texto aprovado foi 40 horas com transição, não 36.
  • Mantém o movimento apartidário no discurso, mesmo quando aliados de partidos levam a causa.

Exemplo de vídeo

Hoje era a minha única folga da semana e o meu gerente ligou a pedir para eu entrar mais cedo. Seis dias a trabalhar, um de descanso: é a escala 6x1. Não sobra tempo para estudar, para estar com o meu filho, para ir ao médico. Se também vives isto, assina a petição no link e entra no grupo do teu estado. No sábado há distribuição de folhetos na estação.

Levar para o teu contexto

O que funciona em qualquer lado e o que dependia do Brasil de 2023–2026.

O que funciona em qualquer lado e o que dependia do Brasil de 2023–2026.

Funciona em qualquer lado

  • Dar à queixa um nome curto que quem a vive já usa.
  • Partir de um caso pessoal e verificável, contado por quem o viveu.
  • Abrir uma porta de entrada no próprio dia em que o tema se torna viral: grupo e lista com consentimento.
  • Dividir a rede por território assim que crescer, com uma coordenação em cada um.
  • Mostrar a adesão com um contador público e o marcador de quem decide.
  • Manter o movimento separado dos partidos e do governo, mesmo trabalhando com eles.
  • Acompanhar o texto final e as regras de transição, e não só a votação.

Depende do contexto

TikTok e Instagram como canais de origem
Usa a rede onde o teu público fala de trabalho: YouTube Shorts, Facebook em regiões com população mais velha, X entre jornalistas. O formato do desabafo curto na primeira pessoa mantém-se.
Grupos de WhatsApp e Telegram
Onde o WhatsApp não domina, usa Signal, Telegram, Discord ou listas de e-mail. O que importa é ter grupos por território com uma coordenação.
Petição Pública
Onde houver petição oficial ao Parlamento (como a petição à Assembleia da República) ou iniciativa de cidadania (como na União Europeia), prefere a oficial: tem efeito formal e regras claras de verificação.
PEC com 171 assinaturas de deputados
Noutros países, o caminho pode ser um projeto de lei de um grupo parlamentar, uma iniciativa legislativa de cidadãos ou um referendo. Descobre quantas assinaturas ou votos são precisos e torna esse número público.
Horário de trabalho na Constituição
No Brasil, mudar o horário exigia uma emenda. Onde o horário está no código do trabalho ou em convenções coletivas, a pressão vai para o governo, o Parlamento ou a negociação setorial.
Ano eleitoral
A votação final calhou entre as duas voltas de 2026. Onde não há eleições à vista, o custo político de votar contra é menor e o movimento precisa de mais tempo de pressão.

Praticar

ExercícioTreina com as missões e situações do caso.

Decidir como a coordenação do VAT

Cinco momentos da campanha de 2023–2026. Escolhe o que farias e vê o que aconteceu.

Plano em 5 fases

Uma sequência inspirada no percurso do VAT, do primeiro vídeo à aplicação da lei, como lista de verificação.

Uma sequência inspirada no percurso do VAT, do primeiro vídeo à aplicação da lei, como lista de verificação. O progresso fica guardado neste navegador.

  1. Antes de se tornar viral

  2. Primeiras semanas

  3. Organizar a rua

  4. Levar ao Parlamento

  5. Depois da votação

Verificar

ExercícioCinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

Cinco perguntas, com a explicação depois de cada resposta.

1. Como começou o movimento Vida Além do Trabalho?
2. Quantas assinaturas de deputados precisa uma PEC para começar a tramitar na Câmara dos Deputados?
3. O que diz a Emenda Constitucional 141/2026?
4. Qual destas afirmações sobre o papel da mobilização na votação é sustentada pelas fontes?
5. Qual foi a principal objeção da CNI em agosto de 2026?

Limites e fontes

Regras

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.

As regras abaixo protegem a credibilidade da campanha.

Dados de quem assina e entra nos grupos
Pede consentimento, diz para que servem os dados e não os passes a partidos ou candidaturas. Opinião política e filiação sindical são dados sensíveis no RGPD e na LGPD.
Movimento e candidatura separados
Quando um porta-voz passa a candidato, a lista do movimento não pode virar lista de campanha, e os donativos ao movimento não podem pagar a candidatura. Segue a lei eleitoral do teu país.
Pressão sem assédio
Interpela os deputados pelo voto e pela assinatura por canais oficiais. Nada de expor moradas, família ou vida privada.
Só gente real
Nada de perfis falsos, assinaturas inventadas ou robôs para inflacionar a petição. Um número inflacionado desacredita todos os outros.
Casos com consentimento
Ao contares histórias de colegas ou de empresas, pede autorização e não identifiques ninguém que possa sofrer retaliações.
Números com fonte e data
Publica assinaturas, marcadores e estimativas de participação com a fonte e a data. Corrige em público quando errares.
Donativos às claras
Diz quanto entrou e em que foi gasto, mesmo numa recolha informal para folhetos.
Lei local
As regras de manifestação, de petições oficiais e de distribuição de folhetos mudam de país para país. Confirma antes de marcar a manifestação.

Limites

O que este método não faz, e quando falha.
Não prova que a mobilização ganhou a votação
Entre 2025, com 70% dos deputados contra, e 2026, com 472 votos a favor, houve o projeto do governo com urgência, o apoio de 71% da população na sondagem Datafolha de março e o ano eleitoral. Uma análise da sociedade de advogados Mayer Brown atribui a vitória à mobilização; a CNI e a Fiesp viram motivação eleitoral. Nenhum dado separa os fatores.
Não garantiu a proposta original
O VAT e a PEC 8/2025 pediam 36 horas em quatro dias; o texto aprovado foi 40 horas em cinco, com transição de 14 meses, exceções para quem tem curso superior e ganha pelo menos 2,5 vezes o teto do INSS, e sem se aplicar à função pública. Uma lei complementar ainda pode prever medidas de transição para microempreendedores e pequenas empresas.
Não encerra a disputa sobre custos
A CNI estimou até 267,2 mil milhões de reais por ano de custo adicional e uma queda de 0,7% no PIB; a CNC, uma subida de 21% no custo do trabalho; uma simulação da FGV/Ibre citada pela CNI falou numa queda de até 11,3% no PIB. O Ipea estimou uma subida média de 7,8% no custo do trabalho e lembrou que os aumentos do salário mínimo não reduziram o emprego. As pequenas empresas podem precisar de apoio.
Não cobre quem não tem contrato
A emenda muda o horário do trabalho com contrato formal. Trabalhadores informais, como muitos estafetas e motoristas de plataformas, não são tratados no texto lido; Rick Azevedo disse que os sindicatos precisam de se atualizar para chegar a eles.
Depende demasiado de uma voz
O movimento ficou associado a uma pessoa que depois entrou na política partidária. As fontes não mostram um segundo porta-voz com o mesmo alcance.
Não dispensa os sindicatos
O VAT nasceu fora deles e as centrais chegaram tarde, mas fiscalizar a transição e negociar os setores com regras próprias passa pelas convenções coletivas e pela inspeção do trabalho.

Fontes

Este playbook foi construído com entrevistas de Rick Azevedo, declarações de deputados, estudos de investigadores do trabalho e reportagens…

Este playbook foi construído com entrevistas de Rick Azevedo, declarações de deputados, estudos de investigadores do trabalho e reportagens publicadas entre janeiro de 2024 e outubro de 2026. Todas as páginas foram consultadas a 29 de outubro de 2026.

44 fontes

Quem fez

Dados

Imprensa

Análise

Imagem: Romerito Pontes, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons (adapted)

Atualizado a 29 de outubro de 2026

Usar este caso

O texto está em Creative Commons BY 4.0: podes usá-lo, adaptá-lo e partilhá-lo, numa aula, num artigo ou numa formação, desde que cites a fonte.

Mendonça, V. (2026). Fim da escala 6x1 no Brasil: do TikTok à Constituição. DIY for Change. https://janonismo.com/pt-pt/playbooks/brasil-fim-6x1-2026/ (atualizado a 29 de outubro de 2026). CC BY 4.0.

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